Lição 10
6 de Dezembro de 2015
A Origem da Diversidade Cultural da
Humanidade

TEXTO ÁUREO
"[...] Eis que o povo é um, e todos têm uma
mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e, agora, não haverá restrição para
tudo o que eles intentarem fazer" (Gn 11.6).
Comentário: Os descendentes de Noé
caíram rapidamente no paganismo, de forma que o Senhor decidiu confundir a sua
língua e então os espalhou. Aquilo que foi projetado como um monumento ao
esforço humano tornou-se um símbolo do juízo divino sobre o orgulho e
auto-suficiência humanos.
VERDADE PRÁTICA
Apesar da multiplicidade de línguas e dialetos,
decorrente da confusão de Babel, o Evangelho de Cristo pode ser perfeitamente
entendido em todos os idiomas e culturas.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 11.1-9 - Torre
de Babel, um monumento à soberba humana
Terça - Gn 10.20 - Os
povos e nações são divididos em línguas
Quarta - Is 66.18 - Povos
e línguas contemplarão a glória de Deus
Quinta - Dn 3.4-7 - Nações
e línguas curvam-se à idolatria
Sexta - At 21.37-40; 27.31 - Paulo,
um missionário poliglota escolhido pelo Senhor
Sábado - At 2.1-4 - A
reversão de Babel em o Novo Testamento
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 11.1-9
1 - E era toda a terra de uma mesma língua e de uma
mesma fala.
2 - E aconteceu que, partindo eles do Oriente,
acharam um vale na terra de Sinar; e habitaram ali.
3 - E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos
e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume, por cal.
4 - E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e
uma torre cujo cume toque nos céus e façamo-nos um nome, para que não sejamos
espalhados sobre a face de toda a terra.
5 - Então, desceu o Senhor para ver a cidade e a
torre que os filhos dos homens edificavam;
6 - e o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos
têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e, agora, não haverá
restrição para tudo o que eles intentarem fazer.
7 - Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua,
para que não entenda um a língua do outro.
8 - Assim, o Senhor os espalhou dali sobre a face
de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade.
9 - Por isso, se chamou o seu nome Babel, porquanto
ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra e dali os espalhou o Senhor
sobre a face de toda a terra.
OBJETIVO GERAL
Mostrar como se deu a
diversidade cultural da humanidade.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Saber a
respeito da torre de Babel;
Analisar como
ou com o tamanho da torre, mas com a arrogância que dominava, mais uma vez o coração do homem. O Senhor abomina a altivez,
o orgulho (Pv 6.17). Que venhamos guardar os nossos corações destes sentimentos
tão nefastos.
Mostrar que
a multiplicidade linguística e cultural, depois da Torre de Babel, tornou-se um
fato.
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
Um dos fatores que
levaram a primeira civilização humana à depravação total foi o monolinguismo.
Entre os filhos imediatos de Adão e Eva, inexistiam fronteiras idiomáticas,
culturais e geográficas. Eis por que os exemplos de Caim e Lameque
alastraram-se logo por toda a terra. Na lição de hoje, encontraremos a
família noética correndo o mesmo perigo. Temendo um novo dilúvio, e
recusando-se a povoar a terra, puseram-se os descendentes de Noé a construir
uma torre, cujo topo, segundo imaginavam, tocaria os céus. A fim de impedir a
degeneração se deu a confusão de línguas;
INTERAGINDO
Na lição de hoje estudaremos a respeito da
construção da Torre de Babel. Veremos que um dos fatores que contribuíram para
que a depravação da humanidade viesse a crescer de forma vertiginosa foi o
monolinguismo. A Terra havia sido purificada pelas águas do dilúvio, mas a
semente do pecado estava em Noé e em seus descendentes. Não demorou muito para
que o pecado se alastrasse novamente. Já que não havia impedimento quanto a
língua, os homens cheios de soberba, e com um espírito de rebelião se unem para fazer um monumento que seria
símbolo da sua empáfia. Deus não estava preocupado com a construção
da
segunda civilização, o Senhor confunde-lhes a língua, levando a linhagem de
Sem, Cam e Jafé a espalhar-se pelos mais longínquos continentes. Deste
episódio, surge a multiplicidade línquística e cultural da humanidade.
Comentário: Depois do dilúvio, Deus
ordenou à humanidade: "Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a
terra" (Gn 9.1). No entanto, a humanidade decidiu fazer exatamente o
oposto: "Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo
tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos
espalhados por toda a terra" (Gn 11.4). Eles decidiram construir uma
grande cidade para que todos se congregassem lá. Decidiram construir uma torre
gigantesca como um símbolo do seu poder, para fazer um nome para si (Gn 11.4). Esta
torre é que ficou conhecida na história como a Torre de Babel. Não é atoa que o
nome Ninrode significa "rebelde". Ele foi o primeiro
homem que realmente organizou uma rebelião contra Deus. Ele aparentemente foi
influenciado por seu pai (Cuxe), que lhe deu este nome. Em vista desta primeira
rebeldia pós-dilúvioa, Deus, para fazer valer sua ordem exarada em Gn 9.1,
confunde as línguas de modo que não mais pudessem se comunicar uns com os
outros (Gn 11.7). Babel, em hebraico, significa confundir. Diante da confusão
estabelecida, juntaram-se os de mesma fala e depois foram juntas para se
estabelecerem em outras partes do mundo (Gn 11.8-9). Assim, Deus impõe o Seu
comando de que toda a humanidade se espalhasse por todo o mundo. Há muitos
outros testemunhos desse acontecimentofora da Bíblia: o testemunho mais
explícito encontra-se gravado numa placa babilônica de pedra escura conservada
hoje na famosa The Schøyen Collection, (MS 2063) com sede em
Oslo e Londres. Nessa placa o rei de Babilônia Nabucodonosor II mandou
escrever, no ano 570 a.C.: “Um
antigo rei construiu o Templo das Sete Luzes da Terra, mas ele não completou a
sua cabeça. Desde um tempo remoto, as pessoas tinham-no abandonado, sem
poderem expressar as suas palavras. Desde aquele tempo terremotos e relâmpagos
tinham dispersado o seu barro secado pelo sol; os tijolos da cobertura
tinham-se rachado, e a terra do interior tinha sido dispersada em montes”. Desta maneira, o
próprio rei Nabucodonosor nos fornece, no ano 570 a.C., uma ideia do que tinha
restado da Torre de Babel.
PONTO CENTRAL
O
monolinguismo contribuiu para que a primeira civilização humana se tornasse uma
civilização depravada e distante do Criador.
I - A TORRE DE BABEL
Não
sabemos quanto tempo se havia passado desde que Noé saiu da arca até a
construção da torre de Babel. De qualquer forma, seus filhos, Sem e Jafé, não
puderam impedir seus descendentes de cair na apostasia de Cam.
1. O
monolinguismo. Naquele
tempo, a humanidade ainda era monolíngue; todos falavam uma só língua (Gn
11.1). Sobre o idioma original da humanidade, há muita especulação.
Alguns sugerem o hebraico. Nada mais ilógico. Abraão, ao deixar a sua terra
natal, falava o arameu (Dt 26.5) que, nos lábios de seus descendentes, sofreria
sucessivas mudanças até transformar-se na belíssima língua hebreia. O
interessante é que depois do cativeiro babilônico, os israelitas voltariam a
usar o aramaico, inclusive Jesus (Mc 15.34).
Comentário: Os cerca de 3 mil
diferentes idiomas falados no planeta, sem contar os já extintos, têm a mesma
origem. Na busca dessa lingua-mãe, os pesquisadores descobrem semelhanças
incríveis que talvez não sejam coincidências. Hoje muitos lingüistas (ciência
que estuda a evolução das línguas, suas estruturas e possíveis inter-relações
no quadro histórico e social) estão empenhados em chegar a essa língua-mãe.
Existem motivos fortes para se acreditar na veracidade do relato Torre de
Babel. Isso significa que, mais uma vez, uma história bíblica julgada por
muitos como ilusória pode ganhar um bom valor histórico.
2. Uma
nova apostasia. Se por um
lado o monolinguismo facultava a rápida disseminação do conhecimento, por
outro, propagava com a mesma rapidez as apostasias da nova civilização. E,
assim, não demorou para que a revolta, misturada ao medo, se tornasse
incontrolável. Por isso, revoltam-se os descendentes de Noé contra Deus:
"Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus e
façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a
terra" (Gn 11.4). Se Deus não tivesse intervindo a situação ficaria mais
insustentável do que no período anterior ao Dilúvio.
Comentário: Deus notou o progresso
e a intenção daquela comunidade rebelde e, pela sua misericórdia, Deus se
recusou a permitir que este esquema maligno tivesse êxito. Isto foi realizado
com eficácia fazendo com que diferentes famílias falassem diferentes idiomas, e
desta forma se espalhassem pela terra. Então o plano original de Deus de
repovoar a terra foi realizado. O povo queria ter um grande nome. No julgamento
de Deus, a cidade foi chamada de Babel, que significa confusão.
3. Um
monumento à soberba humana. Apesar das garantias divinas de que não haveria outro dilúvio, os
filhos de Noé buscavam agora concentrar-se num lugar alto e forte.
Entregando-se ao medo, acabaram por erguer um monumento à soberba e à rebelião.
A ordem do Senhor àquela gente era clara: espalhar-se até aos confins da terra
(Gn 9.7; Mt 28.19,20). Séculos mais tarde, o Senhor Jesus Cristo também ordenou
aos seus discípulos que fossem proclamar o Evangelho até os confins da Terra.
Quando não a obedecemos, edificamos dispendiosas torres, onde a confusão é
inevitável. Cada um fala a sua língua, e ninguém se entende mais.
Comentário: Para os judeus, o termo
“Babel” adquiriu o significado de "confusão" por conta de seu
significado no texto de Gênesis 11:9. O autor de Gênesis, Moisés usa o nome
Babel em hebraico Bavél, da raiz do verbo ba.lál, que significa "confundir".
No entanto, o termo “Babel” pode ser dividido em duas partes, Bab e El que
sugere uma combinação do acadiano Bab "porta", "portão" com
o hebraico El "Deus" abreviatura usada para Elóhah e Elohím,
significando assim, “porta de Deus”. Se os caldeus diziam que a Babilônia era a
“porta dos céus”, para os hebreus ele era “confusão”. Alguns estudiosos
identificam a torre nesta narrativa como o templo zigurate de Marduque, na
Babilônia, com 91 metros de altura. O mesmo orgulho arrogante que inspirou os
rebeldes Adão e Eva a rejeitar o conhecimento de Deus (Gn 3.5) e o ímpio Caim a
construir sua cidade (4.17) agora inspira “toda a terra” (v 4). A menção de
“Sinar” e “Babel” relembra o reino rebelde de Ninrode Gn 11.1-9, . Eles decidiram
construir uma grande cidade para que todos se congregassem lá. Decidiram
construir uma torre gigantesca como um símbolo do seu poder, para fazer um nome
para si (Gn 11.4).
SÍNTESE DO TÓPICO I
A soberba
dos homens da primeira civilização os levaram a desejar construir uma torre, um
monumento a soberba humana.
SUBSÍDIO DIDÁTICO
Os "descendentes de Sem povoaram as regiões asiáticas, desde as
praias do Mediterrâneo até o oceano Índico, ocupando a maior parte do
território de Jafé e Cam. Foi entre eles que Deus escolheu seu povo, cuja
história constitui o tema central das Sagradas Escrituras.
Os descendentes de Cam foram notavelmente poderosos no princípio da
história do mundo antigo. Constituem a base dos povos que mais relações
travaram com os hebreus, seja como amigos, seja como inimigos. Eles
estabeleceram-se na África, no litoral mediterrâneo da Arábia e na
Mesopotâmia.
Os descendentes de Jafé foram os povos indo-europeus, ou arianos. Embora
não tivessem sobressaído na história antiga, tornaram-se nas raças dominantes
do mundo moderno".
CONHEÇA MAIS
*A Torre de Babel
“Como a
humanidade, descendendo novamente de uma única família, tornou-se tão dividida?
A história da Torre de Babel explica. Deus introduziu idiomas que dividem o
povo como um ato de julgamento quando os descendentes de Noé tentaram
arrogantemente alcançar os céus.
O
capítulo 11 de Gênesis nos mostra os descendentes de Sem, a linhagem da qual
surgiram Abrão e, em última análise, Cristo.” Para conhecer mais leia Guia do
Leitor da Bíblia, CPAD, p. 31.
II - A CONFUSÃO DE
LÍNGUAS
1. Uma
cidade à prova d'água. A engenharia dos descendentes de Noé era bastante avançada. De
início, projetaram uma cidade cujo epicentro seria uma torre que, segundo
imaginavam, arranharia o céu (Gn 9.4). Aquele lugar se tornaria uma fortaleza
impenetrável, mas independente dos planos dos homens, Deus lhes frustraria os
objetivos e cumpriria sua vontade espalhando-os pela terra. Em seguida,
prepararam o material: tijolos bem queimados e betume. O seu objetivo era
construir uma cidade à prova d'água. Se houvesse algum dilúvio, escalariam a
torre, e tudo estaria bem. Na verdade, não queriam cumprir o mandato cultural
que o Senhor confiara ao patriarca: repovoar e trabalhar a terra (Gn 9.4).
Comentário: Existem algumas
opiniões acerca do motivo da construção desta torre, uma delas diz que os
construtores queriam se prevenir no caso de mais um dilúvio, similar ao de Noé,
acontecer. O medo de outro dilúvio, então, fez com que construíssem uma alta
torre que pudesse chegar até os céus, e "sustentá-lo", como colunas
no céu, para que o dilúvio não ocorresse novamente. Esta opinião retrata bem a
descrença na Palavra de Deus que havia prometido nunca mais destruir a terra
com águas do dilúvio e selou seu pacto com o sinal do arco-íris. Independente
de qual tenha sido o verdadeiro motivo, observamos através deste fato que estas
pessoas certamente não acreditavam na palavra de Deus.
2. A
torre que Deus não viu. Aos olhos dos homens, a torre parecia alta. Mas, à vista de Deus,
nada era. Ironicamente, o Altíssimo teve de baixar à terra para vê-la:
"Então, desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos
homens edificavam" (Gn 11.5). Assim são os projetos firmados na vaidade
humana. Aos nossos olhos, muita coisa; à vista de Deus, tolas pretensões. Se o
Senhor não tivesse intervindo, a segunda civilização tornar-se-ia pior do que a
primeira (Gn 11.6). Nenhum limite seria forte o bastante para conter aquela
gente, que já começava a depravar-se totalmente.
Comentário: A investigação divina
antes do julgamento é frequentemente descrita em Gênesis (3.11-13; 4.9-10;
18.21). Ao invés de conflitar com a doutrina da onisciência divina, esta
descrição antropomórfica da atividade de Deus serve para
enfatizar que o julgamento divino é sempre de acordo com a verdade. As torres
da Mesopotâmia (zigurates) foram construídas como escadas para a descida dos
deuses. Deus, porém, desce em julgamento nesta torre de orgulho humano –
Bíblia de Estudo Genebra, Cultura Cristã, Nota Gn 11.2, pág 25..
(Antropomorfismo vem de duas palavras gregas: anthropos (homem) e morphe
(forma). Portanto, um antropomorfismo é quando Deus aparece ou Se manifesta
para nós em forma humana ou mesmo em características humanas atribuídas a Ele
mesmo. Vemos isto por toda a Bíblia - e com razão assim. Apesar de tudo, não
podemos ascender onde Deus está, mas Ele pode descender até onde estamos.
3. Quando
ninguém mais se entende. Por isso mesmo, o Senhor decreta: "Eia, desçamos e
confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro"
(Gn 11.7). Nascia ali, na planície de Sinear, o multilinguismo. Como ninguém
mais se entendia, os descendentes de Noé foram apartando-se uns dos outros, e
reagrupando-se de acordo com a sua nova realidade idiomática. Os filhos de Sem
formaram uma grande família linguística, da qual se originaram o aramaico, o
moabita, o árabe e, mais tarde, o hebraico. O mesmo fenômeno deu-se entre as
linhagens de Jafé e Cam. É bem provável que Pelegue tenha nascido nesse período
(Gn 10.25). Apesar da confusão da linguagem humana, Deus permitiu que os
idiomas conservassem evidências de um passado, já bastante remoto, quando todos
os seres humanos falavam uma só língua.
Comentário: Ironicamente, ao invés
de ganhar relevância e imortalidade, eles alcançaram alienação e dispersão. A
expulsão já fora a triste sorte de Adão e Eva (3.23) e de Caim (4.12). Este
castigo foi também um ato da graça, no isolamento, os povos estariam mais
inclinados a se voltar a Deus (12.3; At 17.26-27). É de C.S. Lewis esta bela
frase: “Orgulho é o pecado que mais detestamos em outros e menos detectamos em
nós!”. O homem é orgulhoso por natureza. Orgulho foi o primeiro pecado do
universo (Lúcifer querendo pôr seu trono acima de Deus; Is 14.12-14; 47.7-10).
Auto-suficiência, independência, teimosia, levam o homem a se afastar de Deus.
Tiago 4.6 diz, “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.
Note a repetição da palavra “Vinde” no texto: vss. 3,4 é o homem tomando
conselho para rebelar-se contra Deus. Mas no conselho divino, no corte
celestial, o “Vinde” de Deus prevalece. Deus sempre tem a palavra
final! Quem segue seu próprio caminho será frustrado. O fruto
proibido se torna cinzas em sua boca. Não é do jeito que gostamos, mas
afinal de contas, vivemos no mundo de Deus, não nosso. É interessante
notar que para o homem rebelde, exatamente o que ele mais temia, dispersão por
toda a terra, aconteceu!
SÍNTESE DO TÓPICO II
Como uma forma de dificultar
os intentos perversos dos homens, Deus confundiu as línguas.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
"A história nos conta que, em assembleia, os
novos habitantes de Sinar tomaram uma decisão totalmente fora da vontade de
Deus. O propósito da ação é claro. Queriam fama (Gn 11.4). E desejavam
segurança: 'Para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra'.
Ambas as metas seriam alcançadas somente pelo empreendimento humano. Não há
dúvida sobre a ingenuidade das pessoas. Não tendo pedras, fabricaram tijolos de
barro e depois queimaram bem. Viram a utilidade do betume abundante na área e o
usaram como argamassa.
O interesse principal desse povo não estava numa
torre, embora também houvesse a construção de uma cidade. A torre ia alcançar
os céus. Nada é dito sobre um templo no topo da torre, por isso não está claro
se a torre era como os zigurates que houve mais tarde na Babilônia.
O paganismo está indiretamente envolvido nesta
história, pois havia um ímpeto construtivo em direção ao céu e o único
verdadeiro Deus foi definitivamente omitido de todo planejamento e de todas as
etapas. Mas Deus não estava inativo. O julgamento de Deus logo veio. Para
demonstrar que a unidade humana era superficial sem Deus, Ele introduziu
confusão de som na língua humana. Imediatamente estabeleceu-se o caos. O grande
projeto foi abandonado e a sociedade unida, sem temor de Deus, foi despedaçada
em segmentos confusos. Em hebraico, um jogo de palavras no versículo 9 é
pungente. Babel significa 'confusão' e a diversidade de línguas resultou em
balbucis ou fala ininteligível" (Comentário Bíblico Beacon. Vol 1. 1.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 55).
III - A MULTIPLICIDADE
LINGUÍSTICA E CULTURAL
O episódio da torre de Babel criou diversas
fronteiras entre os descendentes de Noé: linguísticas, culturais e geográficas.
1. Linguísticas. Da barreira
idiomática, surgiu a noção de nacionalidade, responsável pela criação de países
e reinos. Só os impérios, geralmente antagônicos a Deus, buscam unificar o que
o Senhor separou em Sinear (Dn.3.7). A multiplicidade linguística dos povos
oprimidos, porém, torna inviável tal unificação, ainda que possa ser
considerada "duradoura", como foi o império romano. Já imaginou se
toda a humanidade falasse o russo ou o alemão? Homens como Stalin e Hitler
teriam certamente dominado toda a terra.
Comentário: A partir do momento em
que Deus dispersou o povo, lançando-o aos desafios das línguas desconhecidas,
fruto da situação por ele mesmo provocada, começou a procura de novas terras e
a formação de novos povos. Tentaram construir uma torre para atingir o céu, com
dois objetivos: obter glória para eles e para que eles não fossem espalhados
pela terra. No entanto, toda glória precisa ser dada a Deus! O propósito de
Deus era que eles de espalhassem sobre a terra (Gn 1.28; 9.1; 11.8). Deus mais
uma vez os castigou, agora confundindo a língua, aqui nós temos o início das
culturas, das diversas línguas. A rebelião contra Deus, ocasiona divisão entre
os homens. Foi assim deste o início, com o pecado de Adão e Eva, veio o
primeiro homicídio, Caim mata Abel. No relato diluviano, Deus decide destruir a
humanidade por conta da violência. Para deter a maldade na terra. Com o
surgimento de diversas línguas as pessoas se dispersaram, diversas civilizações
menores surgiram, e assim a maldade foi detida por um tempo.
2. Culturais. A
diversidade linguística trouxe também a diversidade cultural. Cada povo, uma
língua, uma cultura e costumes bem característicos. Tais fatores tornam
inviável um Estado totalitário mundial. O governo do Anticristo, aliás, reinará
absoluto por apenas 42 meses (Ap 13.5). Logo após, será destruído.
Comentário: Ninrode - (neto de Cão)
começou a se destacar. Ninrode vem do heb. marad = "rebelar-se". A
tradução literal do seu nome poderia ser: "vamos nos revoltar".
Ninrode foi a primeira tentativa de satanás de formar um ditador mundial. Ele
foi o primeiro tipo de Anticristo. Ele fundou um reino em oposição ao reino de
Deus e chefiou a construção de uma torre e de uma cidade - Babilônia, onde se
originou todo o sistema anti-Deus. Todas as religiões falsas do mundo têm sua
origem em Babilônia. Salmo 2.2,4: "Os reis da terra se levantam, e os
príncipes juntos conspiram contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo:
Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas. Aquele que está
sentado nos céus se rirá; o Senhor zombará deles."
3. Geográficas. Acrescente-se
a essas dificuldades as fronteiras naturais: rios, mares, montanhas, vales,
etc. Cada povo com o seu território. Deus sabe o que faz.
Comentário: A rebelião contra Deus,
ocasiona divisão entre os homens. Foi assim deste o início, com o pecado de
Adão e Eva, veio o primeiro homicídio, Caim mata Abel. No relato diluviano,
Deus decide destruir a humanidade por conta da violência.
SÍNTESE DO TÓPICO III
A confusão das línguas contribuiu para a multiplicidade linguística e
cultural da humanidade.
CONCLUSÃO
O episódio
de Babel não impediu a proclamação do Evangelho, pois no Pentecostes,
"todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras
línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem" (At 2.4). A
Palavra de Deus, atualmente, encontra-se em quase todas as línguas. O que
parecia maldição fez-se bênção para todos os povos.
Comentário: Essa
história quer nos mostrar também, como a altivez humana é, de fato, uma grande
ousadia contra Deus. O homem é criado à sua imagem e semelhança, portanto, é
dotado de grande capacidade para inventar, produzir, reproduzir... e também
para amar, procriar, celebrar, louvar... Desde o início, o ser humano usou de
sua capacidade e inteligência para fazer o bem, mas também tropeçou muitas
vezes e em muitas coisas e, com isso, ofendeu ao seu criador, merecendo receber
dele corretivos. A Torre de Babel é, por excelência, símbolo da arrogância
humana, da cidade deformada pela auto-suficiência que dá origem à estruturas
injustas, exploradoras e opressoras, num mundo de ambigüidades. E o que vemos é
uma sociedade competitiva, uma cultura mesclada, um processo histórico
inconsistente e produtor de idolatrias. A maldição foi a confusão de línguas,
mas Deus traz bênção da maldição. Um dia as nações adorarão a Deus
juntas. Os babilônios queriam uma ciadade. Mas Deus providencia uma
cidade com fundamentos que permanecerão. Ninrode e seu povo queria um
nome. Mas àqueles que crêem em Deus Ele promete,: "Ao vencedor,
fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também
sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que
desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome. Quem tem
ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
“NaquEle que me garante: "Pela
graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus"
(Ef 2.8)”,
PARA REFLETIR
A respeito do livro de Gênesis:
O que
levou os descendentes de Noé a construírem a torre de Babel?
Eles
queriam fama e desejavam segurança. Foram movidos pelo orgulho.
Como eles
construíram a torre?
Eles
prepararam o material: tijolos bem queimados e betume.
O que
teria acontecido se eles tivessem alcançado o seu intento?
O homem
não teria cumprido o mandato cultural que Deus havia lhe dado.
O que,
hoje, separa os seres humanos?
A
diversidade linguística, cultural e geográfica.
Que
episódio bíblico é considerado o contraponto da torre de Babel?
A
proclamação do Evangelho, pois no Pentecostes, "todos foram cheios do
Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo
lhes concedia que falassem" (At 2.4).
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - nº 64, p. 41. (http://www.youblisher.com/p/1223317-ENSINADOR-CRISTAO-No-64/)
Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São
artigos que buscam expandir certos assuntos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário