Pastor: Lucimar Fernandes da Silveira
"Porque o remédio para a cura da alma é a palavra de Deus"
MINISTÉRIO S.O.S DA ALMA
domingo, 29 de agosto de 2021
A SÍNDROME DO PATO 10 Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, - ppt carregar
A SÍNDROME DO PATO 10 Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, - ppt carregar: 13 Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte;
sexta-feira, 17 de julho de 2020
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
terça-feira, 27 de junho de 2017
Estejam alertas e fiquem vigiando porque o inimigo de vocês, o Diabo, anda por aí como um leão que ruge, procurando alguém para devorar. Fiquem firmes na fé e enfrentem o Diabo porque vocês sabem que no mundo inteiro os seus irmãos na fé estão passando pelos mesmos sofrimentos.
1Pedro 5:8-9. Ótima terça-feira abençoada!!
sábado, 5 de novembro de 2016
Lição 6 - Deus: O Nosso Provedor
6 de Novembro de 2016
TEXTO ÁUREO
"E apareceu-lhe o SENHOR e
disse: Não desças ao Egito. Habita na terra que eu te disser." (Gn 26.2)
VERDADE PRÁTICA
Em tempos de crises financeiras
não se volte às coisas deste mundo, mas busque a suficiência do Pai Celeste.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 26.1-6
1 -
E havia fome na terra, além da primeira fome, que foi nos dias de Abraão; por
isso, foi-se Isaque a Abimeleque, rei dos filisteus, em Gerar.
2 -
E apareceu-lhe o SENHOR e disse: Não desças ao Egito. Habita na terra que eu te
disser;
3 -
peregrina nesta terra, e serei contigo e te abençoarei; porque a ti e à tua semente
darei todas estas terras e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão,
teu pai.
4 -
E multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e darei à tua semente
todas estas terras. E em tua semente serão benditas todas as nações da terra,
5 -
porquanto Abraão obedeceu à minha voz e guardou o meu mandado, os meus
preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.
6 -
Assim, habitou Isaque em Gerar.
HINOS SUGERIDOS: 52, 385, 427 da Harpa Cristã
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Na lição de hoje estudaremos a
respeito da ida de Isaque para o Egito e as crises que o filho da promessa teve
que enfrentar ali. Deus tinha feito uma promessa a Abraão e seus descendentes,
mas isso, não significava que eles não enfrentariam obstáculos e crises. Isaque
também teve que enfrentar a tensão da esterilidade de sua esposa.
Enfrentou a crise da falta de
alimentos e de água; além de vizinhos invejosos e perversos. Mesmo enfrentando
problemas com seus vizinhos, Isaque não deixou de trabalhar, de investir e crer
na provisão divina. Seus inimigos, por diversas vezes entulharam seus poços,
mas ele continuou crendo. A fé fez com que ele cavasse vários poçosa crise,
seja ela financeira, familiar, ministerial ou espiritual; não desista! Continue
"cavando seus poços"; trabalhando e crendo. Pois você
também verá a provisão de Deus.
COMENTÁRIO\INTRODUÇÃO
Na lição de hoje veremos, que assim
como no tempo de Abraão, a terra estava enfrentando novamente um período de
escassez. Então Isaque, o filho da promessa, foi buscar pastagem no território
de Abimeleque, perto da fronteira com o Egito. Porém, Deus apareceu ao seu
servo e disse-lhe que não deveria descer ao Egito. O Senhor também renovou-lhe
as promessas dadas a Abraão. Canaã deveria ser a casa de Isaque e não o Egito.
Canaã celestial é a nossa casa, estamos indo para lá. Por isso não se deixe
seduzir pelas riquezas deste mundo.
Comentário: Abimeleque ("pai do rei”, ou, talvez, "pai real";
Pode-se tratar de um título que distinguia os governantes filisteus, como
Faraó, no Egito, e não ser um nome pessoal.) foi um rei de Gerar (Gn 26.1-11).
O que aconteceu com ele foi semelhante ao que aconteceu com Abimeleque, rei de
Gerar na época de Abraão, cerca de um século antes. Isaque, como seu pai, disse
que Rebeca era sua irmã, e a história se repetiu, incluindo novamente a
intervenção divina. Houve novamente uma disputa por poços, cujo resultado foi
um acordo (Gn 26.17-32). Abimeleque, mesmo sendo inimigo de Isaque, procurou
manter sua amizade, por ver como Deus o fazia prosperar. AQ lição de hoje fala
de fome, escassez, crise. A fome nos tempos da bíblia era diferente da fome dos
tempos atuais. Fome nos tempos de hoje é uma questão social, já nos tempos da
bíblia era uma questão territorial. Somos susceptíveis a este tipo de crise na
vida, onde a saída não está em nossas mãos. Existem coisas que não dependem da
nossa vontade, elas simplesmente se estabelecem diante de nós e nós não
conseguimos mudar a situação. E foi nessa situação de fome, de crise que Isaque
estava vivendo.
I - ISAQUE VAI PARA GERAR POR CAUSA DA FOME
1. A intenção de Isaque. A decisão de descer ao Egito parecia ser a
melhor opção. Em tempos de fome e escassez, as pessoas tendem a tomar decisões
que envolvem mudança. Querem mudar de localidade, de país, de emprego, tentando
escapar da crise. Não existe nada de errado em querer mudar e livrar-se das
dificuldades. Porém, toda mudança deve ser feita com a orientação de Deus.
Nunca tome decisões sem antes orar e consultar ao Senhor. Ouça a voz do Pai
Celeste. Temos um Deus que fala e que tem prazer em nos orientar. Ele não nos
quer andando de um lado para o outro sem direção.
Comentário: Importante lembrar que isso não é uma fórmula. O ouvir a voz de Deus e
fluir com Seu plano para cada geração é crucial. A fome estava dominando Canaã
durante os dias de Isaque, assim como dominou nos dias de seu pai Abraão. Não
foi à toa que ele pensou, “Estamos passando necessidade. Meu pai Abraão fugiu
para o Egito durante a fome e Deus o abençoou lá. Se eu fugir para o Egito,
Deus também me abençoará”. Isaque estava seguindo os passos de seu pai quando o
Senhor apareceu para ele na cidade de Gerar. Se você olhar em um mapa na época
da geração de Isaque, verá que Gerar é a última cidade em Canaã antes do
Deserto de Sur na estrada entre a nação dos filisteus e o Egito. Até aquele
momento, Isaque estava seguindo uma fórmula. Mas quando o Senhor apareceu para
ele, Ele disse que não queria que Isaque fosse ao Egisto, mas que ficasse em
Canaã, pois o Senhor o abençoaria lá (onde a fome dominava). O Senhor estava
fazendo algo diferente para Isaque, e era importantíssimo que ele seguisse esse
plano. O mesmo se aplica a todas as gerações.
2. Promessas em tempos de crises. Havia fome na terra. A crise estava
instalada, mas os céus não estavam e não estarão jamais em crise. O Senhor
apareceu a Isaque e renovou-lhe as promessas que haviam sido feitas ao seu
pai. Mesmo em tempos de escassez, o filho da promessa ouve a voz de Deus que
lhe assegura: "Serei contigo e te abençoarei" (Gn 26.3). O Deus de
Isaque é o nosso Deus. Ele não mudou e também deseja abençoar sua vida. Não
importa se um país está em meio a uma crise política e econômica. Para Deus não
existem impossíveis.
Comentário: A vida de Isaque nos apresenta um Deus cumpridor de suas
promessas. Em Isaque, os quatro elementos da promessa feita a Abraão,
registradas em Gn 12:1-3, começam a se cumprir:
1. terra – ele permanece em Canaã após a
morte de seu pai aprofundando ali as raízes familiares em obediência a Deus;
2. descendentes – continua a linhagem
através de Jacó, após o qual a multiplicação de descendentes acelerou;
3. relacionamento especial com Deus –
foi temente a Deus e por ele grandemente abençoado;
4. bênção às nações – durante o tempo
que Isaque morou em Gerar, já aparecem pequenos sinais de bênção para as
nações.
Isaque teve fé como seu pai e soube que o
Senhor não mentiria, pois o que Ele prometeu era capaz de cumprir. Ele deve ter
pensado mais ou menos assim, “Sei que Deus vai me abençoar aqui, pois Ele
prometeu. Preciso de água para a minha plantação. Não há chuva e os rios
secaram...”.
3. A obediência de Isaque. Assim como seu pai, Isaque era obediente. Se
Deus estava dizendo que não era para descer ao Egito, ele obedeceu. A
obediência a Deus nos faz prosperar, mesmo em tempos de crises. As escolhas
erradas e a desobediência geram maldição (Dt 29.21). Se você deseja contar com
a provisão divina até chegar à Canaã Celestial, seja obediente. Não se importe
com o que as pessoas dizem a seu respeito; obedeça a Deus.
Comentário: Isaque precisou crer no que Deus havia prometido. Nesse sentido,
ele seguiu os passos de fé do seu pai Abraão. Ele também teve que crer que o
que Deus prometeu, era capaz de cumprir. Deus prometeu que se ele permanecesse
em Canaã, em meio à fome, Deus o abençoaria ali. Gerar era a principal cidade
dos filisteus, na época de Abraão e de Isaque, e estava localizada na fronteira
sul da Filístia, não muito distante da cidade de Gaza. Diferente de seu Pai, a
ordem dada a Isaque, e que exigiria uma resposta de fé, não foi para que
saísse, mas para que permanecesse. A terra estava assolada pela fome, mas Deus
lhe garantiu segurança e cuidado. Pela fé, Isaque permanece em Gerar. É
importante notar que o termo hebraico que Moisés usa para registrar tanto a
ordem divina, quando a disposição obediente de Isaque, traduzido para a nossa
língua por “habitar”, significa “habitar como peregrino”. Deus lhe dizia que,
ainda que para fugir da fome ele devesse morar em Gerar, terra dos Filisteus,
ele não deveria fazer daquele povo sua pátria. Isaque deveria morar entre eles,
sem se esquecer de sua condição nômade peregrina.
SUBSÍDIO BÍBLICO TEOLÓGICO
O concerto de Deus com Isaque
Deus procurou estabelecer o concerto
abraâmico com cada geração seguinte, a partir de Isaque, filho de Abraão' (Gn
17.21). Noutras palavras, não bastava que Isaque tivesse por pai a Abraão; ele,
também, precisava aceitar pela fé as promessas de Deus. Somente então é que
Deus diria: 'Eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente'
(Gn 26.24). Durante os vinte primeiros anos do seu casamento, Isaque e Rebeca
não tiveram filhos.
Rebeca permaneceu estéril até que
Isaque orou ao Senhor, pedindo que sua esposa concebesse. Esse fato demonstra
que o cumprimento do concerto não se dá por meios naturais, mas somente pela
ação graciosa de Deus, em resposta à oração e busca da sua face. Isaque tinha
de ser obediente para continuar a receber as bênçãos do concerto. Quando uma
fome assolou a terra de Canaã, por exemplo, Deus proibiu Isaque de descer ao
Egito, e o mandou ficar onde estava. Se obedecesse a Deus, teria a promessa
divina: [...] confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão,
teu pai' (Gn 26.3)" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD,
1995, p.73).
II - CRISE COM OS VIZINHOS
1. Crise em Gerar. Depois de ouvir a voz de Deus dizendo-lhe
para não descer ao Egito, Isaque se estabeleceu em Gerar. Os homens daquele
lugar se encantaram com a beleza de Rebeca (Gn 26.7), e perguntaram a Isaque
quem era ela. Com medo de ser morto, Isaque disse que ela era sua irmã (Gn
26.7). A atitude de Isaque foi semelhante à de seu pai (Gn
12.13). Parece que a confiança que Isaque tinha em Deus falhou nesse
momento. Isso nos mostra que somos humanos, imperfeitos. Estamos sujeitos a
errar nos momentos de crises. Isaque errou. Abimeleque mostrou a
Isaque o perigo que ele havia corrido, pois qualquer um daquele lugar poderia
ter tomado Rebeca como mulher, cometendo um grande delito.
Comentário: Isaque temia por sua vida, raciocinando que algum homem talvez
quisesse matá-lo para obtê-la como esposa. Assim, num esforço de evitar isso,
Isaque a fez passar por sua irmã. Isaac comete o mesmo erro de seu pai e pede
para que Rebeca diga que é sua irmã. É algo inexplicável que estes dois grandes
homens tenham cometido tal dissimulação, pela qual tanto expuseram suas
próprias esposas e sua reputação. Este Abimeleque (“Meleque é pai” ou “meu pai
é rei”) não era o mesmo dos fatos ocorridos com Abraão, como já explicado
acima, trata-se de um título honorífico aplicado aos reis filisteus, como César
dos imperadores romanos e Faraó dos egípcios.
2. Isaque semeou em Gerar. Isaque semeou em sua terra até mesmo em
tempos de fome, tendo que lidar com a inveja de seus vizinhos (Gn 26.12).
Semear envolve esforço, fé, e Isaque fez sua parte. Muitos querem prosperar,
mas não querem semear no Reino de Deus. Pessoas que já não dão seus dízimos nem
suas ofertas, mas querem colher. Mesmo em tempos de crise econômica, não deixe
de semear, pois ao seu tempo você colherá. Deus abençoou as sementes de Isaque
e a colheita foi farta (Gn 26.12).
Comentário: Isaac tornou-se mais parado do que seu pai nômade. Seu sucesso
dependia da chuva do céu. Sua obediência durante a fome foi recompensada. A
bênção de Deus é tão evidente sobre Isaque, o sucessor escolhido para as
promessas de Deus, como foi com seu pai Abraão. Isaac semeou naquela terra
castigada pela fome e prosperou (“Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que
os meus servos comerão, mas vós padecereis fome; eis que os meus servos
beberão, porém vós tereis sede; eis que os meus servos se alegrarão, mas vós
vos envergonhareis;” - Is 65,13; “Não serão envergonhados nos dias maus,
e nos dias de fome se fartarão”. - Sl 37.19). Isaque se tornou próspero e
influente de tal forma que os filisteus, com medo ou inveja de sua
prosperidade, obrigou-o a deixar o país (“O furor é cruel e a ira impetuosa,
mas quem poderá enfrentar a inveja?” - Pv 27.4; “Também vi eu que todo o
trabalho, e toda a destreza em obras, traz ao homem a inveja do seu próximo.
Também isto é vaidade e aflição de espírito.” - Ec 4.4). Parece haver uma
ênfase colocada sobre o tempo no versículo 12 - “e colheu naquele mesmo ano
cem medidas”, foi nesse mesmo ano, quando houve uma fome na terra, enquanto
os filisteus sofriam com a escassez, Isaque colheu em abundância. Por que
Isaque foi abençoado? Podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que a razão da
bênção de Deus na vida de Isaque foi a sua obediência à vontade de Deus e à
autoridade de seu pai Abraão. Isto é o que depreendemos com a leitura do texto
de Gn 26.2-5. De fato, as Escrituras deixam bem claro que a obediência é o
fator preponderante para a recepção das bênçãos de Deus. Isaque havia aprendido
com seu pai que é absolutamente imprescindível estar na vontade de Deus. A
direção de Deus é a garantia para o progresso do crente, quer espiritual quer
material.
3. A inveja dos vizinhos. Os filisteus, ao verem a prosperidade de
Isaque, o invejaram. Muitas pessoas não suportam ver a prosperidade alheia. A
Palavra de Deus nos ensina que a inveja é a podridão dos ossos: "O coração
com saúde é a vida da carne, mas a inveja é a podridão dos ossos" (Pv
14.30). O crente não pode se deixa levar pela inveja e pela maldade. Isaque
teve de lidar com a maldade e a inveja de seus vizinhos. Mas, em
meio ao ódio e a inveja, ele sempre demonstrou uma atitude correta. Não queira
vingar-se dos invejosos. Coloque tudo diante do Senhor e aja como um servo do
Senhor.
Comentário: Deus abençoou a sua lavoura e seu gado, a ponto de despertar a inveja
dos filisteus no meio dos quais morava (Gn 26.12,14). O próprio rei Abimeleque
chegou ao ponto de pedir-lhe: "Aparta-te de nós porque muito mais poderoso
te tens feito do que nós" (Gn 26.16). Porém, Isaque era um pacificador,
Sem reclamar. sem contender ele foi-se dali e fez seu assento no vale de Gerar
e habitou ali (Gn 26.17). Onde há contendas, sempre há prejuízos. Devemos
evitar todo o espírito de contenda, quer no lar, na igreja ou mesmo com os do
mundo, pois onde há contendas, há operação de demônios. Movidos por inveja, os
filisteus entulhavam com frequência os poços que Isaque utilizava, e que haviam
sido cavados nos dias de Abraão, seu pai. Esses poços estavam espalhados pelos
campos onde o gado pastava. É fácil compreender o valor de um poço de água no
trabalho de cuidar de rebanhos. Mas Isaque e seus homens, com sabedoria e
resignação, conseguiam manter a paz e a harmonia com seus vizinhos. Não fizeram
dos poços entulhados um cavalo de batalha. Tão somente desentulhavam os poços
recuperando-os. Se os homens de Isaque tivessem provocado briga, facilmente as
diferentes tribos ter-se-iam reunido e expulsado aqueles hebreus das terras que
lhes não pertenciam. Porém, a linha pacífica de Abraão continuou na pessoa de
Isaque, também patriarca de Deus. Esta é uma preciosa lição prática
para todos nós.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
Deus manteve sua promessa de abençoar
Isaque. Os vizinhos filisteus ficaram enciumados porque tudo que Isaque fazia
parecia dar certo, e assim tentaram livrar-se dele. A inveja é uma força
divisória, potente o suficiente para despedaçar a mais poderosa nação ou os
amigos mais íntimos.
A desolada área de Gerar estava
localizada na extremidade de um deserto. A água era tão preciosa quanto o ouro.
Se alguém cavasse um poço, estava reivindicando aquela terra. Alguns
poços possuíam trancas para que os ladrões não roubassem água. Encher o poço de
água com sujeira era um ato de guerra, e também considerado um dos crimes mais
sérios que poderiam existir. Isaque tinha razão em revidar quando os filisteus
arruinaram seus poços, mas ele escolheu manter a paz. Ao final, os filisteus o
respeitaram por sua paciência" (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de
Janeiro: CPAD, p. 26).
III - CAVANDO POÇOS EM TEMPOS DE CRISE
1. Isaque usa os poços de Abraão. A água nessa região era escassa, por isso,
tinha um grande valor, pois era essencial para a agricultura, para o rebanho e
para as famílias. Ter um poço d'água era como ter um poço de petróleo ou uma
mina de ouro. Isaque, a princípio, utiliza os poços que foram cavados por seu
pai e que os filisteus haviam tapado (Gn 26.18). Logo os pastores daquela
região contenderam com os pastores de Isaque, reivindicando aquelas águas.
Comentário: Cavar poços na antiguidade significava a busca de um bem muito
precioso, muito mais valioso que o ouro e também provia a própria
sustentabilidade e sobrevivência da vida pessoal e familiar. Devido à
predominância da vida rural nos desertos do oriente, a criação de animais,
ovelhas, gado, fazia da água forte fonte de provisão que trazia riquezas a quem
a encontrasse. Isaque, no vale em Gerar, cavou os mesmos poços que seu pai
havia cavado e que os filisteus mais tarde os tinham entulhado. Havia se
passado quase cem anos, desde que seu pai tinha passado por ali. Mas as
marcas da obediência, e do trabalho que fizera, continuavam ali,
como memorial.
2. O poço de Eseque. Isaque não se intimida com a oposição de seus
vizinhos, e cava outro poço. Porém, mais uma vez os pastores de Gerar contendem,
dizendo que a água era deles. Isaque dá ao poço o nome de Eseque, que significa
contenda. Isaque não queria contender com os homens de Gerar. Suas
atitudes demonstram seu temperamento manso. Mansidão é uma das qualidades do
fruto do Espírito Santo (Gl 5.22). Contudo, ser manso não é ser covarde ou
passivo. Ser manso é ser controlado, guiado pelo Espírito Santo.
Comentário: “e os pastores de Gerar porfiaram com os pastores de Isaque
dizendo: esta água é nossa. Por isso, chamou o nome daquele poço Eseque, porque
contenderam com ele.”. Eseque “contenda”, foi o primeiro poço cavado pelos
pastores de Isaque no vale de Gerar. “Isaque cavava poços e os filisteus os
enchiam de terra. Isaque cavou Eseque, Sitna e Reobote. Em vez de brigar, ele
ia para frente. Deus o fez prosperar, porque em vez de brigar por seus
direitos, ele aprendeu a sofrer o dano. A Bíblia diz que quando você faz assim,
Deus reconcilia com você seus inimigos. Os inimigos de Isaque o procuraram para
se reconciliar com ele, vendo que ele era um homem abençoado por Deus. Você tem
paciência para evitar conflitos? Para resolver conflitos? Para perdoar?”.
3. O poço de Sitna. Isaque não desiste dos seus poços. Ele cava
outro poço e mais uma vez é bem-sucedido, pois Deus o estava abençoando. Quando
o Senhor está conosco e decide nos abençoar, ninguém pode nos impedir. Os
vizinhos de Isaque mais uma vez reivindicam aquelas águas. Então o poço foi
chamado de Sitna, inimizade. A inveja gera contenda e inimizades. A Palavra de
Deus nos exorta a evitar as contendas: "E ao servo do Senhor não convém
contender, mas, sim, ser manso para com todos, apto para ensinar,
sofredor" (2 Tm 2.24). Abimeleque deve ter ficado impressionado com as
atitudes de Isaque e com sua força e prosperidade. Ele foi até Isaque com mais
dois amigos, Ausate e Ficol, e publicamente reconhece que Deus estava com
Isaque (Gn 26.26-28). Isaque, diplomaticamente, prepara um banquete para
aqueles homens, selando assim um acordo de paz.
Comentário: Sitna é o nome do segundo dos dois poços perfurados pelos pastores
de Isaque, a causa de mais "inimizade" com os pastores do Gerar
(Gênesis 26:21, aproxima-se de "Isto é, a inimizade"). O lugar
preciso é desconhecido, mas Palmer (FIPs, 1871) encontra uma repercussão do
nome em Shutnet er Rucheibeh, o nome de um pequeno vale perto Rucheibeh. Sitna
é uma palavra hebraica que deu origem ao nome "Satanás",
literalmente; adversário. Isaque cava mais um poço e novamente os filisteus
arrumam confusão. Vemos neste texto que a contenda provoca inimizade, e aqueles
que permanecem fiéis à Deus e não se envolvem em contendas serão abençoados. A
Bíblia indica que, em vez de ser agressivo e exigir as coisas ao seu modo,
Isaque era um “conciliador” com um espírito agradável, que procurou acomodar os
desejos e necessidades os outros tanto quanto possível. Ele nos oferece um bom
exemplo de como nos comportarmos nos conflitos cotidianos que são inevitáveis
em nossa vida.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
"Por três vezes Isaque e seus
homens cavaram novos poços. Quando as duas primeiras disputas surgiram, Isaque
partiu. Finalmente, houve espaço suficiente para todos. Ao invés de dar início
a um grande conflito, Isaque comprometeu-se com a paz. Você estaria
disposto a abandonar uma importante posição ou possessão valiosa para manter a
paz? Peça a Deus sabedoria para saber quando se retirar e quando ficar e lutar.
Com seus inimigos tentando fazer um
tratado de paz, Isaque foi rápido em responder, tomando a oportunidade uma
celebração" (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD,
p.27).
CONCLUSÃO
Isaque é um exemplo de homem
obediente a Deus, humilde, gentil e manso. Não ter ido para o Egito foi um ato
de obediência e fé. Ele mostrou confiar na provisão divina, mesmo em tempos de
escassez. Isaque confiou em Deus, fez a sua parte, semeou a terra, cavou poços
e experimentou a bênção e o milagre em sua vida.
Comentário: A prosperidade experimentada por Isaque não foi sorte, mas sim o
resultado de ouvir a voz do Senhor e obedecê-la. Isaque e seus pastores saíram
do lugar onde havia contenda e inimizade, e como resultado de seu bom
procedimento, ele foi abençoado por Deus ( Gn 26.22). Deus detesta a contenda -
"Estas seis coisas aborrece o Senhor, e a sétima a sua alma abomina:
[...], e o que semeia contendas entre irmãos" (Pv 6.16-19). A crise
foi um teste eficaz para a fé de Isaque, mas também um tempo de oportunidade na
vida dele. Em vez de se desesperar, ele seguiu a ordem divina e prosperou num
tempo em que todos estavam sofrendo com a escassez. (Gn 26.3). “Peregrina nesta
terra, e serei contigo” (Gn 26.3) - A promessa é sustentada mediante a
obediência, a palavra de encorajamento que Deus deu a Isaque foi a garantia da
Sua presença com ele. “e eis que eu estou convosco todos os dias, até a
consumação dos séculos. Amém.” (Mt 28.20) – esta é a garantia que temos de
nosso Senhor Jesus Cristo, e esta promessa será mantida mediante nossa
obediência!
PARA REFLETIR
A respeito de Deus, nosso provedor, responda:
1. Para fugir da fome para onde Isaque
pretendia ir?
Ele pretendia descer ao Egito.
2. Segundo a lição, as escolhas erradas e a
desobediência geram o que?
As escolhas erradas e a desobediência geram
maldição (Dt 29.21).
3. O que Isaque fez com medo dos habitantes de
Gerar?
Ele mentiu dizendo que Rebeca era sua irmã.
4. O que envolve o semear?
Semear envolve esforço e fé.
5. Cite o nome de dois poços de Isaque e o seu
significado.
Eseque (significa contenda) e Sitna (inimizade).
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
As Consequências das Escolhas Precipitadas
- Lição 5 -
30 de Outubro de 2016
As
Consequências das Escolhas Precipitadas
TEXTO ÁUREO
"O longânimo é grande em
entendimento, mas o de ânimo precipitado exalta a loucura." (Pv 14.29)
VERDADE PRÁTICA
Não sejamos precipitados em
nossas escolhas, pois a precipitação gera crises e erros irreparáveis.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Pv 29.20
A precipitação é loucura e gera crise
Terça - Gn 13.10
A escolha precipitada de Ló leva à
crise
Quarta - Gn 14.16
A escolha precipitada de Ló e o seu
resgate
Quinta - Jó 12.13
Os conselhos de Deus nos livram das
crises
Sexta - Sl 1.1-3
Meditar nos conselhos de Deus nos faz
prosperar
Sábado - Pv 16.1
A resposta certa vem de Deus e nos
livra das crises
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 13. 7-18
7 - E
houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló;
e os cananeus e os ferezeus habitavam, então, na terra.
8 - E
disse Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti e entre os meus
pastores e os teus pastores, porque irmãos somos.
9 - Não está toda a terra diante
de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; se escolheres a esquerda, irei para a
direita; e, se a direita escolheres, eu irei para a esquerda.
10 - E levantou Ló os seus olhos e
viu toda a campina do Jordão, que era toda bem-regada, antes de o SENHOR ter
destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do SENHOR, como a terra do
Egito, quando se entra em Zoar.
11 - Então, Ló escolheu para si
toda a campina do Jordão e partiu Ló para o Oriente; e apartaram-se um do
outro.
12 -
Habitou Abrão na terra de Canaã, e Ló habitou nas cidades da campina e armou as
suas tendas até Sodoma.
13 -
Ora, eram maus os varões de Sodoma e grandes pecadores contra o SENHOR.
14 - E
disse o SENHOR a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta, agora, os teus
olhos e olha desde o lugar onde estás, para a banda do norte, e do sul, e do
oriente, e do ocidente;
15 -
porque toda esta terra que vês te hei de dar a ti e à tua semente, para sempre.
16 - E
farei a tua semente como o pó da terra; de maneira que, se alguém puder contar
o pó da terra, também a tua semente será contada.
17 -
Levanta-te, percorre essa terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a
ti a darei.
18 - E
Abrão armou as suas tendas, e veio, e habitou nos carvalhais de Manre, que
estão junto a Hebrom; e edificou ali um altar ao SENHOR.
HINOS SUGERIDOS: 136, 151, 440 da Harpa Cristã
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Você pede a orientação de Deus antes de tomar suas decisões e fazer suas
escolhas? Então não terá dificuldade em trabalhar com seus alunos o tema da
lição.
Uma escolha errada pode trazer prejuízos irreparáveis para a nossa vida.
Ló, sobrinho de Abraão, é um exemplo bíblico dessa verdade. Ao se separar de
seu tio ele escolheu um caminho que a seus olhos parecia ser o melhor. Ele não
perguntou a vontade de Deus e não honrou Abraão, o chefe do clã, ao escolher
primeiro as suas terras. Ló foi precipitado e seduzido pelo seu olhar. Não aja
sem pensar e acima de tudo sem oração, pois Deus conhece todas as coisas. Ele
sabe aquilo que é melhor.
Aproveite o tema da lição para ressaltar que as escolhas erradas podem
trazer crises econômicas, espirituais e em diferentes áreas da nossa vida.
COMENTÁRIO\INTRODUÇÃO
Deus chamou Abraão enquanto ele vivia
em Ur dos Caldeus. O Senhor prometeu ao patriarca que sua descendência seria
grande. Abraão pela fé partiu rumo à terra Prometida. Talvez ele devesse partir
sozinho, mas levou seu pai e o seu sobrinho, Ló. Estes o acompanharam levando
mulheres, filhos, servos, servas, gado e tudo quanto podiam carregar. Durante
um bom tempo, Abraão e Ló caminharam juntos e unidos. Porém, as confusões e as
brigas começaram a surgir entre os servos de Abraão e Ló. Na lição de hoje,
veremos a discussão que levou Abraão a se separar do seu sobrinho Ló. Veremos
também que o sobrinho de Abraão, Ló, em um gesto precipitado, tomou uma decisão
que acabou por gerar uma crise terrível.
Comentário: Em Gênesis 12.1, aprendemos que Deus disse a Abrão para deixar sua
terra natal, Ur dos caldeus, assim como sua família e seus parentes. A viagem
de Abrão de Ur para Harã certamente não foi obediência a essa ordem, porque ele
foi em companhia de seu pai, Terá, e seu sobrinho, Ló. Além disso, quando
deixou Harã e foi, ao longo do território de Canaã, para o Egito, ainda estava
em desobediência parcial. Nós o encontramos no Egito arriscando a perda de sua
esposa, através de quem o descendente prometido, Isaque, viria. Notamos também
que é através da providência de Deus que Sarai é preservada para Abraão e eles
são guiados para fora do Egito (Gn 12.10-20). Quando Abraão retornou para Canaã
em Gênesis 13, ainda não estava vivendo como Deus lhe disse, pois, ainda que tivesse
deixado a terra de seus parentes, havia levado alguns deles consigo. Desse
modo, Deus providencialmente separou-os, fazendo o fardo deles excessivo para a
região os sustentar. Assim, Abrão habitou na terra de Canaã e Ló localizou seu
lugar de morada nas planícies do Jordão e, finalmente, na cidade de Sodoma.
Conforme lemos em Gênesis 13.14-18, parece que, quando Ló separou-se de Abrão,
passou para um novo nível de relacionamento com Deus. Há algo aqui, entretanto,
que deve ser observado por causa da exatidão e da continuidade escriturais.
Ainda que Ló não devesse morar com Abrão, ele era diferente do restante dos
parentes de Abrão. Encontramos Abrão lutando por Ló quando esse é tomado como
escravo por um rei bárbaro (Gn 14.11-16). Devemos entender, também, que foi
Deus quem libertou Ló, não o poder ou a experiência em luta de Abrão (Gn 14.14,
20). Não devemos pensar no ato de Abrão aqui apenas como mera ligação de
parentesco ou no benefício de Deus como interesse de Abrão meramente. Digo isso
porque, em Gênesis 18:23, quando Deus estava prestes a destruir Sodoma, Abrão
intercedeu por Ló como por um homem justo, e Deus honrou aquela intercessão
preservando Ló e suas duas filhas. Esse ponto de vista sobre a opinião de Deus
de Ló é confirmado em 2Pe 2.6-8. Devemos também estar atentos de que, da
relação pecaminosa de Ló com suas filhas, nasceram duas nações. São eles os
Moabitas e os Amonitas (Gn 19.36-38). Ambos se tornaram um tropeço para Israel,
como podemos ver em algumas passagens como Números 25.1-5. Todavia, vemos que
Deus não permitiu sua destruição, ainda que fossem pessoas idólatras. Observe
Deuteronômio 2.9,19. A nação de Moabe também foi o lar de Rute, a grande avó de
Davi, e ela se tornou um elo vital na linhagem da aliança, da descendência até
Cristo (Mt 1.5, Rt 4.10;18-22).
I - O CUIDADO COM AS ESCOLHAS
1. A prosperidade de Abraão. Deus fez de Abraão um homem próspero. Sua riqueza era resultado da sua
obediência e confiança em Deus. Se Abraão não tivesse deixado Ur, obedecendo à
voz divina, certamente não teria experimentado a provisão e a prosperidade do
Senhor. A obediência a Deus nos faz prosperar. É importante ressaltar que o
servo do Senhor não era um viajante solitário. Ele era o líder de um grande
clã. Possuía muitos recursos e servos e servas.
Comentário: O historiador judeu Flavio Josefo em sua obra intitulada ‘História
dos Hebreus - De Abraão à queda de Jerusalém’ (8ª edição: 2004; CPAD), escreve:
“Lemos no quarto livro da história de Nicoiau de Damasco estas apropriadas
palavras: "Abraão saiu com grande acompanhamento da terra dos caldeus, que
está acima da Babilônia, reinou em Damasco e partiu algum tempo depois com todo
o seu povo, estabeleceu-se na terra de Canaã, que agora se chama Judéia, onde a
sua posteridade se multiplicou de maneira incrível, como direi mais
particularmente em outro lugar. O nome de Abraão é ainda hoje muito célebre e
tido em grande veneração na terra de Damasco. Vê-se aí uma aldeia que tem o seu
nome e onde se diz que ele morou". Tomou-se um impedimento à
convivência de ambos a falta de espaço. Tanto Abraão como Ló tinham rebanhos,
vacas e tendas (Gn 13.5). E não tinha capacidade a terra para poderem habitar
juntos, porque a sua fazenda era muita, de maneira que não podiam habitar
juntos (Gn 13.6). E houve contenda entre os pastores do gado de Abraão c os
pastores do gado de Ló (Gn 13.7). Abraão não queria de modo algum que a
contenda entre os pastores viesse a gerar problema entre ele e seu sobrinho.
Abraão zelava pelo bom testemunho deles diante dos povos em cujo meio peregrinavam.
2. Abraão fez a escolha certa. Abraão deixou sua terra e sua parentela porque decidiu obedecer ao
chamado de Deus. Embora não tivesse noção de para onde iria, decidiu confiar em
Deus. Muitos estão enfrentando crises porque tomaram decisões sem consultar ao
Senhor. Outros estão enfrentando dificuldades financeiras e familiares por
desobediência a Deus. Contudo, é importante ressaltar que nem sempre as crises
que enfrentamos são resultados da desobediência ou de escolhas precipitadas. Jó
era um homem íntegro, obediente, porém experimentou terríveis crises em sua
vida (Jó 1.1). Ele perdeu seus bens, seus filhos, sua saúde. Suas crises não
foram resultado de decisões precipitadas.
Comentário: A vida humana é uma série de escolhas. Essas escolhas determinam
nosso futuro. Ao longo de nossas vidas, vivenciamos uma série de escolhas
ininterruptas, pois sempre, diariamente, nos colocamos diante de uma nova
escolha a ser feita. Em nossas escolhas nos deparamos diante de dois pontos
importantíssimos: agradar a Deus, escolhendo aquilo que Ele tem de melhor para
nossas vidas ou, simplesmente, agradar a nós mesmos, nossa carne, nosso desejo
e escolher aquilo que achamos ser bom para nossa vida. Por isso, as escolhas
são, sempre, mais importantes. São as escolhas – e nunca a sorte – que
determinam nosso destino. Sempre ouvimos dizer que as nossas escolhas atestam o
nosso caráter e também que a direção para onde a nossa mente involuntariamente
se move demonstra o tipo de pessoas que somos. O cristão que tem sua mente transformada,
sendo “revestida do novo homem”, fará as melhores escolhas. Se formos cristãos
carnais, onde o mais importante é agradar ao “eu”, nossas decisões e escolhas
sempre irão contra ao que Deus quer para nós. No entanto, quantos cristãos hoje
em dia, em sua ânsia de escolher aquilo que é certo, cometem erros. Quantos
cristãos, por não conhecer o que diz a própria Palavra de Deus, fazem escolhas
que lhes definham a alma (Salmo 106.15). Qual é o perigo que encontramos? É
simplesmente o de escolher aquilo que aparentemente é bom, aquilo que não se vê
nada contra, nada de errado, que por coincidência até se inúmera inúmeros
pontos a favor e, portanto, parece ser o certo, no entanto, porém, não é a
perfeita, a explícita vontade de Deus para nossas vidas. Por muitas vezes, no
decorrer de nossas vidas, escolhemos o aquilo que é bom e não aquilo que é
melhor. Parece uma contradição de termos não é mesmo? Quem em sã consciência
escolheria aquilo que é bom no lugar do que é melhor? Quem faria tal loucura?
Mas, a realidade é diferente e diariamente, inúmeros cristãos se deparam com
esse tipo de escolha: o bom ao invés do melhor.
3. Abraão passa pelo Egito. Abraão também enfrentou algumas crises em sua vida. Porém, manteve
sua fé em Deus. Ele não permitiu que as adversidades da vida matassem a semente
da promessa que havia sido plantada em seu coração. Na vida, enfrentamos
adversidades, contudo a nossa fé nos faz ter esperança e vencer os obstáculos.
Abraão teve que descer ao Egito devido à fome, mas depois retornou com muitos
bens (Gn 13.2). O Senhor fez Abraão prosperar mesmo estando no Egito. Ele ainda
não estava na terra da promessa. Isso nos mostra que não importa o lugar em que
estamos, o Senhor nos faz prosperar. A nossa prosperidade vem do Senhor.
Comentário: Abraão, na direção de Deus. havia já percorrido uma grande parte
da terra para a qual Deus o chamara. Até então não havia surgido qualquer
problema, contudo as provações estavam para vir. Uma das maiores provas a que
alguém pode ser submetido é a da falta de alimentos, a falta da subsistência.
Todavia, para aquele que confia no Senhor, ela toma-se uma oportunidade do
crente glorificar a Deus. Veja He 3.17-19. Diz a Bíblia: * *E havia fome
naquela terra*' (Gn 12.10). Abraão, iniciante no caminho da fé. não tinha ainda
enfrentado obstáculos e dificuldades na sua caminhada. Não tinha ainda
experiência quanto à maneira de proceder quando as coisas começassem a aparecer
contrárias. E a provação veio para o servo de Deus. Abraão possuía um grande
rebanho que dependia de bons pastos, e a situação era realmente preocupante.
Mas que contradição! Veio a seca e a consequente fome na terra da promessa! A
situação de fome que passou a castigar a terra de Canaã colocou Abraão numa
verdadeira encruzilhada: continuar a peregrinar na terra para a qual Deus o
havia trazido, mas onde havia fome, ou fugir para o Egito à busca de uma
solução. (SH) Não há na Bíblia evidência de que Deus tivesse orientado Abraão a
peregrinar no Egito. Contudo está escrito: * *E desceu Abraão ao Egito para
peregrinar ali" (Gn 12.10). Pelo menos duas vezes lemos na Bíblia acerca
de pessoas que foram orientadas por Deus para irem ao Egito. Jacó, já velho,
foi convidado por seu filho José para ir ao Egito. (SC) Deus apareceu a Jacó em
visões de noite e disse: "Não temas descer ao Egito, porque eu te farei
ali uma grande nação. E descerei contigo ao Egito..." (Gn 46.1- 5). No
Novo Testamento encontramos a orientação dada por Deus a José de fugir para o
Egito com Maria e o menino Jesus, a fim de escaparem da perseguição
deHerodes(Mt2.13). No caso de Abraão, a decisão de descer ao Egito foi
resultado de considerações humanas. Quem sabe a ideia partiu de Ló que era
extremamente materialista. Abrão fez a coisa mais natural em sua época: “…
desceu, pois, Abrão ao Egito, para aí ficar” (v. 10). É aqui que reside o
problema. Não há nenhuma menção de que ele tenha procurado a vontade de Deus
sobre a questão. Ele não negou a Deus; ele simplesmente se esqueceu do
Altíssimo. Ele se esqueceu de como Deus é grande. O que Abraão precisava entender é que
Deus está no controle das circunstâncias. Você está mais seguro em um período
de crise no centro da vontade de Deus do que em um palácio longe de Sua vontade.
Abraão falhou e afastou-se da vontade de Deus.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
Professor, procure enfatizar neste tópico que "Deus disse a Abraão
que deixasse a sua parentela e fosse para Canaã (Gn 12.1), mas o patriarca
levou consigo seu sobrinho Ló. Entretanto, a separação de Ló foi necessária
para assegurar as bênçãos materiais e espirituais prometidas por Deus a Abraão.
Seus rebanhos cresceram bastante. Com isso, compartilhar pasto e água passou a
gerar conflitos familiares. Logo fez-se necessária a separação entre tio
e sobrinho. Deus convida Abraão a peregrinar por toda a terra e
declara: 'toda esta terra que vês te hei de dar a ti e à tua
semente, para sempre' (Gn 13.14-18)" (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor
da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 34).
II - LÓ É ATRAÍDO POR AQUILO QUE VÊ
1. Briga entre os pastores de Abraão
e Ló. Ao deixar o Egito, Abraão seguiu com
sua família para o norte. Ele acampou próximo a Betel e ali encontrou o altar
que havia construído para o Senhor (Gn 13.3,4). Naquele lugar, Abraão invocou o
nome do Altíssimo, pois era um homem grato a Deus. A ingratidão nos impede de
ver as maravilhas de Deus. Tanto Abraão como Ló haviam prosperado, possuindo
servos, ovelhas e gado. Mas aquela prosperidade gerou uma crise entre o tio e o
sobrinho, pois não havia mais espaço suficiente na terra para ambos. Faltava água
e pastagem para tantos animais, e em pouco tempo, os pastores de Abraão e Ló
começaram a brigar. A contenda estava instalada na família, e era preciso tomar
uma decisão.
Comentário: Abraão foi chamado para ir sozinho a Canaã, pois a sua chamada não
se referia apenas à salvação de sua alma. Havia ainda uma chamada específica:
Abraão seria feito uma grande nação.Neste empreendimento Ló não tinha nenhuma participação. A chamada era
para Abraão, e a presença de Ló viria a ser bastante prejudicial ao futuro
patriarca de Israel. Após a partida de Ló para a região que escolhera, Abraão
finalmente entrou no trilho da obediência integral à ordem que Deus lhe dera de
deixar não só a sua terra, mas também a sua parentela. Fica bem claro nesta
experiência que não existem detalhes insignificantes numa ordem dada por Deus.
Tudo é importante, e tudo deve ser obedecido. Abraão precisou consertar uma
falha na sua obediência. Será que nós também temos uma necessidade semelhante?
Será que temos plena certeza de estarmos obedecendo a Deus à risca? O salvo
deve ter * *purificada a sua alma na
obediência à verdade** (l Pé l .22), pois é eleito * 'para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo*' (l Pé
l.2). Nunca devemos nos sentir tranquilos se estivermos vivendo alguma
desobediência, ou abrigando algum vício. Aprendamos com Abraão. Ele se
consertou com Deus. Não sejamos rebeldes: **
Porque a rebelião é como pecado de feitiçaria". Fujamos, pois, de todo
pecado. Sigamos nas pisadas de nosso pai Abraão
2. A decisão de Abraão. O patriarca logo tentou resolver a situação conflituosa. Ele não adiou o
problema, mas chamou seu sobrinho para uma conversa. Abraão mostrou querer uma
solução pacífica para a situação ao sugerir que cada um deveria escolher o próprio
caminho.
Comentário: Abraão havia recentemente renovado o altar do Senhor (Gn 13.4).
Certamente ele se sentiu impulsionado a completar a obediência total diante de
Deus, para assim desfrutar de modo pleno das bênçãos prometidas na sua chamada
inicial. Sem constrangimento disse Abraão a Ló: "Não haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os
teus pastores, porque irmãos somos. Não está toda a terra diante de ti? Eia,
pois. aparta-te de mim; se escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a
direita escolheres, eu irei para a esquerda" (Gn 13.8-9). Abraão,
sendo o mais velho e o líder desta peregrinação em Canaã, por direito poderia
ter escolhido primeiro, mas deixou que Ló o fizesse. Abraão era homem de fé, e
a * * fé opera por amor" (Gl 5.
6). O amor não busca o seu interesse
(l Co 13.5). Na sua fé em Deus, Abraão confiava que Deus ia tomar a frente dele
e de sua esposa não só quanto àqueles problemas então presentes, mas também nos
tempos que estavam por vir. E os que
confiam no Senhor não serão confundidos (Is 49.23).
3. A escolha precipitada de Ló. Abraão, em um gesto de bondade e mansidão, fez a seguinte proposta ao
sobrinho: "Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de
mim; se escolheres a esquerda, irei para a direita; e, se a direita escolheres,
eu irei para a esquerda" (Gn 13.9). Parece que Ló não pensou muito. De
forma precipitada, fez a sua escolha optando por aquilo que parecia ser melhor
aos seus olhos (Gn 13.10). Ele não buscou a Deus para tomar a decisão. Também
não honrou seu tio deixando que ele escolhesse primeiro. Ló foi seduzido pela
aparência do lugar. Essa história nos deve servir de exemplo: Não tome decisões
ou faça escolhas sem consultar ao Senhor. Não julgue as pessoas pela aparência.
Parecia que Ló havia ficado com a melhor parte, mas ele não podia ver o coração
perverso dos habitantes daquele lugar. O homem vê somente o exterior, mas Deus
conhece o interior das pessoas.
Comentário: Ante a proposta generosa de Abraão, diz a Bíblia: "Então Ló
escolheu para si toda a campina do Jordão, e partiu Ló para o oriente, e
apartaram-se um do outro" (Gn 13. 11). Não houve um rompimento entre eles.
Não houve uma separação brusca, tão-somente Ló deixou a companhia de Abraão
para viver a sua vida particular em região de sua própria escolha.
l. A escolha materialista de Ló. A escolha de Ló só levou em conta
vantagens materiais. A vida que havia levado até então na terra de Canaã tinha
sido aquela de peregrinos e forasteiros. Moravam em tendas. Talvez Ló almejasse
estabelecer-se de modo mais permanente. E as campinas bem regadas que havia
escolhido, eram muito promissoras. Certamente uma bela escolha, dentro de uma
visão puramente material.
Ló esqueceu-se de avaliar as consequências espirituais de sua escolha. *
*0ra, eram maus os varões de Sodoma. e grandes pecadores contra o Senhor** (Gn
13.13). Certamente Ló conhecia estas características dos habitantes de Sodoma,
mas as vantagens materiais eram irresistíveis. Assim, **LÓ habitou nas cidades
da campina, e armou as suas tendas até Sodoma** (SÁ) (Gn 13.12).
2. Consequências da escolha de Ló. Ló e toda a sua família foram bastante
prejudicados pela escolha feita. Vejamos:
a) Armou as suas tendas até Sodoma. Ló, depois de armar as suas tendas
até Sodoma, passou a habitar naquela cidade (Gn 14.12). Mais tarde, passou a
assentar- se à porta da mesma, lugar das autoridades municipais (Gn 19.1).
b) Perdeu a autoridade sobre a esposa. A mulher de Ló envolveu-se de tal
forma com a sociedade de Sodoma, que quando os anjos, quase arrastado-a para
fora da cidade, para livrá-la da destruição iminente, lhe ordenaram que não
olhasse para trás ela desobedeceu e ficou convertida em uma estátua de sal (Gn
19.16.26; Lei 7.32).
c) Suas filhas se corromperam. A? filhas de Ló, por ocasião da
destruição de Sodoma, tinham contratado casamento com pessoas que consideraram
Ló um zombador quando este os avisou da destruição da cidade e queria salvá-los
dela (Gn 19.14). Já salvas da destruição, as filhas de Ló mostraram que tinham
assimilado a devassa moral de Sodoma (Gn 19.31-38).
3. Uma advertência sempre atual. O exemplo de Ló é, para nós, uma séria
advertência. Jesus disse: "Como também da mesma maneira aconteceu nos dias
de Ló... assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar*' (Lc
17. 28-30). Vivemos às vésperas do Arrebatamento, e precisamos atentar para o
exemplo de Ló. o qual fez as suas escolhas pensando em vantagens materiais.
Jesus deu-nos um aviso muito sério: * * Olhai por vós, não aconteça que os
vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da
vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia" (Lc21.34).
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
De acordo com os costumes da época, a solução do problema teria sido
bastante simples. O líder do clã implementaria a solução que protegesse os
próprios interesses com pouca consideração aos interesses do concorrente. Mas
Abraão preferiu dar a vez ao sobrinho. Insistiu que Ló se apartasse do círculo
da família de Abraão, mas deu ao homem mais jovem a opção de escolher a região
da Palestina para apascentar seus rebanhos.
Do lugar onde estavam acampados perto de Betel, o vale do Jordão lhes
seria visível a leste. Ló escolheu ir nessa direção. Em torno de Jericó, como
hoje, os campos eram pontilhados de muitas fontes, e no lado sudeste do mar
Morto ribeiros de águas descendo dos altiplanos irrigavam os campos férteis. A
região era tão verdejante que dois símbolos de fertilidade, o jardim do Senhor
e a terra do Egito, foram as únicas expressões adequadas para descrevê-la. Isto
estava em nítido contraste com a terra seca da região montanhosa da Palestina.
Neste ponto, Ló não sabia do destino que se abateria sobre a terra que
ele acabara de adotar. Mas a história recebe um clima de suspense com a
observação de que Sodoma e Gomorra seriam destruídas. Sodoma é mencionada como
cidade prejudicial à moral, pois eram maus os varões de Sodoma e grandes
pecadores contra o Senhor" (Comentário Bíblico Beacon. 1.ed. Vol 1.Rio de
Janeiro: CPAD, 2005, pp. 59,70).
III - LÓ, UM CASO DE PROSPERIDADE E PERDAS
1. Ló e suas riquezas. Ló também foi abençoado e se tornou um homem próspero. Certamente
possuía muitos servos, servas e um grande rebanho. A separação entre Ló e
Abraão era algo inevitável, porém a forma como se deu não foi das melhores.
Tudo indica que Ló ficou deslumbrado com a fertilidade da terra, tomando uma
decisão precipitada e não honrando seu tio. Não se deixe enganar pela beleza
das coisas desse mundo passageiro. Não abra mão daquilo que é eterno.
Comentário: Abraão e seu sobrinho Ló adquiriram muito gado, servos e riquezas,
os dois, Abrão (13.2) e Ló (13.5), tinham prosperado. Suas manadas e rebanhos
se tornaram tão grandes que eles não podiam mais viver juntos (13.6). Esta era
uma realidade entre as tribos nômades que precisavam estar sempre se deslocando
à procura de pasto para as ovelhas e para o gado. Assim, seus empregados
estavam se desentendendo, causando atritos entre os próprios Abraão e Ló,
talvez isto esteja implícito nas palavras de Abrão no versículo 8. O que também
seria verdade. Sempre que há desentendimento entre os seguidores, com muito
mais freqüência há também entre os líderes. Abraão propõe a separação, com uma
atitude nobre: mesmo sendo o tio e mais velho, deixou que Ló escolhesse para
onde queria ir. Abraão iria para o lado oposto. Ló foi egoísta e deselegante ao
aceitar a proposta. Era para ter deixado o tio escolher. Para piorar, Ló tomou
uma decisão egoísta e material: escolheu uma terra linda, bem regada, altamente
propícia para criar o seu gado e ganhar mais dinheiro. Mas se ficasse só nisso,
ainda não seria tão grave. Mas foi sendo atraído para uma verdadeira desgraça:
a cidade de Sodoma. O v. 13 é sombrio, causa um arrepio. É como se preparasse o
leitor para ler uma história muito triste de Ló, dali para frente.
2. A guerra dos reis. A terra que Ló havia escolhido era boa, mas seus vizinhos não eram. Não
demorou muito e Ló teve que enfrentar uma grande crise, uma guerra. Decisões
precipitadas podem nos fazer viver tempos conturbados. Quatro reis decidiram
atacar Sodoma e Gomorra (Gn 14.8). Ló foi levado cativo e todos os seus bens e
alimentos foram tomados como espólio de guerra. Ele agora era um prisioneiro e
todos os seus bens foram perdidos.
Comentário: Durante 12 anos cinco reis da planície de Sodoma haviam sido
tributário do rei Quedorlaomer. Sabendo que este rei, juntamente com outros
três aliados. estava em campanha militar contra nações que habitavam nas
redondezas, os cinco reis da planície resolveram aproveitar a ocasião para libertarem-se
da opressão, e saíram para guerrear contra ele (Quedorlaomer) e seus aliados.
No confronto militar, os reis da planície de Sodoma ficaram em desvantagem. Os
reis de Sodoma e de Gomorra fugiram. Suas cidades foram despojadas e seus
habitantes levados cativos, inclusive Ló e sua família.
3. Abraão socorre Ló. Quando a notícia de que Ló estava cativo chegou até Abraão, ele
imediatamente partiu para ajudar o sobrinho. Abraão poderia ter se negado a
ajudar Ló, pois ele mesmo tinha escolhido aquelas terras. Mas o amigo de Deus
não tinha um coração rancoroso, vingativo. Ele reuniu seus criados, formando um
pequeno exército, perseguiu o inimigo, o alcançou e o derrotou, libertando seu
sobrinho e recuperando os seus bens. Tudo que pertencia a Ló foi recuperado (Gn
14.16). Embora Ló tivesse tomado uma decisão errada, o Senhor não permitiu que
seus bens e sua família ficassem na mão do inimigo. Mais tarde, a cidade de
Sodoma foi destruída pelo fogo do julgamento divino, e Ló perdeu o que tinha.
Comentário: Um homem que escapara da batalha veio a Abraão e contou-lhe o que
acontecera. E Abraão sentiu necessidade de levar a sua ajuda a seu parente em
perigo. Como prisioneiro de guerra Ló poderia até ser vendido como escravo. Ló
sofria as consequências da escolha que fizera... Neste acontecimento, também,
Abraão deu o exemplo de crente fiel. Diz a Escritura: "Mas se alguém
não tem cuidado dos seus. e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é
pior do que o infiel” (1Tm 5.8). Abraão se prontificou a ajudar, mas
esta tarefa era muito difícil. Seus recursos eram pequenos, seus homens poucos
em relação ao exército inimigo. Mas certamente ponderou como Jônatas se
expressou séculos mais tarde: "Porventura obrará o Senhor por nós.
porque para com o Senhor nenhum impedimento há para livrar com muitos ou com
poucos” (1Sm 14.6). Ao tomar conhecimento do que havia acontecido com Ló,
Abraão não ficou indeciso quanto ao que deveria fazer. Diz a Escritura: "Armou
os seus criados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até
Dã” (Gn 14.14). Acompanharam-no três confederados: Escol, Manre e Aner.
Usou a estratégia de dividir seus poucos homens em vários grupos e fazê-los
todos, simultaneamente, atacar o acampamento inimigo à noite (Gn 14.15). Tirou
portanto proveito da surpresa e da escuridão. O exército dos quatro reis foi
derrotado e fugiu. Dos quatro reis alguns morreram (Hb 7.1). “Assim, Abraão
lutou contra os opressores e obteve vitória e tomou a trazer toda a fazenda, e
tomou a trazer também a Ló, seu irmão, e a sua fazenda, e também as mulheres, e
o povo"(Gn 14.16).
SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
Levantou Ló os seus olhos (Gn 13.10)
As Escrituras declaram que 'o SENHOR não vê como vê o homem' (1 Sm
16.7). Ló viu somente a campina bem regada de Sodoma. Deus viu os habitantes
daquela cidade como 'grandes pecadores' que eram. Ló, ao deixar de discernir e
aborrecer o mal, trouxe morte e tragédia a sua própria família.
A grande falha de Ló foi amar as vantagens pessoais, mais do que
abominar a iniquidade de Sodoma.
(1) Se ele tivesse amado profundamente a retidão, isso o manteria
separado dos maus caminhos e daquela geração ímpia. Ele, porém, tolerou o mal e
optou por morar na cidade decaída de Sodoma. Talvez tenha raciocinado que as
vantagens materiais, a cultura e os prazeres de Sodoma compensariam os
perigos, e que ele tinha forças espirituais suficientes para permanecer fiel a
Deus. Com isso em mente, ele juntamente com sua família, ficaram expostos à
imoralidade e à impiedade de Sodoma. Só, então, ele aprendeu a amarga lição de
que sua família não era forte o suficiente para resistir às influências
malignas de Sodoma.
(2) Os pais de família devem tomar cuidado para não se envolverem de
igual modo, nem a seus filhos, com nenhuma 'Sodoma', para não se
arruinarem espiritualmente, como aconteceu à família de Ló" (Bíblia de
Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.52).
CONCLUSÃO
Escolhas precipitadas, feitas somente
pela aparência, podem causar muitos males. Antes de tomar qualquer decisão, ore
ao Senhor. Peça o seu conselho, pois Ele conhece o coração do homem e sabe
aquilo que é realmente melhor para nós.
Comentário: Quando Abrão fez a oferta a Ló, parece que os dois estavam em um
lugar alto, de onde podiam avistar toda a terra ao seu redor. A decisão de Ló
foi friamente calculada. Com olhos de um avaliador, ele examinou a terra,
pesando as vantagens e desvantagens das opções. Quando aprendemos a andar com
Deus somos os mais felizes dos homens. Quando o contrário acontece, somos os
piores dos homens da terra. Aprender a andar com Deus e ouvir a voz de Deus é
uma lição que deve ser aprendida diariamente, sempre. Nunca será uma tarefa
fácil, no entanto, a recompensa não tem preço para os que se empenham em ser
aquilo que Deus quer que sejam. Como podemos ser sensíveis ao sussurrar de Deus
em nossas vidas? Como podemos tomar decisões acertadas, guiadas por Deus? Qual
direção tem seguido sua vida? Tem seguido pelos caminhos de Deus ou por seus
próprios caminhos? Tem feito escolhas que lhe agradam ou agradam a Deus?
Observamos a vida de Ló, filho de Harã, sobrinho de Abraão. Nos dias de hoje,
sempre há pessoas que seguem pelo mesmo caminho que Ló seguiu. Não querem sair
do mundo, não querem separação e, com isso, cada vez mais “armam suas tendas
para Sodoma”. Querem caminhar com Deus e com o mundo. Nos fins de semana
querem louvar a Deus, mas durante a semana vivem para si. “Adúlteros e
adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus?
Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.”
(Tg 4.4).
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