Pastor: Lucimar Fernandes da Silveira : Lição 7: O Evangelho no mundo acadêmico e político
MINISTÉRIO S.O.S DA ALMA
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Lição 7: O Evangelho no mundo acadêmico e político
Lição 7: O Evangelho no mundo acadêmico e
político
Data: 14 de Agosto de 2016
TEXTO ÁUREO
“A minha palavra e a minha pregação
não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em
demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em
sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1Co 2.4,5).
Comentário: Tanto o conteúdo quanto o estilo
da pregação de Paulo se harmonizavam com caminhos de Deus conforme revelados na
cruz. Ele não pregava para exibir suas habilidades oratórias e para chamar a
atenção para si mesmo; ao invés disso, ele falava em temor, e em grande temor. demonstração
do Espírito e de poder se refere tanto aos sinais que se seguia
sua exposição, quanto ao poder de transformação do Espírito Santo nas vidas
daqueles que ouviam a mensagem.
VERDADE PRÁTICA
Somente o Evangelho de Cristo, no poder
do Espírito Santo, para destruir as fortalezas e a resistência do universo
acadêmico e do mundo político.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Daniel 2.24-28.
24. Por isso, Daniel foi ter com Arioque, ao
qual o rei tinha constituído para matar os sábios da Babilônia; entrou e
disse-lhe assim: Não mates os sábios de Babilônia; introduze-me na presença do
rei, e darei ao rei a interpretação.
25. Então, Arioque depressa introduziu
Daniel na presença do rei e disse-lhe assim: Achei um dentre os filhos dos
cativos de Judá, o qual fará saber ao rei a interpretação.
26. Respondeu o rei e disse a Daniel (cujo nome era Beltessazar):
Podes tu fazer-me saber o sonho que vi e a sua interpretação?
27. Respondeu Daniel na presença do rei e disse: O segredo que o
rei requer, nem sábios, nem astrólogos, nem magos, nem adivinhos o podem
descobrir ao rei.
28. Mas há um Deus nos céus, o qual revela os segredos; ele, pois,
fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser no fim dos dias; o teu sonho e
as visões da tua cabeça na tua cama são estas:
HINOS SUGERIDOS
63, 149 e 600 da Harpa Cristã.
OBJETIVO GERAL
Mostrar que precisamos alcançar com as
Boas-Novas.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos
referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o
objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
·
I.
Compreender que Daniel fez a diferença na
universidade de Babilônia.
·
II.
Conscientizar de que Daniel e seus amigos
souberam realçar a soberania do Deus único e verdadeiro na academia babilônica.
·
III.
Explicar a intervenção de Deus na política
babilônica.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Como Igreja do Senhor Jesus, precisamos
alcançar a todos com as Boas-Novas. O mundo acadêmico e político também
precisam de ações evangelísticas por parte da Igreja. A Escola Dominical deve
preparar os crentes para serem testemunhas do Deus Todo-Poderoso nas
universidades e na esfera política. Infelizmente, ao chegar às universidades,
muitos acabam sendo envolvidos por filosofias malignas, apostatando da fé
cristã. Precisamos seguir o exemplo de Daniel e seus amigos. Eles tiveram uma
vida pública, política e acadêmica de sucesso, exaltando e glorificando o nome
do Senhor. Estes não se deixaram contaminar pela cultura babilônica, mas foram
“sal” e “luz” em meio a uma sociedade corrompida pelo pecado.
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
A evangelização nas universidades também
deve ser uma prioridade máxima da igreja, pois do universo acadêmico saem os
cientistas, educadores, formadores de opinião e boa parte dos governantes e
legisladores. Cabe-nos, pois, preparar adequadamente nossos irmãos em Cristo, a
fim de que, no campus, atuem como reais testemunhas de Jesus Cristo. Somente
desta maneira viremos a ter um país mais justo e comprometido com a Ética
Cristã. Nesta lição, veremos o exemplo de Daniel e seus três companheiros.
Exilados em Babilônia, destacaram-se como acadêmicos, servidores públicos e
políticos. Eles mostraram, em atos e palavras, a supremacia do Deus de Israel.
A vida desses hebreus serve de exemplo aos acadêmicos e políticos cristãos, que
lutam por levar o Evangelho às mais altas esferas do conhecimento e do poder.
Comentário: Dados do Ministério da Educação e
Cultura (MEC) mostram que no Brasil há quase seis milhões de estudantes
universitários. O ‘mundo acadêmico’ pode ser muito chocante para alguém que
vive em um ambiente separado como a igreja, mas esse ambiente é na verdade um
extrato social com a diferença de ser mais refinado intelectualmente, assim, a
evangelização universitária se torna um braço da igreja dentro dos campus, onde
estudam e convivem os jovens da igreja, onde se deparam com toda sorte de
filosofia anticristã, além de outras mazelas que também estão presentes na vida
secular comum. Nisto é imprescindível que o jovem crente tenha uma boa e sólida
formação cristã, caso contrário, poderá ser tragado pelas fortes ondas da sedução.
Nesse aspécto, os quatro jovens escolhidos de todas as tribos de Judá, exilados
na Babilônia - Daniel, Hananias, Misael e Azarias, são um excelente exemplo de
como deve-se portar os jovens crentes no ambiente acadêmico. Daniel passou por
várias provações e permaneceu em posições importantes até o fim do império
babilônico, que caiu perante os medo-persas em 539 a.C. Daniel, então velho,
ainda serviu por alguns anos no governo do novo império. Foi neste período que
ele se mostrou fiel na sua provação mais conhecida, sobrevivendo uma noite na
cova dos leões. Devido à sua fidelidade e determinação de fazer a vontade de
Deus, Daniel foi chamado de “homem muito amado” e foi usado pelo Senhor para
revelar aos seus servos algumas das mensagens mais importantes do Antigo
Testamento. Agora, vamos observar a determinação deste servo de Deus.
I. DANIEL NA UNIVERSIDADE DE BABILÔNIA
Em Babilônia, Daniel e seus três
companheiros foram reeducados na língua e na cultura dos caldeus (Dn 1.4).
Eles, porém, jamais renunciaram o seu temor a Deus, que é o princípio de toda a
sabedoria (Pv 1.7).
1. Uma vida testemunhal. Antes mesmo de serem matriculados
na universidade babilônica, eles resolveram firmemente, em seu coração, não se
contaminar com a cultura caldaica (Dn 1.8). O seu objetivo não era destruí-la,
mas transformá-la através de uma postura santa e testemunhal. Mais adiante,
eles vieram a influenciar até mesmo a classe política do império. Os crentes
devem ser orientados para que testemunhem de Cristo também no campus
universitário. Em primeiro lugar, o universitário crente evangeliza através de
um testemunho santo e irrepreensível que, por si mesmo, é uma mensagem. E,
também, por meio de uma abordagem sábia e oportuna, que mostre a razão de nossa
esperança (1Pe 3.15). Nenhum universitário cristão deve sacrificar o Evangelho
no altar da pós-modernidade. Antes, que seja oportuno na proclamação de Cristo.
Comentário: Jovens longe de casa enfrentam
tentações. Se cruzar a linha e violar alguns princípios ensinados pelos pais,
quem vai saber? Imagine, então, jovens levados de uma maneira violenta para uma
terra estranha. Eles nem sabiam se os pais ainda estavam vivos. Poderiam até
duvidar o poder do Deus que serviam, pois ele não protegeu seu povo dos ataques
da Babilônia. E agora o imperador mandou que eles fossem preparados para servir
no governo dele. Seria grande coisa se submeter às ordens deste rei poderoso?
Daniel percebeu que alguma coisa dos alimentos e bebidas fornecidos pelo rei
traria contaminação. É provável que alguns destes alimentos fossem proibidos
para os judeus na lei dada no monte Sinai 800 anos antes. Como este jovem
reagiu? Poderia ter oferecido desculpas, dizendo que ele não tinha controle da
situação e teria que ceder às ordens do rei. Daniel não tinha controle da
situação, nem do rei, nem do homem encarregado da responsabilidade de
supervisionar os jovens em treinamento. Mas ele tinha controle de si, e tomou a
sua própria decisão. “Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as
finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos
eunucos que lhe permitisse não contaminar-se” (v. 1.8). Deus abençoou esta
decisão de Daniel, e o chefe permitiu que ele e os seus companheiros fizessem
uma experiência, comendo comidas mais simples durante dez dias. Deus estava com
eles, e o chefe viu que progrediram mais do que os jovens que comiam os
alimentos do rei. http://www.estudosdabiblia.net/d174.htm. Certamente Deus honrará qualquer
decisão como esta que venha glorificar Seu santo Nome.
2. Uma carreira acadêmica testemunhal. Incentivemos nossos irmãos(as) a
que sobressaiam pela excelência acadêmica. Se apresentarem rendimentos
medíocres, como poderão demonstrar que o amor a Cristo conduz à verdadeira
sabedoria? Vejamos o exemplo de Daniel e seus companheiros. Eles formaram-se com
louvor máximo: “E em toda matéria de sabedoria e de inteligência, sobre que o
rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos ou
astrólogos que havia em todo o seu reino” (Dn 1.20). A mediocridade acadêmica
depõe contra o Evangelho. O crente que ama a Cristo adora-o também com as suas
notas, graduações, mestrados e doutorados.
Comentário: O ambiente acadêmico, secularizado
e muitas vezes abertamente incrédulo da universidade, o jovem crente fica
exposto a idéias e teorias que se chocam frontalmente com a sua fé; Os
professores, os livros, as aulas e as conversas com os colegas têm mostrado
outras perspectivas sobre vários assuntos, as quais parecem racionais,
científicas, evoluídas; não demora muito e alguns valores e crenças parecem
agora menos convincentes e, naturalmente, o cristão se sentirá pouco à vontade
para expressá-los. Vejamos o exemplo de Daniel, que enfrentou esta mesma
situação no ambiente Babilônico: as forças ocultas não eram compatíveis com o
Espírito de Deus. Crentes que andam segundo o Espírito descobrirão, assim como
os hebreus descobriram, que, em toda matéria de sabedoria e de inteligência,
eles são dez vezes mais doutos do que aqueles que buscam à parte de Deus.
3. Uma carreira testemunhal. Daniel e seus três companheiros
foram inseridos, imediatamente, na elite cultural e científica de Babilônia. E,
nessa posição, Daniel ficaria por mais de 70 anos (Dn 1.21). Jesus precisa de
testemunhas em todas as áreas do saber humano. Ele também morreu pelos cientistas,
médicos, advogados, sociólogos e educadores. Se prepararmos devidamente os
crentes, levaremos Cristo à elite cultural de nossa nação e do mundo. Por
conseguinte, treinemos os crentes para que formem, no campus, grupos de oração,
estudo bíblico e evangelismo. Desses núcleos, Deus haverá de suscitar
testemunhas irresistíveis de sua Palavra. O Evangelho de Cristo não pode
ausentar-se das áreas cultas.
Comentário: A formação de Daniel nas escolas
dos sábios, na Babilônia (Dn 1.4) foi para caber-lhe para prestação de serviço
para o império. Ele foi distinguido durante este período de sua piedade e
observância daquilo que a Lei Mosaica requeria (1.8-16), e conquistou a estima
e a confiança dos que estavam com ele. No fim dos seus três anos de formação e
disciplina na escola real, Daniel foi distinguido pela sua proficiência na
"sabedoria", e foi trazido para a vida pública. Por 70 anos ele
influenciou o reino. O ambiente universitário é constituído de pessoas
imperfeitas e limitadas, que lidam com seus próprios conflitos, dúvidas e
contradições, e que muitas dessas pessoas foram condicionadas por sua formação
familiar ou educacional a sentirem uma forte aversão pela fé religiosa. Tais
indivíduos, sejam eles professores ou alunos, precisam não do nosso assentimento
às suas posições anti-religiosas, mas do nosso testemunho coerente, para que
também possam crer no Deus revelado em Cristo e encontrem o significado maior
de suas vidas. Como Daniel, podemos influenciar o meio acadêmico e para isso
mesmo, Deus tem colocado os seus no Campus!
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Arqueólogos revelam que os quatro
jovens devem ter estudado por exemplo: língua caldeia, textos cuneiformes em
caldeu e acádio, uma vasta gama de resumos sobre religião, magia, astrologia e
ciências, além de falarem e escreverem em aramaico. Aproveite para mostrar aos
alunos que quando o nosso compromisso com Deus é forte, isso não significa
necessariamente que seremos corrompidos por uma educação pagã, numa sociedade
pagã” (RICHARDS, Lawrence O.Guia do Leitor da Bíblia: Uma
análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ:
CPAD, 2012, p.513).
CONHEÇA MAIS
Império Babilônico
“Depois da destruição de Nínive, sete
anos antes, o Império Babilônico começou a crescer tão rapidamente que não
dispunha de número suficiente de babilônios cultos para a cúpula governamental.
Por isso, Nabucodonosor levou para Babilônia jovens saudáveis de boa aparência
e de alto nível cultural a fim de ensinar-lhes a cultura dos caldeus e, assim,
torná-los úteis ao serviço real. Entre eles estavam Daniel e seus três amigos”.
Para conhecer mais, leia Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD,
p.1244.
II. DEUS NA ACADEMIA BABILÔNICA
Daniel e seus três companheiros estavam
a serviço de um governante que desconhecia por completo a soberania divina.
Entretanto, souberam como, num momento crítico, realçar a soberania do Único e
Verdadeiro Deus.
1. A crise escatológica. O rei Nabucodonosor estava
preocupado com o futuro de seu império, quando Deus lhe mostrou, em sonho, o
estabelecimento do Reino do Céu, na Terra. Como nenhum de seus magos ou
astrólogos fora capaz de interpretar-lhe o sonho, decretou a morte da elite intelectual
de Babilônia (Dn 2.5). A academia babilônica era inútil naquele momento. Crises
semelhantes desafiam os acadêmicos cristãos nas diversas áreas do conhecimento.
Por essa razão, precisam estar alicerçados na Palavra de Deus, a fim de mostrar
o Evangelho de Cristo como a única solução a todos os problemas humanos.
Comentário: No auge da sua pompa e arrogância,
ele recebeu uma dura lição da parte de Deus. Passada essa experiência, ele a
publicou a todos os povos, nações e línguas que moram em toda a terra, para que
ficassem conhecendo quão grande e poderoso era Deus o Altíssimo. A proclamação
começa com palavras de louvor a Deus, realçando os Seus sinais, as Suas
poderosas maravilhas, a eternidade do Seu reino e a continuidade do Seu
domínio. Ele havia aprendido a lição, e se apresentava agora humilde diante do
Altíssimo Deus. Vemos que nada acontece ao acaso, Deus estava executando Seu
plano a fim de que Seu nome fosse conhecido em toda a terra. Foi preciso que os
servos de Deus estivessem atentos, “sempre preparados para responder a todo
aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1Pe 3.15); esta
recomendação de Pedro para os cristãos da Ásia do primeiro século é atualíssima
para nós, nos dias de hoje.
2. A resposta teológico-evangélica. Naquele momento de crise, e diante
da própria morte, Daniel apresenta corajosamente a resposta divina: “Mas há um
Deus nos céus, o qual revela os segredos; ele, pois, fez saber ao rei
Nabucodonosor o que há de ser no fim dos dias [...]” (Dn 2.28). E, assim, o
profeta fez saber a Nabucodonosor o programa divino para os últimos dias.
Somente o Evangelho de Cristo pode responder às questões que tanto angustiam a
humanidade. Aproveite, pois, a crise atual, para proclamar a todos, inclusive
aos sábios e poderosos, que somente Cristo pode resgatar a sociedade atual de
uma ruína certa e anunciada.
Comentário: Depois que todos os sábios do
reino haviam falhado em explicar o sonho do monarca, Daniel entrou na presença
do rei. Neste relato, depois de toda a ocorrência, Nabucodonozor disse que
Daniel tinha o “espírito dos deuses santos”. Esse era o entendimento do
idólatra Nabucodonozor, que cria numa multiplicidade de deuses, mas veio a
reconhecer que o Deus de Daniel era o Altíssimo Deus. Nabucodonosor fala da grandeza
de Deus e da sua capacidade de fazer com que os homens orgulhosos se humilhem
(Jr 27.4-6) e também reconhece a permanência do reino de Deus (Sl 145.13). Em
todas as situações, mesmo quando impressionado pela grandeza das revelações,
não se negou a entregar a mensagem completa.
SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“Daniel resolveu desde o início não se contaminar. Não abriria mão de
suas convicções, mesmo se tivesse de pagar com a vida por isso. Note-se que
Daniel não tinha agora a presença dos seus pais para orientá-lo nas suas
decisões; mas seu amor a Deus e à sua lei achava-se de tal modo arraigados nele
desde a infância, que ele somente desejava servir ao Senhor de todo coração.
Aqueles que resolvem permanecer fiéis a Deus, enfrentando a tentação,
receberão forças para permanecerem firmes por amor ao Senhor. Por outro lado,
aqueles que antes não tomam a decisão de permanecer fiéis a Deus e à sua
Palavra, terão dificuldade para resistir ao pecado ou evitar conformar-se com
os caminhos do mundo" (Lv 19.29; 21.7,14; Dt 22.2)” (Bíblia de Estudo
Pentecostal. RJ: CPAD, p.1244).
III. A INTERVENÇÃO DE DEUS NA POLÍTICA BABILÔNICA
Daniel já era bastante idoso quando foi
convocado a gerir a pior crise do Império Babilônico. Naquele instante, ele não
poderia ser politicamente correto. Por isso, proclamou corajosamente a sentença
divina sobre o reino de Belsazar.
1. A corrupção de Babilônia. Embora Nabucodonosor tenha
reconhecido o senhorio divino em três ocasiões, seu filho, Belsazar, ao
substituí-lo, não demorou a levar o império à ruína. Numa noite de orgia e
insultos ao Deus de Israel, ele profanou os utensílios sagrados do Santo Templo
na presença de suas mulheres, concubinas e grandes (Dn 5.1-3). Naquela mesma
hora, o Senhor escreveu, na parede do palácio, a sentença de morte daquele
reino. O mesmo acontece no Brasil. Deus está a requerer de seu povo uma atitude
mais evangélica, santa e decisiva (2Cr 7.14).
Comentário: O capítulo cinco do livro de
Daniel começa narrando a respeito de um grande banquete oferecido por Belsazar,
rei de Babilônia, para mil líderes nacionais. Era o ano de 538 a.C., vinte e
quatro anos depois da morte de Nabucodonosor. Filho de Nabonidus, genro de
Nabucodonosor, foi na verdade, co-regente em Babilônia enquanto seu pai, o rei
Nabonidus, transferiu-se para Temã na Arábia. O banquete oferecido tinha como
objetivo afrontar o Deus vivo. De modo blasfemo, quando o vinho começou a
surtir efeito, Belsazar ordenou a seus mordomos que trouxessem os utensílios
sagrados que Nabucodonosor havia removido do templo de Jerusalém. Dentre esses
utensílios havia vasos sagrados que tinham sido dedicados ao Senhor, os quais
foram utilizados pelos convivas para oferecerem brindes a seus ídolos (Dn
5.1-4). Esse foi o último desafio do imoral Belsazar. Belsazar tomou as
decisões que afetaram sua vida. Deus pesou essas decisões a fim de constatar o
quanto elas valiam. Deus entregou Belsazar às conseqüências naturais do curso
de vida por ele escolhido. Em Romanos 1.18 a 32, o apóstolo Paulo revela a
atitude de Deus para com todos aqueles que, à semelhança de Belsazar, escolhem
seus próprios caminhos.
2. Daniel, o incorruptível. Como nenhum acadêmico babilônico
fosse capaz de ler a sentença divina escrita na parede, o nome do velho profeta
é evocado. Já na presença do rei, e rejeitando todos os dons e agrados que este
lhe oferecera, Daniel leu a sentença (Dn 5.25-31). Mais uma vez, ele não se
deixou enlaçar pelo charme do politicamente correto. Interpretando a inscrição,
repreendeu energicamente o monarca. Que os homens públicos cristãos não se
furtem ao seu dever. Que venhamos, neste momento de crise econômica e política
que debilita o Brasil, anunciar que Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a
vida e que bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor. Os governantes,
legisladores e juízes também precisam ouvir que Jesus salva, cura, batiza com o
Espírito Santo e, em breve, virá nos buscar.
Comentário: Belsazar pediu aos astrólogos, aos
adivinhadores e aos sábios a interpretação daquelas palavras. Como a inscrição
foi escrita em aramaico, ninguém foi capaz sequer de ler a escrita, muito menos
de interpretá-la (Dn 5.7-9). Somente Daniel estaria apto a interpretar a
escrita em aramaico. Deus usaria mais uma vez o idoso Daniel. Então a
rainha-mãe entrou na casa do banquete e orientou ao rei a chamar o profeta
Daniel (Dn 5.10-12). Durante todo o reinado de Nabucodonosor, passando pelo rei
Nabonidus e agora pelo extravagante Belsazar, Daniel se mantive incorruptível e
mesmo na sua velhice, glorificou o nome do Deus vivo. Que lição para a Igreja
Brasileira nesse momento turbulento - moral, ética e política - pelo qual
atravessa nossa nação.
SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
A Religião Babilônica
“Com a ascensão da supremacia da cidade da Babilônia, Marduque, o
patrono da cidade, tornou-se a principal divindade do panteão babilônico. Uma
festa de ano novo chamada de festa de ‘akitu’ era realizada anualmente em sua
honra, na qual uma batalha simulada entre o rei e o dragão das profundezas era
encenada repetidamente para comemorar a primitiva vitória de Marduque sobre o caos.
O propósito da festa era anunciar o ano novo com um ritual para
assegurar paz, a prosperidade e a felicidade por todo o ano.
Outras divindades adoradas pelos babilônicos eram Anu, deus do céu;
Enlil, deus do vento e da terra. Ea, deus do submundo — juntos, eles formavam
uma tríade de divindades. Outra tríade importante era Sin, o deus-sol de Ur, e
Harã, os primeiros abrigos da família de Abraão; Samas, a divindade do sol; e
Istar, deusa do amor e da guerra, equivalente à Astarte dos fenícios, Astarote
mencionada na Bíblia, e Afrodite dos gregos. Outras divindades significativas
foram Nabu, o deus da escrita e Nergal (irmão de Marduque), o deus da guerra e
da fome.
Os deuses da Babilônia eram, em sua origem, personificações das várias
forças da natureza. A religião babilônica era, dessa forma, uma adoração à
natureza em todas as suas partes, prestando homenagem a seres super-humanos que
eram ao mesmo tempo amigáveis e hostis, com frequência representados por formas
humanas, animais” (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1ª Edição. RJ:
CPAD, 2009, pp.213,1697).
CONCLUSÃO
Que os líderes saibam como preparar
aqueles que vão frequentar uma universidade. À semelhança de Daniel e seus
companheiros, estes poderão fazer uma grande diferença no mundo acadêmico e na
esfera política. O Senhor Jesus precisa de crentes em todas as camadas sociais.
Comentário: O Rev Franklin Ferreira escreve em
seu artigo “O Jovem Cristão e Seus Estudos” o seguinte: “O dilema do estudante: uns dividem a fé em compartimentos
estanques, um destinado à fé (vista como o lado "espiritual" da
vida), outro aos estudos (o lado "secular" da vida). Alguns descartam
simplesmente a fé cristã. Outros não têm coragem de afirmar sua fé em Cristo,
pois ainda não conseguiram descobrir uma forma de explicar esta relevância. - A
melhor opção é a do estudante que se dedica às diversas disciplinas com uma
mente aberta à sabedoria originada na Palavra de Deus”. Nossos aspirantes à
academia devem ser instruídos no sentido de que receberão ataques à mente e ao
estudo, porque fé e razão são vistas como antagônicas (Rm 10.2). A fé e a razão
não se opõem. Aceitamos como verdade os fatos do Evangelho, para depois buscar
compreendê-los (Rm 10.8-17). A Universidade de hoje não lembra mais que
Harvard, uma das mais prestigiadas universidades do mundo, exigia que os seus
estudantes fossem capazes não apenas de ler as Escrituras, mas também "de
interpretá-las corretamente". Este é o exemplo de Esdras (Ed 7.6,10) e de
Paulo e Timóteo (1Tm 4.13-16; 2Tm 4.13). Somente um alicerce sólido garantirá a
firmeza não só para o período de formação, mas também para toda a vida.
PARA REFLETIR
A
respeito do Evangelho no mundo acadêmico e político, responda:
Por que a
evangelização acadêmica é prioridade da igreja?
Porque no universo acadêmico saem os
cientistas, educadores, formadores de opinião e boa parte dos governantes e
legisladores.
De que
modo os acadêmicos podem testemunhar de Cristo?
Por intermédio de uma vida testemunhal e
uma carreira acadêmica excelente.
Como
atuaram Daniel e seus companheiros em Babilônia?
Atuaram de forma excelente, exaltando e
glorificando o Deus Todo-Poderoso.
Fale da
intervenção de Daniel na cultura babilônica.
Daniel não se deixou enlaçar pela
cultura babilônica nem pelo charme do politicamente correto.
Qual a
obrigação de um político cristão ante as crises?
Orar e anunciar que Jesus Cristo é o
caminho, a verdade e a vida e que bem-aventurada é a nação cujo Deus é o
Senhor.
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
Lição 6: A
evangelização dos grupos desafiadores
Data: 7 de Agosto de 2016
TEXTO
ÁUREO
“[...] e o que
vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (Jo 6.37).
VERDADE
PRÁTICA
Falar de Cristo às prostitutas,
criminosos e viciados também faz parte da missão evangelizadora da Igreja.
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE
Lucas
7.36-50.
36. E
rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu,
assentou-se à mesa.
37. E
eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em
casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento.
38. E,
estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com
lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça e beijava-lhe os pés, e
ungia-lhos com o unguento.
39. Quando
isso viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora
profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora.
40. E,
respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse:
Dize-a, Mestre.
41. Um
certo credor tinha dois devedores; um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro,
cinquenta.
42. E,
não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois: qual deles o
amará mais?
43. E
Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E
ele lhe disse: Julgaste bem.
44. E,
voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua
casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas e
mos enxugou com os seus cabelos.
45. Não
me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os
pés.
46. Não
me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com unguento.
47. Por
isso, te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou;
mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.
48. E
disse a ela: Os teus pecados te são perdoados.
49. E
os que estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa
pecados?
50. E
disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz.
HINOS
SUGERIDOS
220, 394 e 409 da Harpa Cristã.
OBJETIVO
GERAL
Mostrar que falar de Cristo aos
grupos desafiadores também faz parte da missão evangelizadora da igreja.
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS
·
I. Mostrar que o Evangelho de Jesus Cristo é inclusivo.
·
II. Conscientizar de que precisamos evangelizar as prostitutas.
·
III. Saber que devemos pregar o evangelho aos
homossexuais.
INTERAGINDO
COM O PROFESSOR
O Evangelho de Jesus Cristo é
inclusivo. O Salvador veio para todos. Jesus pregou para as mulheres em uma
cultura onde elas não eram valorizadas. Ele evangelizou senhoras de bem, mas
também evangelizou algumas, como a samaritana, cuja reputação não era boa. Ele
acolheu os cegos, os aleijados, os publicanos e os pobres. Sua atitude de amor
foi duramente criticada pelos líderes religiosos de sua época. Ele foi chamado
de amigo de pecadores: “Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis
aí um homem comilão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores [...]” (Mt
11.19). Jesus não aprovou o pecado, mas sempre se mostrou acessível ao pecador
e as suas necessidades. O Salvador não excluiu ninguém. Seu convite generoso
ainda está aberto para todos que se sentem rejeitados, cansados e oprimidos (Mt
11.28). Sigamos o exemplo do Mestre alcançando os grupos desafiadores do nosso
tempo.
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
A igreja do século 21 tem um grande
trabalho pela frente: evangelizar os grupos desafiadores, dentre os quais
destacamos as prostitutas, os homossexuais, os criminosos e os viciados. Tais
pessoas não podem ser ignoradas em nossas ações evangelísticas. Diante desse
desafio, que exige uma ação concentrada de toda a igreja, saiamos a ganhar,
para Cristo, os que se acham nos becos, sarjetas, prostíbulos, presídios e
cracolândias. Jesus nunca deixou um marginalizado sem consolo e alívio. Ele disse:
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt
11.28). Comentário: A
missão principal da igreja é o avanço do Evangelho, cumprir o “Ide” da Grande
Comissão, e cocomitante a isso/enquanto cumpre o “Ide”, colaborar para a
transformação da sociedade. Paulo Florencio e Silva diz que a tarefa da igreja
é a pregação do evangelho, contudo quando o povo sofre a negligência do Estado,
cabe à igreja denunciar tal negligência, afirma ainda que é papel da igreja dar
o alimento espiritual e o alimento material, pois “Deus não quer que o homem
morra de fome em razão da negligência do Estado”. O pacto de Lausanne resume
muito bem como deve ser esta pregação do evangelho: Evangelizar é difundir as
boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo
as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos
pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e crêem.
Podemos entender então que a igreja tem uma importante missão a luz do
ministério de Jesus, resgatar e restaurar os oprimidos e os marginalizados,
levando a cada um deles uma mensagem integral. A igreja deve levar ao ser
humano de hoje, o evangelho que restaura a dignidade e o contato com a
sociedade que faça com que os excluídos, possam voltar a ser incluídos na
sociedade.
A narrativa da pecadora que, além de
ungir Jesus, lavou-lhe os pés com as lágrimas, enxugando-os com os próprios
cabelos, mostra a ação inclusiva do Evangelho de Cristo.
1. A reação do fariseu, o incluído. Vendo a pecadora adorando o Salvador, o
fariseu pôs-se a murmurar contra o caráter e a missão de Jesus (Lc 7.39). Ele
julgava-se bom, justo e repleto de boas obras. Aos próprios olhos, já estava
incluso no Reino de Deus. Por esse motivo, achava-se no direito de excluir
aquela prostituta, condenando-a ao fogo do inferno. Assim agiam os adeptos do
farisaísmo (Lc 18.11). Será que não estamos agindo de igual maneira frente aos
que necessitam ouvir o Evangelho amoroso e inclusivo de Cristo? Não devemos
excluir os que Deus quer incluir.
Comentário: ensinamento de Jesus sobre perdão
tem sido pouco entendido em nossos tempos. A graça de Deus tem sido ampla e
entusiasticamente pregada, mas freqüentemente com tal irrelevante presunção que
seu custo a Deus e sua demanda de nós de um profundo sentimento da necessidade de
perdão e uma profunda gratidão por isso são pouco tratados. Jesus aborda esta
matéria crítica na parábola dos Dois Devedores (Lc 7.36-50). A mulher pecadora
quebrou todos os protocolos e passou por cima de todo e qualquer tipo de
convenção quando entrou naquela casa cheia de fariseus e de pessoas que queriam
ouvir Jesus. Um fariseu jamais receberia uma pecadora em sua casa mas ela,
corajosamente, entrou na casa de Jairo trazendo com ela um vaso de alabastro
cheio de ungüento. Chegando até onde Jesus estava. ela "... começou a
regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e
beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o ungüento" (Lc 7.38). O que mais
perturbou o dono da casa não foi tanto a presença dela mas, principalmente,
aquilo que ela fez. Ele, realmente, deixou transparecer revolta, e uma grande
perturbação. Não sabemos se por ela está usando em Jesus o ungüento que era tão
caro ou porque não achava Jesus digno de ser ungido assim como eram os reis.
Jesus, que é Deus, onisciente, com certeza conhecia o coração de Jairo e sabia
o porquê da sua revolta. Apesar das mulheres do tempo de Jesus usarem cabelos
presos, esta mulher não se importou com o que iriam dizer mas, com os próprios
cabelos, que estavam soltos, enxugou os pés do nosso Senhor. Não é à toa que a
quem muito se perdoa, muito se ama (Lc 7.47)
2. A reação da mulher, a excluída. Àquela pecadora não restava outra coisa senão
chorar e adorar a Jesus com seu unguento e lágrimas (Lc 7.38). Ela nada podia
alegar em sua defesa, pois todos sabiam quem era ela e o que fazia. Não podemos
desprezar, pois, os que, ao nosso redor, choram envergonhados de seus pecados. Comentário: Ela
chorou. A única coisa não planejada nos atos desta mulher pecadora foi o súbito
fluxo de lágrimas que seu coração, partido mas agradecido, enviou cascateando
abaixo para os pés de Jesus. Apressadamente ela enxuga as gotas ofensivas com
suas tranças soltas, e agora se aproxima, beija seus pés em gratidão e
homenagem. É provável que somente depois de se compor ela derrama sobre ele o
frasco de alabastro de óleo aromático que ela tinha trazido em honra a ele.
Fora a crucificação, não há uma cena mais comovente na Bíblia e, por causa
dela, Jesus nos deu a parábola dos Dois Devedores.
3. Reação de Jesus, o amor inclusivo. Diante da insensibilidade do fariseu, o
Senhor mostra a fé operosa daquela pecadora (Lc 7.44-46). Em seguida, diante de
todos, Jesus inclui a mulher no Reino de Deus: “Os teus pecados te são
perdoados. A tua fé te salvou; vai-te em paz” (Lc 7.48,50). Comentário: Jesus
percebendo que aquele homem ainda estava preso as suas doutrinas o qual de
certo modo estava impedindo-o de avançar, ou seja, de ver o que o Senhor queria
mostrar-lhe. Ele então o leva a refletir de maneira que ampliasse um pouco a
sua visão contando-lhe uma história que dizia: “Certo credor tinha dois
devedores; um lhe devia quinhentos denários, e o outro, cinqüenta. Não tendo
nenhum dos dois com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Qual deles, portanto, o
amará mais? Respondeu Simão: Suponho que aquele a quem mais perdoou.
Replicou-lhe: julgaste bem (Lc 7.41-43). Precisamos compreender que Deus não
está preocupado com o tamanho do pecado por nós cometido; nesta parábola de Lc
7.41-43, o importante não era o tamanho da dívida daqueles dois homens, ele
conhecia a condição de cada um. O que Ele via realmente é que tanto um quanto o
outro necessitava de perdão. Semelhantemente a mulher e o fariseu foram
perdoados pelo Senhor, mas ela que devia um valor maior demonstra mais amor e
gratidão ao Senhor. Todos, independente de quão perdido esteja, precisa ouvir
esta mensagem!
SUBSÍDIO
BÍBLICO-TEOLÓGICO
“Embora Jesus seja amigo dos desterrados e pecadores, seu ministério às
pessoas menosprezadas não exclui interesse nos membros respeitáveis da
sociedade. Eles também precisam do Evangelho. Jesus quer compartilhá-lo com
pessoas de todas as convicções.
O relato do jantar de Jesus na casa de Simão, o Fariseu, ilustra seu
ensino sobre o pecado e a salvação. Uma mulher entra na casa de Simeão sem ser
convidada. Lucas a chama de bamartolos, melhor entendido aqui por
‘prostituta’. Ela sabe que Jesus está lá; a refeição de que Ele está
participando não é particular. Como era comum naqueles dias, outros tinham
acesso a uma refeição em honra de um mestre distinto, ainda que esta mulher
nunca fosse bem-vinda na casa de um fariseu. Obviamente esta mulher tem pouca
ou nenhuma preocupação com a opinião pública. Ela esqueceu que uma mulher
decente não solta os cabelos em público. Parece justo dizer que ela já conhece
Jesus como seu Salvador. Ela pode ter estado entre as pessoas que ouviram os
ensinos de Jesus e foram convencidas dos seus caminhos maus. Ela se arrependeu,
e Ele mudou a vida dela e a pôs no caminho do autorrespeito. Como pecadora
perdoada ela conhece o real significado da tristeza pelo pecado” (Comentário
Bíblico Pentecostal:Novo Testamento. 4ª Edição. Volume 1. RJ: CPAD,
2009, p.361).
CONHEÇA
MAIS
Lucas 7.39
“Nesse texto a mulher é identificada como uma ‘pecadora’ [hamartolos],
significando que era uma prostituta, ou a esposa de um homem cujo trabalho era
considerado desonrado. Como o versículo 47 relata que Jesus falou dos ‘seus’
muitos pecados, devemos aparentemente preferir a primeira possibilidade.
Ao se abaixar e se inclinar sobre os pés de Jesus, a mulher de repente
se tornou o foco da atenção de todos. A maneira de cada um interpretar seu ato,
e as conclusões a que chegaram, nos ensina mais sobre cada pessoa do que sobre
esta mulher”. Para conhecer mais, leia Comentário Histórico-Cultural do
Novo Testamento, CPAD, p.159.
II.
O EVANGELHO ÀS PROSTITUTAS
Na evangelização das prostitutas, há
duas perguntas a responder. Por que e como evangelizá-las? Comentário: Não
há como negar a atualidade e relevância de temas como estes: a evangelização de
prostitutas e homossexuais. São pessoas alienadas de nossa sociedade e,
infelizmente, pouco ou quase nada estamos fazendo para alcançá-las.
1. Por que evangelizar as prostitutas. A resposta a esta pergunta é mais do que
óbvia. Devemos evangelizá-las porque Jesus morreu por elas também (Jo 3.14-16).
Logo, como já deixamos claro no tópico anterior, estejamos aptos a falar-lhes
de Cristo. Várias são as mulheres que, libertas de pecados sexuais, tornaram-se
heroínas da fé, como Raabe e a mulher pecadora na casa de Simão (Hb 11.31; Lc
7). Comentário:
Sabemos que ainda que os nossos pecados sejam como a escarlata, eles se
tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim,
tornase-ão como a lã (Is 1.18); para quem crer na origem divina desta palavra
há motivos para compartilhar as boas-novas à todos os que estão à margem da
sociedade. O Senhor Jesus Cristo andava no meio dos publicanos e pecadores (Mt
9.10). Sentava-se com eles. Bebia e comia com eles (Mt 11.19). É claro que se
isso fosse hoje chamaríamos Jesus de imprudente. Talvez até o excluíssemos da
comunhão dos santos, porque ele foi longe demais. Mas Jesus era um homem livre.
Os escribas e fariseus, que Jesus chamou de hipócritas não conseguiram colocar
cabresto em sua boca. Infelizmente, o que tais líderes religiosos conseguiram
foi matá-lo. Mas Cristo Jesus venceu a morte. O amor de Jesus Cristo para com
os pecadores, os grupos alienados da sociedade, incomodava os líderes
religiosos. Há uma história eloqüente a respeito desse amor de Jesus pelos
prostitutas, em solene contraste com a atitude preconceituosa dos líderes
religiosos de seu tempo.
2. Como evangelizar as prostitutas. Embora nada impeça que um homem crente
evangelize uma prostituta, recomenda-se, sempre que possível, que esse trabalho
seja acompanhado por uma equipe feminina. Seja como for, que essas mulheres
ouçam o Evangelho de Cristo. Todavia, acautelemo-nos daquelas que, embora
aprendam sempre, jamais chegam ao conhecimento da verdade, em consequência de
seu amor à vida pecaminosa (2Tm 3.7). Comentário: Além
da prudência recomendada neste tópico, em primeiro lugar, é necessário saber
que ninguém nasce ‘predestinado’ a ser prostituto(a) ou homossexual. Não temos
o direito de tratar ou olhar para pessoas que estão nessa condição assim deste
o ventre da mãe. O cristão que vai evangelizar esse grupo precisa também tomar
consciência de que, embora Deus ame a essas pessoas, Deus reprova o
comportamento delas. Para evangelizar esse grupo, temos que vencer
preconceitos, não só para a fase da evangelização, como para a fase da
integração dos que se converterem.
SUBSÍDIO
BIBLIOLÓGICO
“Nos tempos bíblicos, o meretrício era praticado com finalidades
mercenárias e religiosas. Esse fato deve ser observado no uso das várias
palavras hebraicas que se referem a uma meretriz. A palavra hebraica zona normalmente
se refere a uma mulher que se ocupa dessa prática com finalidades monetárias. A
prostituta religiosa era normalmente chamada de g desha, palavra
que designava uma mulher pertencente a uma classe especial de indivíduos
religiosamente consagrados. Tanto na época do Antigo Testamento como do Novo
Testamento, era muito comum que os sistemas religiosos pagãos empregassem
regularmente prostitutas em seus rituais religiosos nos santuários de seus
ídolos, e as religiões não faziam exceção a esse costume. Era um sistema que
endeusava os órgãos e as forças reprodutoras na suposição de que a reprodução e
a fertilidade da natureza eram controladas pelas relações sexuais entre deuses
e deusas. Nesses santuários, os adoradores dessas seitas participavam de
relações sexuais com prostitutas religiosas (do sexo masculino e feminino) do
santuário acreditando que elas iriam induzir os deuses e as deusas a fazer o
mesmo trazendo, dessa forma, fertilidade e produtividade, aos campos e aos
rebanhos.
A Bíblia defende consistentemente a pureza moral e mantém uma posição
firme contra a prostituição de qualquer tipo. Várias proibições podem ser
encontradas na lei mosaica (Lv 19.29; 21.7,14; Dt 22.2)” (Dicionário Bíblico
Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.1254).
III.
O EVANGELHO AOS HOMOSSEXUAIS
Ao contrário do que alguns supõem,
Cristo também liberta e salva os homossexuais. Este grupo precisa ser incluído
em nossas ações evangelísticas.
1. Homossexuais em Corinto. Entre os crentes de Corinto, havia também
ex-homossexuais que, ao se arrependerem de seus pecados, deixaram as velhas
práticas. E, agora, achavam-se entre os santos daquela igreja (1Co 6.10,11).
Sua conversão não era propaganda enganosa, mas real e constatável. Basta esse
único caso para comprovar o poder do Evangelho.
Comentário: Convenhamos,
este não é um assunto fácil de ser abordado. Os homossexuais de um modo geral
chegaram a esta situação por algo ocorrido em sua formação/educação. Alguns
foram presos demais, tendo sempre que viver com meninas e nunca com meninos.
Outros, sem qualquer vigilância dos pais, foram explorados por meninos mais
fortes na escola ou pela comunidade, e tiveram que acomodar essas pressões de
outrem para relações sexuais. E por não ter diálogo em casa, nunca revelaram
nada aos pais. Existem alguns casos patológicos e orgânicos, mas não são
muitos, segundo os melhores especialistas. Sugiro a leitura do artigo “Qual é a
causa do homossexualismo? - Circunstâncias, Determinismo Psíquico, Genes ou...
Escolha?”, por Martin Bobgan, seguindo este link:http://solascripturtt.org/VidaDosCrentes/VidaAmorosa/QualCausaHomossexualismo-MBobgan.htm
2. Como evangelizar os homossexuais. Os homossexuais, tanto homens quanto
mulheres, devem ser abordados direta, mas respeitosa e amorosamente. Devemos
vê-los como as demais pessoas carentes da graça de Deus. Se crerem no Evangelho
e arrependerem-se de seus pecados, certamente serão salvos. Já convertido, o
ex-homossexual será devidamente discipulado e integrado à igreja. E, bem
orientado, começará uma vida nova que, em todas as coisas, glorificará o nome
de Deus. Comentário: A Palavra de Deus diz: "Mas
todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da
imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um
vento nos arrebatam" (Is 64.6); "pois todos pecaram e destituídos
estão da glória de Deus" (Rm 3.23); "Portanto, como por um só homem
entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a
todos os homens por isso que todos pecaram" (Rm 5.12); "E vos
vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo
andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar,
do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos
nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da
carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também
" (Ef 2.1-3). Enquanto o mundo procura desculpas/explicações para a
homossexualidade, ele ignora o que Deus disse sobre a raça humana: NASCIDA EM
PECADO e PECAMINOSA POR NATUREZA. Sem a intervenção de Deus pela graça e Sua
dádiva de nova vida, qualquer pessoa nascida neste mundo está determinada a ser
um pecador. A mensagem a esse grupo não pode ser diferenciada, ele deve ser
aquela que a “Grande Comissão” recomenda: o Evangelho - "Evangelizar
significa proclamar a verdade"; boas novas.
SUBSÍDIO
BIBLIOLÓGICO
Professor, aproveite a temática do tópico para enfatizar que o crente
não deve jamais atacar os homossexuais. Não podemos julgar ou discriminar as
pessoas. Nosso objetivo deve ser anunciar aos homossexuais o grande e puro amor
de Deus, manifestado no sacrifício vicário de Jesus Cristo. Temos que aprender
a amar o pecador e a odiar o pecado. Que jamais venhamos nos esquecer, como
Igreja do Senhor, que Jesus morreu por toda a humanidade. O Salvador não morreu
somente pelos heterossexuais.
Mostre que “o ato sexual com alguém do mesmo sexo é ‘abominação’ ao
Senhor. Isto é, tal ato é, sobretudo, detestável e repulsivo a Deus (Lv 18.22).
Em Romanos 1.27, o apóstolo Paulo, certamente, considerou a abominação
homossexual do homem e da mulher como a evidência máxima da degeneração humana,
resultante da imoralidade e do abandono da pessoa por Deus. Qualquer nação que
justifica o homossexualismo ou o lesbianismo, como modo aceitável de vida, está
nas etapas finais da corrupção moral” (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1ª
Edição. RJ: CPAD, 2009, pp.213,1697).
IV.
O EVANGELHO AOS CRIMINOSOS
Nossas prisões acham-se abarrotadas
de homens e mulheres que precisam ouvir a verdade libertadora do Evangelho (Jo
8.32). Comentário: O
Senhor Jesus está interessado em salvar não apenas os enfermos, mas igualmente
os presos. Vejamos porque devemos evangelizar nos presídios, e depois vejamos
como nós podemos fazer isso. O ministério de Jesus consistia em proclamar
libertação aos cativos (Lc 4.18). Ele espera que a sua igreja visite os presos.
O Senhor Jesus está identificado não apenas com os enfermos, mas também com os
presos. É por isso que Ele disse: "Estive na prisão, e fostes ver-me"
(Mt 25.36). Então os cristãos perguntarão: "Quando te vimos na prisão, e
fomos visitar-te ?" E então responderá Jesus: "Sempre que o fizestes
a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes" (Mt
25.40)
1. A capelania de Paulo e Silas. Os primeiros capelães carcerários da Igreja
de Cristo foram Paulo e Silas. Presos como criminosos comuns, realizaram um
trabalho incomum na penitenciária de Filipos. Ali, através de seu testemunho e
proclamação, ganharam o carcereiro e sua família para Jesus, além de
evangelizar os outros presos (At 16.19-34). Comentário: Deus
age em toda e qualquer situação para o bem daqueles que o amam, além de
transformar toda e qualquer situação em bem para aqueles que vivem para a Sua
glória. Não foi diferente com Paulo e Silas na prisão. Estes homens adoravam,
mesmo em ferros, porque tinham essa convicção e Deus não os envergonhou.
2. A capelania da igreja atual. Num país como o Brasil, há um vasto campo no
âmbito da capelania carcerária. A Igreja deve se esforçar para evangelizar os
presídios e os menores que estão sofrendo medidas socioeducativas. Além disso,
não deve se ausentar das áreas de risco, levando o Evangelho de Cristo às
pessoas que traficam drogas e dependentes químicos. Comentário: Assim
como há normas para visitação nos hospitais, assim também há normas para
visitar nos presídios. Os cristãos devem respeitar essas normas. Elas visam à
boa ordem nos presídios e à segurança de todos. Infringir tais regulamentos,
sob o pretexto de que Deus nos guarda e não permitirá que coisa alguma de mau
aconteça é imprudência. Procure saber sobre quantas pessoas podem ir ao
presídio, se pode levar instrumentos, se pode cantar, se há um lugar para culto
com todos os presos, quanto tempo disponível para tal visita, se pode
distribuir literatura, etc. A evangelização nos presídios deve contar com
literatura especial. A literatura usada na evangelização nos hospitais não é a
mesma a ser usada nos presídios. Há poucas exceções a esta regra. Isto é, há
poucos folhetos que podem ser usados nos dois ambientes distintos. Portanto,
leia o material a ser distribuído nos presídios, e certifique-se se tal
material é o mais indicado. Cuidados com os textos bíblicos a serem usados. Não
se recomenda pregar numa festa de aniversário no texto da morte de Lázaro. Em
culto de bodas de casamento, normalmente não se prega sobre a besta do
Apocalipse. Cuidado para não apontar o dedo acusador. Não use a Bíblia ou Deus
como uma arma ou um juiz implacável contra os pecadores. Lembre-se que nós
todos somos pecadores. Não são pecadores apenas aqueles que estão nos
presídios. A evangelização nos presídios requer muito cuidado e sabedoria do
cristão. Pode acontecer o fato de o preso procurar um visitante para dizer de
sua inocência. É possível que o preso lhe diga que está ali injustamente. É
possível também ser isso verdade. Mas esse é um caso para advogado. Peça que
ele converse com o seu advogado sobre isso, e se a igreja tiver algum serviço
nessa área, diga ao preso que pedirá ao advogado para conversar com ele. Não
obstante, não se esqueça de dizer ao preso que tanto você quanto ele são
pecadores diante de Deus e precisam do perdão de Jesus, da paz de Deus. http://www.altissimo.com.br/portal/modules.php?name=News&file=print&sid=2
SUBSÍDIO
VIDA CRISTÃ
“Servir ao Senhor não é apenas um dever cristão, é também um privilégio.
Deus podia usar outros meios para levar a mensagem de salvação ao pecador. Ele
assim faz quando lhe apraz, mas isto não é regral geral; é exceção. Seu método
é usar homens para falar a homens. O trabalho de ganhar almas para Deus é um
privilégio que Ele nos concede para obtermos galardão no dia de Cristo (Fp
2.16).
Há, neste sentido, uma solene declaração da Bíblia em Provérbios 11.30.
A salvação é dádiva de Deus, mas galardão é recompensa que o crente obtém sua
atividade na obra do Senhor” (GILBERTO, Antônio. A Prática do
Evangelismo Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, p.23).
V.
O EVANGELHO AOS VICIADOS
Dizem que o número de viciados em
crack, no Brasil, pode chegar à casa do milhão. Se isso for verdade, estamos
diante de uma tragédia social. Comentário: Creio
que os viciados, toxicômanos e alcoólatras sejam um dos grupos mais difíceis de
serem evangelizados. Mas isso não significa que sejam impossíveis de serem
ganhos para Cristo. Aquilo que é impossível para os homens é possível para Deus
(Mt 19.25,26). O vício das drogas e do álcool já se encontra espalhado ao redor
do mundo. Há milhões de pessoas que só se sentem bem através do álcool ou das
drogas. Para evangelizar os viciados, toxicômanos e alcoólatras, você não
precisa ser um conhecedor profundo do mundo das drogas e do álcool. Mas precisa
estar possuído por um profundo amor por eles. Precisa estar convencido de que
Deus os ama. Precisa crer na possibilidade de Deus curá-los, salvá-los e
libertá-los. (Jo 8.32,36).
1. Viciados libertos. Na igreja em Corinto, havia também muitos
irmãos libertos do álcool que, à semelhança de outras drogas, vinha minando as
bases do Império Romano. Entretanto, os que dantes eram escravos do vício
levavam, agora, uma vida produtiva e digna (1Co 6.10,11). O mesmo aplica-se aos
que, hoje, vivem aprisionados à cocaína, ao crack, ao haxixe e outras
substâncias nocivas. Comentário: Os
marginalizados neste mundo precisam ser vistos de forma diferente da que nos
acostumamos a vê-los. Essas pessoas são ovelhas, mas sem pastor. Perceba a
maneira como Jesus as vê. Não as chama de lobos, mas de ovelhas. O potencial
delas é para o bem. Elas podem ser alcançadas. Vivemos numa sociedade
discriminatória, mas a igreja tem os seus olhos diferentes dos do mundo. Os
olhos da igreja são os olhos de Jesus. Não podemos continuar olhando com os
olhos de reprovação e condenação, mas com os olhos de compaixão. Para
desenvolvermos uma ação evangelizadora e missionária com grupos específicos
precisamos ter esse olhar. Olhar com os olhos de Jesus significa um olhar
terno, apurado e constante. Esse olhar perseverante é preciso porque pensamos
que, quando os de grupos específicos chegam, de imediato queremos ver mudança
de comportamento e de seu trejeito. Não nos precipitemos com a nossa maneira
imediatista de querer ver as coisas baseados numa ignorância de conhecimento
social desses grupos.
2. Como evangelizar os viciados. Não é fácil expor o Evangelho aos que vivem
nas cracolândias. Muitos deles já não têm qualquer discernimento; comportam-se
como mortos-vivos. Para alcançá-los, exige-se uma equipe evangelística
especializada e assistida por profissionais competentes. As medidas de
segurança não podem ser desprezadas. Comentário: É
PRECISO RECONHECER QUE ESSAS PESSOAS PRECISAM DA AÇÃO TERAPÊUTICA DA IGREJA (Mt
9.35b) Cura é o que muita gente precisa. Cura física, cura emocional e
espiritual. A igreja precisa exercer sua função terapêutica neste tempo de
tanta carência. Jesus nunca se preocupou com o que uma pessoa era ou deixava de
ser. O alvo de Jesus era resgatar todas. Temos os exemplos da mulher
samaritana, da prostituta, de Zaqueu e tantos outros. Jesus via nesses as
oportunidades de salvação e restauração. Os de grupos específicos são seres
humanos criados à imagem e semelhança de Deus e que precisam dessa semelhança e
imagem restauradas pelo poder do evangelho. Paulo declara que: “O evangelho é
poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1.16). Todos
precisam da nova vida, que é Cristo. A Bíblia diz: “Aquele que está em Cristo
nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”
(2Coríntios 5.17). Eles precisam de cura da alma, de seus traumas. Essa ação
terapêutica envolve também a restauração da dignidade humana, que um dia
perderam por causa dos vícios e de suas atitudes não éticas. Jesus combatia o
pecado e não o pecador. Não acusemos porque essa não é a nossa função. Jesus
disse para a mulher: “Onde estão os teus acusadores?” (João 8.10). Jesus não a
condenou, mas mostrou um caminho e opção diferente. A igreja precisa trabalhar
para atender as necessidades básicas do pecador em tais situações. É preciso
oferecer roupa, comida, médico, medicamentos, e, em alguns casos, internação.
Esse é um grande desafio missionário com grupos específicos. Um simples banho
num morador de rua ajuda-o a se ver de forma diferente. Um banho pode fazê-lo
entender a mensagem do evangelho, que purifica o coração e a alma. É preciso
ensinar a Palavra, mas é preciso fazer essas pessoas sonharem o sonho da
dignidade do viver e o sonho da eternidade. Jesus declarou dizendo que veio
para os pecadores e não para os justos (Mateus 9.13). É preciso explicar que
nunca perderam o seu valor para Deus. Jesus veio para os doentes e não para os
sãos, pois os sãos não precisam de remédio, mas os doentes.
SUBSÍDIO
VIDA CRISTÃ
“Há sempre uma porta aberta para se falar da salvação. No caso da
samaritana, o assunto do momento era água e sede, e logo Jesus falou da água da
vida que sacia a sede da alma. Vemos um caso idêntico em Atos, capítulo 8. Aí o
assunto era leitura e logo o servo de Deus iniciou a conversa com uma pergunta
também sobre leitura. Em João, capítulo 2, quando Jesus conversava com
Nicodemos, talvez soprasse uma brisa, e logo Ele usou o vento como figura”
(GILBERTO, Antônio. A Prática do Evangelismo Pessoal. 1ª Edição.
RJ: CPAD, p.33).
CONCLUSÃO
Há outros grupos desafiadores que não
foram mencionados, mas que estão a requerer igual assistência. Busque conhecer
as reais carências de sua cidade. O momento atual exige uma ação prioritária e
urgente da Igreja de Cristo. Nenhum segmento social pode ficar de fora de nossa
ação evangelística. Comentário: São muitos os grupos
específicos que, por algum motivo, estão aquém do alcance evangelístico
atualmente, quer sejam os mais ricos, por sua inacessibilidade, quer sejam os
mais pobres, pelo preconceito e/ou medo. Não podemos deixar de promover ações
missionárias entre os grupos específicos ou dar desculpas por não fazê-lo
porque não se tem estrutura necessária. Comecemos já, comecemos agora e façamos
o que está ao nosso alcance. É preciso ter visão das necessidades e vencer
barreiras do preconceito e da falta de conhecimento. A igreja não pode ser
ignorante quanto à realidade do mundo.
PARA
REFLETIR
A respeito dos grupos desafiadores,
responda:
Por que o Evangelho de Cristo é
inclusivo?
Porque Jesus ama a todos. Seu
sacrifício na cruz foi para todos.
Quais são os principais grupos
desafiadores?
As prostitutas, homossexuais,
viciados.
O que mostra a igreja coríntia?
Mostra que entre os crentes de
Corinto, talvez, houvesse também ex-homossexuais que, ao se arrependerem de
seus pecados, deixaram as velhas práticas. E, agora, achavam-se entre os santos
daquela igreja (1Co 6.10,11).
O que ensina a igreja coríntia?
Que os homossexuais podem ser
evangelizados e salvos por Jesus Cristo.
Como se pregar aos grupos
desafiadores?
Esses grupos devem ser abordados
direta, mas respeitosa e amorosamente. Devemos vê-los como pessoas carentes da
graça de Deus.
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