Lição 7: A família que sobreviveu ao Dilúvio
Data: 15 de Novembro de 2015
TEXTO
ÁUREO
“Pela fé, Noé, divinamente avisado das coisas
que ainda não se viam, temeu, e, para salvação da sua família, preparou a arca
[...]” (Hb 11.7).
Comentário: Aqui nesta passagem, a palavra fé significa crer em coisas que são do
futuro, mas certas porque Deus as tem prometido. Nada e nenhuma circunstancia
havia que apontasse para uma catástrofe tão grande como o dilúvio quando Deus
advertiu o justo Noé. Foi através de sua fé obediente que ele e sua família
recebeu a salvação.
VERDADE
PRÁTICA
Apesar da corrupção generalizada do mundo atual, é
possível manter nossa família nos padrões da Palavra de Deus.
LEITURA
DIÁRIA
Segunda — Gn 6.13 - Deus anuncia a Noé, seu servo, o Dilúvio
Terça — Gn 6.14-16 - A arca de Noé como instrumento de salvação
Quarta — Gn 6.18 - A aliança de Deus com seu servo fiel, Noé
Quinta — Gn 6.19 - Arca, um lugar para a preservação da criação
Sexta — Gn 7.1-24 - O Dilúvio sobre toda a terra, pois todos pecaram
Sábado — Gn 9.1-19 - Por sua misericódia e graça, Deus prepara um novo começo
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis
7.1-12.
1 — Depois,
disse o SENHOR a Noé: Entra tu e toda a tua casa na arca, porque te hei visto
justo diante de mim nesta geração.
2 — De
todo animal limpo tomarás para ti sete e sete: o macho e sua fêmea; mas dos
animais que não são limpos, dois: o macho e sua fêmea.
3 — Também
das aves dos céus sete e sete: macho e fêmea, para se conservar em vida a
semente sobre a face de toda a terra.
4 — Porque,
passados ainda sete dias, farei chover sobre a terra quarenta dias e quarenta
noites; e desfarei de sobre a face da terra toda substância que fiz.
5 — E
fez Noé conforme tudo o que o SENHOR lhe ordenara.
6 — E
era Noé da idade de seiscentos anos, quando o dilúvio das águas veio sobre a
terra.
7 — E
entrou Noé, e seus filhos, e sua mulher, e as mulheres de seus filhos com ele
na arca, por causa das águas do dilúvio.
8 — Dos
animais limpos, e dos animais que não são limpos, e das aves, e de todo o
réptil sobre a terra,
9 — entraram
de dois em dois para Noé na arca, macho e fêmea, como Deus ordenara a Noé.
10 — E
aconteceu que, passados sete dias, vieram sobre a terra as águas do dilúvio.
11 — No
ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês,
naquele mesmo dia, se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas
dos céus se abriram,
12 — e houve chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites.
OBJETIVO
GERAL
Compreender
que apesar da corrupção do mundo atual é possível viver segundo os padrões
bíblicos.
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS
ü
I. Mostrar como se deu o anúncio do dilúvio;
ü
II. Analisar a respeito da construção da arca;
ü
III. Explicar o dilúvio;
ü
IV. Saber que os contemporâneos de Noé fizeram-se surdos à proclamação do
juízo divino.
INTERAGINDO
O Senhor levantou Noé, um homem justo e
que buscava ter comunhão com Deus, mesmo vivendo em uma sociedade perversa,
para anunciar o juízo divino em forma de dilúvio que viria sobre a terra.
Noé trabalhou na construção da arca e
pregou a verdade divina durante 120 anos. Todos tiveram oportunidade e tempo
para se arrependerem dos seus pecados, mas ninguém deu crédito a pregação de
Noé. Somente ele, sua família e os animais foram salvos das águas do dilúvio. A
arca construída por Noé é um tipo de Cristo, aquele que é o nosso único meio de
Salvação. Somente Jesus pode livrar essa geração do juízo e da morte (1Pe
3.20,21), por isso, não podemos perder mais tempo e anunciar a todos os povos e
nações a mensagem da salvação e o Salvador — Jesus.
INTRODUÇÃO
Resistindo sistematicamente ao Espírito de Deus, o
mundo de Lameque depravara-se irreversível e totalmente. A apostasia, agora,
era universal. Adultos, jovens e crianças; todos corrompidos. Por isso, o
Senhor anuncia um juízo também universal: o Dilúvio.
Em meio àquela geração, sobressai a justiça de Noé.
Divinamente alertado, o patriarca constrói uma arca, na qual sobrevive, com a
sua família, à grande inundação.
O mesmo desafio cabe hoje à igreja do Senhor. Se
por um lado, cabe-nos proclamar o Evangelho até aos confins da Terra, por
outro, devemos preservar nosso lar em meio a uma sociedade que jaz no
maligno.
Comentário: Pouco o mundo sabe acerca dos relatos bíblicos, mas poucos desconhecem a
história do dilúvio e de como Deus salvou a Noé e sua familía numa arca. Muitas
teorias contra e a favor da veracidade do fato; alguns afirmam que foi local,
outros defendem que foi universal. Um dilúvio é conhecido e retratado em
diversas culturas, fora do relato bíblico do livro de Gênesis. Conforme o
relato de Gênesis, essa catástrofe abrangeu se não toda a terra, engoliu toda a
humanidade, isto também é o que se deduz dos relatos que são encontrados em
todos os continentes e entre quase todos os povos da terra. Todos estes relatos
se referem a um dilúvio destrutivo ocorrendo logo no início de suas respectivas
histórias. Notávelmente parecidos, todos afirmam que somente um ou poucos
indivíduos foram salvos e foram encarregados de repovoar a terra. Já é sabido
que, até agora, os antropólogos já reuniram cerca de 250 a 300 dessas
histórias, o que somente comprova a veracidade do relato de Gênesis. A intenção
do dilúvio foi a destruição da raça humana, totalmente depravada e sem
recuperação; já a arca, foi designada para salvar Noé e sua família e assegurar
o cumprimento do propósito divino para a criação e da promessa de salvação de
Gênesis 3.15. Apenas Noé era justo em seus dias. “Disse o Senhor a Noé:
Entra na arca, tu e tua casa, porque reconheço que tens sido justo diante de
mim no meio desta geração.” (Gn 7.1).
PONTO
CENTRAL
É possível viver de modo santo e justo, mesmo
vivendo em meio a uma sociedade corrompida pelo pecado.
I. DEUS ANUNCIA O DILÚVIO
Em toda aquela geração, apenas Noé podia ser
considerado justo e íntegro. Por essa razão, Deus anuncia-lhe o Dilúvio,
instruindo-o a construir a arca de salvação.
Comentário:
O caráter de Noé é descrito por duas
palavras: justiça eintegridade (Gn 6.9).O hebraico saddiq – justiça,
é uma palavra forense comumente usada com referência aos homens. Significa que
eles se ajustam a um padrão. Noé se ajustou ao padrão divino e encontrou a
aprovação de Deus. No entanto, apesar de haver a aprovação divina, esta não
implica em perfeição por parte de Noé. Implica simplesmente em que, aquelas
coisas que Deus procura num homem, estavam presentes em Noé; Ele foi um homem
que guardou a Palavra de Deus, que satisfez a expectativa de Deus para o homem,
enquanto que o resto da humanidade estava depravada. A segunda palavra hebraica
étamim – íntegro (completo), em Noé, não faltou
nenhuma qualidade essencial.
1. O anúncio do Dilúvio. Já decidido a destruir a Terra, o Senhor acha graça em Noé (Gn
6.8). O patriarca soube como preservar moral e espiritualmente a esposa e os
filhos. No entanto, pelo que inferimos do texto sagrado, nada pôde fazer aos
seus irmãos e sobrinhos, pois estes também haviam se deixado corromper pelo
exemplo de Lameque.
Ao justo e íntegro Noé, anuncia Deus o Dilúvio; “O
fim de toda carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de
violência; e eis que os desfarei com a terra” (Gn 6.13). O patriarca sabia,
através da fé, que o juízo era certo. Quanto aos seus contemporâneos,
preferiram ignorar a iminência do castigo divino.
Comentário: É importante salientar que não foram as obras de Noé
que o preservaram do julgamento, mas a graça. “Mas Noé achou
graça diante do Senhor” (Gn 6.8). Salvação é pela graça, mediante a fé, não
por obras, mas para boas obras. (Ef 2.8-10). Deus revelou Seu plano de um juízo
global catastrófico aproximadamente um milênio antes a Enoque, que deu a seu
filho o nome de Metusalém para celebrar a memorável revelação. O nome Metusalém
transmite um mau presságio e significa literalmente, “Quando ele morrer,
isso será enviado”. Não é por coincidência que Metusalém morreu apenas
alguns meses antes do grande Dilúvio e que sua vida seja a mais longa
registrada em toda a história. A humanidade não estava apenas corrompida, mas
era cheia de violência; o mundo estava pronto para o juízo (v.11). E, embora
Deus tenha suspendido a execução da raça humana por muitos anos, Ele finalmente
cumpriu o que havia prometido.
2. Um juízo que
parecia improvável. Se
considerarmos Gênesis 2.5, concluiremos que, naquele tempo, a terra não era
regada pela chuva como nos dias de hoje (Gn 2.6). Portanto, como acreditar no
Dilúvio se nem chuva havia? Dessa forma, os “cientistas” da época devem ter
questionado sarcasticamente a Noé. Nossa geração assim reage quanto à vinda de
Cristo (2Pe 3.4). O que parece improvável, porém, está prestes a acontecer.
Jesus está às portas.
Comentário: De onde vieram as águas que inundaram a terra? A Bíblia afirma que “No
ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês,
romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as janelas do céu se abriram”
(Gn 7.11). As fontes do grande abismo referem-se a uma espécie de sistema
subterrâneo de reservatórios de água que se precipitaram sobre a superfície
terrestre. Muito provavelmente como hoje vemos os geysers atuarem.
Relativamente a isto, é interessante notar que, mesmo hoje, existe água
suficiente debaixo da Terra para substituir a água dos oceanos mais de 10
vezes.
SÍNTESE DO TÓPICO (I)
Deus anuncia
a Noé o Dilúvio.
SUBSÍDIO
BIBLIOLÓGICO
“Em meio à iniquidade e maldade
generalizada daqueles dias, Deus chamou Noé um homem que ainda buscava comunhão
com Ele e que era ‘varão justo’. (1) ‘Reto em suas gerações’, equivale dizer
que ele se mantinha distanciado da iniquidade moral da sociedade ao seu redor.
Por ser justo e temer a Deus e resistir à opinião e conduta condenáveis do
público, Noé achou favor aos olhos de Deus. (2) Essa retidão de Noé era fruto
da graça de Deus nele, por meio da sua fé e do seu andar com Deus. A salvação
no Novo Testamento é obtida exatamente da mesma maneira, mediante a graça e a
misericórdia de Deus, recebidas pela fé, cuja eficácia conduz o crente a um
esforço para andar com Deus e permanecer separado da geração ímpia ao seu
redor. Hebreus 11.7 declara que Noé ‘foi feito herdeiro da justiça que é
segundo a fé’. (3) O Novo Testamento também declara que Noé não somente era
justo, como também pregador da justiça (2Pe 2.5). Nisso, ele é exemplo do que
os pregadores devem ser” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. 1ª
Edição. RJ: CPAD, 2005, p.42).
II.
A CONSTRUÇÃO DA ARCA
A fim de escapar ao Dilúvio, o patriarca foi
orientado a construir um grande navio. Obediente, ele levou o projeto adiante.
1. A planta da arca. A salvação é pela fé, mas a fé salvadora conduz-nos às boas obras
(Ef 2.8-10). Por isso Noé, movido por uma forte convicção quanto à iminência do
juízo divino, pôs-se a construir o grande barco.
A planta da arca, mesmo que bastante simples, era
eficaz: “Faze para ti uma arca da madeira de gofer; farás compartimentos na
arca e a betumarás por dentro e por fora com betume. E desta maneira farás: de
trezentos côvados o comprimento da arca, e de cinquenta côvados a sua largura,
e de trinta côvados a sua altura. Farás na arca uma janela e de um côvado a
acabarás em cima; e a porta da arca porás ao seu lado; far-lhe-ás andares
baixos, segundos e terceiros” (Gn 6.14-16).
O texto sagrado nos mostra que a Arca era um enorme
barco, e sem leme. A finalidade da arca não era navegar, mas flutuar durante a
grande inundação. O patriarca cumpriu a vontade divina; em suas promessas,
repousou. Deus é o nosso piloto. Não se aflija. Deus está no comando.
Comentário : Construída com madeira de gofer – palavra que significa "abrigar-se
em" - uma madeira usada para construir. É considerada como a maior parte
dos ciprestes. “De acordo com a Bíblia, a Arca de Noé era uma
grande barcaça construída de madeira e impermeabilizada com betume. Suas
dimensões eram aproximadamente 450 pés de comprimento, 75 pés de largura e 45
pés de altura com três andares interiores. Aparentemente, uma “janela” foi
construída ao seu teto. (Gênesis 6:14-16). As dimensões da Arca tornam-a a
maior embarcação marítima conhecida existente antes do século XX e suas
proporções são surpreendemente semelhantes às encontradas nos grandes
transatlânticos atuais”. Suas dimensões em medida padrão
são de 35m de comprimento, 22,5m de largura e 13,5m de altura (no hebraico: o
côvado era uma medida linear de cerca de 45 centímetros). Possuía 3 andares.
Note o leitor que era uma arca, não um navio, construída para flutuar e não
para navegar- não possuía leme! O criacionista holandês Johan Huibers decidiu
arregaçar as mangas e construir uma réplica da arca de Noé. Ele resolveu erigir
a embarcação como uma demonstração de sua fé na verdade literal da Bíblia. Com
150 côvados de comprimento, 30 de altura e 20 de largura (67,5 metros x 13,5 x
9,0), a arca tem três andares e é totalmente funcional. As madeiras empregadas
foram o cedro e o pinho, uma vez que até hoje os teólogos não concluíram o que
seria o gôfer, madeira utilizada na arca original (Gênesis 6:14). Aberta à
visitação após dois anos de construção, deixou o público boquiaberto, apesar de
ter apenas metade do comprimento da original. Huibers pretende criar um
zoológico no primeiro dos três pavimentos.
2. A construção da arca. Enquanto Noé e seus filhos construíam a arca, apregoavam o juízo
divino. Por isso, ele é chamado de pregoeiro da justiça (2Pe 2.5). Assim faz a
Igreja. Enquanto aguardamos a volta de Cristo, proclamemos o Evangelho e o fim
de todas as coisas (1Pe 3.20). O Senhor não tarda.
Comentário: Por 120 anos (Gn 6.3) Noé esforçou-se na construção da arca enquanto
pregava o juízo vindouro; 120 anos foi o prazo para que o homem abandonasse o
caminho ímpio e se voltasse para Deus. Em meio à iniqüidade e maldade
generalizadas daqueles dias, Deus achou em Noé um homem que ainda buscava
comunhão com Ele e que era varão justo. Hebreus 11.7 declara que Noé foi feito
herdeiro da justiça que é segundo a fé. O Novo Testamento também declara que
Noé não somente era justo, como também pregador da justiça (2 Pe 2.5). Nisso,
ele é exemplo do que os pregadores devem ser.
SÍNTESE DO TÓPICO
(II)
Deus dá a
Noé as instruções para a construção da arca.
SUBSÍDIO
BIBLIOLÓGICO
“A arca não continha todas as
espécies de animais, mas o protótipo de cada uma delas. Uma simples junta de
gado portava os genes que provêm da ampla variação dessas classes animal. O
relato bíblico da criação refuta a noção de que toda a vida animal evoluiu dos
antepassados unicelulares. Contudo, não questiona o relato de evolucionistas
sobre a variação dentro das espécies.
Maldade e violência. Essas palavras
são usadas para caracterizar os pecados que causaram o dilúvio de Gênesis.
Maldade é rasah,
atos criminosos que violam os direitos dos outros e tiram proveito do
sofrimento deles. Violência é hamas, atos deliberadamente destrutivos que visam
prejudicar outras pessoas” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da
Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª
Edição. RJ: CPAD, 2012, p.29).
III. O DILÚVIO
Concluída a arca, Noé e sua família entram na
formidável embarcação. Passados sete dias, veio o Dilúvio.
1. O Dilúvio. Caiu
uma chuva torrencial durante quarenta dias e quarenta noites (Gn 7.12).
Oceanos, mares e rios confundem-se em ondas sucessivas, intermináveis e
destruidoras. O fim de um mundo corrupto e depravado havia chegado.
Noé, porém, estava seguro. Junto a ele, a esposa,
os três filhos e suas respectivas mulheres. Ao todo oito pessoas (Gn 7.7). E,
para conservar a vida sobre a nova Terra, os animais: dois de cada espécie,
macho e fêmea (Gn 6.19).
Comentário: Como já vimos até agora, o Dilúvio descrito no livro de Gênesis foi, sem
dúvida, um evento cataclísmico histórico. Ele ficou preservado na memória de
muitas culturas, mais de duzentas e cinquenta. Evidências de uma inundação
global são encontradas em todos os continentes, nos desertos, nas mais altas
montanhas e, até mesmo, nos oceanos.Sugiro a leitura deste artigo
2. O Dilúvio foi local ou Universal? Em 26 de dezembro de 2004, ocorreu um tsunami no Oceano Índico,
cujo epicentro deu-se na costa da Indonésia. Apesar de local, o fenônemo foi
sentido em várias partes do mundo. O que não diremos do Dilúvio? Acreditamos na
universalidade da grande inundação. A narrativa bíblica é bastante clara: “E as
águas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes que
havia debaixo de todo o céu foram cobertos” (Gn 7.19).
Comentário: Encontramos narrativas de um dilúvio ocorrido em tempos remotos em
quase todas as culturas mundo a fora, algumas delas muito semelhantes com o
relato de Gênesis. A história babilônica do dilúvio, descoberto em tabuletas de
argila é o Épico de Gilgamesh. O mito sumério de Gilgamesh conta os feitos do
rei da cidade de Uruk, Gilgamesh, que parte em uma jornada de aventuras em
busca da imortalidade, nesta busca encontra as duas únicas pessoas imortais:
Utanapistim e sua esposa, estes contam à Gilgamesh como conquistaram tal sorte,
esta é a história do dilúvio. O casal recebeu o dom da imortalidade ao
sobreviver ao dilúvio que consumiu a raça humana. Na tradição suméria, o homem
foi dizimado por incomodar aos deuses. Os elementos comuns incluem a construção
de um navio e tomar todos os tipos de animais na mesma. Byron Nelson, em seu
livro, "The Deluge Story in Stone",tem tabuladas as características
comuns das lendas, inundação de muitas culturas e os comparou com o relato
bíblico.
SÍNTESE DO TÓPICO
(III)
Deus envia o
Dilúvio sobre toda a terra.
SUBSÍDIO
BIBLIOLÓGICO
“O dilúvio
Cristãos que mantêm uma ampla visão
das Escrituras debatem se o dilúvio descrito em Gênesis foi uma inundação
universal, que cobriu a total superfície do globo, ou uma inundação limitada,
que afetou somente áreas habitadas pelo homem. Versos como ‘todos os altos
montes que havia debaixo de todo o céu foram cobertos’ (7.19,20) e ‘tudo que
tinha fôlego de espírito de vida em seus narizes, tudo o que havia no seco,
morreu’ (vv.21-23) sugerem um cataclisma mundial. Mas como seria o fato de que
não há água suficiente em nosso planeta e na atmosfera para cobrir montanhas
tais como o Evereste? Aqueles que mantêm a visão universal acreditam que o
dilúvio modificou a face da terra, levando o leito dos mares e formar
reentrâncias e empurrando montanhas para um lugar mais alto. Seja qual for a
nossa visão, está claro que o relato do dilúvio estabelece uma poderosa
declaração. Ele afirmava que Deus é Regente moral deste universo, que tem o
poder de julgar o pecado. 2 Pedro 3 lembra-nos daqueles que escarnecem da ideia
do Juízo Final que o Senhor perpetuou nos tempos de Noé para julgar os homens
ímpios e violentos. O Todo-Poderoso, cujo ódio ao pecado está revelado no
dilúvio, não permitirá que os pecados continuem impunes”
IV.
O JUÍZO DE DEUS
Os contemporâneos de Noé tiveram mais de um século
para se arrependerem e voltar para Deus. Fizeram-se, porém surdos à proclamação
do juízo divino.
1. Um juízo universal. A inundação foi universal como universal foi o juízo divino sobre
a Terra. O relato bíblico é impressionante e preciso: “E expirou toda carne que
se movia sobre a terra, tanto de ave como de gado, e de feras, e de todo o
réptil que rasteja sobre a terra, e de todo homem” (Gn 7.21).
Apenas Noé e a sua família, bem como os animais que
se encontravam com eles na arca, foram preservados. A geração de Noé teve tempo
para ouvir sua mensagem e ver a arca sendo construída, mas não deu ouvidos à
pregação e ao trabalho daquele servo de Deus, e foi destruída. O pior juízo,
contudo, achava-se no além.
Comentário: Gênesis 7.11 afirma que “se romperam todas as fontes do grande
abismo, e as janelas dos céus se abriram”. É aparente, a partir de Gênesis
1.6-7 e 2.6 que o ambiente pré-dilúvio era muito diferente do que o que temos
hoje. Pedro também descreve a universalidade do dilúvio em 2Pe 3.6-7, onde
afirma: “Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas
do dilúvio, Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se
reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da
perdição dos homens ímpios.” Nestes versos Pedro compara o julgamento
“universal” vindouro ao dilúvio do tempo de Noé e afirma que o mundo que
outrora existia foi inundado com água. Também, a promessa de Deus (Gn 8.21;
9.11; 15) de nunca mais mandar tal dilúvio já teria sido quebrada se se
tratasse apenas de uma inundação local. Além disso, todos os homens no mundo de
hoje, segundo Gênesis 9.1,19, descendem dos três filhos de Noé, e muitos
escritores bíblicos posteriores aceitaram a historicidade do Dilúvio mundial
(Is 54.9; 1Pe 3.20; 2Pe 2.5; Hb 11.7). Por último, o Senhor Jesus Cristo creu
no Dilúvio universal e o tomou como o tipo de destruição vindoura do mundo,
quando Ele retornar (Mt 24.37-39; Lc 17.26-27).
2. O juízo divino no inferno. Não resta dúvida de que toda aquela geração pereceu e foi lançada
no inferno, onde aguarda a última ressurreição, a fim de comparecer ao Juízo
Final (Ap 20.11-15). Eles sabem que isso acontecerá,pois o Senhor Jesus, no
interlúdio entre a sua morte e ressurreição, esteve no Hades, onde lhes
proclamou a eficácia da justiça divina.
Escreve o apóstolo Pedro: “Pois também Cristo
morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos
a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito, no qual também foi e
pregou aos espíritos em prisão, os quais, noutro tempo, foram desobedientes
quando a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé, enquanto se preparava
a arca, na qual poucos, a saber, oito pessoas, foram salvos, através da água”
(1Pe 3.18-20 — ARA).
A geração de Noé recusou-se a ouvi-lo, mas viu-se
obrigada a escutar o Senhor Jesus que, além de pregoeiro da justiça,
apresentava-se, agora, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Sua pregação
não era redentiva, mas vindicativa.
Comentário: Há um equivoco aqui quanto ao que Jesus fez entre sua morte e
ressurreição, bem como uma interpretação equivocada do texto de 1Pe 3.18-20. As
Escrituras em lugar algum afirmam que Cristo desceu ao inferno; que o diabo
possuía as chaves da morte e do inferno, que Jesus as tomou dele; uma segunda
chance de salvação aos desobedientes após sua morte. Note, ainda, o
seguinte: Inferno (o lago de fogo) é o lugar final e
definitivo de julgamento para os perdidos; Hades é um lugar
temporário. Então, Jesus não foi ao “Inferno – lago de fogo” porque “Inferno”
é uma esfera futura que somente entrará em vigor após o Julgamento do Grande
Trono Branco! (Ap 20.11-15). Entenda, ainda, que é uma esfera com duas divisões
(Mt 11.23; 16.18; Lc 10.15; 16.23; At 2.27:31), o território dos salvos e o dos
perdidos. O território dos salvos é chamado “Paraíso” e “Seio de Abraão”. Os
territórios dos salvos e dos perdidos são separados por um “grande abismo” (Lc
16.26). Quando Jesus subiu aos Céus, Ele levou consigo os ocupantes do Paraíso
(os crentes)! (Ef 4.8-10). O lado perdido do permaneceu intacto. Todos os
mortos incrédulos para lá vão e esperam seu futuro julgamento final. Jesus foi
ao Seol/Hades? Sim, de acordo com Lucas 23.43: na Cruz, anos mais tarde, Jesus
disse ao ladrão ao Seu lado: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso”;
então, Ele removeu do Paraíso todos os justos que já haviam morrido e os levou
consigo aos Céus. Infelizmente, em muitas traduções da Bíblia, os tradutores
não são consistentes ou corretos quando traduzem as palavras hebraica e grega
para “Seol”, “Hades” e “Geena”, onde apenas esta última corresponde à inferno,
o lago de fogo. No texto de 1Pe 3.18-20 Pedro está contrastando dois estados de
existência de nosso Redentor:
a) O estado de limitação de Cristo.
"Na
carne": este estado é a natureza humana de Cristo, 1Pe 4: 1; 1 Jo 4: 2;
2Jo 7; Jo 1: 14; 1Tm 3: 16, Rm 1: 3-4. A expressão "morto na carne"
faz referência quando Jesus morreu e saiu do estado de fraqueza e de limitação.
b) O estado de
não-limitação
"Espírito
vivificado". A expressão "vivificado no espírito" se refere à
natureza divina de Jesus. Seu estado antes de sua encarnação. E foi neste
estado que Ele pregou aos "espíritos em prisão".
Quando o texto
fala que Jesus "vivificado em espírito foi e pregou, não está se referindo
a um lugar depois de sua morte, mas onde Ele estava quando havia desobedientes
dos tempos de Noé" (v. 20). Foi neste espírito que Ele pregou através dos
profetas.
"Também".
A palavra "também" do v. 19 mostra a ênfase do estado de limitação
para o estado de não-limitação. Dito de outra forma: Cristo pregou quando
estava em nosso meio, como homem (dias de Sua carne), mas também pregou como
Divino (não-limitação) nos dias de Noé através dos profetas.
2) Quando Cristo pregou?
O ensino desta passagem não é o que
Cristo fez entre a morte e a ressurreição, mas o que Ele fez no seu estado
antes da Encarnação - estado não-limitado, no tempo de Noé, 1Pe 1: 8-12.
3) Qual o conteúdo da pregação? O que
Cristo pregou?
Jesus pregou o evangelho aos
contemporâneos de Noé. Espiritualmente, Cristo estava presente em Noé quando
este era o "pregoeiro da justiça", 2Pe 2: 5. Em 1Pe 1: 10-11, o
apóstolo mostra o evangelho sendo pregado pelos profetas. Noé certamente pregou
aos seus contemporâneos o evangelho e convocou-os ao arrependimento.
4) Quem são estes "espíritos em
prisão"
a quem
Cristo pregou?
A expressão "espíritos em
prisão" se refere às pessoas que no tempo de Noé (noutro tempo) rejeitaram
a sua pregação e que foram consideradas "espíritos em prisão",
incapazes de fazer qualquer coisa que os deixassem livres. Permaneceram no
cativeiro espiritual; permaneceram incrédulos quanto à mensagem pregada por Noé
e na prisão de suas almas. Cristo esteve sempre presente tipologicamente no
Antigo Testamento, pregando através dos profetas o Evangelho de Salvação, Rm 4:
3; Gl 16-9, 2Pe 2: 5.
CONCLUSÃO
Os antediluvianos não deram crédito à pregação de
Noé. Viviam para pecar. Sua depravação não conhecia limites. A Deus não restou
alternativa senão condená-los à destruição. Nosso mundo caminha no mesmo
sentido. Todavia, se formos zelosos quanto à pregação do Evangelho, levaremos
muitas almas a Cristo, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.
Sua família está segura? Jesus em breve virá.
Comentário: "Noé era varão justo e reto em suas gerações; Ele andava com
Deus.Esta é uma síntese sublime! Toda a vida de um homem resumida em uma
pequena frase – andava com Deus! O autor da Epístola aos Hebreus escreveu:
"Pela fé, Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam,
temeu, e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o
mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé" (Hb 11.7; 2
Pe 2.5). Outra síntese memorável da vida deste homem! Profeta, pregoeiro da
justiça e herdeiro da fé. Meu desejo é ser lembrado com frases sublimes e memoráveis,
como estas a respeito de Noé; para isto, preciso fazer agora de minha vida um
testemunho inabalável de fé, justiça e retidão! O grande ensino desta história
de fé é que o que será dito de você amanhã está subordinado ao que você é e faz
hoje;
PARA
REFLETIR
A respeito do livro de Gênesis:
1) O que foi o Dilúvio?
O fim de toda a carne. O juízo de Deus.
2) O Dilúvio foi local ou Universal?
Explique.
A inundação foi universal como universal
foi o juízo divino sobre a Terra. O relato bíblico é impressionante e preciso:
“E expirou toda carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como de gado, e
de feras, e de todo o réptil que se roja sobre a terra, e de todo homem” (Gn
7.21).
3) Descreva a arca segundo a Bíblia.
A planta da arca, posto que bastante
simples, era eficaz: “Faze para ti uma arca da madeira de gofer; farás
compartimentos na arca e a betumarás por dentro e por fora com betume. E desta
maneira farás: de trezentos côvados o comprimento da arca, e de cinquenta
côvados a sua largura, e de trinta côvados a sua altura. Farás na arca uma
janela e de um côvado a acabarás em cima; e a porta da arca porás ao seu lado;
far-lhe-ás andares baixos, segundos e terceiros” (Gn 6.14-16).
4) O que representou aos antediluvianos
a construção da arca?
Representou a oportunidade de salvação,
livrando aqueles que cressem do juízo divino. A arca é um tipo de Cristo.
5) O que fez Jesus entre a sua morte e
ressurreição?
O Senhor Jesus, no interlúdio entre a sua
morte e ressurreição, esteve no Hades, onde lhes proclamou a eficácia da justiça
divina.
SUBSÍDIOS
ENSINADOR CRISTÃO
A família que sobreviveu ao Dilúvio
O quadro acima mostra fatos que a
narrativa de Noé destaca em relação ao texto de Gênesis de 1 a 3. Em primeiro
lugar, a expressão de que “andou Enoque com Deus” (Gn 5.24) e a repetição com a
pessoa de Noé — “Noé andava com Deus” (Gn 6.9) — fazem eco para uma vida de
justiça e se correlacionam com Adão e Eva, o primeiro casal, que andava com
Deus no jardim. Neste sentido, a narrativa de Noé intensifica uma série de paralelos
com a de Adão e Eva:
1) A terra se torna, de certa forma,
novamente sem forma e vazia (Gn 7.17-24), como em Gênesis 1.1;
2) O restabelecimento do ciclo das
estações (Gn 8.22), como em Gênesis 1.14;
3) Nova ordem para a multiplicação do
gênero humano (Gn 9.6), como em Gênesis 1.27;
4) Houve, então, um novo começo (Gn 9.1),
como tudo começou em Gênesis 1.1.
Entretanto, da mesma forma que Gênesis 3
narra a queda do primeiro casal, a narrativa de Noé mostra uma “queda” que
envolveu a embriaguês de Noé e a maldição do filho mais novo de Cam, Canaã. Ou
seja, a história de Noé repete a história do ser humano: Criação, Queda, mas
promessa de Redenção. A narrativa conclui com a bênção sobre Sem, de cuja
descendência virá a redenção da humanidade. A história do Dilúvio nos revela a
chance que Deus deu para a humanidade, mergulhada em violência e corrupção,
arrepender-se do mau caminho. Ela mostra que, para Deus, formar o homem
conforme a Sua imagem e semelhança foi bom, apesar de tudo. O relato de Noé aponta
para a pessoa bendita de Jesus Cristo, a grande “Arca” que deseja livrar mais
uma vez a humanidade do caos existencial, do caos psicológico, espiritual,
moral e ético, e de tudo o que força o ser humano a uma natureza que nada tem a
ver com o que o Pai deseja a seus filhos. Como aconteceu nos dias de Noé, o
caos insiste em aterrorizar nossa vida, mas “nenhuma condenação há para os que
estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1).

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