Lição 5 A Evangelização Urbana e suas Estratégias
31 de Julho de 2016
TEXTO ÁUREO
"E aconteceu que, acabando Jesus de dar instruções aos seus doze
discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles." (Mt 11.1)
VERDADE PRÁTICA
a evangelização urbana é o primeiro desafio
missionário da igreja e o estágio inicial para se alcançar os confins da terra.
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE
Atos 2.1-12
1 - Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no
mesmo lugar;
2 - e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e
impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
3 - E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo,
as quais pousaram sobre cada um deles.
4 - E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em
outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
5 - E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de
todas as nações que estão debaixo do céu.
6 - E, correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão e estava
confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.
7 - E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros:
Pois quê! Não são galileus todos esses homens que estão falando?
8 - Como pois os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que
somos nascidos?
9 - Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, e
Judeia, e Capadócia, e Ponto, e Ásia,
10 - e Frígia, e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene,
e forasteiros romanos (tanto judeus como prosélitos),
11 - e cretenses, e árabes, todos os temos ouvido em nossas
próprias línguas falar das grandezas de Deus.
12 - E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para
os outros: Que quer isto dizer?
INTERAGINDO
COM O PROFESSOR
Evangelizar os centros urbanos é um dos maiores desafios da Igreja
no século 21, pois, segundo dados da ONU, 54% da população mundial vive nas
grandes cidades. Com o crescimento da população urbana vêm também os problemas
e desafios. É preciso atender às necessidades da população, mas nem sempre
essas necessidades são atendidas, gerando falta de habitação, transporte,
energia, desemprego, etc. Muitos não têm direito aos serviços básicos como
educação e saúde garantidas. Como Igreja, não podemos fechar os olhos para a
realidade enfrentada nos centros urbanos. O que fazer para alcançar essas
pessoas? Temos que ir até elas. Precisamos orar e pedir a Deus estratégias para
sairmos das quatro paredes dos templos e sermos "sal" fora do
saleiro.
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos algumas estratégias a serem usadas na
evangelização de uma cidade. Trataremos também dos desafios enfrentados pelo
evangelista nessas áreas e, finalmente, mostraremos como efetivar a conquista
de uma área urbana. Esta, se bem conduzida, resultará na difusão integral da
Palavra de Deus. Por esta razão, é urgente coordenar todas as nossas ações na
abordagem de uma cidade, para que sejam implementados os pontos básicos do
evangelismo autenticamente bíblicos: discipulado, estabelecimento de igrejas e
missões. Comentário: Nesta
lição vamos refletir a respeito de missões urbanas, que é uma missão da Igreja
de Cristo, missão esta que se torna cada vez mais complexa devido às
transformações que a sociedade sofreu nestes últimos tempos, se tornando
urbanizada. Há muitos desafios à tarefa da evangelização urbana; devemos pensar
maduramente acerca do preconceito que costumamos ter contra certas pessoas, que
forma uma espécie de barreira. Nas zonas urbanas, tais barreiras nos saltam
mais aos olhos, pois há pessoas que são consideradas indesejáveis ou pelo menos
ignoradas no cotidiano urbano. Como devemos agir para com esses seres humanos,
segundo a Palavra de Deus? Esta lição é apropriada para o momento, para a nossa
reflexão sobre a evangelização urbana e o que precisamos mudar em nós e em
nossos sistemas de evangelização.
I - ESTRATÉGIAS URBANAS DE EVANGELISMO
Na evangelização urbana, levemos em conta a estratégia de Jonas, do
Pentecostes e dos pioneiros pentecostais. Comentário: Não são poucas as
igrejas que, hoje, extinguem-se em confusões e desinteligências, pois já não
saem a evangelizar, pois querem evangelizar sem sair. A evangelização, contudo,
é dinâmica. Evangelizar e sair são verbos geminados. Quem evangeliza, sai; quem
sai, evangeliza. Por isso, a ordem do Senhor é clara: “Ide”. Ela também poderia
ser traduzida como “indo”. O evangelista jamais deixa de ir; sai dia e noite,
pois a sua sementeira não conhece tempo nem estação. Faça como o evangelista da
parábola. Jesus garante que ele saiu, mas não diz se ele voltou.
1. A estratégia de
Jonas. O profeta não dispunha de tempo para percorrer toda Nínive com o
juízo de Deus. Por isso, traçou uma estratégia simples, porém eficaz: "E
começou Jonas a entrar pela cidade caminho de um dia, e pregava, e dizia: Ainda
quarenta dias, e Nínive será subvertida" (Jn 3.4). Ele usou as vias
principais da capital assíria para apregoar a mensagem divina que, dessa forma,
não demorou a chegar ao rei (Jn 3.6). Na evangelização de uma área urbana,
escolha pontos estratégicos: avenidas, praças, terminais de ônibus, trens e
metrôs para o evangelismo pessoal. Se possível, também faça uso de outdoors,
programas de rádio e serviço de som para anunciar a Cristo. Comentário: A Bíblia diz que
Nínive era tão grande que uma pessoa demoraria três dias para atravessá-la (Jn
3.3). A exploração arqueológica tem mostrado que a cidade tinha entre cerca de
12 Km de circunferência com uma população estimada em 120 mil pessoas e que
requeria três dias para ser atravessada, cerca de 32 quilômetros de caminhada
por dia. Antes do início da ação missionária, antes da proclamação, precisamos
primeiro ter sido tocado pelo evangelho. A mensagem central evangélica é do
amor e da compaixão (Jo 3.16). Jonas foi enviado para uma cidade perversa,
sanguinária, cheia de toda a sorte de maldade. Mas havia uma advertência: falar
somente o que fosse ordenado pelo Senhor. Ele estava indo em nome de Deus e por
isso só poderia falar o que Senhor mandasse. Por isso, em assuntos espirituais,
nunca fale o que você acha ou pensa, mas fale o que for mandado por Deus, e
lembre-se: Deus nunca vai mandar você falar o que for contrário ao que já está
escrito na Palavra dEle.
2. A estratégia do
Pentecostes. Não foi sem motivo que Deus escolheu o Pentecostes para fundar a
sua Igreja. Nesse evento judaico tão importante, achavam-se em Jerusalém
israelitas de todas as partes do mundo (At 2.1-12). E, quando da descida do
Espírito Santo, eles ouviram as maravilhas de Deus em sua própria língua. Ao
retornarem aos seus lugares de origem, levaram a semente do Evangelho que, mais
tarde, germinaria congregações e igrejas.
A Igreja pode aproveitar a realização de eventos esportivos, artísticos
e culturais para divulgar o Evangelho. Se possível, deve montar uma equipe com
falantes de outros idiomas para apresentar o Evangelho aos representantes de
outras nações. Comentário: Em Pentecostes, esses judeus estrangeiros haviam feito a
peregrinação a Jerusalém para celebrar a festa prescrita pela lei mosaica,
também conhecida como ‘festa das semanas’ ou ‘Dias dos primeiros frutos’, uma
celebração dos primeiros rebentos da colheita. A Lei exigia que os homens judeus
fossem a Jerusalém três vezes no ano para celebrar as principais festas (Dt
16.16): Páscoa, Pentecostes e Tabernáculos. Enquanto todos os apóstolos
pregaram naquele dia (veja 2:4,7,15,37), temos o relato somente da mensagem de
Pedro - Ele explicou o sinal das línguas como cumprimento da profecia de Joel
(2.14-21). Baseando sua mensagem nas profecias do Velho Testamento sobre o
Cristo, Pedro pregou sobre a morte, ressurreição e ascensão de Jesus (2.22-36).
Ah se esse modelo fosse seguido! Como nossos púlpitos se distanciaram desse
modelo de sermão! 3. A estratégia dos pioneiros. Orientados pelo Espírito
Santo, Daniel Berg e Gunnar Vingren escolheram a cidade de Belém, no Pará, como
ponto de partida para a sua missão no Brasil. Logo em sua chegada, em 19 de
novembro de 1910, constataram que a capital paraense era geograficamente
estratégica para se alcançar o país em todas as direções. Por isso, ore e
estude detalhadamente a região que você quer alcançar. Comentário: É notório na história
missiológica protestante no Brasil que enquanto as denominações protestantes
históricas começaram seu trabalho na região Sudeste (congregacionais,
presbiterianos, metodistas e salvacionistas), no Rio Grande do Sul (luteranos e
episcopais) e na Bahia (batistas), a Assembleia de Deus começou no extremo
Norte do país. Daniel Berg difundiu a mensagem pentecostal conciliando o
trabalho de colportagem (venda de Bíblias) e o evangelismo pessoal de casa em
casa, isso em obediência a uma expressa chamada de Deus. Eles não sabiam falar
a língua portuguesa, não tinham dinheiro, não podiam contar com amigos nem
instituições de apoio; em suma, não tinham nenhuma garantia. Mas, com a ajuda
de Deus, lançaram as bases do maior Movimento Pentecostal do mundo e fundaram,
em Belém, a Igreja-mãe das Assembleias de Deus no Brasil. Não está relatado em
nenhuma pesquisa acerca das origens das ADs no Brasil que os pioneiros tenham
‘enxergado’ estrategicamente a cidade de Belém, pelo contrário, é evidente que eles
dera ouvidos ao Espírito Santo! Gunnar Vingren, no livro Diário do Pioneiro,
assim descreve a chegada: “Quatorze dias após havermos saído de Nova Iorque,
chegamos ao Pará. Era o dia 19 de novembro de 1910. O navio ficou fora do
porto, e uma pequena embarcação nos transportou até o cais. (...) Quando
desembarcamos, não havia ninguém para nos receber, mas acompanhamos as pessoas
que iam para a cidade e confiamos que o Senhor iria nos guiar. (...) Chegamos a
um parque e nos sentamos em um banco. Oramos a Deus, pedindo a sua ajuda e
direção.” Daniel Berg, no seu livro de memórias Enviado por Deus, assim relata:
“No dia 19 de novembro de 1910, avistamos a cidade de Belém, no Estado do Pará.
Estávamos ansiosos por conhecer a terra para a qual o Senhor nos enviara. Todos
os passageiros tinham pressa em desembarcar. Parentes e amigos os esperavam no
cais. Porém nós não tínhamos ninguém. (...) E começamos a andar até alcançarmos
o jardim de uma praça. Sentamo-nos em um banco e oramos ao Senhor para que nos
mostrasse o caminho que devíamos seguir. Começava a escurecer.” Evidentemente,
em um trabalho evangelístico, precisamos estabelecer metas, estratégias e
alvos, mas acima de qualquer coisa, devemos ouvir o Espírito Santo.
SUBSÍDIO
BIBLIOLÓGICO
"Jonas tinha sido enviado para pregar em Nínive, cidade
assíria no início do século VIII a.C., descreveu-a como 'uma grande cidade, de
três dias de caminho' (Jn 3.3). Através desta declaração, é provável que o profeta
desejasse dizer que seriam necessários três dias para alcançar todas as partes
da cidade, em sua missão e pregação. Podemos julgar o tamanho de sua população
através da declaração expressa em Jonas
4.11. Alguns entendem que o Senhor Deus, ao se referir à população
inocente de Nínive, estaria mencionando todas as crianças demasiadamente
pequenas para saberem a diferença que existe entre a mão direita e a esquerda,
e que totalizavam 120.000 crianças; isto sugeriria uma população total de
aproximadamente 600.000 pessoas. Talvez Jonas estivesse pensando na 'grande
Nínive', uma vez que todas as principais
cidades frequentemente consistiam de uma fortaleza murada com muitas outras
vilas vizinhas estendendo-se por muitos quilômetros, e que, na linguagem hebraica,
era chamada de cidade e suas aldeias (Js 15.45,47). Outros, entretanto,
consideram essa expressão de Jonas 4.11 como metafórica, e designando toda a
população a quem Deus entendia como tendo um conhecimento imperfeito do bem e
do mal. Uma população total de 120.000 pessoas está bem de acordo com o número
registrado de 69.574 pessoas acomodadas em Calá, uma cidade com uma dimensão
que correspondia a menos da metade de Nínive em 879 a.C." (Dicionário
Bíblico Wycliffe. 1ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp. 1362,1363).
II - OS DESAFIOS DA EVANGELIZAÇÃO
URBANA
Na evangelização urbana, há desafios e imprevistos que podem ser
convertidos em oportunidade.
1. Incredulidade e
perseguição. Vivemos tempos
trabalhosos, em que falsos obreiros anunciam um falso evangelho. É preciso anunciar a Cristo com sabedoria,
poder e eficácia (2 Tm 4.17). Nossa mensagem não pode ser confundida com a dos
mercenários e falsos profetas. A mensagem da cruz precisa ser pregada na
virtude do Espírito Santo (1 Co 1.18). Diante das perseguições, não podemos desistir ou nos calar. Jesus
também foi perseguido em sua própria cidade, mas levou a sua missão até o fim
(Lc 4.28-30). Comentário:
Amados, não creiais em todo espírito, mas
provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm
levantado no mundo (1 Jo 4.1). O motivo para provar todo espírito, é que
"muitos falsos profetas" se abrigarão na igreja. Isso acontecerá,
principalmente, pelo aumento da tolerância da igreja quanto a doutrinas anti-bíblicas,
perto do fim dos tempos (Mt 24.11; 1Tm 4.1; 2Tm 4.3,4; 2Pe 2.1,2). O cristão
deve testar todos que, sendo cristãos professos, são mestres, escritores,
pregadores e profetas, e mesmo todo indivíduo que afirma que sua obra ou
mensagem provém do Espírito Santo. O crente nunca deve crer que certo
ministério ou experiência espiritual é de Deus, somente porque alguém afirma
isto. Além disso, nenhum ensinamento, nem doutrina, devem ser aceitos como
verdadeiros somente por causa de sucesso, milagres, ou unção aparente da pessoa
(Mt 7.22; 1Co 14.29; 2Ts 2.8-10; 2Jo 7; Ap 13.4; 16.14; 19.20). As Escrituras
destacam o fato de o Espírito Santo habitar no crente (1Co 6.19). É por meio do
Espírito Santo que podemos vencer o mal que há no mundo, inclusive o pecado,
Satanás, provações, tentações, tristezas, perseguições e falsos ensinos, e
podemos então vitoriosamente cumprir a vontade de Deus para a nossa vida e para
o progresso do Evangelho.
2. Enfermos. As áreas urbanas acham-se
tomadas de enfermos e doentes terminais. No tempo de Jesus, não era diferente.
Ao entrar em Jericó, Ele deparou-se com um cego que lhe rogava por misericórdia
(Lc 18.35). E, às portas de Naim, encontrou o funeral do filho único de uma
viúva (Lc 7.11-17). Ungido pelo Espírito Santo, curou o primeiro e ressuscitou
o segundo. A Igreja deve desenvolver capelanias hospitalares, e visitar os
enfermos e moribundos. Comentário: “Capelania
Hospitalar é uma prestação de serviço religioso ministrado aos enfermos em
hospitais da rede pública ou privada, garantido por lei federal e leis
estaduais, como previsto na Constituição Brasileira de 1988, nos seguintes
termos: "é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência
religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva" (Constituição
Federal art. 5º, VII)”. A Capelania ganhou muita força nestes últimos anos,
principalmente no Brasil pelas Lideranças Evangélicas, já que os hospitais,
presídios, escolas, universidades e outras instituições vem se preocupando com
a qualidade no atendimento das pessoas com carências espirituais, afetivas e
emocionais, necessitando de uma pessoa de estimulo e entusiasmo. Note que, Jesus
em seu ministério terreno, desenvolveu eficazmente o que chamamos hoje de
Capelania. Nos Estados Unidos e outros países da Europa onde se pratica a Capelania
o Evangelho cresce com muita eficácia.
3. Endemoninhados. Quem se dedica à
evangelização urbana deve estar preparado, também, para casos difíceis de
possessão demoníaca. Muitos são os gadarenos espalhados pela cidade (Mt
8.28-34). Por isso, o evangelista precisa orar, jejuar e ter uma vida santa (Mc
9.29). A igreja não pode fazer da libertação dos oprimidos um espetáculo. Mas
deve, no poder do Espírito Santo, orar pelos enfermos e pelos cativos de
Satanás (Mt 10.8). Comentário: “E,
chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos,
para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal.” (Mt 10.1).
Jesus deu aos discípulos o poder sobre os demônios junto com o poder para curar
toda enfermidade e todo o mal. "E estes sinais seguirão aos que crerem: Em
meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;" (Mc 16.17). É
mais que claro que aquele que acredita em Jesus verdadeiramente, esses sinais
ali descritos devem o acompanhar, não é opcional. Alguns acham complicado ver
uma pessoa possessa de demônios e colocar a mão sobre a cabeça dela e expulsar
o mal "no nome de Jesus", mas quem sai a campo anunciando as
boas-novas deve estar pronto para deparar-se com situações que exijam
libertação dos oprimidos, e aqui não há espaço para espetáculo. O endemoniado
Gadareno vivia entre os sepulcros, sem roupa e que estava possesso de demônios.
Homem este que nenhuma cadeia, corrente nem algemas o prendia. Mas ao encontrar
Jesus foi liberto e saiu dali para testemunhar para a sua família (Lc 8.26-36).
O liberto virou missionário!
III - COMO FAZER EVANGELISMO URBANO
A evangelização urbana só será bem-sucedida se tomarmos as
seguintes providências: treinamento da equipe, estabelecimento de postos-chave
e acompanhamento do trabalho.
1. Treinamento da
equipe. Antes de chegar à
Macedônia, o apóstolo Paulo já podia contar com uma equipe altamente
qualificada, para implantar o Evangelho na Europa. Primeiro, tomou consigo a
Silas e, depois, o jovem Timóteo (At 15.40; 16.1,2). Acompanhava-os, também,
Lucas, o médico amado (At 16.11). Com este pequeno, mas operoso grupo, o
apóstolo levou o Evangelho a Filipos, a Tessalônica e a Bereia, até que a
Palavra de Deus, por intermédio de outros obreiros, chegasse à capital do
Império Romano (At 16.12; 17.1, 10). Comentário: Antes de qualquer treinamento é preciso a
igreja conhecer o contexto urbano onde se localiza ou pretende avançar. Saber
quais os tipos de pessoas existentes na cidade. Quais as suas preferências e
necessidades básicas. Identificar os focos de convergência da juventude, pois
“Deus chama a igreja para o seu contexto particular, como um instrumento da sua
graça e salvação, desenvolvendo e realizando a missão como um processo criativo
e transformador”. Não há como evangelizar sem sentir que é necessário passar
pelas samarias atuais (Jo 4.1-30). Sabe-se que Evangelismo é a tarefa de
apresentar Cristo aos pecadores não remidos, individualmente, para que possam
serem salvos por Ele, e isto exige que tenhamos domínio da história da
Salvação; “Paulo foi um pregador fiel e relevante. Ele lia o texto e o povo.
Conhecia as Escrituras e a cultura. Jamais mudou a mensagem, mas sempre buscou
os melhores métodos para alcançar os melhores resultados. Por isso, fixou-se
nas cidades mais importantes do império, porque estava convencido de que a
partir dali, o evangelho poderia se espalhar para outros horizontes. Nas quatro
províncias que Paulo plantou igrejas, as províncias da Galácia, Macedônia,
Acaia e Ásia Menor, procurou sempre se estabelecer em lugares geográfica,
econômica e religiosamente importantes, pois sabia que as igrejas nessas
cidades tornar-se-iam multiplicadoras na evangelização mundial.”. Ainda
é necessário dizer que, é dever do evangelista Executar sua tarefa de pregar a
todos quer ouçam,
quer deixem de ouvir (Ez 2.7).
Se conseguir levar a
igreja toda ao evangelismo, isto será maravilhoso, caso contrário terá que usar
o método que Deus mostrou a Gideão. Muitos dentro de nossas igrejas estão
dentro de uma dessas categorias descritas:
Categoria Tomé: São aquelas que duvidam de
tudo, por isso não saem para evangelizar e não conseguem crer que Deus poderá
dar uma grande quantidade de peixes, mas estão completamente enganadas Lucas
5:4,5,6.
Categoria do filho desobediente: São
aqueles que se aprontam, dão o nome, se entusiasmam, mas nunca aparecem Mateus
21:28,29,30
Categoria de Isaías: Estes sim estão prontos a
fazerem a obra de Deus, pois sempre dirão: “Eis me aqui Senhor, usa-me a mim”
Eles podem ser poucos,
no entanto, são os que darão resultado, pois estão dispostos, custe o que
custar a fazer a obra de Deus.
Então com esta equipe
formada, reine-a o mais arduamente possível. Tenha ordem e disciplina no que
faz e acima de tudo não seja somente um chefe, mas um líder, exemplo.
2. Estabelecimento
de postos-chave. Sempre que chegava a uma cidade gentia, Paulo buscava uma
sinagoga, de onde iniciava a proclamação do Evangelho (At 17.1-3). Embora o
apóstolo, na maioria das vezes, fosse rejeitado pela comunidade judaica, a
partir daí expandia sua ação evangelística urbana até alcançar os gentios. É
necessário que sejam encontrados postos principais para a evangelização urbana.
Pode ser a casa de um crente, ou a de alguém que está se abrindo à Palavra de
Deus (At 16.15). Na evangelização, as bases são muito importantes. Comentário: Neste caso,
Jesus conhecia o contexto da cidade de Sicar. Ele conhecia o modo de vida desse
povo. Foi em razão disso que em sua conversa com a Samaritana, ele quer usar o
método indutivo, ou seja, ele começou a conversação partindo do particular para
o geral - do problema pessoal para a solução. Os argumentos usados por ele
foram tão convincentes que a mulher abriu-lhe o coração: “vai, chama o teu
marido e vem cá. A mulher respondeu: não tenho marido. Disse-lhe Jesus:
disseste bem: Não tenho marido, porque tiveste cinco e o que tens agora não é o
teu marido”, (vv. 18 e 19). Paulo estabelecia suas bases evangelística para a
partir delas, avançar com o Evangelho, e isso fez dele o maior missionário da
história da Igreja. Sempre que Paulo chegava em uma cidade, procurava ali uma
sinagoga. Sabia que nesse ambiente religioso, judeus e pessoas tementes a Deus
se reuniam para estudar a lei e orar. Seu propósito era argumentar com essa
pessoas, a partir do Antigo Testamento, que Jesus é o Messias, o Salvador do
mundo. Paulo sempre aproveitou os lugares seculares para alcançar as pessoas
não religiosas. Tanto em Corinto como em Éfeso, Paulo lançou mão desse recurso.
Não podemos limitar o ensino da Palavra de Deus apenas aos locais religiosos.
Em Corinto Paulo ensinou na casa de Tício Justo e em Éfeso, na escola de
Tirano. Paulo ia ao encontro das pessoas, onde elas estavam. Era um evangelista
que tinha cheiro de gente. Estava nas ruas, nas praças, nas escolas. Era um
pregador fora dos portões. Ainda hoje podemos e devemos usar esses recursos.
Podemos e devemos plantar igrejas, usando espaços neutros, como fábricas,
escolas e hotéis. Muitas pessoas que, ainda hoje, encontram resistência para
entrar num lugar religioso não oferecem qualquer resistência para ir a um lugar
neutro.
3. Acompanhamento do
trabalho. Procure estar atento à nova frente evangelística. Ao partir para
uma nova área urbana, alguém deve ser deixado como responsável para cuidar dos
novos convertidos que foram alcançados, como fazia o apóstolo Paulo (At 17.14).
E, periodicamente, devem haver visitas até que amadureçam o suficiente para
caminhar por si próprias (At 18.23). Não descuide do trabalho de discipulado.
Fortaleça-os na fé, na graça e no conhecimento da Palavra de Deus. Quem se põe
a evangelizar as áreas urbanas deve estar sempre atento. Por isso mesmo, tenha
uma equipe amorosa, competente e disponível. Comentário:Paulo ensinava publicamente e também
de casa em casa, testemunhando tanto a judeus como a gregos o arrependimento e
a fé em Cristo Jesus. Paulo era um evangelista e um mestre. O lar sempre foi um
lugar estratégico para o crescimento da igreja. O apóstolo Paulo, mais do que
qualquer outro, observou a necessidade de não apenas evangelizar, mas plantar
igrejas locais que vivam Cristo e falem do Seu Nome. Paulo usa as expressões
plantar (1Co 3.6-9; 9.7,10,11), lançar alicerces (Rm 1.20, 1 Co 3.10) e dar a
luz (1 Co 4.15) ao se referir ao plantio de igrejas. No modelo paulino de
plantio de igrejas, podemos observar que as principais estratégias utilizadas
foram:
- Introduzir-se na
sociedade local, a partir de uma pessoa receptiva, de ou um grupo aberto a
recebê-lo e ouvi-lo; -
Identificar ali o melhor ambiente para a pregação do Evangelho, seja público,
como uma praça, ou privado como um lar - Evangelizar de forma abundante e intencional, a partir da Criação ou
da Promessa, e sempre desembocando em Cristo, sua cruz e ressurreição; - Expor a Palavra, sobretudo ela. Expor de tal forma que seja ela
inteligível e aplicável para quem ouve; -
Testemunhar do que Cristo fez em sua vida; - Incorporar rapidamente os novos convertidos à igreja, à comunhão dos
santos, seja em uma casa, ou um agrupamento maior; - Identificar líderes em
potencial e investir neles, seja face a face, ou por cartas;
- Não se distanciar
demais das igrejas plantadas, visitando-as e se comunicando com as mesmas,
investindo no ensino das Escrituras - Orar pelos irmãos, pelas igrejas plantadas e pelos gentios ainda sem
Cristo, levando as igrejas também a orar; - Administrar as críticas e competitividade, sem permitir que tais atos
lhe retirem do foco evangelístico; -
Utilizar a força leiga e local para o enraizamento e serviço da igreja; -
Investir no ardor missionário e responsabilidade evangelística das igrejas
plantadas.
SUBSÍDIO
DIDÁTICO
Professor, utilize o quadro para mostrar alguns passos que
precisamos dar para evangelizar as cidades. Peça que os alunos também sugiram
ações, completando assim o quadro. Enfatize também os vários tipos de
evangelismo que podem ser realizados:
1. Oração e jejum em favor da cidade que se quer alcançar.
2. Estabelecer metas em relação à cidade que se quer alcançar.
3. Curso básico de evangelismo pessoal, preparando as pessoas para
apresentar o plano da salvação.
4. Mapear as áreas da cidade, ruas, becos, vielas que se quer
alcançar.
5. Providenciar material evangelístico (folhetos, Bíblias,
revistas, etc).
6. Distribuir as equipes por faixa etária que se pretende alcançar
(crianças, jovens, adultos, idosos).
7. Atrações especiais (louvor, encenação, etc.).
CONCLUSÃO
A evangelização urbana é o grande desafio do século 21. As cidades
tornam-se cada vez maiores e mais complexas, exigindo da Igreja de Cristo ações
específicas, personalizadas e efetivas. Se, por um lado, lidamos com as massas,
por outro lado, temos de tratar particularmente com cada pessoa, para que todos
venham a ter um encontro pessoal com Deus. Seguindo o exemplo de Jesus e de
Paulo, façamos da evangelização urbana a base para alcançarmos os confins da
Terra. As cidades são estratégicas na proclamação mundial do Evangelho. Comentário: A igreja
está inserida na sociedade, com ela se relaciona direta e diariamente e nesse
contexto, a missiologia está sempre presente, levando os crentes a atuarem de
modo a obedecer à Grande Comissão. A força atual da igreja só será medida
quando se puser em prática a missiologia urbana, com todos os elementos que ela
supõe. Devemos realizar as missões urbanas buscando a restauração da imagem de
Deus na vida dos descrentes. Devemos ir em busca de todos, sem nos esquecer dos
marginalizados e inconvenientes, como o homem gadareno (Mt 22). Estes serão
alcançados pela igreja fiel nessa tarefa missionária. Empenhemo-nos por ver
toda a igreja, a noiva de Cristo, completamente reunida para as bodas do
Cordeiro (Ap 19.7-9).
PARA
REFLETIR
A respeito da evangelização urbana, responda:
Qual a estratégia de
Jonas? O profeta não
dispunha de tempo para percorrer toda Nínive, por isso, traçou uma estratégia
simples, porém eficaz: "E começou Jonas a entrar pela cidade caminho de um
dia, e pregava, e dizia: Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida"
(Jn 3.4).
Fale sobre a
estratégia do Pentecostes. E, quando da descida do Espírito Santo, eles ouviram a mensagem da
cruz em sua própria língua. Ao retornarem aos seus lugares de origem, levaram a
semente do Evangelho que, mais tarde, germinaria congregações e igrejas.
Qual a estratégia
adotada por Daniel Berg e Gunnar Vingren? Orientados pelo
Espírito Santo, Daniel Berg e Gunnar Vingren escolheram a cidade de Belém, no
Pará, como ponto de partida para a sua missão no Brasil.
Quais os desafios da
evangelização urbana? Incredulidade, perseguição, enfermos, endemoninhados.
5 - Que providências
podem tornar bem-sucedida a evangelização urbana? Treinamento da
equipe, estabelecimento de postos-chave e acompanhamento do trabalho.
