quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Pastor: Lucimar Fernandes da Silveira : Lição 7: O Evangelho no mundo acadêmico e político

Pastor: Lucimar Fernandes da Silveira : Lição 7: O Evangelho no mundo acadêmico e político



Lição 7: O Evangelho no mundo acadêmico e político

Lição 7: O Evangelho no mundo acadêmico e político
Data: 14 de Agosto de 2016


TEXTO ÁUREO
A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1Co 2.4,5).
Comentário: Tanto o conteúdo quanto o estilo da pregação de Paulo se harmonizavam com caminhos de Deus conforme revelados na cruz. Ele não pregava para exibir suas habilidades oratórias e para chamar a atenção para si mesmo; ao invés disso, ele falava em temor, e em grande temor. demonstração do Espírito e de poder se refere tanto aos sinais que se seguia sua exposição, quanto ao poder de transformação do Espírito Santo nas vidas daqueles que ouviam a mensagem.

VERDADE PRÁTICA
Somente o Evangelho de Cristo, no poder do Espírito Santo, para destruir as fortalezas e a resistência do universo acadêmico e do mundo político.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Daniel 2.24-28.
24Por isso, Daniel foi ter com Arioque, ao qual o rei tinha constituído para matar os sábios da Babilônia; entrou e disse-lhe assim: Não mates os sábios de Babilônia; introduze-me na presença do rei, e darei ao rei a interpretação.
25Então, Arioque depressa introduziu Daniel na presença do rei e disse-lhe assim: Achei um dentre os filhos dos cativos de Judá, o qual fará saber ao rei a interpretação.
26. Respondeu o rei e disse a Daniel (cujo nome era Beltessazar): Podes tu fazer-me saber o sonho que vi e a sua interpretação?
27. Respondeu Daniel na presença do rei e disse: O segredo que o rei requer, nem sábios, nem astrólogos, nem magos, nem adivinhos o podem descobrir ao rei.
28. Mas há um Deus nos céus, o qual revela os segredos; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser no fim dos dias; o teu sonho e as visões da tua cabeça na tua cama são estas:

HINOS SUGERIDOS
63, 149 e 600 da Harpa Cristã.

OBJETIVO GERAL
Mostrar que precisamos alcançar com as Boas-Novas.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
·                     I. Compreender que Daniel fez a diferença na universidade de Babilônia.
·                     II. Conscientizar de que Daniel e seus amigos souberam realçar a soberania do Deus único e verdadeiro na academia babilônica.
·                     III. Explicar a intervenção de Deus na política babilônica.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Como Igreja do Senhor Jesus, precisamos alcançar a todos com as Boas-Novas. O mundo acadêmico e político também precisam de ações evangelísticas por parte da Igreja. A Escola Dominical deve preparar os crentes para serem testemunhas do Deus Todo-Poderoso nas universidades e na esfera política. Infelizmente, ao chegar às universidades, muitos acabam sendo envolvidos por filosofias malignas, apostatando da fé cristã. Precisamos seguir o exemplo de Daniel e seus amigos. Eles tiveram uma vida pública, política e acadêmica de sucesso, exaltando e glorificando o nome do Senhor. Estes não se deixaram contaminar pela cultura babilônica, mas foram “sal” e “luz” em meio a uma sociedade corrompida pelo pecado.

COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
A evangelização nas universidades também deve ser uma prioridade máxima da igreja, pois do universo acadêmico saem os cientistas, educadores, formadores de opinião e boa parte dos governantes e legisladores. Cabe-nos, pois, preparar adequadamente nossos irmãos em Cristo, a fim de que, no campus, atuem como reais testemunhas de Jesus Cristo. Somente desta maneira viremos a ter um país mais justo e comprometido com a Ética Cristã. Nesta lição, veremos o exemplo de Daniel e seus três companheiros. Exilados em Babilônia, destacaram-se como acadêmicos, servidores públicos e políticos. Eles mostraram, em atos e palavras, a supremacia do Deus de Israel. A vida desses hebreus serve de exemplo aos acadêmicos e políticos cristãos, que lutam por levar o Evangelho às mais altas esferas do conhecimento e do poder.
Comentário: Dados do Ministério da Educação e Cultura (MEC) mostram que no Brasil há quase seis milhões de estudantes universitários. O ‘mundo acadêmico’ pode ser muito chocante para alguém que vive em um ambiente separado como a igreja, mas esse ambiente é na verdade um extrato social com a diferença de ser mais refinado intelectualmente, assim, a evangelização universitária se torna um braço da igreja dentro dos campus, onde estudam e convivem os jovens da igreja, onde se deparam com toda sorte de filosofia anticristã, além de outras mazelas que também estão presentes na vida secular comum. Nisto é imprescindível que o jovem crente tenha uma boa e sólida formação cristã, caso contrário, poderá ser tragado pelas fortes ondas da sedução. Nesse aspécto, os quatro jovens escolhidos de todas as tribos de Judá, exilados na Babilônia - Daniel, Hananias, Misael e Azarias, são um excelente exemplo de como deve-se portar os jovens crentes no ambiente acadêmico. Daniel passou por várias provações e permaneceu em posições importantes até o fim do império babilônico, que caiu perante os medo-persas em 539 a.C. Daniel, então velho, ainda serviu por alguns anos no governo do novo império. Foi neste período que ele se mostrou fiel na sua provação mais conhecida, sobrevivendo uma noite na cova dos leões. Devido à sua fidelidade e determinação de fazer a vontade de Deus, Daniel foi chamado de “homem muito amado” e foi usado pelo Senhor para revelar aos seus servos algumas das mensagens mais importantes do Antigo Testamento. Agora, vamos observar a determinação deste servo de Deus.

I. DANIEL NA UNIVERSIDADE DE BABILÔNIA
Em Babilônia, Daniel e seus três companheiros foram reeducados na língua e na cultura dos caldeus (Dn 1.4). Eles, porém, jamais renunciaram o seu temor a Deus, que é o princípio de toda a sabedoria (Pv 1.7).

1. Uma vida testemunhal. Antes mesmo de serem matriculados na universidade babilônica, eles resolveram firmemente, em seu coração, não se contaminar com a cultura caldaica (Dn 1.8). O seu objetivo não era destruí-la, mas transformá-la através de uma postura santa e testemunhal. Mais adiante, eles vieram a influenciar até mesmo a classe política do império. Os crentes devem ser orientados para que testemunhem de Cristo também no campus universitário. Em primeiro lugar, o universitário crente evangeliza através de um testemunho santo e irrepreensível que, por si mesmo, é uma mensagem. E, também, por meio de uma abordagem sábia e oportuna, que mostre a razão de nossa esperança (1Pe 3.15). Nenhum universitário cristão deve sacrificar o Evangelho no altar da pós-modernidade. Antes, que seja oportuno na proclamação de Cristo. 
Comentário: Jovens longe de casa enfrentam tentações. Se cruzar a linha e violar alguns princípios ensinados pelos pais, quem vai saber? Imagine, então, jovens levados de uma maneira violenta para uma terra estranha. Eles nem sabiam se os pais ainda estavam vivos. Poderiam até duvidar o poder do Deus que serviam, pois ele não protegeu seu povo dos ataques da Babilônia. E agora o imperador mandou que eles fossem preparados para servir no governo dele. Seria grande coisa se submeter às ordens deste rei poderoso? Daniel percebeu que alguma coisa dos alimentos e bebidas fornecidos pelo rei traria contaminação. É provável que alguns destes alimentos fossem proibidos para os judeus na lei dada no monte Sinai 800 anos antes. Como este jovem reagiu? Poderia ter oferecido desculpas, dizendo que ele não tinha controle da situação e teria que ceder às ordens do rei. Daniel não tinha controle da situação, nem do rei, nem do homem encarregado da responsabilidade de supervisionar os jovens em treinamento. Mas ele tinha controle de si, e tomou a sua própria decisão. “Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se” (v. 1.8). Deus abençoou esta decisão de Daniel, e o chefe permitiu que ele e os seus companheiros fizessem uma experiência, comendo comidas mais simples durante dez dias. Deus estava com eles, e o chefe viu que progrediram mais do que os jovens que comiam os alimentos do rei. http://www.estudosdabiblia.net/d174.htm. Certamente Deus honrará qualquer decisão como esta que venha glorificar Seu santo Nome.
2. Uma carreira acadêmica testemunhal. Incentivemos nossos irmãos(as) a que sobressaiam pela excelência acadêmica. Se apresentarem rendimentos medíocres, como poderão demonstrar que o amor a Cristo conduz à verdadeira sabedoria? Vejamos o exemplo de Daniel e seus companheiros. Eles formaram-se com louvor máximo: “E em toda matéria de sabedoria e de inteligência, sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos ou astrólogos que havia em todo o seu reino” (Dn 1.20). A mediocridade acadêmica depõe contra o Evangelho. O crente que ama a Cristo adora-o também com as suas notas, graduações, mestrados e doutorados.
Comentário: O ambiente acadêmico, secularizado e muitas vezes abertamente incrédulo da universidade, o jovem crente fica exposto a idéias e teorias que se chocam frontalmente com a sua fé; Os professores, os livros, as aulas e as conversas com os colegas têm mostrado outras perspectivas sobre vários assuntos, as quais parecem racionais, científicas, evoluídas; não demora muito e alguns valores e crenças parecem agora menos convincentes e, naturalmente, o cristão se sentirá pouco à vontade para expressá-los. Vejamos o exemplo de Daniel, que enfrentou esta mesma situação no ambiente Babilônico: as forças ocultas não eram compatíveis com o Espírito de Deus. Crentes que andam segundo o Espírito descobrirão, assim como os hebreus descobriram, que, em toda matéria de sabedoria e de inteligência, eles são dez vezes mais doutos do que aqueles que buscam à parte de Deus.
3. Uma carreira testemunhal. Daniel e seus três companheiros foram inseridos, imediatamente, na elite cultural e científica de Babilônia. E, nessa posição, Daniel ficaria por mais de 70 anos (Dn 1.21). Jesus precisa de testemunhas em todas as áreas do saber humano. Ele também morreu pelos cientistas, médicos, advogados, sociólogos e educadores. Se prepararmos devidamente os crentes, levaremos Cristo à elite cultural de nossa nação e do mundo. Por conseguinte, treinemos os crentes para que formem, no campus, grupos de oração, estudo bíblico e evangelismo. Desses núcleos, Deus haverá de suscitar testemunhas irresistíveis de sua Palavra. O Evangelho de Cristo não pode ausentar-se das áreas cultas. 
Comentário: A formação de Daniel nas escolas dos sábios, na Babilônia (Dn 1.4) foi para caber-lhe para prestação de serviço para o império. Ele foi distinguido durante este período de sua piedade e observância daquilo que a Lei Mosaica requeria (1.8-16), e conquistou a estima e a confiança dos que estavam com ele. No fim dos seus três anos de formação e disciplina na escola real, Daniel foi distinguido pela sua proficiência na "sabedoria", e foi trazido para a vida pública. Por 70 anos ele influenciou o reino. O ambiente universitário é constituído de pessoas imperfeitas e limitadas, que lidam com seus próprios conflitos, dúvidas e contradições, e que muitas dessas pessoas foram condicionadas por sua formação familiar ou educacional a sentirem uma forte aversão pela fé religiosa. Tais indivíduos, sejam eles professores ou alunos, precisam não do nosso assentimento às suas posições anti-religiosas, mas do nosso testemunho coerente, para que também possam crer no Deus revelado em Cristo e encontrem o significado maior de suas vidas. Como Daniel, podemos influenciar o meio acadêmico e para isso mesmo, Deus tem colocado os seus no Campus!

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Arqueólogos revelam que os quatro jovens devem ter estudado por exemplo: língua caldeia, textos cuneiformes em caldeu e acádio, uma vasta gama de resumos sobre religião, magia, astrologia e ciências, além de falarem e escreverem em aramaico. Aproveite para mostrar aos alunos que quando o nosso compromisso com Deus é forte, isso não significa necessariamente que seremos corrompidos por uma educação pagã, numa sociedade pagã” (RICHARDS, Lawrence O.Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.513).

CONHEÇA MAIS
Império Babilônico
“Depois da destruição de Nínive, sete anos antes, o Império Babilônico começou a crescer tão rapidamente que não dispunha de número suficiente de babilônios cultos para a cúpula governamental. Por isso, Nabucodonosor levou para Babilônia jovens saudáveis de boa aparência e de alto nível cultural a fim de ensinar-lhes a cultura dos caldeus e, assim, torná-los úteis ao serviço real. Entre eles estavam Daniel e seus três amigos”. Para conhecer mais, leia Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1244.

II. DEUS NA ACADEMIA BABILÔNICA
Daniel e seus três companheiros estavam a serviço de um governante que desconhecia por completo a soberania divina. Entretanto, souberam como, num momento crítico, realçar a soberania do Único e Verdadeiro Deus.
1. A crise escatológica. O rei Nabucodonosor estava preocupado com o futuro de seu império, quando Deus lhe mostrou, em sonho, o estabelecimento do Reino do Céu, na Terra. Como nenhum de seus magos ou astrólogos fora capaz de interpretar-lhe o sonho, decretou a morte da elite intelectual de Babilônia (Dn 2.5). A academia babilônica era inútil naquele momento. Crises semelhantes desafiam os acadêmicos cristãos nas diversas áreas do conhecimento. Por essa razão, precisam estar alicerçados na Palavra de Deus, a fim de mostrar o Evangelho de Cristo como a única solução a todos os problemas humanos.
Comentário: No auge da sua pompa e arrogância, ele recebeu uma dura lição da parte de Deus. Passada essa experiência, ele a publicou a todos os povos, nações e línguas que moram em toda a terra, para que ficassem conhecendo quão grande e poderoso era Deus o Altíssimo. A proclamação começa com palavras de louvor a Deus, realçando os Seus sinais, as Suas poderosas maravilhas, a eternidade do Seu reino e a continuidade do Seu domínio. Ele havia aprendido a lição, e se apresentava agora humilde diante do Altíssimo Deus. Vemos que nada acontece ao acaso, Deus estava executando Seu plano a fim de que Seu nome fosse conhecido em toda a terra. Foi preciso que os servos de Deus estivessem atentos, “sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1Pe 3.15); esta recomendação de Pedro para os cristãos da Ásia do primeiro século é atualíssima para nós, nos dias de hoje.
2. A resposta teológico-evangélica. Naquele momento de crise, e diante da própria morte, Daniel apresenta corajosamente a resposta divina: “Mas há um Deus nos céus, o qual revela os segredos; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser no fim dos dias [...]” (Dn 2.28). E, assim, o profeta fez saber a Nabucodonosor o programa divino para os últimos dias. Somente o Evangelho de Cristo pode responder às questões que tanto angustiam a humanidade. Aproveite, pois, a crise atual, para proclamar a todos, inclusive aos sábios e poderosos, que somente Cristo pode resgatar a sociedade atual de uma ruína certa e anunciada. 
Comentário: Depois que todos os sábios do reino haviam falhado em explicar o sonho do monarca, Daniel entrou na presença do rei. Neste relato, depois de toda a ocorrência, Nabucodonozor disse que Daniel tinha o “espírito dos deuses santos”. Esse era o entendimento do idólatra Nabucodonozor, que cria numa multiplicidade de deuses, mas veio a reconhecer que o Deus de Daniel era o Altíssimo Deus. Nabucodonosor fala da grandeza de Deus e da sua capacidade de fazer com que os homens orgulhosos se humilhem (Jr 27.4-6) e também reconhece a permanência do reino de Deus (Sl 145.13). Em todas as situações, mesmo quando impressionado pela grandeza das revelações, não se negou a entregar a mensagem completa.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“Daniel resolveu desde o início não se contaminar. Não abriria mão de suas convicções, mesmo se tivesse de pagar com a vida por isso. Note-se que Daniel não tinha agora a presença dos seus pais para orientá-lo nas suas decisões; mas seu amor a Deus e à sua lei achava-se de tal modo arraigados nele desde a infância, que ele somente desejava servir ao Senhor de todo coração.
Aqueles que resolvem permanecer fiéis a Deus, enfrentando a tentação, receberão forças para permanecerem firmes por amor ao Senhor. Por outro lado, aqueles que antes não tomam a decisão de permanecer fiéis a Deus e à sua Palavra, terão dificuldade para resistir ao pecado ou evitar conformar-se com os caminhos do mundo" (Lv 19.29; 21.7,14; Dt 22.2)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, p.1244).

III. A INTERVENÇÃO DE DEUS NA POLÍTICA BABILÔNICA
Daniel já era bastante idoso quando foi convocado a gerir a pior crise do Império Babilônico. Naquele instante, ele não poderia ser politicamente correto. Por isso, proclamou corajosamente a sentença divina sobre o reino de Belsazar.
1. A corrupção de Babilônia. Embora Nabucodonosor tenha reconhecido o senhorio divino em três ocasiões, seu filho, Belsazar, ao substituí-lo, não demorou a levar o império à ruína. Numa noite de orgia e insultos ao Deus de Israel, ele profanou os utensílios sagrados do Santo Templo na presença de suas mulheres, concubinas e grandes (Dn 5.1-3). Naquela mesma hora, o Senhor escreveu, na parede do palácio, a sentença de morte daquele reino. O mesmo acontece no Brasil. Deus está a requerer de seu povo uma atitude mais evangélica, santa e decisiva (2Cr 7.14).
Comentário: O capítulo cinco do livro de Daniel começa narrando a respeito de um grande banquete oferecido por Belsazar, rei de Babilônia, para mil líderes nacionais. Era o ano de 538 a.C., vinte e quatro anos depois da morte de Nabucodonosor. Filho de Nabonidus, genro de Nabucodonosor, foi na verdade, co-regente em Babilônia enquanto seu pai, o rei Nabonidus, transferiu-se para Temã na Arábia. O banquete oferecido tinha como objetivo afrontar o Deus vivo. De modo blasfemo, quando o vinho começou a surtir efeito, Belsazar ordenou a seus mordomos que trouxessem os utensílios sagrados que Nabucodonosor havia removido do templo de Jerusalém. Dentre esses utensílios havia vasos sagrados que tinham sido dedicados ao Senhor, os quais foram utilizados pelos convivas para oferecerem brindes a seus ídolos (Dn 5.1-4). Esse foi o último desafio do imoral Belsazar. Belsazar tomou as decisões que afetaram sua vida. Deus pesou essas decisões a fim de constatar o quanto elas valiam. Deus entregou Belsazar às conseqüências naturais do curso de vida por ele escolhido. Em Romanos 1.18 a 32, o apóstolo Paulo revela a atitude de Deus para com todos aqueles que, à semelhança de Belsazar, escolhem seus próprios caminhos.
2. Daniel, o incorruptível. Como nenhum acadêmico babilônico fosse capaz de ler a sentença divina escrita na parede, o nome do velho profeta é evocado. Já na presença do rei, e rejeitando todos os dons e agrados que este lhe oferecera, Daniel leu a sentença (Dn 5.25-31). Mais uma vez, ele não se deixou enlaçar pelo charme do politicamente correto. Interpretando a inscrição, repreendeu energicamente o monarca. Que os homens públicos cristãos não se furtem ao seu dever. Que venhamos, neste momento de crise econômica e política que debilita o Brasil, anunciar que Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida e que bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor. Os governantes, legisladores e juízes também precisam ouvir que Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e, em breve, virá nos buscar.
Comentário: Belsazar pediu aos astrólogos, aos adivinhadores e aos sábios a interpretação daquelas palavras. Como a inscrição foi escrita em aramaico, ninguém foi capaz sequer de ler a escrita, muito menos de interpretá-la (Dn 5.7-9). Somente Daniel estaria apto a interpretar a escrita em aramaico. Deus usaria mais uma vez o idoso Daniel. Então a rainha-mãe entrou na casa do banquete e orientou ao rei a chamar o profeta Daniel (Dn 5.10-12). Durante todo o reinado de Nabucodonosor, passando pelo rei Nabonidus e agora pelo extravagante Belsazar, Daniel se mantive incorruptível e mesmo na sua velhice, glorificou o nome do Deus vivo. Que lição para a Igreja Brasileira nesse momento turbulento - moral, ética e política - pelo qual atravessa nossa nação.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
A Religião Babilônica
“Com a ascensão da supremacia da cidade da Babilônia, Marduque, o patrono da cidade, tornou-se a principal divindade do panteão babilônico. Uma festa de ano novo chamada de festa de ‘akitu’ era realizada anualmente em sua honra, na qual uma batalha simulada entre o rei e o dragão das profundezas era encenada repetidamente para comemorar a primitiva vitória de Marduque sobre o caos.
O propósito da festa era anunciar o ano novo com um ritual para assegurar paz, a prosperidade e a felicidade por todo o ano.
Outras divindades adoradas pelos babilônicos eram Anu, deus do céu; Enlil, deus do vento e da terra. Ea, deus do submundo — juntos, eles formavam uma tríade de divindades. Outra tríade importante era Sin, o deus-sol de Ur, e Harã, os primeiros abrigos da família de Abraão; Samas, a divindade do sol; e Istar, deusa do amor e da guerra, equivalente à Astarte dos fenícios, Astarote mencionada na Bíblia, e Afrodite dos gregos. Outras divindades significativas foram Nabu, o deus da escrita e Nergal (irmão de Marduque), o deus da guerra e da fome.
Os deuses da Babilônia eram, em sua origem, personificações das várias forças da natureza. A religião babilônica era, dessa forma, uma adoração à natureza em todas as suas partes, prestando homenagem a seres super-humanos que eram ao mesmo tempo amigáveis e hostis, com frequência representados por formas humanas, animais” (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009, pp.213,1697).

CONCLUSÃO
Que os líderes saibam como preparar aqueles que vão frequentar uma universidade. À semelhança de Daniel e seus companheiros, estes poderão fazer uma grande diferença no mundo acadêmico e na esfera política. O Senhor Jesus precisa de crentes em todas as camadas sociais.
Comentário: O Rev Franklin Ferreira escreve em seu artigo “O Jovem Cristão e Seus Estudos” o seguinte: “O dilema do estudante: uns dividem a fé em compartimentos estanques, um destinado à fé (vista como o lado "espiritual" da vida), outro aos estudos (o lado "secular" da vida). Alguns descartam simplesmente a fé cristã. Outros não têm coragem de afirmar sua fé em Cristo, pois ainda não conseguiram descobrir uma forma de explicar esta relevância. - A melhor opção é a do estudante que se dedica às diversas disciplinas com uma mente aberta à sabedoria originada na Palavra de Deus”. Nossos aspirantes à academia devem ser instruídos no sentido de que receberão ataques à mente e ao estudo, porque fé e razão são vistas como antagônicas (Rm 10.2). A fé e a razão não se opõem. Aceitamos como verdade os fatos do Evangelho, para depois buscar compreendê-los (Rm 10.8-17). A Universidade de hoje não lembra mais que Harvard, uma das mais prestigiadas universidades do mundo, exigia que os seus estudantes fossem capazes não apenas de ler as Escrituras, mas também "de interpretá-las corretamente". Este é o exemplo de Esdras (Ed 7.6,10) e de Paulo e Timóteo (1Tm 4.13-16; 2Tm 4.13). Somente um alicerce sólido garantirá a firmeza não só para o período de formação, mas também para toda a vida.


PARA REFLETIR
A respeito do Evangelho no mundo acadêmico e político, responda:

Por que a evangelização acadêmica é prioridade da igreja?
Porque no universo acadêmico saem os cientistas, educadores, formadores de opinião e boa parte dos governantes e legisladores.
De que modo os acadêmicos podem testemunhar de Cristo?
Por intermédio de uma vida testemunhal e uma carreira acadêmica excelente.
Como atuaram Daniel e seus companheiros em Babilônia?
Atuaram de forma excelente, exaltando e glorificando o Deus Todo-Poderoso.
Fale da intervenção de Daniel na cultura babilônica.
Daniel não se deixou enlaçar pela cultura babilônica nem pelo charme do politicamente correto.
Qual a obrigação de um político cristão ante as crises?
Orar e anunciar que Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida e que bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor.




quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Lição 6: A evangelização dos grupos desafiadores
Data: 7 de Agosto de 2016


TEXTO ÁUREO
[...] e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (Jo 6.37).

VERDADE PRÁTICA
Falar de Cristo às prostitutas, criminosos e viciados também faz parte da missão evangelizadora da Igreja.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas 7.36-50.
36. E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa.
37. E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento.
38. E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o unguento.
39. Quando isso viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora.
40. E, respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse: Dize-a, Mestre.
41. Um certo credor tinha dois devedores; um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro, cinquenta.
42. E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois: qual deles o amará mais?
43. E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste bem.
44. E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas e mos enxugou com os seus cabelos.
45. Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés.
46. Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com unguento.
47. Por isso, te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.
48. E disse a ela: Os teus pecados te são perdoados.
49. E os que estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados?
50. E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz.

HINOS SUGERIDOS
220, 394 e 409 da Harpa Cristã.

OBJETIVO GERAL
Mostrar que falar de Cristo aos grupos desafiadores também faz parte da missão evangelizadora da igreja.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
·                     I. Mostrar que o Evangelho de Jesus Cristo é inclusivo.
·                     II. Conscientizar de que precisamos evangelizar as prostitutas.
·                     III. Saber que devemos pregar o evangelho aos homossexuais.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
O Evangelho de Jesus Cristo é inclusivo. O Salvador veio para todos. Jesus pregou para as mulheres em uma cultura onde elas não eram valorizadas. Ele evangelizou senhoras de bem, mas também evangelizou algumas, como a samaritana, cuja reputação não era boa. Ele acolheu os cegos, os aleijados, os publicanos e os pobres. Sua atitude de amor foi duramente criticada pelos líderes religiosos de sua época. Ele foi chamado de amigo de pecadores: “Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores [...]” (Mt 11.19). Jesus não aprovou o pecado, mas sempre se mostrou acessível ao pecador e as suas necessidades. O Salvador não excluiu ninguém. Seu convite generoso ainda está aberto para todos que se sentem rejeitados, cansados e oprimidos (Mt 11.28). Sigamos o exemplo do Mestre alcançando os grupos desafiadores do nosso tempo.

COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
A igreja do século 21 tem um grande trabalho pela frente: evangelizar os grupos desafiadores, dentre os quais destacamos as prostitutas, os homossexuais, os criminosos e os viciados. Tais pessoas não podem ser ignoradas em nossas ações evangelísticas. Diante desse desafio, que exige uma ação concentrada de toda a igreja, saiamos a ganhar, para Cristo, os que se acham nos becos, sarjetas, prostíbulos, presídios e cracolândias. Jesus nunca deixou um marginalizado sem consolo e alívio. Ele disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Comentário: A missão principal da igreja é o avanço do Evangelho, cumprir o “Ide” da Grande Comissão, e cocomitante a isso/enquanto cumpre o “Ide”, colaborar para a transformação da sociedade. Paulo Florencio e Silva diz que a tarefa da igreja é a pregação do evangelho, contudo quando o povo sofre a negligência do Estado, cabe à igreja denunciar tal negligência, afirma ainda que é papel da igreja dar o alimento espiritual e o alimento material, pois “Deus não quer que o homem morra de fome em razão da negligência do Estado”. O pacto de Lausanne resume muito bem como deve ser esta pregação do evangelho: Evangelizar é difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e crêem. Podemos entender então que a igreja tem uma importante missão a luz do ministério de Jesus, resgatar e restaurar os oprimidos e os marginalizados, levando a cada um deles uma mensagem integral. A igreja deve levar ao ser humano de hoje, o evangelho que restaura a dignidade e o contato com a sociedade que faça com que os excluídos, possam voltar a ser incluídos na sociedade.

I. JESUS ANUNCIA O EVANGELHO DA INCLUSÃO
A narrativa da pecadora que, além de ungir Jesus, lavou-lhe os pés com as lágrimas, enxugando-os com os próprios cabelos, mostra a ação inclusiva do Evangelho de Cristo.

1. A reação do fariseu, o incluído. Vendo a pecadora adorando o Salvador, o fariseu pôs-se a murmurar contra o caráter e a missão de Jesus (Lc 7.39). Ele julgava-se bom, justo e repleto de boas obras. Aos próprios olhos, já estava incluso no Reino de Deus. Por esse motivo, achava-se no direito de excluir aquela prostituta, condenando-a ao fogo do inferno. Assim agiam os adeptos do farisaísmo (Lc 18.11). Será que não estamos agindo de igual maneira frente aos que necessitam ouvir o Evangelho amoroso e inclusivo de Cristo? Não devemos excluir os que Deus quer incluir. Comentário: ensinamento de Jesus sobre perdão tem sido pouco entendido em nossos tempos. A graça de Deus tem sido ampla e entusiasticamente pregada, mas freqüentemente com tal irrelevante presunção que seu custo a Deus e sua demanda de nós de um profundo sentimento da necessidade de perdão e uma profunda gratidão por isso são pouco tratados. Jesus aborda esta matéria crítica na parábola dos Dois Devedores (Lc 7.36-50). A mulher pecadora quebrou todos os protocolos e passou por cima de todo e qualquer tipo de convenção quando entrou naquela casa cheia de fariseus e de pessoas que queriam ouvir Jesus. Um fariseu jamais receberia uma pecadora em sua casa mas ela, corajosamente, entrou na casa de Jairo trazendo com ela um vaso de alabastro cheio de ungüento. Chegando até onde Jesus estava. ela "... começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o ungüento" (Lc 7.38). O que mais perturbou o dono da casa não foi tanto a presença dela mas, principalmente, aquilo que ela fez. Ele, realmente, deixou transparecer revolta, e uma grande perturbação. Não sabemos se por ela está usando em Jesus o ungüento que era tão caro ou porque não achava Jesus digno de ser ungido assim como eram os reis. Jesus, que é Deus, onisciente, com certeza conhecia o coração de Jairo e sabia o porquê da sua revolta. Apesar das mulheres do tempo de Jesus usarem cabelos presos, esta mulher não se importou com o que iriam dizer mas, com os próprios cabelos, que estavam soltos, enxugou os pés do nosso Senhor. Não é à toa que a quem muito se perdoa, muito se ama (Lc 7.47)

2. A reação da mulher, a excluída. Àquela pecadora não restava outra coisa senão chorar e adorar a Jesus com seu unguento e lágrimas (Lc 7.38). Ela nada podia alegar em sua defesa, pois todos sabiam quem era ela e o que fazia. Não podemos desprezar, pois, os que, ao nosso redor, choram envergonhados de seus pecados. Comentário: Ela chorou. A única coisa não planejada nos atos desta mulher pecadora foi o súbito fluxo de lágrimas que seu coração, partido mas agradecido, enviou cascateando abaixo para os pés de Jesus. Apressadamente ela enxuga as gotas ofensivas com suas tranças soltas, e agora se aproxima, beija seus pés em gratidão e homenagem. É provável que somente depois de se compor ela derrama sobre ele o frasco de alabastro de óleo aromático que ela tinha trazido em honra a ele. Fora a crucificação, não há uma cena mais comovente na Bíblia e, por causa dela, Jesus nos deu a parábola dos Dois Devedores.

3. Reação de Jesus, o amor inclusivo. Diante da insensibilidade do fariseu, o Senhor mostra a fé operosa daquela pecadora (Lc 7.44-46). Em seguida, diante de todos, Jesus inclui a mulher no Reino de Deus: “Os teus pecados te são perdoados. A tua fé te salvou; vai-te em paz” (Lc 7.48,50). Comentário: Jesus percebendo que aquele homem ainda estava preso as suas doutrinas o qual de certo modo estava impedindo-o de avançar, ou seja, de ver o que o Senhor queria mostrar-lhe. Ele então o leva a refletir de maneira que ampliasse um pouco a sua visão contando-lhe uma história que dizia: “Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentos denários, e o outro, cinqüenta. Não tendo nenhum dos dois com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Qual deles, portanto, o amará mais? Respondeu Simão: Suponho que aquele a quem mais perdoou. Replicou-lhe: julgaste bem (Lc 7.41-43). Precisamos compreender que Deus não está preocupado com o tamanho do pecado por nós cometido; nesta parábola de Lc 7.41-43, o importante não era o tamanho da dívida daqueles dois homens, ele conhecia a condição de cada um. O que Ele via realmente é que tanto um quanto o outro necessitava de perdão. Semelhantemente a mulher e o fariseu foram perdoados pelo Senhor, mas ela que devia um valor maior demonstra mais amor e gratidão ao Senhor. Todos, independente de quão perdido esteja, precisa ouvir esta mensagem!

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“Embora Jesus seja amigo dos desterrados e pecadores, seu ministério às pessoas menosprezadas não exclui interesse nos membros respeitáveis da sociedade. Eles também precisam do Evangelho. Jesus quer compartilhá-lo com pessoas de todas as convicções.
O relato do jantar de Jesus na casa de Simão, o Fariseu, ilustra seu ensino sobre o pecado e a salvação. Uma mulher entra na casa de Simeão sem ser convidada. Lucas a chama de bamartolos, melhor entendido aqui por ‘prostituta’. Ela sabe que Jesus está lá; a refeição de que Ele está participando não é particular. Como era comum naqueles dias, outros tinham acesso a uma refeição em honra de um mestre distinto, ainda que esta mulher nunca fosse bem-vinda na casa de um fariseu. Obviamente esta mulher tem pouca ou nenhuma preocupação com a opinião pública. Ela esqueceu que uma mulher decente não solta os cabelos em público. Parece justo dizer que ela já conhece Jesus como seu Salvador. Ela pode ter estado entre as pessoas que ouviram os ensinos de Jesus e foram convencidas dos seus caminhos maus. Ela se arrependeu, e Ele mudou a vida dela e a pôs no caminho do autorrespeito. Como pecadora perdoada ela conhece o real significado da tristeza pelo pecado” (Comentário Bíblico Pentecostal:Novo Testamento. 4ª Edição. Volume 1. RJ: CPAD, 2009, p.361).

CONHEÇA MAIS
Lucas 7.39
“Nesse texto a mulher é identificada como uma ‘pecadora’ [hamartolos], significando que era uma prostituta, ou a esposa de um homem cujo trabalho era considerado desonrado. Como o versículo 47 relata que Jesus falou dos ‘seus’ muitos pecados, devemos aparentemente preferir a primeira possibilidade.
Ao se abaixar e se inclinar sobre os pés de Jesus, a mulher de repente se tornou o foco da atenção de todos. A maneira de cada um interpretar seu ato, e as conclusões a que chegaram, nos ensina mais sobre cada pessoa do que sobre esta mulher”. Para conhecer mais, leia Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento, CPAD, p.159.

II. O EVANGELHO ÀS PROSTITUTAS
Na evangelização das prostitutas, há duas perguntas a responder. Por que e como evangelizá-las? Comentário: Não há como negar a atualidade e relevância de temas como estes: a evangelização de prostitutas e homossexuais. São pessoas alienadas de nossa sociedade e, infelizmente, pouco ou quase nada estamos fazendo para alcançá-las.

1. Por que evangelizar as prostitutas. A resposta a esta pergunta é mais do que óbvia. Devemos evangelizá-las porque Jesus morreu por elas também (Jo 3.14-16). Logo, como já deixamos claro no tópico anterior, estejamos aptos a falar-lhes de Cristo. Várias são as mulheres que, libertas de pecados sexuais, tornaram-se heroínas da fé, como Raabe e a mulher pecadora na casa de Simão (Hb 11.31; Lc 7). Comentário: Sabemos que ainda que os nossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, tornase-ão como a lã (Is 1.18); para quem crer na origem divina desta palavra há motivos para compartilhar as boas-novas à todos os que estão à margem da sociedade. O Senhor Jesus Cristo andava no meio dos publicanos e pecadores (Mt 9.10). Sentava-se com eles. Bebia e comia com eles (Mt 11.19). É claro que se isso fosse hoje chamaríamos Jesus de imprudente. Talvez até o excluíssemos da comunhão dos santos, porque ele foi longe demais. Mas Jesus era um homem livre. Os escribas e fariseus, que Jesus chamou de hipócritas não conseguiram colocar cabresto em sua boca. Infelizmente, o que tais líderes religiosos conseguiram foi matá-lo. Mas Cristo Jesus venceu a morte. O amor de Jesus Cristo para com os pecadores, os grupos alienados da sociedade, incomodava os líderes religiosos. Há uma história eloqüente a respeito desse amor de Jesus pelos prostitutas, em solene contraste com a atitude preconceituosa dos líderes religiosos de seu tempo.

2. Como evangelizar as prostitutas. Embora nada impeça que um homem crente evangelize uma prostituta, recomenda-se, sempre que possível, que esse trabalho seja acompanhado por uma equipe feminina. Seja como for, que essas mulheres ouçam o Evangelho de Cristo. Todavia, acautelemo-nos daquelas que, embora aprendam sempre, jamais chegam ao conhecimento da verdade, em consequência de seu amor à vida pecaminosa (2Tm 3.7). Comentário: Além da prudência recomendada neste tópico, em primeiro lugar, é necessário saber que ninguém nasce ‘predestinado’ a ser prostituto(a) ou homossexual. Não temos o direito de tratar ou olhar para pessoas que estão nessa condição assim deste o ventre da mãe. O cristão que vai evangelizar esse grupo precisa também tomar consciência de que, embora Deus ame a essas pessoas, Deus reprova o comportamento delas. Para evangelizar esse grupo, temos que vencer preconceitos, não só para a fase da evangelização, como para a fase da integração dos que se converterem.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
“Nos tempos bíblicos, o meretrício era praticado com finalidades mercenárias e religiosas. Esse fato deve ser observado no uso das várias palavras hebraicas que se referem a uma meretriz. A palavra hebraica zona normalmente se refere a uma mulher que se ocupa dessa prática com finalidades monetárias. A prostituta religiosa era normalmente chamada de g desha, palavra que designava uma mulher pertencente a uma classe especial de indivíduos religiosamente consagrados. Tanto na época do Antigo Testamento como do Novo Testamento, era muito comum que os sistemas religiosos pagãos empregassem regularmente prostitutas em seus rituais religiosos nos santuários de seus ídolos, e as religiões não faziam exceção a esse costume. Era um sistema que endeusava os órgãos e as forças reprodutoras na suposição de que a reprodução e a fertilidade da natureza eram controladas pelas relações sexuais entre deuses e deusas. Nesses santuários, os adoradores dessas seitas participavam de relações sexuais com prostitutas religiosas (do sexo masculino e feminino) do santuário acreditando que elas iriam induzir os deuses e as deusas a fazer o mesmo trazendo, dessa forma, fertilidade e produtividade, aos campos e aos rebanhos.
A Bíblia defende consistentemente a pureza moral e mantém uma posição firme contra a prostituição de qualquer tipo. Várias proibições podem ser encontradas na lei mosaica (Lv 19.29; 21.7,14; Dt 22.2)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.1254).

III. O EVANGELHO AOS HOMOSSEXUAIS
Ao contrário do que alguns supõem, Cristo também liberta e salva os homossexuais. Este grupo precisa ser incluído em nossas ações evangelísticas.

1. Homossexuais em Corinto. Entre os crentes de Corinto, havia também ex-homossexuais que, ao se arrependerem de seus pecados, deixaram as velhas práticas. E, agora, achavam-se entre os santos daquela igreja (1Co 6.10,11). Sua conversão não era propaganda enganosa, mas real e constatável. Basta esse único caso para comprovar o poder do Evangelho. 
Comentário: Convenhamos, este não é um assunto fácil de ser abordado. Os homossexuais de um modo geral chegaram a esta situação por algo ocorrido em sua formação/educação. Alguns foram presos demais, tendo sempre que viver com meninas e nunca com meninos. Outros, sem qualquer vigilância dos pais, foram explorados por meninos mais fortes na escola ou pela comunidade, e tiveram que acomodar essas pressões de outrem para relações sexuais. E por não ter diálogo em casa, nunca revelaram nada aos pais. Existem alguns casos patológicos e orgânicos, mas não são muitos, segundo os melhores especialistas. Sugiro a leitura do artigo “Qual é a causa do homossexualismo? - Circunstâncias, Determinismo Psíquico, Genes ou... Escolha?”, por Martin Bobgan, seguindo este link:http://solascripturtt.org/VidaDosCrentes/VidaAmorosa/QualCausaHomossexualismo-MBobgan.htm

2. Como evangelizar os homossexuais. Os homossexuais, tanto homens quanto mulheres, devem ser abordados direta, mas respeitosa e amorosamente. Devemos vê-los como as demais pessoas carentes da graça de Deus. Se crerem no Evangelho e arrependerem-se de seus pecados, certamente serão salvos. Já convertido, o ex-homossexual será devidamente discipulado e integrado à igreja. E, bem orientado, começará uma vida nova que, em todas as coisas, glorificará o nome de Deus. Comentário: A Palavra de Deus diz: "Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam" (Is 64.6); "pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23); "Portanto, como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram" (Rm 5.12); "E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também " (Ef 2.1-3). Enquanto o mundo procura desculpas/explicações para a homossexualidade, ele ignora o que Deus disse sobre a raça humana: NASCIDA EM PECADO e PECAMINOSA POR NATUREZA. Sem a intervenção de Deus pela graça e Sua dádiva de nova vida, qualquer pessoa nascida neste mundo está determinada a ser um pecador. A mensagem a esse grupo não pode ser diferenciada, ele deve ser aquela que a “Grande Comissão” recomenda: o Evangelho - "Evangelizar significa proclamar a verdade"; boas novas.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
Professor, aproveite a temática do tópico para enfatizar que o crente não deve jamais atacar os homossexuais. Não podemos julgar ou discriminar as pessoas. Nosso objetivo deve ser anunciar aos homossexuais o grande e puro amor de Deus, manifestado no sacrifício vicário de Jesus Cristo. Temos que aprender a amar o pecador e a odiar o pecado. Que jamais venhamos nos esquecer, como Igreja do Senhor, que Jesus morreu por toda a humanidade. O Salvador não morreu somente pelos heterossexuais.
Mostre que “o ato sexual com alguém do mesmo sexo é ‘abominação’ ao Senhor. Isto é, tal ato é, sobretudo, detestável e repulsivo a Deus (Lv 18.22).
Em Romanos 1.27, o apóstolo Paulo, certamente, considerou a abominação homossexual do homem e da mulher como a evidência máxima da degeneração humana, resultante da imoralidade e do abandono da pessoa por Deus. Qualquer nação que justifica o homossexualismo ou o lesbianismo, como modo aceitável de vida, está nas etapas finais da corrupção moral” (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009, pp.213,1697).

IV. O EVANGELHO AOS CRIMINOSOS
Nossas prisões acham-se abarrotadas de homens e mulheres que precisam ouvir a verdade libertadora do Evangelho (Jo 8.32). Comentário: O Senhor Jesus está interessado em salvar não apenas os enfermos, mas igualmente os presos. Vejamos porque devemos evangelizar nos presídios, e depois vejamos como nós podemos fazer isso. O ministério de Jesus consistia em proclamar libertação aos cativos (Lc 4.18). Ele espera que a sua igreja visite os presos. O Senhor Jesus está identificado não apenas com os enfermos, mas também com os presos. É por isso que Ele disse: "Estive na prisão, e fostes ver-me" (Mt 25.36). Então os cristãos perguntarão: "Quando te vimos na prisão, e fomos visitar-te ?" E então responderá Jesus: "Sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes" (Mt 25.40)

1. A capelania de Paulo e Silas. Os primeiros capelães carcerários da Igreja de Cristo foram Paulo e Silas. Presos como criminosos comuns, realizaram um trabalho incomum na penitenciária de Filipos. Ali, através de seu testemunho e proclamação, ganharam o carcereiro e sua família para Jesus, além de evangelizar os outros presos (At 16.19-34). Comentário: Deus age em toda e qualquer situação para o bem daqueles que o amam, além de transformar toda e qualquer situação em bem para aqueles que vivem para a Sua glória. Não foi diferente com Paulo e Silas na prisão. Estes homens adoravam, mesmo em ferros, porque tinham essa convicção e Deus não os envergonhou.

2. A capelania da igreja atual. Num país como o Brasil, há um vasto campo no âmbito da capelania carcerária. A Igreja deve se esforçar para evangelizar os presídios e os menores que estão sofrendo medidas socioeducativas. Além disso, não deve se ausentar das áreas de risco, levando o Evangelho de Cristo às pessoas que traficam drogas e dependentes químicos. Comentário: Assim como há normas para visitação nos hospitais, assim também há normas para visitar nos presídios. Os cristãos devem respeitar essas normas. Elas visam à boa ordem nos presídios e à segurança de todos. Infringir tais regulamentos, sob o pretexto de que Deus nos guarda e não permitirá que coisa alguma de mau aconteça é imprudência. Procure saber sobre quantas pessoas podem ir ao presídio, se pode levar instrumentos, se pode cantar, se há um lugar para culto com todos os presos, quanto tempo disponível para tal visita, se pode distribuir literatura, etc. A evangelização nos presídios deve contar com literatura especial. A literatura usada na evangelização nos hospitais não é a mesma a ser usada nos presídios. Há poucas exceções a esta regra. Isto é, há poucos folhetos que podem ser usados nos dois ambientes distintos. Portanto, leia o material a ser distribuído nos presídios, e certifique-se se tal material é o mais indicado. Cuidados com os textos bíblicos a serem usados. Não se recomenda pregar numa festa de aniversário no texto da morte de Lázaro. Em culto de bodas de casamento, normalmente não se prega sobre a besta do Apocalipse. Cuidado para não apontar o dedo acusador. Não use a Bíblia ou Deus como uma arma ou um juiz implacável contra os pecadores. Lembre-se que nós todos somos pecadores. Não são pecadores apenas aqueles que estão nos presídios. A evangelização nos presídios requer muito cuidado e sabedoria do cristão. Pode acontecer o fato de o preso procurar um visitante para dizer de sua inocência. É possível que o preso lhe diga que está ali injustamente. É possível também ser isso verdade. Mas esse é um caso para advogado. Peça que ele converse com o seu advogado sobre isso, e se a igreja tiver algum serviço nessa área, diga ao preso que pedirá ao advogado para conversar com ele. Não obstante, não se esqueça de dizer ao preso que tanto você quanto ele são pecadores diante de Deus e precisam do perdão de Jesus, da paz de Deus. http://www.altissimo.com.br/portal/modules.php?name=News&file=print&sid=2

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ
“Servir ao Senhor não é apenas um dever cristão, é também um privilégio. Deus podia usar outros meios para levar a mensagem de salvação ao pecador. Ele assim faz quando lhe apraz, mas isto não é regral geral; é exceção. Seu método é usar homens para falar a homens. O trabalho de ganhar almas para Deus é um privilégio que Ele nos concede para obtermos galardão no dia de Cristo (Fp 2.16).
Há, neste sentido, uma solene declaração da Bíblia em Provérbios 11.30. A salvação é dádiva de Deus, mas galardão é recompensa que o crente obtém sua atividade na obra do Senhor” (GILBERTO, Antônio. A Prática do Evangelismo Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, p.23).

V. O EVANGELHO AOS VICIADOS
Dizem que o número de viciados em crack, no Brasil, pode chegar à casa do milhão. Se isso for verdade, estamos diante de uma tragédia social. Comentário: Creio que os viciados, toxicômanos e alcoólatras sejam um dos grupos mais difíceis de serem evangelizados. Mas isso não significa que sejam impossíveis de serem ganhos para Cristo. Aquilo que é impossível para os homens é possível para Deus (Mt 19.25,26). O vício das drogas e do álcool já se encontra espalhado ao redor do mundo. Há milhões de pessoas que só se sentem bem através do álcool ou das drogas. Para evangelizar os viciados, toxicômanos e alcoólatras, você não precisa ser um conhecedor profundo do mundo das drogas e do álcool. Mas precisa estar possuído por um profundo amor por eles. Precisa estar convencido de que Deus os ama. Precisa crer na possibilidade de Deus curá-los, salvá-los e libertá-los. (Jo 8.32,36).

1. Viciados libertos. Na igreja em Corinto, havia também muitos irmãos libertos do álcool que, à semelhança de outras drogas, vinha minando as bases do Império Romano. Entretanto, os que dantes eram escravos do vício levavam, agora, uma vida produtiva e digna (1Co 6.10,11). O mesmo aplica-se aos que, hoje, vivem aprisionados à cocaína, ao crack, ao haxixe e outras substâncias nocivas. Comentário: Os marginalizados neste mundo precisam ser vistos de forma diferente da que nos acostumamos a vê-los. Essas pessoas são ovelhas, mas sem pastor. Perceba a maneira como Jesus as vê. Não as chama de lobos, mas de ovelhas. O potencial delas é para o bem. Elas podem ser alcançadas. Vivemos numa sociedade discriminatória, mas a igreja tem os seus olhos diferentes dos do mundo. Os olhos da igreja são os olhos de Jesus. Não podemos continuar olhando com os olhos de reprovação e condenação, mas com os olhos de compaixão. Para desenvolvermos uma ação evangelizadora e missionária com grupos específicos precisamos ter esse olhar. Olhar com os olhos de Jesus significa um olhar terno, apurado e constante. Esse olhar perseverante é preciso porque pensamos que, quando os de grupos específicos chegam, de imediato queremos ver mudança de comportamento e de seu trejeito. Não nos precipitemos com a nossa maneira imediatista de querer ver as coisas baseados numa ignorância de conhecimento social desses grupos.

2. Como evangelizar os viciados. Não é fácil expor o Evangelho aos que vivem nas cracolândias. Muitos deles já não têm qualquer discernimento; comportam-se como mortos-vivos. Para alcançá-los, exige-se uma equipe evangelística especializada e assistida por profissionais competentes. As medidas de segurança não podem ser desprezadas. Comentário: É PRECISO RECONHECER QUE ESSAS PESSOAS PRECISAM DA AÇÃO TERAPÊUTICA DA IGREJA (Mt 9.35b) Cura é o que muita gente precisa. Cura física, cura emocional e espiritual. A igreja precisa exercer sua função terapêutica neste tempo de tanta carência. Jesus nunca se preocupou com o que uma pessoa era ou deixava de ser. O alvo de Jesus era resgatar todas. Temos os exemplos da mulher samaritana, da prostituta, de Zaqueu e tantos outros. Jesus via nesses as oportunidades de salvação e restauração. Os de grupos específicos são seres humanos criados à imagem e semelhança de Deus e que precisam dessa semelhança e imagem restauradas pelo poder do evangelho. Paulo declara que: “O evangelho é poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1.16). Todos precisam da nova vida, que é Cristo. A Bíblia diz: “Aquele que está em Cristo nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2Coríntios 5.17). Eles precisam de cura da alma, de seus traumas. Essa ação terapêutica envolve também a restauração da dignidade humana, que um dia perderam por causa dos vícios e de suas atitudes não éticas. Jesus combatia o pecado e não o pecador. Não acusemos porque essa não é a nossa função. Jesus disse para a mulher: “Onde estão os teus acusadores?” (João 8.10). Jesus não a condenou, mas mostrou um caminho e opção diferente. A igreja precisa trabalhar para atender as necessidades básicas do pecador em tais situações. É preciso oferecer roupa, comida, médico, medicamentos, e, em alguns casos, internação. Esse é um grande desafio missionário com grupos específicos. Um simples banho num morador de rua ajuda-o a se ver de forma diferente. Um banho pode fazê-lo entender a mensagem do evangelho, que purifica o coração e a alma. É preciso ensinar a Palavra, mas é preciso fazer essas pessoas sonharem o sonho da dignidade do viver e o sonho da eternidade. Jesus declarou dizendo que veio para os pecadores e não para os justos (Mateus 9.13). É preciso explicar que nunca perderam o seu valor para Deus. Jesus veio para os doentes e não para os sãos, pois os sãos não precisam de remédio, mas os doentes.

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ
“Há sempre uma porta aberta para se falar da salvação. No caso da samaritana, o assunto do momento era água e sede, e logo Jesus falou da água da vida que sacia a sede da alma. Vemos um caso idêntico em Atos, capítulo 8. Aí o assunto era leitura e logo o servo de Deus iniciou a conversa com uma pergunta também sobre leitura. Em João, capítulo 2, quando Jesus conversava com Nicodemos, talvez soprasse uma brisa, e logo Ele usou o vento como figura” (GILBERTO, Antônio. A Prática do Evangelismo Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, p.33).

CONCLUSÃO
Há outros grupos desafiadores que não foram mencionados, mas que estão a requerer igual assistência. Busque conhecer as reais carências de sua cidade. O momento atual exige uma ação prioritária e urgente da Igreja de Cristo. Nenhum segmento social pode ficar de fora de nossa ação evangelística. Comentário: São muitos os grupos específicos que, por algum motivo, estão aquém do alcance evangelístico atualmente, quer sejam os mais ricos, por sua inacessibilidade, quer sejam os mais pobres, pelo preconceito e/ou medo. Não podemos deixar de promover ações missionárias entre os grupos específicos ou dar desculpas por não fazê-lo porque não se tem estrutura necessária. Comecemos já, comecemos agora e façamos o que está ao nosso alcance. É preciso ter visão das necessidades e vencer barreiras do preconceito e da falta de conhecimento. A igreja não pode ser ignorante quanto à realidade do mundo.

PARA REFLETIR

A respeito dos grupos desafiadores, responda:

Por que o Evangelho de Cristo é inclusivo?
Porque Jesus ama a todos. Seu sacrifício na cruz foi para todos.
Quais são os principais grupos desafiadores?
As prostitutas, homossexuais, viciados.
O que mostra a igreja coríntia?
Mostra que entre os crentes de Corinto, talvez, houvesse também ex-homossexuais que, ao se arrependerem de seus pecados, deixaram as velhas práticas. E, agora, achavam-se entre os santos daquela igreja (1Co 6.10,11).
O que ensina a igreja coríntia?
Que os homossexuais podem ser evangelizados e salvos por Jesus Cristo.
Como se pregar aos grupos desafiadores?
Esses grupos devem ser abordados direta, mas respeitosa e amorosamente. Devemos vê-los como pessoas carentes da graça de Deus.