terça-feira, 22 de março de 2016

Lição 13: O destino final dos mortos
Data: 27 de Março de 2016



TEXTO ÁUREO
Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens(1Co 15.19).


VERDADE PRÁTICA
Os salvos, que morrerram em Cristo, aguardam a ressurreição no céu e os ímpios a esperam no Hades, em sofrimento indizível.


LEITURA DIÁRIA
Segunda — Dn 12.2 - Os que dormem no Senhor ressuscitarão
Terça — Sl 9.17 - Os ímpios serão lançados no lago de fogo
Quarta — Pv 15.24 - Para o tolo o caminho do inferno está “embaixo”
Quinta — Ap 14.13 - Felizes os que desde agora morrem no Senhor
Sexta — Fp 1.21 - O crente não teme a morte, pois para o salvo “o morrer é ganho”
Sábado — Fp 3.21 - O corpo do salvo ressurreto será semelhante ao do Senhor Jesus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas 16.19-26.

19 — Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente.
20 — Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele.
21 — E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.
22 — E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico e foi sepultado.
23 — E, no Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio.
24 — E, clamando, disse: Abraão, meu pai, tem misericórdia de mim e manda a Lázaro que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
25 — Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro, somente males; e, agora, este é consolado, e tu, atormentado.
26 — E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá.

HINOS SUGERIDOS
83, 187 e 206 da Harpa Cristã.

OBJETIVO GERAL
Mostrar que os salvos vão aguardar a ressurreição no Paraíso de Deus e os ímpios a esperam no Hades.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
·                     I. Explicar o estado intermediário dos mortos;
·                     II. Saber a real situação espiritual dos mortos;
·                     III. Mostrar o destino final dos mortos.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Com a graça de Deus, chegamos ao final de mais um trimestre. Esperamos que as lições tenham implantado nos corações de seus alunos a esperança de que Jesus voltará a qualquer momento. Essa é a nossa real espera. Na lição de hoje, estudaremos a respeito do destino final dos crentes e dos ímpios que já morreram. A Palavra de Deus nos assegura que os mortos em Cristo ressuscitarão para a vida eterna ao lado do Salvador. Esse é o destino final dos crentes. Porém, os ímpios, vão ressuscitar para o desprezo eterno. Seu destino final é o inferno, onde haverá dor, vergonha e tristeza. Que possamos anunciar o Evangelho, ganhando pessoas para Cristo e livrando-as da condenação eterna.

COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
Na lição de hoje estudaremos o destino final dos ímpios e dos salvos em Jesus Cristo. A Palavra de Deus nos garante que não será em vão a nossa esperança em Jesus Cristo, pois pela fé já temos assegurado um futuro glorioso ao seu lado. Para os ímpios, que não se arrependeram, é reservado o sofrimento e a condenação eterna, pois suas escolhas enganosas os levaram a desprezar a salvação de Deus. 
Comentário: “Em Lucas 16.23, diz que o rico foi para o ‘Hades’ e Lázaro para o ‘Seio de Abraão‘. A pergunta é: onde se situava um e outro lugar. Em primeira instância podemos declarar que é impossível situar a localização geográfica destes dois lugares, por se tratar da habitação dos espíritos. Todavia, apresentaremos a posição bíblica analisando ambos, dentro do parâmetro contextual divino “além-túmulo”. Nas Escrituras hebraicas, a palavra usada para descrever o reino dos mortos é Sheol. Ela significa simplesmente o "lugar dos mortos" ou o "lugar das almas/ espíritos que partiram." A palavra grega do Novo Testamento usada para "inferno" é hades, que também se refere ao "lugar dos mortos". A palavra grega gehenna também é usada no Novo Testamento para "inferno" e é derivada da palavra hebraica hinnom. Outras Escrituras no Novo Testamento indicam que Seol/Hades é um lugar temporário onde as almas dos infiéis são mantidas enquanto aguardam a ressurreição e julgamento final no julgamento do Grande Trono Branco. Ao morrerem fisicamente, as almas dos justos vão diretamente para a presença de Deus - céu/paraíso/seio de Abraão (Lc 23.43; 2Co 5.8, Fp 1.23). Lázaro foi para o seio de Abraão e o rico para o inferno. Eles permaneceram num estado consciente, um está no lugar de punição e o outro no lugar de recompensa, e não há possibilidade de saírem de onde estão. Essa parábola ensina que depois da morte as almas dos salvos vão para o paraíso, enquanto que as almas dos perdidos vão para o inferno. Só existem esses dois lugares e quem foi para um deles não pode mais sair. Por três vezes em Marcos 9, Jesus adverte aos discípulos: “melhor é para ti entrares na vida-reino de Deus – aleijado, coxo e cego – do que ires para o inferno” (v. 43, 45, 47). A cada advertência Jesus também acrescenta algo sobre o inferno: “para o fogo que nunca se apaga [ARA- inextinguível] (2x)” seguida de outro qualificativo: “onde o seu bicho não morre”. É sobre esta descrição terrível vindo da doce voz do Senhor, que estudaremos hoje.


PONTO CENTRAL
Os crentes que dormem no Senhor vão ressuscitar para a vida eterna e os ímpios para o castigo eterno.

I. O ESTADO INTERMEDIÁRIO
1. O que é? É o estado entre a morte física e a ressurreição, tanto dos salvos, como dos ímpios. Os salvos terão um destino diferente dos ímpios: “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação” (Jo 5.28,29). A Palavra de Deus afirma que não existe purgatório e que também não há o “sono da alma”, nem tampouco a reencarnação, como creem alguns. Depois da morte segue-se o juízo divino. 
Comentário: A morte é a cessação temporária da vida corporal e a separação entre a alma e o corpo. Uma vez que o crente morre, embora o seu corpo físico permaneça na terra sepultado, no momento da morte seu espírito vai imediatamente para a presença de Deus com regozijo. Quando Paulo reflete sobre a morte, ele diz: “Temos, pois, confiança e preferimos estar ausentes do corpo e habitar com o Senhor” (2Co 5.8). Estar ausente do corpo é estar em casa com o Senhor. Ele também diz que o seu desejo é “partir e estar com Cristo, o que é muito melhor” (Fp 1.23). Jesus disse ao ladrão que estava à sua direita: “Hoje você estará comigo no paraíso” (Lc 2 3.43). O autor de Hebreus diz que, quando os cristãos comparecem para adorar juntos, eles vêm não somente à presença de Deus no céu, mas também à presença dos “espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hb 12.23). Contudo, como veremos em mais detalhes a seguir, Deus não vai deixar o corpo para sempre na sepultura, pois, quando Cristo retornar, a alma dos crentes será reunida ao corpo, o corpo será ressuscitado dentre os mortos e os crentes viverão com Cristo eternamente. No ensino da Igreja Católica Romana, o purgatório é o lugar para onde a alma dos crentes vai a fim de ser purificada do pecado, até que esteja pronta para ser admitida no céu. De acordo com esse pensamento os sofrimentos do purgatório são dados por Deus em substituição à punição dos pecados que os crentes deveriam ter recebido nesta vida, mas não receberam. Essa doutrina romana não tem respaldo bíblico e é contrária aos versículos citados anteriormente.

2. O Sheol e o Paraíso. Sheol é um termo hebraico que pode significar sepultura ou “lugar ou estado dos mortos”. Em o Novo Testamento, Sheol é traduzido por Hades. Normalmente o Hades é visto como um lugar destinado aos ímpios. Deus livra o justo doSheol ou da sepultura (Sl 49.15). O Sheol (inferno) é lugar de punição para os ímpios que não se arrependeram dos seus pecados e não entregaram suas vidas a Jesus Cristo (cf. Sl 9.17). O vocábulo “paraíso” é de origem persa e significa um parque ou jardim de paz e harmonia. Foi usado pelos tradutores da Septuaginta para significar o Jardim do Éden (Gn 2.8). Aparece apenas três vezes no Novo Testamento (Lc 23.43; 2Co 12.4; Ap 2.7).
Comentário: No Antigo Testamento a palavra Sheol ocorre sessenta e cinco vezes e é traduzida na versão inglesa da Bíblia trinta e uma vezes como "sepultura", três vezes como "abismo" e trinta e uma vezes como "inferno", o que significa que os excelentes tradutores da versão inglesa de 1611 não consideraram a palavra como tendo um significado uniforme. Ela aparece na versão grega sessenta e uma vezes como Hades, duas vezes (2 Sm 22:6 e Pv 23:14) como "morte" (thanatos), enquanto em duas passagens (Jó 24:19 e Ez 32:21) não exista uma contrapartida exata das referências hebraicas que esteja reproduzida na Septuaginta, e por isso não há uma representação dessa palavra nestes casos. Já nas passagens que se seguem (existem outras), como Gn 37:35; Gn 42:38; Gn 44:29, 31: Nm 16:30, 33; 1 Rs 2:6, 9; Sl 49:15; Sl 141:7, a palavra Sheol pode muito bem não significar nada além de "túmulo" ou "sepultura", e é assim que aparece na Versão Autorizada (King James) (exceto em Nm 16, onde aparece como "abismo"); enquanto nos demais lugares costuma ser feita uma referência genérica como o lugar para onde vão os espíritos que partiram. A sepultura recebe o corpo. Assim, no Antigo Testamento a palavra Sheol (ou Seol) é usada para ambos receptáculos. Todavia, quando vamos para o Novo Testamento essa indefinição desaparece, pois vida e incorrupção são coisas que agora são desvendadas ao longo do evangelho. O Hades, uma representação genérica da palavra Sheol (Seol) aparece no Novo Testamento restrito ao mundo invisível dos espíritos separados, ou como "morte", ou como a sepultura, e aplica-se (Ap 20) apenas ao corpo, e não à alma ou ao espírito. É o corpo que morre; enquanto o espírito retorna para Deus que o deu. O espírito e a alma nunca deixam de existir, seja para o bem, seja para o mal. Além disso, o Hades recebe apenas os ímpios; enquanto o crente, quando chamado a morrer, não vai para o Hades, mas para o Paraíso.

3. O lugar dos mortos. Os Teólogos entendem que “o lugar dos mortos”, o Hades, estava dividido em duas partes. Estes tomam como base o texto de Lucas 16.19-31, no texto que se refere a Lázaro e ao rico. O primeiro, fiel a Deus, foi levado para o “Seio de Abraão”, ou ao Paraíso, estando em repouso e felicidade. O rico, orgulhoso e incrédulo foi para oHades, onde experimenta angústia e sofrimento atroz. Myer Pearlman diz que Cristo desceu ao Sheol (Sl 16.10; 49.15), “ao mundo inferior dos espíritos” (Mt 12.40; Lc 23.42,43), e libertou os santos do Antigo Testamento levando-os consigo para o paraíso celestial (Ef 4.8-10). O lugar ocupado pelos justos que aguardam a ressurreição foi trasladado para as regiões celestiais (Ef 4.8; 2Co 12.2). Desde então, os espíritos dos justos sobem para o céu e os espíritos dos ímpios descem para a condenação (Ap 20.13,14). Segundo os textos bíblicos, o Paraíso estaria em cima (Pv 15.24a) e o Hades embaixo (Pv 15.24b).
Comentário: Esse entendimento não é unânime. Ao dizer que ficaria "o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra" (Mt 12.40), e que o Senhor "tinha descido às partes mais baixas da terra" (Ef 4.9), é entendido como a sepultura. O Senhor não apenas morreu, mas foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia. Jonas era um sinal disso. O Salmo 139.15 pode nos ajudar a nos guardarmos de uma interpretação muito literal das palavras "partes mais baixas da terra" que poderiam parecer indicar como algo fora de vista ou um lugar escondido. Antes da vinda do Salvador o seio de Abraão representava o ápice da bênção para o judeu piedoso, considerando que Abraão foi chamado de amigo de Deus! Estar "com Cristo" é a perspectiva de bênção que o cristão tem agora revelada para si. Isso ocorre no Paraíso de Deus, nas alturas. O Paraíso não é o Hades, e tampouco Abraão esteve no Hades, mas é visto "ao longe" das almas atormentadas que estão no Hades (Lc 16.23). É loucura alguém pensar que o Senhor desceu ao Hades e libertou qualquer um que estivesse ali. O Senhor não foi ao Hades, mas ao Paraíso. Tampouco as Escrituras dão qualquer ideia de que exista uma libertação do Hades. Juízes 5.12; Salmos 68.18, Efésios 4.8 falam, não de ter libertado prisioneiros, mas de ter levado cativo o cativeiro e os poderes opressores do mal, aqui chamados de "cativeiro". Cristo derrotou as potestades e principados (maus) e os exibiu publicamente ao triunfar sobre eles (Cl 2.15). Ele levou cativo o próprio cativeiro; não existe qualquer menção de ter livrado cativos do inferno, como alguns querem entender. Assim, discordo da tese defendida por Myer Pearlman e apresentada neste subtópico e sugiro que os leitores reflitam sobre isso.

SÍNTESE DO TÓPICO (I)
Os salvos em Jesus Cristo e os ímpios terão um destino final diferente.

SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO
“Seol
O Antigo Testamento usa a palavra hebraica Seol 65 vezes para descrever a residência dos mortos. A Septuaginta traduz esta palavra em grego como ‘hades’, e o Novo Testamento refere-se a isto diversas vezes (Lc 16.23). Nas traduções do Antigo Testamento para o inglês, a palavra aparece variadamente como ‘inferno’, ‘cova’ e ‘sepultura’. Seol pode ter diferentes significados, em diferentes contextos, trazendo alguma confusão e diferentes interpretações a respeito da natureza exata do seu significado. Seja a sepultura ou o mundo dos mortos, Seol fala das mais das profundezas, a antítese dos mais altos céus (Jó 11.8; cf. Pv 9.18). Seol também se refere a um lugar de punição do qual somente Deus tem o poder de libertar” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, p.417).

II. A SITUAÇÃO DOS MORTOS

Qual é a real situação daqueles que já morreram? O texto de Lucas 16 nos mostra a diferença entre o estado dos ímpios e dos justos após a morte. Vejamos: 

1. O estado intermediário dos salvos. Na história do rico e Lázaro (Lc 16), vemos o estado intermediário dos salvos. O justo ao morrer é conduzido pelos anjos até o Paraíso (v.22). Que privilégio, que honra têm os salvos ao morrer, e serem recepcionados pelos anjos. Ao ladrão da cruz Jesus disse: “Hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23.42,43). O espírito e a alma deixam o corpo e permanecem no lugar de espera (Paraíso), aguardando a ressurreição na Vinda de Jesus. 
Comentário: Classicamente, o cristianismo tem defendido que, após a morte, enquanto o corpo vai para a sepultura, o espírito vai para o chamado “Estado Intermediário”. Esse local diz respeito a onde estão, por um lado, os que foram salvos em Cristo, no caso do céu, e por outro, os que foram condenados por seus pecados, no caso o inferno. Surgiram outras interpretações. Testemunhas de Jeová e Adventistas defendem o chamado “sono da alma”, ou seja, que todas as almas, quer de ímpios quer de crentes ficam dormindo até o dia da ressurreição.
Depois da morte as almas dos salvos vão para o paraíso, o seio de Abraão. Esta doutrina bíblica é uma grande benção para o crente, já que nos assegura que ao ser chamado nosso nome, de imediato estaremos no paraíso com o Senhor.

2. Os justos são recebidos pelo Senhor. É o próprio Senhor Jesus quem recebe o espírito dos justos após a morte. Tomemos como exemplo o caso de Estevão que está narrado em Atos 7.59. Para espanto dos ímpios, eles verão Jesus recepcionar gloriosamente os que o aceitaram como Salvador. Os que morreram em Cristo, bem como os ímpios, vão manter sua identidade pessoal, sua personalidade e consciência depois da morte. Moisés, tendo sido sepultado por Deus, aparece, falando com Jesus no Monte da Transfiguração (Mt 17.3; Lc 9.30-32), ao lado de Elias, que foi arrebatado. Note-se que são os mesmos nomes, Moisés e Elias. A despeito de tudo o que foi dito, devemos lembrar que, para o salvo, a morte é um ganho: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho”. Paulo tinha o “desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (Fp 1.21,23).
Comentário: “As almas dos que já morreram estão no céu ou no inferno, e estão lá conscientes. Um dado interessante quanto a isso, é que elas estão nesses dois lugares temporariamente. O estado em que estão as almas depois da morte, seja o céu ou o inferno, é chamado de intermediário porque não corresponde ao local definitivo onde, tanto os salvos quanto os condenados, habitarão eternamente. As almas dos salvos no céu e as almas dos condenados no inferno aguardam pelo último dia, o dia da ressurreição. Naquele dia, de acordo com a Bíblia, todos ressuscitarão (Dn 12.2; Ver 1Co 15.52; 1Ts 4.16). Após a ressurreição os perdidos que estavam no inferno irão para o lago de fogo (Ap 20.15), e os salvos que estavam no céu para o novo céu e a nova terra (Ap 21.1). O motivo é simples: Deus não criou o ser humano para viver sem corpo. Atualmente, tanto no céu como no inferno, as almas estão despidas de seus corpos, o futuro lhes assegura que um dia se reunirão a seus corpos.” 

3. O estado intermediário dos ímpios. Eles vão para o Sheol ou Hades, ou seja, o inferno, que é o seu destino final (Sl 9.17). Nesse “estado intermediário”, aguardam seu julgamento final. O Hades é um lugar “embaixo”, ou seja, oposto ao céu (“seio de Abraão”). O rico “ergueu os olhos”, vendo “ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio” (v.23): “Para o sábio, o caminho da vida é para cima, para que ele se desvie do inferno que está embaixo” (Pv 15.24). Fato é que os ímpios sofrerão e estarão conscientes. O rico ímpio estava em “tormentos” (v.23) e clamava pedindo misericórdia (v.24). Os ímpios que morreram sem Cristo estão “em prisão” (1Pe 3.19) e ali eles vão se lembrar dos que ficaram na Terra (v.28). As Escrituras Sagradas afirmam que estes não podem ser consolados por ninguém: “E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá” (v.26). Fica, pois, evidente que aqueles que descem ao Hades não podem se comunicar com os vivos. Eles são lembrados de que em vida tiveram oportunidade de ouvir as Escrituras, mas desprezaram as suas advertências (vv.27-31). 
Comentário: O Concise Bible Dictionary define: “Os que morrem vão para o hades, mas aguardam o juízo final em um estado consciente de tormento. Somente após o Trono Branco (Apocalipse. 20) é que serão lançados no inferno propriamente dito, que será muito maior em sofrimento do que o experimentado no Hades. Da mesma forma, os que morrem em Cristo, vão à Sua bendita presença, como Paulo disse, "...partir (morrer) e estar com Cristo" (Fl 1.3). Mas no arrebatamento, que será antes da tribulação, os que morreram em Cristo serão ressuscitados dentre os mortos, como Cristo, cujo corpo ficou sepultado três dias e três noites, mas disse ao ladrão, "ainda HOJE estarás comigo no paraíso". Cristo é as primícias dos que dormem, (1 Coríntios 15.20) ou seja, Ele ressuscitou primeiro, e nós seremos igualmente ressuscitados pelo mesmo poder que O ressuscitou. Passaremos por uma mesma experiência (1 Coríntios 15.23). O estado do crente após a sua morte, é de gozo, mas não é igual ao estado que ele estará após a ressurreição, que se dará, para os salvos, no arrebatamento”.

SÍNTESE DO TÓPICO (II)
O salvo em Jesus Cristo ao morrer é conduzido ao céu e os ímpios, ao inferno.

SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO
“O Estado Final dos Ímpios
A Bíblia descreve o destino final dos ímpios como algo terrível e que vai além de toda a imaginação. São as ‘trevas exteriores’, onde haverá choro e ranger de dentes por causa da frustração e do remorso ocasionados pela ira de Deus (Mt 22.13; 25.30). É uma ‘fornalha de fogo’ (Mt 13.42,50), onde o fogo pela sua natureza é inextinguível. Causa perda eterna, ou destruição perpétua (2Tm 1.9), e ‘a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre’ (Ap 14.11; cf. 20.10). Jesus usou a palavra Gehenna como termo aplicável a isso.
Depois do juízo final, a morte e o Hades serão lançados no lago de fogo (Ap 20.14), pois este, que fica fora dos novos céus e da nova terra (cf. Ap 22.15), será o único lugar onde a morte existirá. É então que a vitória de Cristo sobre a morte, como o salário do pecado, será final e plenamente consumada (1Co 15.26). Mas nos novos céus e terra não haverá mais morte (Ap 21.4)” (HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, pp.642,43).

III. O DESTINO FINAL DOS MORTOS
Após passarem pelo “estado intermediário”, os mortos ressuscitarão. Os salvos irão para a “vida eterna” e os ímpios, “para desprezo eterno” (Jo 5.28,29).
1. O estado final dos salvos. Após a primeira ressurreição (Rm 8.11), os salvos vão para as Bodas do Cordeiro, passarão pelo Tribunal de Cristo, e viverão com Deus por toda a eternidade. Esse é o destino final dos salvos. Seus corpos ressuscitarão e se tornarão incorruptíveis (cf. 1Co 15.42-44). O mesmo corpo que morreu será transformado por Deus e ressuscitará “em glória”, semelhante ao corpo de Jesus ao ressuscitar (Fp 3.21).
Comentário: Wayne Grudem escreve o seguinte em sua Teologia Sistemática (Ed Vida Nova): “A morte é a cessação temporária da vida corporal e a separação entre a alma e o corpo. Uma vez que o crente morre, embora o seu corpo físico permaneça na terra sepultado, no momento da morte sua alma (ou espírito) vai imediatamente para a presença de Deus com regozijo. Quando Paulo reflete sobre a morte, ele diz: “Temos, pois, confiança e preferimos estar ausentes do corpo e habitar com o Senhor” (2Co 5.8). Estar ausente do corpo é estar em casa com o Senhor. Ele também diz que o seu desejo é “partir e estar com Cristo, o que é muito melhor” (Fp 1.23). Jesus disse ao ladrão que estava à sua direita: “Hoje você estará comigo no paraíso” (Lc 2 3.43). O autor de Hebreus diz que, quando os cristãos comparecem para adorar juntos, eles vêm não somente à presença de Deus no céu, mas também à presença dos “espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hb 12.23). Contudo, como veremos em mais detalhes a seguir, Deus não vai deixar o corpo para sempre na sepultura, pois, quando Cristo retornar, a alma dos crentes será reunida ao corpo, o corpo será ressuscitado dentre os mortos e os crentes viverão com Cristo eternamente. Deus não deixará nosso corpo morto na sepultura para sempre. Quando Cristo nos redimiu, ele não redimiu apenas nosso espírito (ou alma) — ele nos redimiu como pessoas completas, e isso inclui a redenção de nosso corpo. Portanto, a aplicação da obra redentora de Cristo a nós não será completa até que nosso corpo seja inteiramente liberto dos efeitos da queda e trazido ao estado de perfeição para o qual Deus o criou. De fato, a redenção de nosso corpo ocorrerá somente quando Cristo retornar e ressuscitá-lo dentre os mortos. Mas, no tempo presente, Paulo diz que esperamos pela “redenção do nosso corpo” e então acrescenta: “Pois nessa esperança fomos salvos” (Rm 8.23,24). O estágio da aplicação da redenção em que receberemos por fim o corpo ressuscitado é chamado de glorificação. Referindo-se àquele dia futuro, Paulo diz que participaremos da glória de Cristo (cf. Rm 8.17). Além disso, quando Paulo traça os passos na aplicação da redenção, o último que menciona é a glorificação: “E aos que predestinou, também chamou; aos que chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou” (Rm 8.30). Podemos definir glorificação da seguinte maneira: A glorificação é o passo final na aplicação da redenção. Ela acontecerá quando Cristo retornar e ressuscitar dentre os mortos os corpos de todos os crentes de todas as épocas que morreram e reuni-los às respectivas almas, e mudar os corpos de todos os crentes que permanecerem vivos, dando assim a todos os crentes ao mesmo tempo um corpo ressuscitado perfeito igual ao seu”.

2. O estado final dos ímpios. Os ímpios ressuscitarão para “vergonha e desprezo eterno” (Dn 12.2). Seu destino final é o lago de fogo (Ap 20.15), onde “haverá pranto e ranger de dentes” (Mt 22.13). Ali os ímpios desfrutarão da companhia do Diabo, do Anticristo e do Falso Profeta (Ap 20.10; 21.8). Atualmente, muitos ímpios ficam impunes, mas no inferno estes receberão o castigo eterno por tudo o que fizeram de mal (2Ts 1.9). 
Comentário:  “A Escritura nunca nos encoraja a pensar que as pessoas terão outra oportunidade de confiar em Cristo após a morte. De fato, trata-se exatamente do contrário. A parábola de Jesus a respeito do rico e de Lázaro não dá esperança alguma de que as pessoas possam passar do inferno para o céu após terem morrido. Embora o rico no inferno tivesse gritado : “Pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda que Lázaro molhe a ponta do dedo na água e refresque a minha língua, porque estou sofrendo muito neste fogo”, Abraão lhe respondeu: “entre vocês e nós há um grande abismo, de forma que os que desejam passar do nosso lado para o seu, ou do seu lado para o nosso, não conseguem”(Lc 16.24-26). O livro de Hebreus associa a morte com a conseqüência do julgamento em uma seqüência imediata: “Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo” (Hb 9.27). Além disso, a Escritura nunca apresenta o juízo final como dependente de qualquer coisa feita após a nossa morte, mas dependendo somente do que aconteceu nesta vida (Mt 25.31-46; Rm 2.5-10; cf. 2Co 5. 10) . Alguns argumentam a favor de outra oportunidade para se crer no evangelho com base na pregação de Cristo aos espíritos em prisão em 1 Pedro 3.18-20 e na pregação do evangelho “a mortos” em 1 Pedro 4.6 , mas essas são interpretações inadequadas dos versículos em questão e, numa análise mais precisa, não dão apoio a tal pensamento. Devemos também perceber que a idéia de que haverá outra oportunidade de aceitar Cristo após a morte é baseada na suposição de que cada pessoa merece uma oportunidade para aceitar Cristo e que a punição eterna vem aos que conscientemente decidem rejeitá-lo. Mas certamente essa idéia não tem o apoio da Escritura; todos nós somos pecadores por natureza e escolha, e realmente ninguém merece nenhuma graça de Deus nem nenhuma oportunidade de ouvir o evangelho de Cristo — que vêm ao homem somente por causa do favor imerecido de Deus. A condenação vem não somente por causa da rejeição deliberada de Cristo, mas também por causa dos pecados que todos cometemos e da rebelião contra Deus que esses pecados representam (v. Jo 3.18) Embora os descrentes passem para o estado de punição eterna imediatamente após a morte, o corpo deles não será ressuscitado até o dia do juízo. Naquele dia, o corpo de cada um será ressuscitado e reunido à alma, e comparecerão perante o trono de Deus para o juízo final que vai ser pronunciado sobre eles, incluindo o corpo (v. Mt 25.31-46; Jo 5.28,29; At 24.15; Ap 20.12,1 5) . Isso nos conduz à consideração da ressurreição do corpo do crente, que é o passo final de sua redenção”.

SÍNTESE DO TÓPICO (III)
O salvo em Jesus Cristo ao morrer é conduzido ao céu e os ímpios, ao inferno.

SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO
“O Estado Final dos Justos
A nossa salvação traz-nos a um novo relacionamento que é muito melhor do que aquele que Adão e Eva desfrutavam antes da Queda. A descrição da Nova Jerusalém demonstra que Deus tem para nós um lugar melhor do que o Jardim do Éden, com todas as bênçãos do Éden intensificadas. Deus é tão bom! Ele sempre nos restaura a algo melhor do que aquilo que perdemos. Desfrutamos da comunhão com Ele agora, mas o futuro reserva-nos a ‘comunhão intensificada com o Pai, o Filho e o Espírito Santo e com todos os santos’. A vida na Nova Jerusalém será emocionante. Nosso Deus infinito nunca ficará sem novas alegrias e bênçãos para oferecer aos redimidos. E posto que as portas da cidade sempre estarão abertas (Ap 21.25; cf. Is 60.11), quem sabe o que os novos céus e terra terão para explorarmos?” (HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, p.645).

CONCLUSÃO
O estudo da Escatologia é um dos mais edificantes para a Igreja em todos os tempos, principalmente no presente século, quando muitos sinais dão a entender que a vinda de Jesus poderá acontecer a qualquer momento. Que você possa prosseguir com o estudo da Escatologia Bíblica. Leia a Palavra de Deus, ore, jejue e esteja aguardando o maior acontecimento escatológico de todos os tempos: O arrebatamento da Igreja do Senhor Jesus Cristo.
Comentário: Finalizamos assim, o estudo deste maravilhoso tema. Seu enfoque foi consiso e necessita de um aprofundamento se quisermos ter um domínio adequado e até mesmo, nos posicionarmos, dado que existem muitas outras visões sobre este tema. Sugiro a leitura do Manual de Escatologia de J. Dwight Pentecost, Ed Vida. Para concluir, quando Cristo retornar, ele nos dará novos corpos para que sejam iguais ao seu corpo ressurreto: “... sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é” (lJo 3.2; essa afirmação é verdadeira não somente no sentido ético, mas também em termos de nosso corpo físico; cf. 1 Co 15.49; tb. Rm 8.29). Tal segurança proporciona a afirmação clara de que a criação física de Deus é boa. Viveremos nos corpos que terão todas as qualidades excelentes que Deus criou para que as tivéssemos e, assim, para sempre seremos prova viva da sabedoria de Deus em fazer tudo na criação material, desde o princípio, “muito bom” (Gn 1.31). Viveremos como crentes ressuscitados no novo corpo,e ele será adequado para a nossa habitação nos “novos céus e nova terra, onde habita a justiça” (2Pe 3.13).

PARA REFLETIR

A respeito da Escatologia Bíblica, responda:
O que é o estado intermediário?
É o estado entre a morte física e a ressurreição, tanto dos salvos, como dos ímpios.
O que significa Sheol?
Sheol é um termo hebraico que pode significar sepultura ou “lugar ou estado dos mortos”.
A quem é destinado o Hades?
Hades é visto como um lugar destinado aos ímpios.
Qual o significado do vocábulo “Paraíso”?
O vocábulo “paraíso” é de origem persa e significa um parque ou jardim de paz e harmonia.
Quem recebe os justos depois da morte?
É o próprio Senhor Jesus quem recebe o espírito dos justos após a morte.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Lição 11: O Juízo Final

Lição 11: O Juízo Final
Data: 13 de Março de 2016


TEXTO ÁUREO
“E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles” (Ap 20.11).
Comentário: Os últimos versículos do capítulo 20 descrevem uma cena de julgamento de destruição dos mortos. A santidade de Deus não aceita a impureza daqueles cujos nomes não foram achados no Livro da Vida. Esta cena deve ser interpretada primeiro no seu contexto do castigo dos inimigos dos santos nos tempos próximos à data da composição do Apocalipse, mas tem valor, também, para a nossa instrução sobre o julgamento de Deus.

VERDADE PRÁTICA
Todos os ímpios terão de prestar conta dos seus atos perante o Supremo Juiz.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — Jo 3.18 - Quem não crê no Unigênito Filho de Deus já está condenado
Terça — Hb 9.27 - Todos os homens experimentarão a morte e, depois, o juízo
Quarta — At 17.31 - Deus determinou um dia em que Jesus Cristo julgará o mundo
Quinta — Rm 14.11,12 - Chegará o dia em que todo joelho se dobrará diante de Jesus Cristo
Sexta — Sl 9.17 - Os ímpios serão lançados no Lago de Fogo
Sábado — Ap 20.13 - Todos serão julgados de acordo com suas obra

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 3.18,19; Apocalipse 20.11-15.
João 3
18 — Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
19 — E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
Apocalipse 20
11 — E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles.
12 — E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.
13 — E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.
14 — E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.
15 — E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.

HINOS SUGERIDOS
237, 457 e 492 da Harpa Cristã.

OBJETIVO GERAL
Mostrar que todos terão que prestar conta dos seus atos diante do Trono Branco.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
    I. Explicar os eventos que antecedem ao juízo final;
    II. Saber como se dará o juízo final;
    III. Relacionar as bases do juízo final.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Na lição de hoje, estudaremos a respeito do julgamento do Grande Trono Branco. A Bíblia nos ensina a respeito de vários julgamentos, como por exemplo, o julgamento entre “ovelhas e bodes”, o Tribunal de Cristo e o tema desta lição, o Grande Trono Branco. Os crentes fiéis ao Senhor Jesus não terão de passar por tal julgamento, todos os que serão julgados perante o Grande Trono Branco já têm uma sentença e um destino reservados — o inferno. Tal sentença é porque estes rejeitaram a Deus não se arrependendo de seus pecados. Não adianta viver uma vida de prazeres e deleites longe do Criador e passar toda a eternidade no inferno. Muitos não creem, porém, o dia do Juízo Final virá e os incrédulos vão receber a sua recompensa. Todas as suas más ações estão sendo registradas nos livros divinos e serão uma a uma reveladas no Trono Branco.

COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO

Na lição de hoje estudaremos a respeito do dia do Juízo do Senhor. De acordo com a Palavra de Deus, este será um dia de ajuste de contas, onde todos os ímpios estarão perante Deus e terão de responder por seus atos. O julgamento se dará diante do “trono branco” de Deus (Ap 20.11). Deus ama a todos e deseja que toda a humanidade seja salva, mas para os que não creem, os incrédulos, Ele tem uma sentença que já foi declarada por seu Filho: “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (Jo 3.18). 
Comentário: Este é um trono, que descreve a majestade e grande autoridade de Deus. Este é o trono do Rei dos reis e Senhor dos senhores, o trono onde cada sim é sim (absoluto e final) e cada não é não (absoluto e final), para além do qual não há mais possibilidade de recurso, de apelo (muito menos de "segunda chance"). “E vi um grande trono branco, ...”, branco significa santidade e retidão. Trata-se do trono do santo julgamento de Deus contra todos os pecados. O Julgamento do Grande Trono Branco é encontrado em Apocalipse 20.11-15 e é o julgamento final antes que os perdidos sejam lançados ao lago de fogo (o lugar de eterna punição comumente conhecido como inferno). Sabemos, através de Apocalipse 20.7-15 que este julgamento ocorrerá após o milênio.  O mesmo texto revela quem serão os réus: estes são os não salvos, porque eles não fazem parte da primeira ressurreição (Ap 20.6) e eles são julgados por suas obras. Seus nomes não estão escritos no livro da vida através da fé em Jesus Cristo (Ap 20.15). O julgamento do crente no Tribunal (Bema) de Cristo, logo após o Arrebatamento será para analisar a sua (note o singular) obra ou serviço prestado a Cristo, para determinar recompensas ou perdas delas. O julgamento dos incrédulos no Juízo do Grande Trono Branco analisará as obras (note o plural), para demonstrar o seu pecado contra a lei de Deus e a sua rejeição da luz de Deus, e justificar a sua condenação eterna. O julgamento da obra do crente pode resultar em perda de recompensa, “... mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.” (1Co 3.15). O julgamento das obras dos descrentes, por outro lado, resulta nele ser lançado para dentro do Lago de Fogo. Nenhuma exceção é mencionada, todos os que não foram salvos durante esta vida, comparecerão ao Julgamento do Grande Trono Branco e serão justamente condenados ao sofrimento indescritível, inimaginável, consciente, eterno, no Lago de Fogo eterno. Sabendo disto, devemos ter uma disposição para com todos os homens, que é também a disposição de Deus, que deseja que todos sejam salvos, ainda que, saibamos que nem todos serão salvos, mas isto não deve limitar a pregação do evangelho, mas servir de impulsão para investirmos todo o nosso tempo, dons e recursos em Missões.

PONTO CENTRAL
    Todos, crentes e não crentes, terão que enfrentar o Supremo Juiz.

I. EVENTOS QUE ANTECEDEM AO JUÍZO FINAL
1. A última revolta de Satanás. Depois de terminado o período do Milênio, Satanás será solto para provar os que nasceram durante o Milênio e que ainda não tiveram oportunidade de ter sua fé provada, diante das tentações malignas (1Pe 1.7). Ele enganará as nações e elas não se renderão a Cristo. O mesmo fez a multidão que escolheu soltar a Barrabás e condenar Jesus (Mt 27.17-21).
Comentário: "E sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra" (Ap 20.8): Diferente do poder normal do diabo como tentador, que os santos resistem pela fé (1Pe 5.8-9), ele teria ocasiões de pelejar contra os santos como perseguidor, usando o poder de governos humanos contra os santos. O desejo de Satanás é apressar o dia da batalha a fim de frustrar o propósito de Deus limitando o alcance de sua salvação (2Pe 3.8-10), mas ele estará preso até que a soberania de Deus determine libertá-lo. Então ele fará um último esforço para destruir Cristo e seu povo. Parece que muitos dos que se submeteram ao domínio de Cristo durante o milênio o fizeram sem compromisso interior para com sua autoridade. A derrota final de satanás separa estes daqueles que se submeteram com sinceridade. Trata-se da última insurreição que o Senhor tolerará. Satanás será então lançado no lago de fogo e atormentado eternamente.

2. A prisão eterna de Satanás. Pela segunda vez, Deus vai mandar seus mensageiros poderosos prender “o Dragão”, “a antiga serpente” (Ap 20.2), que estava no “abismo” (Ap 20.3): “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre” (Ap 20.10). Só depois da última rebelião do maligno, e de sua prisão para sempre, é que será estabelecido o Juízo Final. 
Comentário: "O diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre" (v. 10): Os versículos 7 a 9 mostram a possibilidade do diabo se levantar contra os fiéis de outras épocas, mesmo depois da vitória dada aos santos que sofriam pela mão da besta romana. Mas mesmo este poder tem limites. O próprio diabo chegará ao fim, quando será lançado dentro do lago de fogo onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta (Ap 19.20). Entenda que, o lago de fogo não lhes traz aniquilação, e sim, tormento perpétuo; o inquietante aqui é quando lemos no capítulo seguinte, que aqueles que não tiverem seus nomes escritos no livro da vida, também, serão lançadas neste lago e serão atormentados perpétuamente; esta é a morte espiritual, a separação do homem e Deus (Is 59.1-2; Ef 2.5,12).

SÍNTESE DO TÓPICO (I)
Antes do juízo final Satanás será preso por um período determinado de tempo.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor, reproduza a figura abaixo. Utilize a ilustração para introduzir a lição, mostrando aos alunos os julgamentos futuros. Explique que “as Escrituras descrevem diversos julgamentos escatológicos diferentes, incluindo o julgamento entre ‘ovelhas e bodes’, o Tribunal de Cristo e o julgamento diante do Grande Trono Branco. Estes julgamentos ocorrem em momentos diferentes e aplicam-se a diferentes grupos” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, p.293).

II. O JUÍZO FINAL

1. O que é e quando se dará? Será o Juízo de Deus sobre os ímpios e suas impiedades, em todos os tempos e lugares. De acordo com a Bíblia, o Juízo Final (do Trono Branco) ocorrerá logo após a segunda prisão de Satanás, nos eventos finais após o Milênio (Ap 20.7, 10), depois de este ter enganado mais uma vez as nações (Ap 20.11). 
Comentário: O julgamento do grande trono branco pode muito bem ser chamado de "julgamento final". Ele constitui o término do plano de ressurreição e de julgamento de Deus. É claramente indicado que este julgamento acontece após o fim do reino milenar de Cristo. Não há um local geograficamente especificado, esse julgamento não acontece nem no céu, nem na terra, mas em algum lugar entre as duas esferas - "Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles" (Ap 20.11). A fuga da terra e do céu pode referir-se à destruição pelo fogo descrito em 2Pe 3.10-12. "A mais natural interpretação do fato de a terra e o céu fugirem é que a presente terra e o presente céu serão destruídos e serão substituídos pelos novos céus e nova terra. Isto é também confirmado pela declaração adicional em Ap 21.1, onde João vê um novo céu e uma nova terra, que substituem o primeiro céu e a primeira terra, que já passaram ".

2. Quem será o Juiz? O Pai é o Supremo Juiz, porém Ele confiou ao seu filho Unigênito, Jesus Cristo, toda a autoridade no céu e na Terra (Jo 5.22,27). Segundo o pastor Claudionor de Andrade, “para assisti-lo no tribunal, Jesus terá ao seu lado a Igreja Glorificada” (1Co 6.2,3). Jesus, juntamente com sua Igreja “há de julgar os vivos e os mortos na sua vinda e no seu Reino” (2Tm 4.1b; Sl 9.8). Se alguém quer ser livre da condenação eterna, necessita aqui na Terra, nos dias em que vivemos (1Jo 2.1,2), de se arrepender dos seus pecados e entregar-se a Jesus reconhecendo-o como Salvador e Senhor, porque depois será impossível (Sl 9.17). Paulo afirma que Deus “há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” (At 17.31; Hb 12.23). Por meio de Jesus será exercido o julgamento, pois Ele será o Supremo Juiz, assentado no Trono Branco, no Juízo Final (Jo 5.22,27; Ap 20.11). Diante de Jesus todo joelho se dobrará! Queiram ou não, se prostarão diante dEle os ditadores, governantes, juízes, juristas, políticos, cientistas, militares de todas as patentes, milionários, em sua soberba, arrogância e prepotência, e também os pobres, analfabetos e miseráveis, se não tiverem aceitado a Cristo como Salvador. Diz a Bíblia: “Porque está escrito: Pela minha vida, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de mim, e toda língua confessará a Deus. De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Rm 14.11,12). Glória a Deus, pois atualmente já temos o privilégio de dobrar os nossos joelhos e adorar ao Senhor em espírito e em verdade. 
Comentário: "E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles" (Ap 20.11). O ocupante do trono é Jesus Cristo, a quem o Pai deu todo o julgamento (Jo 5.22).

3. Quem terá de prestar contas ao justo Juiz? Vejamos todos que serão julgados: 1) Primeiro serão julgados todos os que, desde Caim, amam e praticam a iniquidade. Estes, se não se arrependerem de seus pecados, vão enfrentar o Juízo Divino; 2) Também serão julgados todos os que estiverem vivos naquela ocasião; 3) Todos os salvos que tiveram morrido durante o Milênio (Dn 12.2); 4) Os anjos caídos, que se rebelaram contra Deus, também terão de comparecer ao julgamento para receber o seu castigo (Jd 6). Também vão prestar contas a Deus todos os falsos profetas, os falsos obreiros e pseudopastores que afastaram as pessoas e as impediram de conhecer o Filho de Deus. Ali estarão também todos os governantes, magistrados, juízes e políticos que aprovaram leis contra os princípios divinos, leis que perverteram o direito dos pobres, dos órfãos e das viúvas. Vivos ou mortos, estes não escaparão do tribunal divino. 
Comentário: Fica evidente com base no próprio texto que esse é um julgamento dos chamados "mortos". Demonstrou-se previamente que o plano de ressurreição dos salvos se completou antes de começar o milênio. Os únicos ainda não-ressuscitados eram os mortos incrédulos. Esses devem ser, então, os réus do julgamento. Note o que Peters diz a esse respeito: "O julgamento de Ap 20.11-15, após os mil anos, não é das nações viventes, mas preeminentemente "dos mortos". Apenas os mortos são mencionados, e quem acrescenta as "nações viventes" a ele (para criar um julgamento universal) está certamente acrescentando à profecia. Tal julgamento é necessário para completar nas proporções certas aquilo que, de outra forma, estaria incompleto, a ordem do procedimento divino na administração da justiça. Pois, se não houvesse tal profecia do julgamento "dos mortos" no fim do milênio, isso seria justamente considerado um grave defeito no nosso sistema de fé. Com ele, temos um todo harmonioso" Peters, op. cit., II, p. 382. As melhores teologias defendem que, o julgamento dos anjos caídos (Jd 6), está evidentemente associado a Satanás em seu julgamento, que precede o julgamento do grande trono branco (Ap 20.10). Conclui-se, assim, que os anjos caídos serão julgados após o fim do milênio, mas antes do julgamento do grande trono branco.

SÍNTESE DO TÓPICO (II)
O Todo-Poderoso vai julgar as ações de todos os homens no dia do juízo final.

SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO
“O Tribunal de Cristo

Algumas vezes, este julgamento é chamado de tribunal bema (grego). ‘Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal’ (2Co 5.10). No bema, Deus julgará as obras dos crentes, e não seus pecados. Estes foram expiados completamente por Jesus e Deus não se lembra mais deles (Hb 10.17). No bema, todas as obras são avaliadas segundo suas intenções e resultados. Visto que Deus é justo, Ele não pode deixar de examinar as nossas obras, sejam boas ou más. O Tribunal de Cristo é muitas vezes tratado como parte das doutrinas sobre recompensas para os cristãos. Não se trata de um julgamento para determinar se os crentes entrarão no céu, mas para avaliar a quantidade e a qualidade dos serviços prestados na terra. Sendo fiéis a Cristo, os cristãos serão recompensados.

 O julgamento das nações gentílicas
Com a segunda vinda de Cristo, todas as nações do mundo comparecerão perante Ele para serem julgadas (Mt 25.32) — cena descrita na Bíblia como uma separação entre bodes e ovelhas. Este julgamento fundamenta-se no tratamento dispensado àqueles que Cristo identifica como ‘um destes meus pequeninos irmãos’ (Mt 25.40,45). Estes podem ser (1) Israel, (2) a Igreja ou (3) os oprimidos” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, pp.300-1).

III. AS BASES DO JUÍZO FINAL

1. Livros serão abertos. No dia do Juízo Final serão abertos vários livros. Mas, que livros são estes? Estes livros são uma representação do julgamento divino. Segundo a Palavra de Deus, neles foram registradas todas as ações, boas e más, praticadas por todos os seres humanos desde o início do mundo até o Dia do Julgamento (Ap 20.11). O julgamento de Deus terá como base os registros divinos que estão contidos ali. Ninguém poderá dizer que foi julgado de maneira injusta, pois tudo estará registrado com precisão. É importante ressaltar que não seremos salvos pelas nossas obras, pois a salvação é unicamente pela fé, pela graça divina. Mas as nossas ações evidenciam a nossa conversão. Aqueles que já experimentaram o novo nascimento, precisam demonstrar a nova vida em Cristo mediante os seus frutos (ações). 
Comentário: O livro da vida será aberto. Este é o livro que contém os nomes das pessoas de todos os séculos que estão eleitas em Cristo, de acordo com o pré-conhecimento de Deus (Ap 13.8; 17.8). A própria existência deste livro irá relembrar todo pecador que um Salvador veio ao mundo para morrer pelos pecados do homem, e que a salvação foi oferecida a "todo e qualquer que a queira" "O Livro da Vida será desenrolado ali, porque muitas pessoas naquela grande multidão têm tido como garantido que os seus nomes estão lá, meramente porque, por acaso, foram listadas no rol de membros de alguma igreja ou sociedade religiosa" (Ironside). “E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” (Mt 7.23). O livro de obras será aberto. É mantido registro de todas as obras do homem, incluindo cada palavra inútil e cada coisa secreta (Mt 12.36; Lc 8.17; Rm 2.16 ). Salmos 50.16-21 descreve o tipo de coisas que serão vistas no Julgamento do Grande Trono Branco. O livro de Deus (a Bíblia) também vai estar lá. Em João 12.48 Jesus disse, “Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia.” Assim, a Bíblia será aberta nessa ocasião como um testemunho para cada pecador. 

2. Qual a sentença. A Palavra de Deus afirma que todos os que não forem achados no Livro da Vida, serão lançados no lago de fogo e vão experimentar a segunda morte. Estes estarão eternamente separados de Deus. Quão terrível juízo há para aqueles que não receberem pela fé a salvação. A Igreja precisa anunciar a todos a mensagem do Evangelho, ganhando pessoas para Jesus enquanto é tempo. Hoje é o tempo da oportunidade, o tempo da salvação. Que sejamos como Noé que apregoou para sua geração o juízo do Senhor. Muitos rejeitaram a mensagem de Noé, porém o dia da ira não tardou a chegar. 
Comentário: O resultado desse julgamento fica bem claro em Ap 20.15: "E, se alguém não foi achado inscrito no livro da vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo". A eterna separação de Deus é o destino eterno dos incrédulos. Nenhum pecador pode estar perante um santo Deus e ser julgados pelas suas obras, sem ser condenado, por isso a conclusão do presente julgamento já está previamente conhecida. Apesar de possivelmente existirem graus de punição no Lago de Fogo (confira Mt 11.20-24) todos os julgados serão condenados e enviados para lá, para o Lago de Fogo.

SÍNTESE DO TÓPICO (III)
O julgamento divino terá como base os registros do Todo-Poderoso.

SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO
“O envio para o lago de fogo será para sempre. Deus fez todos os seus esforços para dar à humanidade todas as oportunidades possíveis para o arrependimento, mas este último ato final de rebelião, depois de mil anos de bênção [o Milênio] marcará o final da sua paciência. E todos os que rejeitarem a Cristo como Senhor serão condenados ao lago de fogo” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, p.289).

CONCLUSÃO
O Dia do Juízo de Deus virá para todos. Você está preparado? Ore, leia a Palavra de Deus e jamais permita que a carne, o Diabo e o mundo venham fazer você pecar e abandonar Jesus Cristo. Neste mundo temos muitas tribulações, mas “alegrai-vos, antes, por estar o vosso nome escrito nos céus” (Lc 10.20). Se pela fé você já aceitou a Jesus como seu único e suficiente Salvador, sua salvação já está garantida e caso você permaneça fiel até o fim, jamais passará pelo Juízo Final: “Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito” (Rm 8.1). 
Comentário: A mensagem do Julgamento do Grande Trono Branco é que não existe qualquer possibilidade de salvação após a morte, que a decisão por Cristo deve ser tomada na presente vida, ou restará apenas a condenação eterna. A mensagem é ainda mais impactante para nós, que temos a obrigação de anunciar  que "Agora é o tempo aceitável". Estamos investindo nossos dízimos e ofertas em missões? Ou estamos mais interessados em construir suntuosos templos a fim de mostrar a força de nossas denominações? Enquanto dinheiro é gasto em conforto, almas perecem...

PARA REFLETIR
A respeito da Escatologia Bíblica, responda:

Quais são os eventos que antecedem o Juízo Final?
A última revolta de Satanás e a sua prisão eterna.
O que é o Juízo Final?
Será o Juízo de Deus sobre os ímpios e suas impiedades, em todos os tempos e lugares.
Quando se dará o Juízo Final?
O Juízo Final (do Trono Branco) ocorrerá logo após a segunda prisão de Satanás, nos eventos finais após o Milênio (Ap 20.7,10), depois de este ter enganado mais uma vez as nações (Ap 20.11).
Quem será o Juiz?
O Pai é o Supremo Juiz, porém Ele cofiou ao seu filho Unigênito, Jesus Cristo, toda a autoridade no céu e na Terra (Jo 5.22,27).
Quem terá que prestar contas ao justo Juiz?
Todos os que, desde Caim, amam e praticam a iniquidade. Estes, se não se arrependerem de seus pecados, vão enfrentar o Juízo Divino; também serão julgados todos os que estiverem vivos naquela ocasião; todos os salvos que tiverem morrido durante o Milênio e os anjos caídos, que se rebelaram contra Deus, também terão de comparecer ao julgamento para receber o seu castigo (Jd 6).


Pastor: Lucimar Fernandes Silveira


Escola Bíblica Dominical
Assembleia de Deus