Lição 6 - Deus: O Nosso Provedor
6 de Novembro de 2016
TEXTO ÁUREO
"E apareceu-lhe o SENHOR e
disse: Não desças ao Egito. Habita na terra que eu te disser." (Gn 26.2)
VERDADE PRÁTICA
Em tempos de crises financeiras
não se volte às coisas deste mundo, mas busque a suficiência do Pai Celeste.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 26.1-6
1 -
E havia fome na terra, além da primeira fome, que foi nos dias de Abraão; por
isso, foi-se Isaque a Abimeleque, rei dos filisteus, em Gerar.
2 -
E apareceu-lhe o SENHOR e disse: Não desças ao Egito. Habita na terra que eu te
disser;
3 -
peregrina nesta terra, e serei contigo e te abençoarei; porque a ti e à tua semente
darei todas estas terras e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão,
teu pai.
4 -
E multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e darei à tua semente
todas estas terras. E em tua semente serão benditas todas as nações da terra,
5 -
porquanto Abraão obedeceu à minha voz e guardou o meu mandado, os meus
preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.
6 -
Assim, habitou Isaque em Gerar.
HINOS SUGERIDOS: 52, 385, 427 da Harpa Cristã
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Na lição de hoje estudaremos a
respeito da ida de Isaque para o Egito e as crises que o filho da promessa teve
que enfrentar ali. Deus tinha feito uma promessa a Abraão e seus descendentes,
mas isso, não significava que eles não enfrentariam obstáculos e crises. Isaque
também teve que enfrentar a tensão da esterilidade de sua esposa.
Enfrentou a crise da falta de
alimentos e de água; além de vizinhos invejosos e perversos. Mesmo enfrentando
problemas com seus vizinhos, Isaque não deixou de trabalhar, de investir e crer
na provisão divina. Seus inimigos, por diversas vezes entulharam seus poços,
mas ele continuou crendo. A fé fez com que ele cavasse vários poçosa crise,
seja ela financeira, familiar, ministerial ou espiritual; não desista! Continue
"cavando seus poços"; trabalhando e crendo. Pois você
também verá a provisão de Deus.
COMENTÁRIO\INTRODUÇÃO
Na lição de hoje veremos, que assim
como no tempo de Abraão, a terra estava enfrentando novamente um período de
escassez. Então Isaque, o filho da promessa, foi buscar pastagem no território
de Abimeleque, perto da fronteira com o Egito. Porém, Deus apareceu ao seu
servo e disse-lhe que não deveria descer ao Egito. O Senhor também renovou-lhe
as promessas dadas a Abraão. Canaã deveria ser a casa de Isaque e não o Egito.
Canaã celestial é a nossa casa, estamos indo para lá. Por isso não se deixe
seduzir pelas riquezas deste mundo.
Comentário: Abimeleque ("pai do rei”, ou, talvez, "pai real";
Pode-se tratar de um título que distinguia os governantes filisteus, como
Faraó, no Egito, e não ser um nome pessoal.) foi um rei de Gerar (Gn 26.1-11).
O que aconteceu com ele foi semelhante ao que aconteceu com Abimeleque, rei de
Gerar na época de Abraão, cerca de um século antes. Isaque, como seu pai, disse
que Rebeca era sua irmã, e a história se repetiu, incluindo novamente a
intervenção divina. Houve novamente uma disputa por poços, cujo resultado foi
um acordo (Gn 26.17-32). Abimeleque, mesmo sendo inimigo de Isaque, procurou
manter sua amizade, por ver como Deus o fazia prosperar. AQ lição de hoje fala
de fome, escassez, crise. A fome nos tempos da bíblia era diferente da fome dos
tempos atuais. Fome nos tempos de hoje é uma questão social, já nos tempos da
bíblia era uma questão territorial. Somos susceptíveis a este tipo de crise na
vida, onde a saída não está em nossas mãos. Existem coisas que não dependem da
nossa vontade, elas simplesmente se estabelecem diante de nós e nós não
conseguimos mudar a situação. E foi nessa situação de fome, de crise que Isaque
estava vivendo.
I - ISAQUE VAI PARA GERAR POR CAUSA DA FOME
1. A intenção de Isaque. A decisão de descer ao Egito parecia ser a
melhor opção. Em tempos de fome e escassez, as pessoas tendem a tomar decisões
que envolvem mudança. Querem mudar de localidade, de país, de emprego, tentando
escapar da crise. Não existe nada de errado em querer mudar e livrar-se das
dificuldades. Porém, toda mudança deve ser feita com a orientação de Deus.
Nunca tome decisões sem antes orar e consultar ao Senhor. Ouça a voz do Pai
Celeste. Temos um Deus que fala e que tem prazer em nos orientar. Ele não nos
quer andando de um lado para o outro sem direção.
Comentário: Importante lembrar que isso não é uma fórmula. O ouvir a voz de Deus e
fluir com Seu plano para cada geração é crucial. A fome estava dominando Canaã
durante os dias de Isaque, assim como dominou nos dias de seu pai Abraão. Não
foi à toa que ele pensou, “Estamos passando necessidade. Meu pai Abraão fugiu
para o Egito durante a fome e Deus o abençoou lá. Se eu fugir para o Egito,
Deus também me abençoará”. Isaque estava seguindo os passos de seu pai quando o
Senhor apareceu para ele na cidade de Gerar. Se você olhar em um mapa na época
da geração de Isaque, verá que Gerar é a última cidade em Canaã antes do
Deserto de Sur na estrada entre a nação dos filisteus e o Egito. Até aquele
momento, Isaque estava seguindo uma fórmula. Mas quando o Senhor apareceu para
ele, Ele disse que não queria que Isaque fosse ao Egisto, mas que ficasse em
Canaã, pois o Senhor o abençoaria lá (onde a fome dominava). O Senhor estava
fazendo algo diferente para Isaque, e era importantíssimo que ele seguisse esse
plano. O mesmo se aplica a todas as gerações.
2. Promessas em tempos de crises. Havia fome na terra. A crise estava
instalada, mas os céus não estavam e não estarão jamais em crise. O Senhor
apareceu a Isaque e renovou-lhe as promessas que haviam sido feitas ao seu
pai. Mesmo em tempos de escassez, o filho da promessa ouve a voz de Deus que
lhe assegura: "Serei contigo e te abençoarei" (Gn 26.3). O Deus de
Isaque é o nosso Deus. Ele não mudou e também deseja abençoar sua vida. Não
importa se um país está em meio a uma crise política e econômica. Para Deus não
existem impossíveis.
Comentário: A vida de Isaque nos apresenta um Deus cumpridor de suas
promessas. Em Isaque, os quatro elementos da promessa feita a Abraão,
registradas em Gn 12:1-3, começam a se cumprir:
1. terra – ele permanece em Canaã após a
morte de seu pai aprofundando ali as raízes familiares em obediência a Deus;
2. descendentes – continua a linhagem
através de Jacó, após o qual a multiplicação de descendentes acelerou;
3. relacionamento especial com Deus –
foi temente a Deus e por ele grandemente abençoado;
4. bênção às nações – durante o tempo
que Isaque morou em Gerar, já aparecem pequenos sinais de bênção para as
nações.
Isaque teve fé como seu pai e soube que o
Senhor não mentiria, pois o que Ele prometeu era capaz de cumprir. Ele deve ter
pensado mais ou menos assim, “Sei que Deus vai me abençoar aqui, pois Ele
prometeu. Preciso de água para a minha plantação. Não há chuva e os rios
secaram...”.
3. A obediência de Isaque. Assim como seu pai, Isaque era obediente. Se
Deus estava dizendo que não era para descer ao Egito, ele obedeceu. A
obediência a Deus nos faz prosperar, mesmo em tempos de crises. As escolhas
erradas e a desobediência geram maldição (Dt 29.21). Se você deseja contar com
a provisão divina até chegar à Canaã Celestial, seja obediente. Não se importe
com o que as pessoas dizem a seu respeito; obedeça a Deus.
Comentário: Isaque precisou crer no que Deus havia prometido. Nesse sentido,
ele seguiu os passos de fé do seu pai Abraão. Ele também teve que crer que o
que Deus prometeu, era capaz de cumprir. Deus prometeu que se ele permanecesse
em Canaã, em meio à fome, Deus o abençoaria ali. Gerar era a principal cidade
dos filisteus, na época de Abraão e de Isaque, e estava localizada na fronteira
sul da Filístia, não muito distante da cidade de Gaza. Diferente de seu Pai, a
ordem dada a Isaque, e que exigiria uma resposta de fé, não foi para que
saísse, mas para que permanecesse. A terra estava assolada pela fome, mas Deus
lhe garantiu segurança e cuidado. Pela fé, Isaque permanece em Gerar. É
importante notar que o termo hebraico que Moisés usa para registrar tanto a
ordem divina, quando a disposição obediente de Isaque, traduzido para a nossa
língua por “habitar”, significa “habitar como peregrino”. Deus lhe dizia que,
ainda que para fugir da fome ele devesse morar em Gerar, terra dos Filisteus,
ele não deveria fazer daquele povo sua pátria. Isaque deveria morar entre eles,
sem se esquecer de sua condição nômade peregrina.
SUBSÍDIO BÍBLICO TEOLÓGICO
O concerto de Deus com Isaque
Deus procurou estabelecer o concerto
abraâmico com cada geração seguinte, a partir de Isaque, filho de Abraão' (Gn
17.21). Noutras palavras, não bastava que Isaque tivesse por pai a Abraão; ele,
também, precisava aceitar pela fé as promessas de Deus. Somente então é que
Deus diria: 'Eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente'
(Gn 26.24). Durante os vinte primeiros anos do seu casamento, Isaque e Rebeca
não tiveram filhos.
Rebeca permaneceu estéril até que
Isaque orou ao Senhor, pedindo que sua esposa concebesse. Esse fato demonstra
que o cumprimento do concerto não se dá por meios naturais, mas somente pela
ação graciosa de Deus, em resposta à oração e busca da sua face. Isaque tinha
de ser obediente para continuar a receber as bênçãos do concerto. Quando uma
fome assolou a terra de Canaã, por exemplo, Deus proibiu Isaque de descer ao
Egito, e o mandou ficar onde estava. Se obedecesse a Deus, teria a promessa
divina: [...] confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão,
teu pai' (Gn 26.3)" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD,
1995, p.73).
II - CRISE COM OS VIZINHOS
1. Crise em Gerar. Depois de ouvir a voz de Deus dizendo-lhe
para não descer ao Egito, Isaque se estabeleceu em Gerar. Os homens daquele
lugar se encantaram com a beleza de Rebeca (Gn 26.7), e perguntaram a Isaque
quem era ela. Com medo de ser morto, Isaque disse que ela era sua irmã (Gn
26.7). A atitude de Isaque foi semelhante à de seu pai (Gn
12.13). Parece que a confiança que Isaque tinha em Deus falhou nesse
momento. Isso nos mostra que somos humanos, imperfeitos. Estamos sujeitos a
errar nos momentos de crises. Isaque errou. Abimeleque mostrou a
Isaque o perigo que ele havia corrido, pois qualquer um daquele lugar poderia
ter tomado Rebeca como mulher, cometendo um grande delito.
Comentário: Isaque temia por sua vida, raciocinando que algum homem talvez
quisesse matá-lo para obtê-la como esposa. Assim, num esforço de evitar isso,
Isaque a fez passar por sua irmã. Isaac comete o mesmo erro de seu pai e pede
para que Rebeca diga que é sua irmã. É algo inexplicável que estes dois grandes
homens tenham cometido tal dissimulação, pela qual tanto expuseram suas
próprias esposas e sua reputação. Este Abimeleque (“Meleque é pai” ou “meu pai
é rei”) não era o mesmo dos fatos ocorridos com Abraão, como já explicado
acima, trata-se de um título honorífico aplicado aos reis filisteus, como César
dos imperadores romanos e Faraó dos egípcios.
2. Isaque semeou em Gerar. Isaque semeou em sua terra até mesmo em
tempos de fome, tendo que lidar com a inveja de seus vizinhos (Gn 26.12).
Semear envolve esforço, fé, e Isaque fez sua parte. Muitos querem prosperar,
mas não querem semear no Reino de Deus. Pessoas que já não dão seus dízimos nem
suas ofertas, mas querem colher. Mesmo em tempos de crise econômica, não deixe
de semear, pois ao seu tempo você colherá. Deus abençoou as sementes de Isaque
e a colheita foi farta (Gn 26.12).
Comentário: Isaac tornou-se mais parado do que seu pai nômade. Seu sucesso
dependia da chuva do céu. Sua obediência durante a fome foi recompensada. A
bênção de Deus é tão evidente sobre Isaque, o sucessor escolhido para as
promessas de Deus, como foi com seu pai Abraão. Isaac semeou naquela terra
castigada pela fome e prosperou (“Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que
os meus servos comerão, mas vós padecereis fome; eis que os meus servos
beberão, porém vós tereis sede; eis que os meus servos se alegrarão, mas vós
vos envergonhareis;” - Is 65,13; “Não serão envergonhados nos dias maus,
e nos dias de fome se fartarão”. - Sl 37.19). Isaque se tornou próspero e
influente de tal forma que os filisteus, com medo ou inveja de sua
prosperidade, obrigou-o a deixar o país (“O furor é cruel e a ira impetuosa,
mas quem poderá enfrentar a inveja?” - Pv 27.4; “Também vi eu que todo o
trabalho, e toda a destreza em obras, traz ao homem a inveja do seu próximo.
Também isto é vaidade e aflição de espírito.” - Ec 4.4). Parece haver uma
ênfase colocada sobre o tempo no versículo 12 - “e colheu naquele mesmo ano
cem medidas”, foi nesse mesmo ano, quando houve uma fome na terra, enquanto
os filisteus sofriam com a escassez, Isaque colheu em abundância. Por que
Isaque foi abençoado? Podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que a razão da
bênção de Deus na vida de Isaque foi a sua obediência à vontade de Deus e à
autoridade de seu pai Abraão. Isto é o que depreendemos com a leitura do texto
de Gn 26.2-5. De fato, as Escrituras deixam bem claro que a obediência é o
fator preponderante para a recepção das bênçãos de Deus. Isaque havia aprendido
com seu pai que é absolutamente imprescindível estar na vontade de Deus. A
direção de Deus é a garantia para o progresso do crente, quer espiritual quer
material.
3. A inveja dos vizinhos. Os filisteus, ao verem a prosperidade de
Isaque, o invejaram. Muitas pessoas não suportam ver a prosperidade alheia. A
Palavra de Deus nos ensina que a inveja é a podridão dos ossos: "O coração
com saúde é a vida da carne, mas a inveja é a podridão dos ossos" (Pv
14.30). O crente não pode se deixa levar pela inveja e pela maldade. Isaque
teve de lidar com a maldade e a inveja de seus vizinhos. Mas, em
meio ao ódio e a inveja, ele sempre demonstrou uma atitude correta. Não queira
vingar-se dos invejosos. Coloque tudo diante do Senhor e aja como um servo do
Senhor.
Comentário: Deus abençoou a sua lavoura e seu gado, a ponto de despertar a inveja
dos filisteus no meio dos quais morava (Gn 26.12,14). O próprio rei Abimeleque
chegou ao ponto de pedir-lhe: "Aparta-te de nós porque muito mais poderoso
te tens feito do que nós" (Gn 26.16). Porém, Isaque era um pacificador,
Sem reclamar. sem contender ele foi-se dali e fez seu assento no vale de Gerar
e habitou ali (Gn 26.17). Onde há contendas, sempre há prejuízos. Devemos
evitar todo o espírito de contenda, quer no lar, na igreja ou mesmo com os do
mundo, pois onde há contendas, há operação de demônios. Movidos por inveja, os
filisteus entulhavam com frequência os poços que Isaque utilizava, e que haviam
sido cavados nos dias de Abraão, seu pai. Esses poços estavam espalhados pelos
campos onde o gado pastava. É fácil compreender o valor de um poço de água no
trabalho de cuidar de rebanhos. Mas Isaque e seus homens, com sabedoria e
resignação, conseguiam manter a paz e a harmonia com seus vizinhos. Não fizeram
dos poços entulhados um cavalo de batalha. Tão somente desentulhavam os poços
recuperando-os. Se os homens de Isaque tivessem provocado briga, facilmente as
diferentes tribos ter-se-iam reunido e expulsado aqueles hebreus das terras que
lhes não pertenciam. Porém, a linha pacífica de Abraão continuou na pessoa de
Isaque, também patriarca de Deus. Esta é uma preciosa lição prática
para todos nós.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
Deus manteve sua promessa de abençoar
Isaque. Os vizinhos filisteus ficaram enciumados porque tudo que Isaque fazia
parecia dar certo, e assim tentaram livrar-se dele. A inveja é uma força
divisória, potente o suficiente para despedaçar a mais poderosa nação ou os
amigos mais íntimos.
A desolada área de Gerar estava
localizada na extremidade de um deserto. A água era tão preciosa quanto o ouro.
Se alguém cavasse um poço, estava reivindicando aquela terra. Alguns
poços possuíam trancas para que os ladrões não roubassem água. Encher o poço de
água com sujeira era um ato de guerra, e também considerado um dos crimes mais
sérios que poderiam existir. Isaque tinha razão em revidar quando os filisteus
arruinaram seus poços, mas ele escolheu manter a paz. Ao final, os filisteus o
respeitaram por sua paciência" (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de
Janeiro: CPAD, p. 26).
III - CAVANDO POÇOS EM TEMPOS DE CRISE
1. Isaque usa os poços de Abraão. A água nessa região era escassa, por isso,
tinha um grande valor, pois era essencial para a agricultura, para o rebanho e
para as famílias. Ter um poço d'água era como ter um poço de petróleo ou uma
mina de ouro. Isaque, a princípio, utiliza os poços que foram cavados por seu
pai e que os filisteus haviam tapado (Gn 26.18). Logo os pastores daquela
região contenderam com os pastores de Isaque, reivindicando aquelas águas.
Comentário: Cavar poços na antiguidade significava a busca de um bem muito
precioso, muito mais valioso que o ouro e também provia a própria
sustentabilidade e sobrevivência da vida pessoal e familiar. Devido à
predominância da vida rural nos desertos do oriente, a criação de animais,
ovelhas, gado, fazia da água forte fonte de provisão que trazia riquezas a quem
a encontrasse. Isaque, no vale em Gerar, cavou os mesmos poços que seu pai
havia cavado e que os filisteus mais tarde os tinham entulhado. Havia se
passado quase cem anos, desde que seu pai tinha passado por ali. Mas as
marcas da obediência, e do trabalho que fizera, continuavam ali,
como memorial.
2. O poço de Eseque. Isaque não se intimida com a oposição de seus
vizinhos, e cava outro poço. Porém, mais uma vez os pastores de Gerar contendem,
dizendo que a água era deles. Isaque dá ao poço o nome de Eseque, que significa
contenda. Isaque não queria contender com os homens de Gerar. Suas
atitudes demonstram seu temperamento manso. Mansidão é uma das qualidades do
fruto do Espírito Santo (Gl 5.22). Contudo, ser manso não é ser covarde ou
passivo. Ser manso é ser controlado, guiado pelo Espírito Santo.
Comentário: “e os pastores de Gerar porfiaram com os pastores de Isaque
dizendo: esta água é nossa. Por isso, chamou o nome daquele poço Eseque, porque
contenderam com ele.”. Eseque “contenda”, foi o primeiro poço cavado pelos
pastores de Isaque no vale de Gerar. “Isaque cavava poços e os filisteus os
enchiam de terra. Isaque cavou Eseque, Sitna e Reobote. Em vez de brigar, ele
ia para frente. Deus o fez prosperar, porque em vez de brigar por seus
direitos, ele aprendeu a sofrer o dano. A Bíblia diz que quando você faz assim,
Deus reconcilia com você seus inimigos. Os inimigos de Isaque o procuraram para
se reconciliar com ele, vendo que ele era um homem abençoado por Deus. Você tem
paciência para evitar conflitos? Para resolver conflitos? Para perdoar?”.
3. O poço de Sitna. Isaque não desiste dos seus poços. Ele cava
outro poço e mais uma vez é bem-sucedido, pois Deus o estava abençoando. Quando
o Senhor está conosco e decide nos abençoar, ninguém pode nos impedir. Os
vizinhos de Isaque mais uma vez reivindicam aquelas águas. Então o poço foi
chamado de Sitna, inimizade. A inveja gera contenda e inimizades. A Palavra de
Deus nos exorta a evitar as contendas: "E ao servo do Senhor não convém
contender, mas, sim, ser manso para com todos, apto para ensinar,
sofredor" (2 Tm 2.24). Abimeleque deve ter ficado impressionado com as
atitudes de Isaque e com sua força e prosperidade. Ele foi até Isaque com mais
dois amigos, Ausate e Ficol, e publicamente reconhece que Deus estava com
Isaque (Gn 26.26-28). Isaque, diplomaticamente, prepara um banquete para
aqueles homens, selando assim um acordo de paz.
Comentário: Sitna é o nome do segundo dos dois poços perfurados pelos pastores
de Isaque, a causa de mais "inimizade" com os pastores do Gerar
(Gênesis 26:21, aproxima-se de "Isto é, a inimizade"). O lugar
preciso é desconhecido, mas Palmer (FIPs, 1871) encontra uma repercussão do
nome em Shutnet er Rucheibeh, o nome de um pequeno vale perto Rucheibeh. Sitna
é uma palavra hebraica que deu origem ao nome "Satanás",
literalmente; adversário. Isaque cava mais um poço e novamente os filisteus
arrumam confusão. Vemos neste texto que a contenda provoca inimizade, e aqueles
que permanecem fiéis à Deus e não se envolvem em contendas serão abençoados. A
Bíblia indica que, em vez de ser agressivo e exigir as coisas ao seu modo,
Isaque era um “conciliador” com um espírito agradável, que procurou acomodar os
desejos e necessidades os outros tanto quanto possível. Ele nos oferece um bom
exemplo de como nos comportarmos nos conflitos cotidianos que são inevitáveis
em nossa vida.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
"Por três vezes Isaque e seus
homens cavaram novos poços. Quando as duas primeiras disputas surgiram, Isaque
partiu. Finalmente, houve espaço suficiente para todos. Ao invés de dar início
a um grande conflito, Isaque comprometeu-se com a paz. Você estaria
disposto a abandonar uma importante posição ou possessão valiosa para manter a
paz? Peça a Deus sabedoria para saber quando se retirar e quando ficar e lutar.
Com seus inimigos tentando fazer um
tratado de paz, Isaque foi rápido em responder, tomando a oportunidade uma
celebração" (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD,
p.27).
CONCLUSÃO
Isaque é um exemplo de homem
obediente a Deus, humilde, gentil e manso. Não ter ido para o Egito foi um ato
de obediência e fé. Ele mostrou confiar na provisão divina, mesmo em tempos de
escassez. Isaque confiou em Deus, fez a sua parte, semeou a terra, cavou poços
e experimentou a bênção e o milagre em sua vida.
Comentário: A prosperidade experimentada por Isaque não foi sorte, mas sim o
resultado de ouvir a voz do Senhor e obedecê-la. Isaque e seus pastores saíram
do lugar onde havia contenda e inimizade, e como resultado de seu bom
procedimento, ele foi abençoado por Deus ( Gn 26.22). Deus detesta a contenda -
"Estas seis coisas aborrece o Senhor, e a sétima a sua alma abomina:
[...], e o que semeia contendas entre irmãos" (Pv 6.16-19). A crise
foi um teste eficaz para a fé de Isaque, mas também um tempo de oportunidade na
vida dele. Em vez de se desesperar, ele seguiu a ordem divina e prosperou num
tempo em que todos estavam sofrendo com a escassez. (Gn 26.3). “Peregrina nesta
terra, e serei contigo” (Gn 26.3) - A promessa é sustentada mediante a
obediência, a palavra de encorajamento que Deus deu a Isaque foi a garantia da
Sua presença com ele. “e eis que eu estou convosco todos os dias, até a
consumação dos séculos. Amém.” (Mt 28.20) – esta é a garantia que temos de
nosso Senhor Jesus Cristo, e esta promessa será mantida mediante nossa
obediência!
PARA REFLETIR
A respeito de Deus, nosso provedor, responda:
1. Para fugir da fome para onde Isaque
pretendia ir?
Ele pretendia descer ao Egito.
2. Segundo a lição, as escolhas erradas e a
desobediência geram o que?
As escolhas erradas e a desobediência geram
maldição (Dt 29.21).
3. O que Isaque fez com medo dos habitantes de
Gerar?
Ele mentiu dizendo que Rebeca era sua irmã.
4. O que envolve o semear?
Semear envolve esforço e fé.
5. Cite o nome de dois poços de Isaque e o seu
significado.
Eseque (significa contenda) e Sitna (inimizade).

