Lição 6: A
evangelização dos grupos desafiadores
Data: 7 de Agosto de 2016
TEXTO
ÁUREO
“[...] e o que
vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (Jo 6.37).
VERDADE
PRÁTICA
Falar de Cristo às prostitutas,
criminosos e viciados também faz parte da missão evangelizadora da Igreja.
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE
Lucas
7.36-50.
36. E
rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu,
assentou-se à mesa.
37. E
eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em
casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento.
38. E,
estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com
lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça e beijava-lhe os pés, e
ungia-lhos com o unguento.
39. Quando
isso viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora
profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora.
40. E,
respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse:
Dize-a, Mestre.
41. Um
certo credor tinha dois devedores; um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro,
cinquenta.
42. E,
não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois: qual deles o
amará mais?
43. E
Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E
ele lhe disse: Julgaste bem.
44. E,
voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua
casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas e
mos enxugou com os seus cabelos.
45. Não
me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os
pés.
46. Não
me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com unguento.
47. Por
isso, te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou;
mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.
48. E
disse a ela: Os teus pecados te são perdoados.
49. E
os que estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa
pecados?
50. E
disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz.
HINOS
SUGERIDOS
220, 394 e 409 da Harpa Cristã.
OBJETIVO
GERAL
Mostrar que falar de Cristo aos
grupos desafiadores também faz parte da missão evangelizadora da igreja.
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS
·
I. Mostrar que o Evangelho de Jesus Cristo é inclusivo.
·
II. Conscientizar de que precisamos evangelizar as prostitutas.
·
III. Saber que devemos pregar o evangelho aos
homossexuais.
INTERAGINDO
COM O PROFESSOR
O Evangelho de Jesus Cristo é
inclusivo. O Salvador veio para todos. Jesus pregou para as mulheres em uma
cultura onde elas não eram valorizadas. Ele evangelizou senhoras de bem, mas
também evangelizou algumas, como a samaritana, cuja reputação não era boa. Ele
acolheu os cegos, os aleijados, os publicanos e os pobres. Sua atitude de amor
foi duramente criticada pelos líderes religiosos de sua época. Ele foi chamado
de amigo de pecadores: “Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis
aí um homem comilão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores [...]” (Mt
11.19). Jesus não aprovou o pecado, mas sempre se mostrou acessível ao pecador
e as suas necessidades. O Salvador não excluiu ninguém. Seu convite generoso
ainda está aberto para todos que se sentem rejeitados, cansados e oprimidos (Mt
11.28). Sigamos o exemplo do Mestre alcançando os grupos desafiadores do nosso
tempo.
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
A igreja do século 21 tem um grande
trabalho pela frente: evangelizar os grupos desafiadores, dentre os quais
destacamos as prostitutas, os homossexuais, os criminosos e os viciados. Tais
pessoas não podem ser ignoradas em nossas ações evangelísticas. Diante desse
desafio, que exige uma ação concentrada de toda a igreja, saiamos a ganhar,
para Cristo, os que se acham nos becos, sarjetas, prostíbulos, presídios e
cracolândias. Jesus nunca deixou um marginalizado sem consolo e alívio. Ele disse:
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt
11.28). Comentário: A
missão principal da igreja é o avanço do Evangelho, cumprir o “Ide” da Grande
Comissão, e cocomitante a isso/enquanto cumpre o “Ide”, colaborar para a
transformação da sociedade. Paulo Florencio e Silva diz que a tarefa da igreja
é a pregação do evangelho, contudo quando o povo sofre a negligência do Estado,
cabe à igreja denunciar tal negligência, afirma ainda que é papel da igreja dar
o alimento espiritual e o alimento material, pois “Deus não quer que o homem
morra de fome em razão da negligência do Estado”. O pacto de Lausanne resume
muito bem como deve ser esta pregação do evangelho: Evangelizar é difundir as
boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo
as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos
pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e crêem.
Podemos entender então que a igreja tem uma importante missão a luz do
ministério de Jesus, resgatar e restaurar os oprimidos e os marginalizados,
levando a cada um deles uma mensagem integral. A igreja deve levar ao ser
humano de hoje, o evangelho que restaura a dignidade e o contato com a
sociedade que faça com que os excluídos, possam voltar a ser incluídos na
sociedade.
A narrativa da pecadora que, além de
ungir Jesus, lavou-lhe os pés com as lágrimas, enxugando-os com os próprios
cabelos, mostra a ação inclusiva do Evangelho de Cristo.
1. A reação do fariseu, o incluído. Vendo a pecadora adorando o Salvador, o
fariseu pôs-se a murmurar contra o caráter e a missão de Jesus (Lc 7.39). Ele
julgava-se bom, justo e repleto de boas obras. Aos próprios olhos, já estava
incluso no Reino de Deus. Por esse motivo, achava-se no direito de excluir
aquela prostituta, condenando-a ao fogo do inferno. Assim agiam os adeptos do
farisaísmo (Lc 18.11). Será que não estamos agindo de igual maneira frente aos
que necessitam ouvir o Evangelho amoroso e inclusivo de Cristo? Não devemos
excluir os que Deus quer incluir.
Comentário: ensinamento de Jesus sobre perdão
tem sido pouco entendido em nossos tempos. A graça de Deus tem sido ampla e
entusiasticamente pregada, mas freqüentemente com tal irrelevante presunção que
seu custo a Deus e sua demanda de nós de um profundo sentimento da necessidade de
perdão e uma profunda gratidão por isso são pouco tratados. Jesus aborda esta
matéria crítica na parábola dos Dois Devedores (Lc 7.36-50). A mulher pecadora
quebrou todos os protocolos e passou por cima de todo e qualquer tipo de
convenção quando entrou naquela casa cheia de fariseus e de pessoas que queriam
ouvir Jesus. Um fariseu jamais receberia uma pecadora em sua casa mas ela,
corajosamente, entrou na casa de Jairo trazendo com ela um vaso de alabastro
cheio de ungüento. Chegando até onde Jesus estava. ela "... começou a
regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e
beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o ungüento" (Lc 7.38). O que mais
perturbou o dono da casa não foi tanto a presença dela mas, principalmente,
aquilo que ela fez. Ele, realmente, deixou transparecer revolta, e uma grande
perturbação. Não sabemos se por ela está usando em Jesus o ungüento que era tão
caro ou porque não achava Jesus digno de ser ungido assim como eram os reis.
Jesus, que é Deus, onisciente, com certeza conhecia o coração de Jairo e sabia
o porquê da sua revolta. Apesar das mulheres do tempo de Jesus usarem cabelos
presos, esta mulher não se importou com o que iriam dizer mas, com os próprios
cabelos, que estavam soltos, enxugou os pés do nosso Senhor. Não é à toa que a
quem muito se perdoa, muito se ama (Lc 7.47)
2. A reação da mulher, a excluída. Àquela pecadora não restava outra coisa senão
chorar e adorar a Jesus com seu unguento e lágrimas (Lc 7.38). Ela nada podia
alegar em sua defesa, pois todos sabiam quem era ela e o que fazia. Não podemos
desprezar, pois, os que, ao nosso redor, choram envergonhados de seus pecados. Comentário: Ela
chorou. A única coisa não planejada nos atos desta mulher pecadora foi o súbito
fluxo de lágrimas que seu coração, partido mas agradecido, enviou cascateando
abaixo para os pés de Jesus. Apressadamente ela enxuga as gotas ofensivas com
suas tranças soltas, e agora se aproxima, beija seus pés em gratidão e
homenagem. É provável que somente depois de se compor ela derrama sobre ele o
frasco de alabastro de óleo aromático que ela tinha trazido em honra a ele.
Fora a crucificação, não há uma cena mais comovente na Bíblia e, por causa
dela, Jesus nos deu a parábola dos Dois Devedores.
3. Reação de Jesus, o amor inclusivo. Diante da insensibilidade do fariseu, o
Senhor mostra a fé operosa daquela pecadora (Lc 7.44-46). Em seguida, diante de
todos, Jesus inclui a mulher no Reino de Deus: “Os teus pecados te são
perdoados. A tua fé te salvou; vai-te em paz” (Lc 7.48,50). Comentário: Jesus
percebendo que aquele homem ainda estava preso as suas doutrinas o qual de
certo modo estava impedindo-o de avançar, ou seja, de ver o que o Senhor queria
mostrar-lhe. Ele então o leva a refletir de maneira que ampliasse um pouco a
sua visão contando-lhe uma história que dizia: “Certo credor tinha dois
devedores; um lhe devia quinhentos denários, e o outro, cinqüenta. Não tendo
nenhum dos dois com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Qual deles, portanto, o
amará mais? Respondeu Simão: Suponho que aquele a quem mais perdoou.
Replicou-lhe: julgaste bem (Lc 7.41-43). Precisamos compreender que Deus não
está preocupado com o tamanho do pecado por nós cometido; nesta parábola de Lc
7.41-43, o importante não era o tamanho da dívida daqueles dois homens, ele
conhecia a condição de cada um. O que Ele via realmente é que tanto um quanto o
outro necessitava de perdão. Semelhantemente a mulher e o fariseu foram
perdoados pelo Senhor, mas ela que devia um valor maior demonstra mais amor e
gratidão ao Senhor. Todos, independente de quão perdido esteja, precisa ouvir
esta mensagem!
SUBSÍDIO
BÍBLICO-TEOLÓGICO
“Embora Jesus seja amigo dos desterrados e pecadores, seu ministério às
pessoas menosprezadas não exclui interesse nos membros respeitáveis da
sociedade. Eles também precisam do Evangelho. Jesus quer compartilhá-lo com
pessoas de todas as convicções.
O relato do jantar de Jesus na casa de Simão, o Fariseu, ilustra seu
ensino sobre o pecado e a salvação. Uma mulher entra na casa de Simeão sem ser
convidada. Lucas a chama de bamartolos, melhor entendido aqui por
‘prostituta’. Ela sabe que Jesus está lá; a refeição de que Ele está
participando não é particular. Como era comum naqueles dias, outros tinham
acesso a uma refeição em honra de um mestre distinto, ainda que esta mulher
nunca fosse bem-vinda na casa de um fariseu. Obviamente esta mulher tem pouca
ou nenhuma preocupação com a opinião pública. Ela esqueceu que uma mulher
decente não solta os cabelos em público. Parece justo dizer que ela já conhece
Jesus como seu Salvador. Ela pode ter estado entre as pessoas que ouviram os
ensinos de Jesus e foram convencidas dos seus caminhos maus. Ela se arrependeu,
e Ele mudou a vida dela e a pôs no caminho do autorrespeito. Como pecadora
perdoada ela conhece o real significado da tristeza pelo pecado” (Comentário
Bíblico Pentecostal:Novo Testamento. 4ª Edição. Volume 1. RJ: CPAD,
2009, p.361).
CONHEÇA
MAIS
Lucas 7.39
“Nesse texto a mulher é identificada como uma ‘pecadora’ [hamartolos],
significando que era uma prostituta, ou a esposa de um homem cujo trabalho era
considerado desonrado. Como o versículo 47 relata que Jesus falou dos ‘seus’
muitos pecados, devemos aparentemente preferir a primeira possibilidade.
Ao se abaixar e se inclinar sobre os pés de Jesus, a mulher de repente
se tornou o foco da atenção de todos. A maneira de cada um interpretar seu ato,
e as conclusões a que chegaram, nos ensina mais sobre cada pessoa do que sobre
esta mulher”. Para conhecer mais, leia Comentário Histórico-Cultural do
Novo Testamento, CPAD, p.159.
II.
O EVANGELHO ÀS PROSTITUTAS
Na evangelização das prostitutas, há
duas perguntas a responder. Por que e como evangelizá-las? Comentário: Não
há como negar a atualidade e relevância de temas como estes: a evangelização de
prostitutas e homossexuais. São pessoas alienadas de nossa sociedade e,
infelizmente, pouco ou quase nada estamos fazendo para alcançá-las.
1. Por que evangelizar as prostitutas. A resposta a esta pergunta é mais do que
óbvia. Devemos evangelizá-las porque Jesus morreu por elas também (Jo 3.14-16).
Logo, como já deixamos claro no tópico anterior, estejamos aptos a falar-lhes
de Cristo. Várias são as mulheres que, libertas de pecados sexuais, tornaram-se
heroínas da fé, como Raabe e a mulher pecadora na casa de Simão (Hb 11.31; Lc
7). Comentário:
Sabemos que ainda que os nossos pecados sejam como a escarlata, eles se
tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim,
tornase-ão como a lã (Is 1.18); para quem crer na origem divina desta palavra
há motivos para compartilhar as boas-novas à todos os que estão à margem da
sociedade. O Senhor Jesus Cristo andava no meio dos publicanos e pecadores (Mt
9.10). Sentava-se com eles. Bebia e comia com eles (Mt 11.19). É claro que se
isso fosse hoje chamaríamos Jesus de imprudente. Talvez até o excluíssemos da
comunhão dos santos, porque ele foi longe demais. Mas Jesus era um homem livre.
Os escribas e fariseus, que Jesus chamou de hipócritas não conseguiram colocar
cabresto em sua boca. Infelizmente, o que tais líderes religiosos conseguiram
foi matá-lo. Mas Cristo Jesus venceu a morte. O amor de Jesus Cristo para com
os pecadores, os grupos alienados da sociedade, incomodava os líderes
religiosos. Há uma história eloqüente a respeito desse amor de Jesus pelos
prostitutas, em solene contraste com a atitude preconceituosa dos líderes
religiosos de seu tempo.
2. Como evangelizar as prostitutas. Embora nada impeça que um homem crente
evangelize uma prostituta, recomenda-se, sempre que possível, que esse trabalho
seja acompanhado por uma equipe feminina. Seja como for, que essas mulheres
ouçam o Evangelho de Cristo. Todavia, acautelemo-nos daquelas que, embora
aprendam sempre, jamais chegam ao conhecimento da verdade, em consequência de
seu amor à vida pecaminosa (2Tm 3.7). Comentário: Além
da prudência recomendada neste tópico, em primeiro lugar, é necessário saber
que ninguém nasce ‘predestinado’ a ser prostituto(a) ou homossexual. Não temos
o direito de tratar ou olhar para pessoas que estão nessa condição assim deste
o ventre da mãe. O cristão que vai evangelizar esse grupo precisa também tomar
consciência de que, embora Deus ame a essas pessoas, Deus reprova o
comportamento delas. Para evangelizar esse grupo, temos que vencer
preconceitos, não só para a fase da evangelização, como para a fase da
integração dos que se converterem.
SUBSÍDIO
BIBLIOLÓGICO
“Nos tempos bíblicos, o meretrício era praticado com finalidades
mercenárias e religiosas. Esse fato deve ser observado no uso das várias
palavras hebraicas que se referem a uma meretriz. A palavra hebraica zona normalmente
se refere a uma mulher que se ocupa dessa prática com finalidades monetárias. A
prostituta religiosa era normalmente chamada de g desha, palavra
que designava uma mulher pertencente a uma classe especial de indivíduos
religiosamente consagrados. Tanto na época do Antigo Testamento como do Novo
Testamento, era muito comum que os sistemas religiosos pagãos empregassem
regularmente prostitutas em seus rituais religiosos nos santuários de seus
ídolos, e as religiões não faziam exceção a esse costume. Era um sistema que
endeusava os órgãos e as forças reprodutoras na suposição de que a reprodução e
a fertilidade da natureza eram controladas pelas relações sexuais entre deuses
e deusas. Nesses santuários, os adoradores dessas seitas participavam de
relações sexuais com prostitutas religiosas (do sexo masculino e feminino) do
santuário acreditando que elas iriam induzir os deuses e as deusas a fazer o
mesmo trazendo, dessa forma, fertilidade e produtividade, aos campos e aos
rebanhos.
A Bíblia defende consistentemente a pureza moral e mantém uma posição
firme contra a prostituição de qualquer tipo. Várias proibições podem ser
encontradas na lei mosaica (Lv 19.29; 21.7,14; Dt 22.2)” (Dicionário Bíblico
Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.1254).
III.
O EVANGELHO AOS HOMOSSEXUAIS
Ao contrário do que alguns supõem,
Cristo também liberta e salva os homossexuais. Este grupo precisa ser incluído
em nossas ações evangelísticas.
1. Homossexuais em Corinto. Entre os crentes de Corinto, havia também
ex-homossexuais que, ao se arrependerem de seus pecados, deixaram as velhas
práticas. E, agora, achavam-se entre os santos daquela igreja (1Co 6.10,11).
Sua conversão não era propaganda enganosa, mas real e constatável. Basta esse
único caso para comprovar o poder do Evangelho.
Comentário: Convenhamos,
este não é um assunto fácil de ser abordado. Os homossexuais de um modo geral
chegaram a esta situação por algo ocorrido em sua formação/educação. Alguns
foram presos demais, tendo sempre que viver com meninas e nunca com meninos.
Outros, sem qualquer vigilância dos pais, foram explorados por meninos mais
fortes na escola ou pela comunidade, e tiveram que acomodar essas pressões de
outrem para relações sexuais. E por não ter diálogo em casa, nunca revelaram
nada aos pais. Existem alguns casos patológicos e orgânicos, mas não são
muitos, segundo os melhores especialistas. Sugiro a leitura do artigo “Qual é a
causa do homossexualismo? - Circunstâncias, Determinismo Psíquico, Genes ou...
Escolha?”, por Martin Bobgan, seguindo este link:http://solascripturtt.org/VidaDosCrentes/VidaAmorosa/QualCausaHomossexualismo-MBobgan.htm
2. Como evangelizar os homossexuais. Os homossexuais, tanto homens quanto
mulheres, devem ser abordados direta, mas respeitosa e amorosamente. Devemos
vê-los como as demais pessoas carentes da graça de Deus. Se crerem no Evangelho
e arrependerem-se de seus pecados, certamente serão salvos. Já convertido, o
ex-homossexual será devidamente discipulado e integrado à igreja. E, bem
orientado, começará uma vida nova que, em todas as coisas, glorificará o nome
de Deus. Comentário: A Palavra de Deus diz: "Mas
todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da
imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um
vento nos arrebatam" (Is 64.6); "pois todos pecaram e destituídos
estão da glória de Deus" (Rm 3.23); "Portanto, como por um só homem
entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a
todos os homens por isso que todos pecaram" (Rm 5.12); "E vos
vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo
andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar,
do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos
nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da
carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também
" (Ef 2.1-3). Enquanto o mundo procura desculpas/explicações para a
homossexualidade, ele ignora o que Deus disse sobre a raça humana: NASCIDA EM
PECADO e PECAMINOSA POR NATUREZA. Sem a intervenção de Deus pela graça e Sua
dádiva de nova vida, qualquer pessoa nascida neste mundo está determinada a ser
um pecador. A mensagem a esse grupo não pode ser diferenciada, ele deve ser
aquela que a “Grande Comissão” recomenda: o Evangelho - "Evangelizar
significa proclamar a verdade"; boas novas.
SUBSÍDIO
BIBLIOLÓGICO
Professor, aproveite a temática do tópico para enfatizar que o crente
não deve jamais atacar os homossexuais. Não podemos julgar ou discriminar as
pessoas. Nosso objetivo deve ser anunciar aos homossexuais o grande e puro amor
de Deus, manifestado no sacrifício vicário de Jesus Cristo. Temos que aprender
a amar o pecador e a odiar o pecado. Que jamais venhamos nos esquecer, como
Igreja do Senhor, que Jesus morreu por toda a humanidade. O Salvador não morreu
somente pelos heterossexuais.
Mostre que “o ato sexual com alguém do mesmo sexo é ‘abominação’ ao
Senhor. Isto é, tal ato é, sobretudo, detestável e repulsivo a Deus (Lv 18.22).
Em Romanos 1.27, o apóstolo Paulo, certamente, considerou a abominação
homossexual do homem e da mulher como a evidência máxima da degeneração humana,
resultante da imoralidade e do abandono da pessoa por Deus. Qualquer nação que
justifica o homossexualismo ou o lesbianismo, como modo aceitável de vida, está
nas etapas finais da corrupção moral” (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1ª
Edição. RJ: CPAD, 2009, pp.213,1697).
IV.
O EVANGELHO AOS CRIMINOSOS
Nossas prisões acham-se abarrotadas
de homens e mulheres que precisam ouvir a verdade libertadora do Evangelho (Jo
8.32). Comentário: O
Senhor Jesus está interessado em salvar não apenas os enfermos, mas igualmente
os presos. Vejamos porque devemos evangelizar nos presídios, e depois vejamos
como nós podemos fazer isso. O ministério de Jesus consistia em proclamar
libertação aos cativos (Lc 4.18). Ele espera que a sua igreja visite os presos.
O Senhor Jesus está identificado não apenas com os enfermos, mas também com os
presos. É por isso que Ele disse: "Estive na prisão, e fostes ver-me"
(Mt 25.36). Então os cristãos perguntarão: "Quando te vimos na prisão, e
fomos visitar-te ?" E então responderá Jesus: "Sempre que o fizestes
a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes" (Mt
25.40)
1. A capelania de Paulo e Silas. Os primeiros capelães carcerários da Igreja
de Cristo foram Paulo e Silas. Presos como criminosos comuns, realizaram um
trabalho incomum na penitenciária de Filipos. Ali, através de seu testemunho e
proclamação, ganharam o carcereiro e sua família para Jesus, além de
evangelizar os outros presos (At 16.19-34). Comentário: Deus
age em toda e qualquer situação para o bem daqueles que o amam, além de
transformar toda e qualquer situação em bem para aqueles que vivem para a Sua
glória. Não foi diferente com Paulo e Silas na prisão. Estes homens adoravam,
mesmo em ferros, porque tinham essa convicção e Deus não os envergonhou.
2. A capelania da igreja atual. Num país como o Brasil, há um vasto campo no
âmbito da capelania carcerária. A Igreja deve se esforçar para evangelizar os
presídios e os menores que estão sofrendo medidas socioeducativas. Além disso,
não deve se ausentar das áreas de risco, levando o Evangelho de Cristo às
pessoas que traficam drogas e dependentes químicos. Comentário: Assim
como há normas para visitação nos hospitais, assim também há normas para
visitar nos presídios. Os cristãos devem respeitar essas normas. Elas visam à
boa ordem nos presídios e à segurança de todos. Infringir tais regulamentos,
sob o pretexto de que Deus nos guarda e não permitirá que coisa alguma de mau
aconteça é imprudência. Procure saber sobre quantas pessoas podem ir ao
presídio, se pode levar instrumentos, se pode cantar, se há um lugar para culto
com todos os presos, quanto tempo disponível para tal visita, se pode
distribuir literatura, etc. A evangelização nos presídios deve contar com
literatura especial. A literatura usada na evangelização nos hospitais não é a
mesma a ser usada nos presídios. Há poucas exceções a esta regra. Isto é, há
poucos folhetos que podem ser usados nos dois ambientes distintos. Portanto,
leia o material a ser distribuído nos presídios, e certifique-se se tal
material é o mais indicado. Cuidados com os textos bíblicos a serem usados. Não
se recomenda pregar numa festa de aniversário no texto da morte de Lázaro. Em
culto de bodas de casamento, normalmente não se prega sobre a besta do
Apocalipse. Cuidado para não apontar o dedo acusador. Não use a Bíblia ou Deus
como uma arma ou um juiz implacável contra os pecadores. Lembre-se que nós
todos somos pecadores. Não são pecadores apenas aqueles que estão nos
presídios. A evangelização nos presídios requer muito cuidado e sabedoria do
cristão. Pode acontecer o fato de o preso procurar um visitante para dizer de
sua inocência. É possível que o preso lhe diga que está ali injustamente. É
possível também ser isso verdade. Mas esse é um caso para advogado. Peça que
ele converse com o seu advogado sobre isso, e se a igreja tiver algum serviço
nessa área, diga ao preso que pedirá ao advogado para conversar com ele. Não
obstante, não se esqueça de dizer ao preso que tanto você quanto ele são
pecadores diante de Deus e precisam do perdão de Jesus, da paz de Deus. http://www.altissimo.com.br/portal/modules.php?name=News&file=print&sid=2
SUBSÍDIO
VIDA CRISTÃ
“Servir ao Senhor não é apenas um dever cristão, é também um privilégio.
Deus podia usar outros meios para levar a mensagem de salvação ao pecador. Ele
assim faz quando lhe apraz, mas isto não é regral geral; é exceção. Seu método
é usar homens para falar a homens. O trabalho de ganhar almas para Deus é um
privilégio que Ele nos concede para obtermos galardão no dia de Cristo (Fp
2.16).
Há, neste sentido, uma solene declaração da Bíblia em Provérbios 11.30.
A salvação é dádiva de Deus, mas galardão é recompensa que o crente obtém sua
atividade na obra do Senhor” (GILBERTO, Antônio. A Prática do
Evangelismo Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, p.23).
V.
O EVANGELHO AOS VICIADOS
Dizem que o número de viciados em
crack, no Brasil, pode chegar à casa do milhão. Se isso for verdade, estamos
diante de uma tragédia social. Comentário: Creio
que os viciados, toxicômanos e alcoólatras sejam um dos grupos mais difíceis de
serem evangelizados. Mas isso não significa que sejam impossíveis de serem
ganhos para Cristo. Aquilo que é impossível para os homens é possível para Deus
(Mt 19.25,26). O vício das drogas e do álcool já se encontra espalhado ao redor
do mundo. Há milhões de pessoas que só se sentem bem através do álcool ou das
drogas. Para evangelizar os viciados, toxicômanos e alcoólatras, você não
precisa ser um conhecedor profundo do mundo das drogas e do álcool. Mas precisa
estar possuído por um profundo amor por eles. Precisa estar convencido de que
Deus os ama. Precisa crer na possibilidade de Deus curá-los, salvá-los e
libertá-los. (Jo 8.32,36).
1. Viciados libertos. Na igreja em Corinto, havia também muitos
irmãos libertos do álcool que, à semelhança de outras drogas, vinha minando as
bases do Império Romano. Entretanto, os que dantes eram escravos do vício
levavam, agora, uma vida produtiva e digna (1Co 6.10,11). O mesmo aplica-se aos
que, hoje, vivem aprisionados à cocaína, ao crack, ao haxixe e outras
substâncias nocivas. Comentário: Os
marginalizados neste mundo precisam ser vistos de forma diferente da que nos
acostumamos a vê-los. Essas pessoas são ovelhas, mas sem pastor. Perceba a
maneira como Jesus as vê. Não as chama de lobos, mas de ovelhas. O potencial
delas é para o bem. Elas podem ser alcançadas. Vivemos numa sociedade
discriminatória, mas a igreja tem os seus olhos diferentes dos do mundo. Os
olhos da igreja são os olhos de Jesus. Não podemos continuar olhando com os
olhos de reprovação e condenação, mas com os olhos de compaixão. Para
desenvolvermos uma ação evangelizadora e missionária com grupos específicos
precisamos ter esse olhar. Olhar com os olhos de Jesus significa um olhar
terno, apurado e constante. Esse olhar perseverante é preciso porque pensamos
que, quando os de grupos específicos chegam, de imediato queremos ver mudança
de comportamento e de seu trejeito. Não nos precipitemos com a nossa maneira
imediatista de querer ver as coisas baseados numa ignorância de conhecimento
social desses grupos.
2. Como evangelizar os viciados. Não é fácil expor o Evangelho aos que vivem
nas cracolândias. Muitos deles já não têm qualquer discernimento; comportam-se
como mortos-vivos. Para alcançá-los, exige-se uma equipe evangelística
especializada e assistida por profissionais competentes. As medidas de
segurança não podem ser desprezadas. Comentário: É
PRECISO RECONHECER QUE ESSAS PESSOAS PRECISAM DA AÇÃO TERAPÊUTICA DA IGREJA (Mt
9.35b) Cura é o que muita gente precisa. Cura física, cura emocional e
espiritual. A igreja precisa exercer sua função terapêutica neste tempo de
tanta carência. Jesus nunca se preocupou com o que uma pessoa era ou deixava de
ser. O alvo de Jesus era resgatar todas. Temos os exemplos da mulher
samaritana, da prostituta, de Zaqueu e tantos outros. Jesus via nesses as
oportunidades de salvação e restauração. Os de grupos específicos são seres
humanos criados à imagem e semelhança de Deus e que precisam dessa semelhança e
imagem restauradas pelo poder do evangelho. Paulo declara que: “O evangelho é
poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1.16). Todos
precisam da nova vida, que é Cristo. A Bíblia diz: “Aquele que está em Cristo
nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”
(2Coríntios 5.17). Eles precisam de cura da alma, de seus traumas. Essa ação
terapêutica envolve também a restauração da dignidade humana, que um dia
perderam por causa dos vícios e de suas atitudes não éticas. Jesus combatia o
pecado e não o pecador. Não acusemos porque essa não é a nossa função. Jesus
disse para a mulher: “Onde estão os teus acusadores?” (João 8.10). Jesus não a
condenou, mas mostrou um caminho e opção diferente. A igreja precisa trabalhar
para atender as necessidades básicas do pecador em tais situações. É preciso
oferecer roupa, comida, médico, medicamentos, e, em alguns casos, internação.
Esse é um grande desafio missionário com grupos específicos. Um simples banho
num morador de rua ajuda-o a se ver de forma diferente. Um banho pode fazê-lo
entender a mensagem do evangelho, que purifica o coração e a alma. É preciso
ensinar a Palavra, mas é preciso fazer essas pessoas sonharem o sonho da
dignidade do viver e o sonho da eternidade. Jesus declarou dizendo que veio
para os pecadores e não para os justos (Mateus 9.13). É preciso explicar que
nunca perderam o seu valor para Deus. Jesus veio para os doentes e não para os
sãos, pois os sãos não precisam de remédio, mas os doentes.
SUBSÍDIO
VIDA CRISTÃ
“Há sempre uma porta aberta para se falar da salvação. No caso da
samaritana, o assunto do momento era água e sede, e logo Jesus falou da água da
vida que sacia a sede da alma. Vemos um caso idêntico em Atos, capítulo 8. Aí o
assunto era leitura e logo o servo de Deus iniciou a conversa com uma pergunta
também sobre leitura. Em João, capítulo 2, quando Jesus conversava com
Nicodemos, talvez soprasse uma brisa, e logo Ele usou o vento como figura”
(GILBERTO, Antônio. A Prática do Evangelismo Pessoal. 1ª Edição.
RJ: CPAD, p.33).
CONCLUSÃO
Há outros grupos desafiadores que não
foram mencionados, mas que estão a requerer igual assistência. Busque conhecer
as reais carências de sua cidade. O momento atual exige uma ação prioritária e
urgente da Igreja de Cristo. Nenhum segmento social pode ficar de fora de nossa
ação evangelística. Comentário: São muitos os grupos
específicos que, por algum motivo, estão aquém do alcance evangelístico
atualmente, quer sejam os mais ricos, por sua inacessibilidade, quer sejam os
mais pobres, pelo preconceito e/ou medo. Não podemos deixar de promover ações
missionárias entre os grupos específicos ou dar desculpas por não fazê-lo
porque não se tem estrutura necessária. Comecemos já, comecemos agora e façamos
o que está ao nosso alcance. É preciso ter visão das necessidades e vencer
barreiras do preconceito e da falta de conhecimento. A igreja não pode ser
ignorante quanto à realidade do mundo.
PARA
REFLETIR
A respeito dos grupos desafiadores,
responda:
Por que o Evangelho de Cristo é
inclusivo?
Porque Jesus ama a todos. Seu
sacrifício na cruz foi para todos.
Quais são os principais grupos
desafiadores?
As prostitutas, homossexuais,
viciados.
O que mostra a igreja coríntia?
Mostra que entre os crentes de
Corinto, talvez, houvesse também ex-homossexuais que, ao se arrependerem de
seus pecados, deixaram as velhas práticas. E, agora, achavam-se entre os santos
daquela igreja (1Co 6.10,11).
O que ensina a igreja coríntia?
Que os homossexuais podem ser
evangelizados e salvos por Jesus Cristo.
Como se pregar aos grupos
desafiadores?
Esses grupos devem ser abordados
direta, mas respeitosa e amorosamente. Devemos vê-los como pessoas carentes da
graça de Deus.
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