Lição 7: O Evangelho no mundo acadêmico e
político
Data: 14 de Agosto de 2016
TEXTO ÁUREO
“A minha palavra e a minha pregação
não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em
demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em
sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1Co 2.4,5).
Comentário: Tanto o conteúdo quanto o estilo
da pregação de Paulo se harmonizavam com caminhos de Deus conforme revelados na
cruz. Ele não pregava para exibir suas habilidades oratórias e para chamar a
atenção para si mesmo; ao invés disso, ele falava em temor, e em grande temor. demonstração
do Espírito e de poder se refere tanto aos sinais que se seguia
sua exposição, quanto ao poder de transformação do Espírito Santo nas vidas
daqueles que ouviam a mensagem.
VERDADE PRÁTICA
Somente o Evangelho de Cristo, no poder
do Espírito Santo, para destruir as fortalezas e a resistência do universo
acadêmico e do mundo político.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Daniel 2.24-28.
24. Por isso, Daniel foi ter com Arioque, ao
qual o rei tinha constituído para matar os sábios da Babilônia; entrou e
disse-lhe assim: Não mates os sábios de Babilônia; introduze-me na presença do
rei, e darei ao rei a interpretação.
25. Então, Arioque depressa introduziu
Daniel na presença do rei e disse-lhe assim: Achei um dentre os filhos dos
cativos de Judá, o qual fará saber ao rei a interpretação.
26. Respondeu o rei e disse a Daniel (cujo nome era Beltessazar):
Podes tu fazer-me saber o sonho que vi e a sua interpretação?
27. Respondeu Daniel na presença do rei e disse: O segredo que o
rei requer, nem sábios, nem astrólogos, nem magos, nem adivinhos o podem
descobrir ao rei.
28. Mas há um Deus nos céus, o qual revela os segredos; ele, pois,
fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser no fim dos dias; o teu sonho e
as visões da tua cabeça na tua cama são estas:
HINOS SUGERIDOS
63, 149 e 600 da Harpa Cristã.
OBJETIVO GERAL
Mostrar que precisamos alcançar com as
Boas-Novas.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos
referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o
objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
·
I.
Compreender que Daniel fez a diferença na
universidade de Babilônia.
·
II.
Conscientizar de que Daniel e seus amigos
souberam realçar a soberania do Deus único e verdadeiro na academia babilônica.
·
III.
Explicar a intervenção de Deus na política
babilônica.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Como Igreja do Senhor Jesus, precisamos
alcançar a todos com as Boas-Novas. O mundo acadêmico e político também
precisam de ações evangelísticas por parte da Igreja. A Escola Dominical deve
preparar os crentes para serem testemunhas do Deus Todo-Poderoso nas
universidades e na esfera política. Infelizmente, ao chegar às universidades,
muitos acabam sendo envolvidos por filosofias malignas, apostatando da fé
cristã. Precisamos seguir o exemplo de Daniel e seus amigos. Eles tiveram uma
vida pública, política e acadêmica de sucesso, exaltando e glorificando o nome
do Senhor. Estes não se deixaram contaminar pela cultura babilônica, mas foram
“sal” e “luz” em meio a uma sociedade corrompida pelo pecado.
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
A evangelização nas universidades também
deve ser uma prioridade máxima da igreja, pois do universo acadêmico saem os
cientistas, educadores, formadores de opinião e boa parte dos governantes e
legisladores. Cabe-nos, pois, preparar adequadamente nossos irmãos em Cristo, a
fim de que, no campus, atuem como reais testemunhas de Jesus Cristo. Somente
desta maneira viremos a ter um país mais justo e comprometido com a Ética
Cristã. Nesta lição, veremos o exemplo de Daniel e seus três companheiros.
Exilados em Babilônia, destacaram-se como acadêmicos, servidores públicos e
políticos. Eles mostraram, em atos e palavras, a supremacia do Deus de Israel.
A vida desses hebreus serve de exemplo aos acadêmicos e políticos cristãos, que
lutam por levar o Evangelho às mais altas esferas do conhecimento e do poder.
Comentário: Dados do Ministério da Educação e
Cultura (MEC) mostram que no Brasil há quase seis milhões de estudantes
universitários. O ‘mundo acadêmico’ pode ser muito chocante para alguém que
vive em um ambiente separado como a igreja, mas esse ambiente é na verdade um
extrato social com a diferença de ser mais refinado intelectualmente, assim, a
evangelização universitária se torna um braço da igreja dentro dos campus, onde
estudam e convivem os jovens da igreja, onde se deparam com toda sorte de
filosofia anticristã, além de outras mazelas que também estão presentes na vida
secular comum. Nisto é imprescindível que o jovem crente tenha uma boa e sólida
formação cristã, caso contrário, poderá ser tragado pelas fortes ondas da sedução.
Nesse aspécto, os quatro jovens escolhidos de todas as tribos de Judá, exilados
na Babilônia - Daniel, Hananias, Misael e Azarias, são um excelente exemplo de
como deve-se portar os jovens crentes no ambiente acadêmico. Daniel passou por
várias provações e permaneceu em posições importantes até o fim do império
babilônico, que caiu perante os medo-persas em 539 a.C. Daniel, então velho,
ainda serviu por alguns anos no governo do novo império. Foi neste período que
ele se mostrou fiel na sua provação mais conhecida, sobrevivendo uma noite na
cova dos leões. Devido à sua fidelidade e determinação de fazer a vontade de
Deus, Daniel foi chamado de “homem muito amado” e foi usado pelo Senhor para
revelar aos seus servos algumas das mensagens mais importantes do Antigo
Testamento. Agora, vamos observar a determinação deste servo de Deus.
I. DANIEL NA UNIVERSIDADE DE BABILÔNIA
Em Babilônia, Daniel e seus três
companheiros foram reeducados na língua e na cultura dos caldeus (Dn 1.4).
Eles, porém, jamais renunciaram o seu temor a Deus, que é o princípio de toda a
sabedoria (Pv 1.7).
1. Uma vida testemunhal. Antes mesmo de serem matriculados
na universidade babilônica, eles resolveram firmemente, em seu coração, não se
contaminar com a cultura caldaica (Dn 1.8). O seu objetivo não era destruí-la,
mas transformá-la através de uma postura santa e testemunhal. Mais adiante,
eles vieram a influenciar até mesmo a classe política do império. Os crentes
devem ser orientados para que testemunhem de Cristo também no campus
universitário. Em primeiro lugar, o universitário crente evangeliza através de
um testemunho santo e irrepreensível que, por si mesmo, é uma mensagem. E,
também, por meio de uma abordagem sábia e oportuna, que mostre a razão de nossa
esperança (1Pe 3.15). Nenhum universitário cristão deve sacrificar o Evangelho
no altar da pós-modernidade. Antes, que seja oportuno na proclamação de Cristo.
Comentário: Jovens longe de casa enfrentam
tentações. Se cruzar a linha e violar alguns princípios ensinados pelos pais,
quem vai saber? Imagine, então, jovens levados de uma maneira violenta para uma
terra estranha. Eles nem sabiam se os pais ainda estavam vivos. Poderiam até
duvidar o poder do Deus que serviam, pois ele não protegeu seu povo dos ataques
da Babilônia. E agora o imperador mandou que eles fossem preparados para servir
no governo dele. Seria grande coisa se submeter às ordens deste rei poderoso?
Daniel percebeu que alguma coisa dos alimentos e bebidas fornecidos pelo rei
traria contaminação. É provável que alguns destes alimentos fossem proibidos
para os judeus na lei dada no monte Sinai 800 anos antes. Como este jovem
reagiu? Poderia ter oferecido desculpas, dizendo que ele não tinha controle da
situação e teria que ceder às ordens do rei. Daniel não tinha controle da
situação, nem do rei, nem do homem encarregado da responsabilidade de
supervisionar os jovens em treinamento. Mas ele tinha controle de si, e tomou a
sua própria decisão. “Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as
finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos
eunucos que lhe permitisse não contaminar-se” (v. 1.8). Deus abençoou esta
decisão de Daniel, e o chefe permitiu que ele e os seus companheiros fizessem
uma experiência, comendo comidas mais simples durante dez dias. Deus estava com
eles, e o chefe viu que progrediram mais do que os jovens que comiam os
alimentos do rei. http://www.estudosdabiblia.net/d174.htm. Certamente Deus honrará qualquer
decisão como esta que venha glorificar Seu santo Nome.
2. Uma carreira acadêmica testemunhal. Incentivemos nossos irmãos(as) a
que sobressaiam pela excelência acadêmica. Se apresentarem rendimentos
medíocres, como poderão demonstrar que o amor a Cristo conduz à verdadeira
sabedoria? Vejamos o exemplo de Daniel e seus companheiros. Eles formaram-se com
louvor máximo: “E em toda matéria de sabedoria e de inteligência, sobre que o
rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos ou
astrólogos que havia em todo o seu reino” (Dn 1.20). A mediocridade acadêmica
depõe contra o Evangelho. O crente que ama a Cristo adora-o também com as suas
notas, graduações, mestrados e doutorados.
Comentário: O ambiente acadêmico, secularizado
e muitas vezes abertamente incrédulo da universidade, o jovem crente fica
exposto a idéias e teorias que se chocam frontalmente com a sua fé; Os
professores, os livros, as aulas e as conversas com os colegas têm mostrado
outras perspectivas sobre vários assuntos, as quais parecem racionais,
científicas, evoluídas; não demora muito e alguns valores e crenças parecem
agora menos convincentes e, naturalmente, o cristão se sentirá pouco à vontade
para expressá-los. Vejamos o exemplo de Daniel, que enfrentou esta mesma
situação no ambiente Babilônico: as forças ocultas não eram compatíveis com o
Espírito de Deus. Crentes que andam segundo o Espírito descobrirão, assim como
os hebreus descobriram, que, em toda matéria de sabedoria e de inteligência,
eles são dez vezes mais doutos do que aqueles que buscam à parte de Deus.
3. Uma carreira testemunhal. Daniel e seus três companheiros
foram inseridos, imediatamente, na elite cultural e científica de Babilônia. E,
nessa posição, Daniel ficaria por mais de 70 anos (Dn 1.21). Jesus precisa de
testemunhas em todas as áreas do saber humano. Ele também morreu pelos cientistas,
médicos, advogados, sociólogos e educadores. Se prepararmos devidamente os
crentes, levaremos Cristo à elite cultural de nossa nação e do mundo. Por
conseguinte, treinemos os crentes para que formem, no campus, grupos de oração,
estudo bíblico e evangelismo. Desses núcleos, Deus haverá de suscitar
testemunhas irresistíveis de sua Palavra. O Evangelho de Cristo não pode
ausentar-se das áreas cultas.
Comentário: A formação de Daniel nas escolas
dos sábios, na Babilônia (Dn 1.4) foi para caber-lhe para prestação de serviço
para o império. Ele foi distinguido durante este período de sua piedade e
observância daquilo que a Lei Mosaica requeria (1.8-16), e conquistou a estima
e a confiança dos que estavam com ele. No fim dos seus três anos de formação e
disciplina na escola real, Daniel foi distinguido pela sua proficiência na
"sabedoria", e foi trazido para a vida pública. Por 70 anos ele
influenciou o reino. O ambiente universitário é constituído de pessoas
imperfeitas e limitadas, que lidam com seus próprios conflitos, dúvidas e
contradições, e que muitas dessas pessoas foram condicionadas por sua formação
familiar ou educacional a sentirem uma forte aversão pela fé religiosa. Tais
indivíduos, sejam eles professores ou alunos, precisam não do nosso assentimento
às suas posições anti-religiosas, mas do nosso testemunho coerente, para que
também possam crer no Deus revelado em Cristo e encontrem o significado maior
de suas vidas. Como Daniel, podemos influenciar o meio acadêmico e para isso
mesmo, Deus tem colocado os seus no Campus!
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Arqueólogos revelam que os quatro
jovens devem ter estudado por exemplo: língua caldeia, textos cuneiformes em
caldeu e acádio, uma vasta gama de resumos sobre religião, magia, astrologia e
ciências, além de falarem e escreverem em aramaico. Aproveite para mostrar aos
alunos que quando o nosso compromisso com Deus é forte, isso não significa
necessariamente que seremos corrompidos por uma educação pagã, numa sociedade
pagã” (RICHARDS, Lawrence O.Guia do Leitor da Bíblia: Uma
análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ:
CPAD, 2012, p.513).
CONHEÇA MAIS
Império Babilônico
“Depois da destruição de Nínive, sete
anos antes, o Império Babilônico começou a crescer tão rapidamente que não
dispunha de número suficiente de babilônios cultos para a cúpula governamental.
Por isso, Nabucodonosor levou para Babilônia jovens saudáveis de boa aparência
e de alto nível cultural a fim de ensinar-lhes a cultura dos caldeus e, assim,
torná-los úteis ao serviço real. Entre eles estavam Daniel e seus três amigos”.
Para conhecer mais, leia Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD,
p.1244.
II. DEUS NA ACADEMIA BABILÔNICA
Daniel e seus três companheiros estavam
a serviço de um governante que desconhecia por completo a soberania divina.
Entretanto, souberam como, num momento crítico, realçar a soberania do Único e
Verdadeiro Deus.
1. A crise escatológica. O rei Nabucodonosor estava
preocupado com o futuro de seu império, quando Deus lhe mostrou, em sonho, o
estabelecimento do Reino do Céu, na Terra. Como nenhum de seus magos ou
astrólogos fora capaz de interpretar-lhe o sonho, decretou a morte da elite intelectual
de Babilônia (Dn 2.5). A academia babilônica era inútil naquele momento. Crises
semelhantes desafiam os acadêmicos cristãos nas diversas áreas do conhecimento.
Por essa razão, precisam estar alicerçados na Palavra de Deus, a fim de mostrar
o Evangelho de Cristo como a única solução a todos os problemas humanos.
Comentário: No auge da sua pompa e arrogância,
ele recebeu uma dura lição da parte de Deus. Passada essa experiência, ele a
publicou a todos os povos, nações e línguas que moram em toda a terra, para que
ficassem conhecendo quão grande e poderoso era Deus o Altíssimo. A proclamação
começa com palavras de louvor a Deus, realçando os Seus sinais, as Suas
poderosas maravilhas, a eternidade do Seu reino e a continuidade do Seu
domínio. Ele havia aprendido a lição, e se apresentava agora humilde diante do
Altíssimo Deus. Vemos que nada acontece ao acaso, Deus estava executando Seu
plano a fim de que Seu nome fosse conhecido em toda a terra. Foi preciso que os
servos de Deus estivessem atentos, “sempre preparados para responder a todo
aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1Pe 3.15); esta
recomendação de Pedro para os cristãos da Ásia do primeiro século é atualíssima
para nós, nos dias de hoje.
2. A resposta teológico-evangélica. Naquele momento de crise, e diante
da própria morte, Daniel apresenta corajosamente a resposta divina: “Mas há um
Deus nos céus, o qual revela os segredos; ele, pois, fez saber ao rei
Nabucodonosor o que há de ser no fim dos dias [...]” (Dn 2.28). E, assim, o
profeta fez saber a Nabucodonosor o programa divino para os últimos dias.
Somente o Evangelho de Cristo pode responder às questões que tanto angustiam a
humanidade. Aproveite, pois, a crise atual, para proclamar a todos, inclusive
aos sábios e poderosos, que somente Cristo pode resgatar a sociedade atual de
uma ruína certa e anunciada.
Comentário: Depois que todos os sábios do
reino haviam falhado em explicar o sonho do monarca, Daniel entrou na presença
do rei. Neste relato, depois de toda a ocorrência, Nabucodonozor disse que
Daniel tinha o “espírito dos deuses santos”. Esse era o entendimento do
idólatra Nabucodonozor, que cria numa multiplicidade de deuses, mas veio a
reconhecer que o Deus de Daniel era o Altíssimo Deus. Nabucodonosor fala da grandeza
de Deus e da sua capacidade de fazer com que os homens orgulhosos se humilhem
(Jr 27.4-6) e também reconhece a permanência do reino de Deus (Sl 145.13). Em
todas as situações, mesmo quando impressionado pela grandeza das revelações,
não se negou a entregar a mensagem completa.
SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“Daniel resolveu desde o início não se contaminar. Não abriria mão de
suas convicções, mesmo se tivesse de pagar com a vida por isso. Note-se que
Daniel não tinha agora a presença dos seus pais para orientá-lo nas suas
decisões; mas seu amor a Deus e à sua lei achava-se de tal modo arraigados nele
desde a infância, que ele somente desejava servir ao Senhor de todo coração.
Aqueles que resolvem permanecer fiéis a Deus, enfrentando a tentação,
receberão forças para permanecerem firmes por amor ao Senhor. Por outro lado,
aqueles que antes não tomam a decisão de permanecer fiéis a Deus e à sua
Palavra, terão dificuldade para resistir ao pecado ou evitar conformar-se com
os caminhos do mundo" (Lv 19.29; 21.7,14; Dt 22.2)” (Bíblia de Estudo
Pentecostal. RJ: CPAD, p.1244).
III. A INTERVENÇÃO DE DEUS NA POLÍTICA BABILÔNICA
Daniel já era bastante idoso quando foi
convocado a gerir a pior crise do Império Babilônico. Naquele instante, ele não
poderia ser politicamente correto. Por isso, proclamou corajosamente a sentença
divina sobre o reino de Belsazar.
1. A corrupção de Babilônia. Embora Nabucodonosor tenha
reconhecido o senhorio divino em três ocasiões, seu filho, Belsazar, ao
substituí-lo, não demorou a levar o império à ruína. Numa noite de orgia e
insultos ao Deus de Israel, ele profanou os utensílios sagrados do Santo Templo
na presença de suas mulheres, concubinas e grandes (Dn 5.1-3). Naquela mesma
hora, o Senhor escreveu, na parede do palácio, a sentença de morte daquele
reino. O mesmo acontece no Brasil. Deus está a requerer de seu povo uma atitude
mais evangélica, santa e decisiva (2Cr 7.14).
Comentário: O capítulo cinco do livro de
Daniel começa narrando a respeito de um grande banquete oferecido por Belsazar,
rei de Babilônia, para mil líderes nacionais. Era o ano de 538 a.C., vinte e
quatro anos depois da morte de Nabucodonosor. Filho de Nabonidus, genro de
Nabucodonosor, foi na verdade, co-regente em Babilônia enquanto seu pai, o rei
Nabonidus, transferiu-se para Temã na Arábia. O banquete oferecido tinha como
objetivo afrontar o Deus vivo. De modo blasfemo, quando o vinho começou a
surtir efeito, Belsazar ordenou a seus mordomos que trouxessem os utensílios
sagrados que Nabucodonosor havia removido do templo de Jerusalém. Dentre esses
utensílios havia vasos sagrados que tinham sido dedicados ao Senhor, os quais
foram utilizados pelos convivas para oferecerem brindes a seus ídolos (Dn
5.1-4). Esse foi o último desafio do imoral Belsazar. Belsazar tomou as
decisões que afetaram sua vida. Deus pesou essas decisões a fim de constatar o
quanto elas valiam. Deus entregou Belsazar às conseqüências naturais do curso
de vida por ele escolhido. Em Romanos 1.18 a 32, o apóstolo Paulo revela a
atitude de Deus para com todos aqueles que, à semelhança de Belsazar, escolhem
seus próprios caminhos.
2. Daniel, o incorruptível. Como nenhum acadêmico babilônico
fosse capaz de ler a sentença divina escrita na parede, o nome do velho profeta
é evocado. Já na presença do rei, e rejeitando todos os dons e agrados que este
lhe oferecera, Daniel leu a sentença (Dn 5.25-31). Mais uma vez, ele não se
deixou enlaçar pelo charme do politicamente correto. Interpretando a inscrição,
repreendeu energicamente o monarca. Que os homens públicos cristãos não se
furtem ao seu dever. Que venhamos, neste momento de crise econômica e política
que debilita o Brasil, anunciar que Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a
vida e que bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor. Os governantes,
legisladores e juízes também precisam ouvir que Jesus salva, cura, batiza com o
Espírito Santo e, em breve, virá nos buscar.
Comentário: Belsazar pediu aos astrólogos, aos
adivinhadores e aos sábios a interpretação daquelas palavras. Como a inscrição
foi escrita em aramaico, ninguém foi capaz sequer de ler a escrita, muito menos
de interpretá-la (Dn 5.7-9). Somente Daniel estaria apto a interpretar a
escrita em aramaico. Deus usaria mais uma vez o idoso Daniel. Então a
rainha-mãe entrou na casa do banquete e orientou ao rei a chamar o profeta
Daniel (Dn 5.10-12). Durante todo o reinado de Nabucodonosor, passando pelo rei
Nabonidus e agora pelo extravagante Belsazar, Daniel se mantive incorruptível e
mesmo na sua velhice, glorificou o nome do Deus vivo. Que lição para a Igreja
Brasileira nesse momento turbulento - moral, ética e política - pelo qual
atravessa nossa nação.
SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
A Religião Babilônica
“Com a ascensão da supremacia da cidade da Babilônia, Marduque, o
patrono da cidade, tornou-se a principal divindade do panteão babilônico. Uma
festa de ano novo chamada de festa de ‘akitu’ era realizada anualmente em sua
honra, na qual uma batalha simulada entre o rei e o dragão das profundezas era
encenada repetidamente para comemorar a primitiva vitória de Marduque sobre o caos.
O propósito da festa era anunciar o ano novo com um ritual para
assegurar paz, a prosperidade e a felicidade por todo o ano.
Outras divindades adoradas pelos babilônicos eram Anu, deus do céu;
Enlil, deus do vento e da terra. Ea, deus do submundo — juntos, eles formavam
uma tríade de divindades. Outra tríade importante era Sin, o deus-sol de Ur, e
Harã, os primeiros abrigos da família de Abraão; Samas, a divindade do sol; e
Istar, deusa do amor e da guerra, equivalente à Astarte dos fenícios, Astarote
mencionada na Bíblia, e Afrodite dos gregos. Outras divindades significativas
foram Nabu, o deus da escrita e Nergal (irmão de Marduque), o deus da guerra e
da fome.
Os deuses da Babilônia eram, em sua origem, personificações das várias
forças da natureza. A religião babilônica era, dessa forma, uma adoração à
natureza em todas as suas partes, prestando homenagem a seres super-humanos que
eram ao mesmo tempo amigáveis e hostis, com frequência representados por formas
humanas, animais” (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1ª Edição. RJ:
CPAD, 2009, pp.213,1697).
CONCLUSÃO
Que os líderes saibam como preparar
aqueles que vão frequentar uma universidade. À semelhança de Daniel e seus
companheiros, estes poderão fazer uma grande diferença no mundo acadêmico e na
esfera política. O Senhor Jesus precisa de crentes em todas as camadas sociais.
Comentário: O Rev Franklin Ferreira escreve em
seu artigo “O Jovem Cristão e Seus Estudos” o seguinte: “O dilema do estudante: uns dividem a fé em compartimentos
estanques, um destinado à fé (vista como o lado "espiritual" da
vida), outro aos estudos (o lado "secular" da vida). Alguns descartam
simplesmente a fé cristã. Outros não têm coragem de afirmar sua fé em Cristo,
pois ainda não conseguiram descobrir uma forma de explicar esta relevância. - A
melhor opção é a do estudante que se dedica às diversas disciplinas com uma
mente aberta à sabedoria originada na Palavra de Deus”. Nossos aspirantes à
academia devem ser instruídos no sentido de que receberão ataques à mente e ao
estudo, porque fé e razão são vistas como antagônicas (Rm 10.2). A fé e a razão
não se opõem. Aceitamos como verdade os fatos do Evangelho, para depois buscar
compreendê-los (Rm 10.8-17). A Universidade de hoje não lembra mais que
Harvard, uma das mais prestigiadas universidades do mundo, exigia que os seus
estudantes fossem capazes não apenas de ler as Escrituras, mas também "de
interpretá-las corretamente". Este é o exemplo de Esdras (Ed 7.6,10) e de
Paulo e Timóteo (1Tm 4.13-16; 2Tm 4.13). Somente um alicerce sólido garantirá a
firmeza não só para o período de formação, mas também para toda a vida.
PARA REFLETIR
A
respeito do Evangelho no mundo acadêmico e político, responda:
Por que a
evangelização acadêmica é prioridade da igreja?
Porque no universo acadêmico saem os
cientistas, educadores, formadores de opinião e boa parte dos governantes e
legisladores.
De que
modo os acadêmicos podem testemunhar de Cristo?
Por intermédio de uma vida testemunhal e
uma carreira acadêmica excelente.
Como
atuaram Daniel e seus companheiros em Babilônia?
Atuaram de forma excelente, exaltando e
glorificando o Deus Todo-Poderoso.
Fale da
intervenção de Daniel na cultura babilônica.
Daniel não se deixou enlaçar pela
cultura babilônica nem pelo charme do politicamente correto.
Qual a
obrigação de um político cristão ante as crises?
Orar e anunciar que Jesus Cristo é o
caminho, a verdade e a vida e que bem-aventurada é a nação cujo Deus é o
Senhor.



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