Lição 11
13 de Dezembro de 2015
Dia da Bíblia
Melquisedeque Abençoa Abraão
TEXTO
ÁUREO
"E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do
Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra." (Gn 14.19)
Comentário: O escritor entende que o fato de Melquisedeque abençoar Abraão indica
que Melquisedeque é maior do que Abraão (Hb 7.7). Impetrar a bênção e receber o
dízimo do espólio, nesse caso, demonstram claramente a superioridade de
Melquisedeque sobre Abraão.
VERDADE
PRÁTICA
A bênção de Melquisedeque não se limitou a
Abraão, mas alcança todos os que recebem Jesus Cristo como sacerdote
eterno.
LEITURA
DIÁRIA
Segunda - Hb 7.1 - Melquisedeque,
rei de Salém e sacerdote de Deus
Terça - Hb 7.2 - Melquisedeque,
rei de Salém e rei de justiça
Quarta - Hb 7.3 - Melquisedeque,
um sacerdócio eterno
Quinta - Gn 14.20 - Melquisedeque
recebe os dízimos de Abraão
Sexta - Gn 14.18 - Melquisedeque
traz pão e vinho a Abraão
Sábado - Sl 110.4 - Jesus,
Sacerdote da ordem de Melquisedeque
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 14.12-20
12 - Também tomaram a Ló, que habitava em Sodoma,
filho do irmão de Abrão, e a sua fazenda e foram-se.
13 - Então, veio um que escapara e o contou a
Abrão, o hebreu; ele habitava junto dos carvalhais de Manre, o amorreu, irmão
de Escol e irmão de Aner; eles eram confederados de Abrão.
14 - Ouvindo, pois, Abrão que o seu irmão estava
preso, armou os seus criados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os
perseguiu até Dã.
15 - E dividiu-se contra eles de noite, ele e os
seus criados, e os feriu, e os perseguiu até Hobá, que fica à esquerda de
Damasco.
16 - E tornou a trazer toda a fazenda e tornou a
trazer também a Ló, seu irmão, e a sua fazenda, e também as mulheres, e o
povo.
17 - E o rei de Sodoma saiu-lhes ao encontro
(depois que voltou de ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com ele) no
vale de Savé, que é o vale do Rei.
18 - E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e
vinho; e este era sacerdote do Deus Altíssimo.
19 - E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do
Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra;
20 - e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou
os teus inimigos nas tuas mãos. E deu lhe o dízimo de tudo.
OBJETIVO
GERAL
Saber que a bênção de Melquesideque não se limitou
a Abraão, mas alcança a todos que pela fé receberam a Jesus como Salvador
HINOS SUGERIDOS: 82, 126,198 da Harpa Cristã
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS
1. Saber a respeito de
Melquisedeque como rei de Salém;
2. Analisar a vida de Abraão como
gentio;
3. Mostrar que Melquisedeque ao
trazer pão e vinho a Abraão abençoa o patriarca.
INTERAGINDO
COM O PROFESSOR
Na lição de hoje, estudaremos a respeito de dois
personagens: Melquisedeque e Abraão. Segundo o pastor Claudionor de Andrade, a
história de Melquisedeque é pequena, mas a teologia e a sua importância são
grandes. Melquisedeque era rei de Salém, que mais tarde veio a se tornar
Jerusalém. Ele é um tipo de Cristo. Melquisedeque não era apenas rei, mas
também um sacerdote. Seu nome significa "rei da justiça". Ao
aceitar a bênção de Melquisedeque, Abraão demonstra reconhecer a sua autoridade
sacerdotal. Abraão não somente aceitou sua bênção, mas lhe deu o dízimo de tudo
(v. 20).
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
A história de Melquisedeque é tão breve que o autor
sagrado pôde narrá-la em apenas três versículos (Gn 14.18-20). Aliás, nem
biografia possui o misterioso homem. Sabemos apenas que ele era rei de
Salém e sacerdote do Deus Altíssimo. Se a história é pequena, a teologia é
grande. A importância de Melquisedeque faz-se plena com a encarnação de Cristo
que, desde o Calvário, exerce o seu sacerdócio junto ao Pai. O rei de Salém
entra em cena, quando sai ao encontro de Abraão, que vinha de uma renhida batalha
para libertar a Ló, seu sobrinho. E ali na antiga Jerusalém, abençoa no
patriarca toda a nação israelita.Nesta bênção, você também foi incluído.
Comentário: Melquisedeque, do hebraico(Malkiy-Tzadeq) "meu rei é justiça", o rei de Salém,
da antiga Jerusalém,
e sacerdote do Deus Altíssimo
(Gn 14.18-20; Sl 110.4; Hb 5.6-11; 6.20-7.28). O aparecimento e desaparecimento
repentinos de Melquisedeque no livro de Gênesis são misteriosos. Sem
ascendência nem descendência, a quem a história atribui-lhe características
sobre humanas, divina, interagiu com Abraão quando este retornou vitorioso da
batalha de Sidim. Melquisedeque e Abraão se conheceram pela primeira vez depois
da vitória de Abrão contra Quedorlaomer e seus três aliados. Melquisedeque
ofereceu pão e vinho a Abraão e aos seus homens que estavam muito cansados,
demonstrando amizade. Ele abençoou Abraão no nome de El Elyon ("Deus
Altíssimo") e louvou a Deus por ter dado a Abraão vitória na batalha (Gn
14.18-20). Seu nome (meu rei é justiça) e seu título – rei de Salém (em
hebraico “paz”) (rei de paz) indicam o Messias, cuja pessoa e ministério se
caracterizam pela justiça (Is 32.1; Jr 23.5; Ml 4.2; 1 Co 1.30) e pela paz (1Cr
22.9; Zc 9.10; Ef 2.14,15). Estas duas graças se encontram em Cristo, de modo
perfeito.
PONTO
CENTRAL
O Senhor Jesus como sacerdote pertencia à
ordem de Melquisedeque.
I.
MELQUISEDEQUE, REI DE SALÉM
Uma história sem biografia. Assim podemos definir a
aparição de Melquisedeque no relato do Gênesis.
Comentário: Melquisedeque, contemporâneo de Abraão, rei de Salém e sacerdote
de Deus (Gn 14.18), a quem Abraão pagou dízimos e foi por ele abençoado é uma
prefiguração de Jesus Cristo, que é tanto sacerdote como rei. “Sem pai, sem mãe
(Hb 7.3) não significa que este personagem literalmente não tivesse pais nem
parentes, nem que era anjo. Significa tão somente que as Escrituras não
registram a sua genealogia e que nada diz a respeito do seu começo e fim. Por
isso, serve como tipo de Cristo eterno, cujo sacerdócio nunca terminará.
Vivendo sempre para interceder (Hb 7.25). Cristo vive no céu, na presença do
Pai. (8.1), intercedendo por todos os seus seguidores, individualmente, de
acordo com a vontade do Pai (cf. Rm 8.33,34; 1 Tm 2.5; 1 Jo 2.1).
1. Rei de Jerusalém. A
antiga Salém, cujo nome em hebraico significa paz, é identificada com a
Jerusalém atual. O objetivo deste reino era promover a paz através da justiça
divina, já que o nome de Melquisedeque traz este glorioso significado: rei de
justiça (Hb 7.2).Portanto, sua função era difundir o conhecimento divino em
toda aquela região, pois Israel ainda não existia como o povo sacerdotal e
profético do Senhor.
Comentário: Salém é Jerusalém - a primeira referência à cidade de Jerusalém se
encontra em Gn 14.18, onde aparece como Salém. Com o seu nome atual, Jerusalém,
aparece pela primeira vez em Josué 10.1, onde reinava Adoni-Zedeque, que se
uniu a quatro outros reis para lutarem contra Jerusalém. A união do rei e o
sacerdote em Jerusalém haveria de levar Davi (o primeiro israelita a sentar-se
no trono de Melquisedeque) a entoar cânticos sobre um Melquisedeque mais
grandioso que havia de vir (SI 110.4). Sobre Melquisedeque, Antônio Neves de
Mesquita escreve em sua obra intitulada Estudo no livro de Gênesis (JUERP):
“Alguns querem que seja Cristo, no seu estado de pré-encarnação, mas esta
teoria está em conflito com o Sal. 110:4 e com o teor geral das Escrituras, que
fazem Cristo e Melquisedeque duas personalidades distintas e dois sacerdotes
também distintos, um prefigurado no outro. Uma coisa não pode ser prefigurada
em si mesma. Quem era, pois, esse homem? Um anjo? Não. Do pouco que sabemos
dele, cremos que era um homem pio que permanecia fiel à religião de Noé, ou ao
primitivo monoteísmo e neste caráter era um sacerdote como Jetro, sogro de
Moisés”.
2. Sacerdote do Deus Altíssimo. Melquisedeque
foi o primeiro personagem da História Sagrada a receber o título de sacerdote.
É claro que, desde o princípio, houve ações sacerdotais. Haja vista o
oferecimento que Abel fez ao Senhor (Gn 4.4).No texto bíblico, ele é
identificado como sacerdote do Deus Altíssimo (Gn 14.18). Ao contrário do
ofício de Arão, cuja continuidade era assegurada hereditariamente, o de
Melquisedeque é eterno. Com um único sacrifício, o seu ministério
plenificou-se. Sim, com a morte de Cristo foi-nos garantida eterna
redenção perante Deus (Hb 7.23-28).
3. Figura de Jesus. Filho
do homem, Jesus tem uma genealogia que, em Mateus, remonta a Abraão (Mt 1.1,2),
e, em Lucas, vai até ao próprio Deus (Lc 3.38). Mas, como Filho de Deus, Ele é
eterno: não possui genealogia (Jo 1.1-3).Nesse sentido, Melquisedeque é uma
figura perfeita de Cristo (Hb 7.1-6).Isso não significa que Melquisedeque fosse
eterno, ou uma pré-encarnação de Jesus Cristo. O que o autor sagrado diz é
que este personagem, apesar de sua importância, não possui uma biografia
escrita. Moisés foi inspirado a não registrar-lhe o nome dos pais, a idade, a
procedência, nem o dia de sua morte.
Comentário:No Salmo 110, um salmo messiânico escrito por Davi (Mt 22.43),
Melquisedeque é visto como um tipo de Cristo (modelo ou figura de Cristo). O
tema é repetido no livro de Hebreus, onde Melquisedeque e Cristo são
considerados reis da justiça e da paz. Ao citar Melquisedeque e seu sacerdócio
especial como um tipo, o autor mostra que o novo sacerdócio de Cristo é
superior à ordem levítica e ao sacerdócio de Arão (Hb 7.1-10). Devido ao
mistério que cerca seu repentino aparecimento no cenário da história, e seu
igualmente repentino desaparecimento, ele tem sido identificado com um anjo
(Orígenes), com o Espírito Santo (Epifânio), com o Senhor Jesus Cristo
(Ambrósio), com Enoque (Calmet) e Sem (Targuns, Jerônimo, Lutero).
SÍNTESEDO
TÓPICO I
Melquisedeque era sacerdote e rei de
Salém.
SUBSÍDIO
DIDÁTICO
"Em hebraico malkisedeq ou 'rei da justiça', é
mencionado em Gênesis 14.18; Salmo 110.4; Hebreus 5.6,10; 6.20;
7.1,10,11,15,17. No livro de Gênesis ele é um rei-sacerdote cananeu de Salém
(Jerusalém) que abençoou Abraão quando este retornou depois de salvar Ló, e a
quem Abraão pagou o dízimo do espólio da batalha. Devido ao mistério que cerca
seu repentino aparecimento no cenário da história, e seu igualmente repentino
desaparecimento, ele tem sido identificado com um anjo, com o Espírito Santo,
com o Senhor Jesus Cristo, com Enoque.Quanto à religião, ele era 'sacerdote do
Deus Altíssimo'"(Dicionário Bíblico Wycliffe.1.ed. Rio de Janeiro: CPAD,
2006, p. 1247).
CONHEÇA
MAIS
*Melquisedeque
"Melquisedeque (que significa 'rei de
justiça') era tanto 'rei de Salém' (possivelmente a Jerusalém primitiva), como
'sacerdote do Deus Altíssimo'. Ele servia o único Deus verdadeiro, assim como
Abrão. Melquisedeque é um tipo ou uma figura da realeza e sacerdócio eternos de
Jesus Cristo."Para conhecer mais leia, Bíblia de Estudo Pentecostal CPAD,
p. 54.
II.
ABRAÃO, O GENTIO
Abraão era tão gentio quanto eu e você, quando Deus
o chamou a formar o povo escolhido (Dt 26.5). No entanto, pela fé, tornou-se
pai da nação hebreia e de todos os que creem.
1. O pai da nação hebraica. Deus
precisava de uma nação, através da qual pudesse redimir a humanidade, segundo
anunciara a Adão e Eva (Gn 3.15). Esta nação teria de vir da linhagem de Sem, o
filho mais velho de Noé (Gn 9.26,27). E, como todos sabemos, Abraão era semita. Sua
escolha evidenciou-se por uma fé inabalável em Deus (Rm 4.3). Nele seriam
abençoadas todas as nações da terra, com a proclamação do Evangelho de Cristo
(Gn 12.3). Afinal, Jesus, segundo a carne, veio da descendência de Abraão
(Mt 1.1). A missão da família hebreia, portanto, era testemunhar ao mundo
acerca do amor, da justiça e da Palavra de Deus (Rm 9.4,5). Apesar da
aparente falha de Israel, sua missão foi plenamente cumprida, pois a salvação
chegou-nos por intermédio dos judeus (Jo 4.22).
Comentário:Abraão nasceu em Ur dos Caldeus. Sobre Ur lemos num dicionário bíblico:
“Cidade muito antiga no sul da Babilônia, que se indentifica como Tell
el-Muqayyar; ela estava situada na margem direita do rio Eufrates, a meio
caminho entre Bagdá e o Golfo Pérsico. Tera e seus filhos – entre eles Abrão –
nasceram em Ur e de lá se mudaram para Harã”. Portanto, a pátria de Abraão
ficava na Babilônia. Josué também salienta isso no seu “discurso à nação”:
“…Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Antigamente, vossos pais, Tera, pai de Abraão
e de Naor, habitaram dalém do Eufrates e serviram a outros deuses” (Js 24.2).
Abraão de fato descendia de Sem, portanto era um semita, mas ele servia a
quaisquer outros deuses babilônicos. Ter origem semítica ainda não significava
ser o patriarca de Israel, mas simplesmente que Canaã lhe seria submisso, seria
seu servo (Gn 9.26). A mudança só ocorreu em Gênesis 12. Ali houve um
acontecimento que não apenas desestruturou o pequeno mundo de Abraão, mas que
teve conseqüências que vão perdurar até o fim dos tempos. O Deus Soberano, o
Criador dos céus e da terra, chamou um único homem, ordenou-lhe que deixasse
sua terra e partisse para uma terra distante que Ele lhe mostraria. O Senhor
não lhe disse o nome dessa terra. Por isso, Abraão não sabia em que se envolveria,
mas creu na promessa que lhe foi dada a seguir: “de ti farei uma grande nação,
e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!” (Gn 12.2).
Embora somente seu neto Jacó tenha recebido o nome de Israel (Gn 32.28), isto
não muda o fato de Abraão ser o patriarca do povo de Israel. Pois Abraão,
Isaque e Jacó sempre são mencionados em conjunto, por exemplo, em Gênesis
50.24; Êxodo 33.1; Levítico 26.42; Números 32.11; Deuteronômio 1.8; Mateus 1.2;
Lucas 13.28; Hebreus 11.8-9 e assim por diante. A base para isso é e continuará
sendo a aliança de Deus com Abraão. O nome “judeus” muitas vezes é usado como
sinônimo de Israel, mas deveríamos lembrar que isso não é historicamente exato,
pois o reino de Davi se dividiu depois da morte de Salomão (930 a.C.).
Formou-se, por um lado, o Reino do Norte (as dez tribos de Israel) e, por outro
lado, o Reino do Sul (as duas tribos de Judá, os descendentes de Judá e
Benjamim – veja 1 Reis 12). Depois do cativeiro babilônico, o nome “judeus” é
usado de modo geral para os habitantes da Judéia. É interessante que no Novo
Testamento Jesus é chamado de “Rei dos judeus” pelos estrangeiros (Mt 2.2; Mt
27.11, etc.), enquanto os próprios judeus o chamaram de “rei de Israel” (Mt
27.42). Atualmente não importa mais se um judeu ou uma judia descende de Judá,
de Benjamim ou de qualquer uma das outras dez tribos. Usa-se a designação
“judeus” genericamente para uma comunidade étnica que sobreviveu apesar de
séculos de perseguição, porque Deus confirmou Sua aliança com Israel através de
um juramento e conduzirá Seu povo para o alvo!
2. O pai dos crentes. Quando
chamado por Deus, o gentio Abraão creu e, sem demora, aceitou-lhe a ordem.
Imediatamente foi justificado (Gn 15.6). A partir daquele momento, passou a ser
visto pelo Senhor como se jamais tivesse cometido qualquer falha: um homem
justo e perfeito. Enfim, um amigo de Deus (Is 41.8).Por esse motivo, todos
os que creem em Deus, à semelhança de Abraão, são tidos como seus filhos na fé
(Gl 3.7).
Comentário: Abraão ou Abrão (no hebraico é ‘abhraham, “pai de uma multidão”,
ou “pai exaltado’: Abrão, no hebraico ‘abhram, “pai das alturas”) – a mudança
de Abrão para Abraão teve por fim, reforçar a raiz da segunda sílaba, para dar
maior ênfase à idéia de exaltação. Abraão era filho de Terá; progenitor dos
hebreus, pai dos crentes e amigo de Deus, (Gn 11.26; Gl 3.7-9; Tg 2.23). Abraão
nos é apresentado no Novo Testamento como um homem de fé, como nosso pai e
exemplo. Em Romanos 4, onde ele é chamado de pai de todos os que creem (Rm
4.11,12,16) e Gálatas 3.1-14, onde os crentes são chamados de filhos de Abraão.
Com Abraão Deus se apresenta como “El Shadday (Deus Todo Poderoso); “El Elyom
(Deus Altissimo); “El Roy” (Deus Que Vê); e “El Olam” (Deus Eterno). Assim
devemos nós também aperfeiçoarmos a nossa “fé”, que é um dom de Deus, e
permanecermos firmes diante de todas as circunstâncias em que nossa obediência
é requerida por Deus, com ações de graças e não lamentações desta vida. Paulo
vê nele “o tipo do crente que obtém a justiça independentemente das obras da
Lei (Rm 4,25; Gl 3,6-29). A Fé em Cristo faz de cada crente um descendente de
Abrão (Gl 3,29).
SÍNTESE
DO TÓPICO II
Abraão, o pai da nação hebreia, era um
gentio.
SUBSÍDIO
BIBLIOLÓGICO
"Melquisedeque e seu sacerdócio são exemplo de
Cristo e de seu sacerdócio. O sacerdócio de Melquisedeque não estava limitado a
raça humana ou a tribo, sendo, portanto, universal. Sua realeza não foi herdada
de seus pais. E essa realeza também não foi transmitida a um descendente; e
assim ela era eterna. Portanto, Melquisedeque é uma tipologia de Cristo e de
seu sacerdócio eterno e universal' "(Dicionário Bíblico Wycliffe.1.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 1247).
III. A
OCASIÃO DA BÊNÇÃO
Por causa da captura de Ló por Quedorlaomer,
rei de Elão, o patriarca viu-se obrigado a formar um exército para libertar o
sobrinho (Gn 14.14). Na volta, já vitorioso, é recebido por Melquisedeque
1. Objetivo da visita. Depois
de uma vitória tão decisiva, Abraão, já nas imediações de Salém, agradece a
Deus ao ser recepcionado por Melquisedeque. O maior recebe o menor (Hb 7.7). O
patriarca sabia muito bem que estava diante do sacerdote do Deus Altíssimo. Por
isso, reverencia-o com os dízimos de seus bens pessoais e não dos despojos de guerra,
já que se recusou a recebê-los (Gn 14.20). Verdadeira adoração e serviço a
Deus. Que exemplo para nós.
Comentário: “Abrão deu o dízimo de tudo a Melquisedeque. O rei de Sodoma tinha
menos inclinação religiosa. Pediu seu povo de volta, contudo foi bastante
generoso em oferecer a Abrão todo saque procedente do combate. Abrão tinha
pouco respeito por este homem e respondeu que fizera o voto de não ficar com
nenhum bem que pertencesse ao rei de Sodoma, para que, depois, isso não fosse
usado contra ele por aquele indivíduo repulsivo. Abrão também deixou claro que
o seu Deus tinha o título de SENHOR e não era apenas outra deidade Cananéia. A
única coisa que Abrão pediu foi que os soldados fossem recompensados pelos
serviços prestados e que seus aliados, Aner, Escol e Manre, tivessem
participação no saque”. Agora note o que o escritor de Hebreus afirma:
“Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os
dízimos dos despojos” (Hb 7.4). Assim, Abraão dizimou sim dos
despojos de guerra e o resto entregou ao rei de Sodoma, tirante a parte que
cabia aos seus tirados. Para si, nada tirou Abraão, para que não se dissesse
que tinha enriquecido à custa dos reis vencidos. Ele tinha direito inegável a
uma parte, assim como Aner e os outros dois aliados, e ninguém o poderia
censurar por isso, mas como não tinha ido à guerra por espírito ambicioso, nada
quis para si. Não precisava, embora este não fosse o ponto envolvido, não quis
que se dissesse que tinha enriquecido à custa da batalha O ponto importante
aqui, não é a origem daquilo que foi dizimado –pessoal ou despojos – mas sim,
que o dízimo de Abraão foi um tributo de gratidão pela sua
vitória (Gn 18.20).
2. A autoridade de Melquisedeque. Por
intermédio de Abraão, toda a nação hebreia reverenciou Melquisedeque, até mesmo
os sacerdotes da tribo de Levi, que sequer haviam nascido (Hb 7.9). Ora, se o
sacerdócio levítico era temporário, o de Melquisedeque não podia ser
interrompido pela morte, pois é eterno. Um sacerdócio, aliás, que haveria
de ser exercido por Cristo (Sl 110.4).
Comentário: No livro de Genesis Melquisedeque é um rei-sacerdote cananeu de
Salém (Jerusalém) que abençoou Abraão quando este retornou depois de salvar Ló,
e a quem Abraão pagou o dízimo do espólio da batalha. em Mateus 22.43, Jesus
atribui o Salmo 110.4 (Jurou o Senhor, e não se arrependerá: tu és um sacerdote
eterno, segundo a ordem de Melquisedeque) a Davi e a referência a si mesmo como
o Messias. As passagens no livro de Hebreus trazem a mesma interpretação. O
autor está discutindo a superioridade do sacerdócio de Cristo em comparação ao
de Arão. Melquisedeque e seu sacerdócio são um exemplo de Cristo e de seu
sacerdócio. O sacerdócio de Melquisedeque não estava limitado a uma raça ou
tribo, sendo, portanto, universal. Sua realeza não foi herdada de seus pais. E
essa realeza também não foi transmitida a um descendente; e assim ela era
eterna. Portanto, Melquisedeque é uma tipologia de Cristo e de seu sacerdócio
eterno e universal.
3. A simbologia da visita. Melquisedeque,
ao trazer pão e vinho a Abraão, abençoa-o: "Bendito seja Abrão do Deus
Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; e bendito seja o Deus Altíssimo,
que entregou os teus inimigos nas tuas mãos" (Gn 14.19,20). O que poderia
redundar numa derrota ao patriarca transforma-se num momento de triunfo. Seu
pequenino exército dispersou as poderosas forças de Quedorlaomer. No pão e
vinho que Melquisedeque trouxera a Abraão estava a simbologia da morte de Jesus
Cristo, o Cordeiro Imaculado. Mais tarde, o Filho de Deus servirá uma
refeição semelhante aos seus discípulos (Mt 26.26-30). Com a morte do Filho de
Deus cumpria-se o sacerdócio de Melquisedeque.
Comentário: A combinação ‘pão e vinho’ significa uma refeição completa, um
banquete – uma oferta sacramental de pão e vinho, costume nos ritos orientais.
O narrador não diz que Melquisedeque “viajou para encontrar-se com Abrão,
levando pão e vinho”, mas simplesmente que ele “trouxe pão e vinho”; Com
respeito ao ato de Melquisedeque abençoar Abraão e a aceitação implícita dessa
benção por parte deste, o autor aos Hebreus comenta que Melquisedeque “abençoou
o que tinha as promessas. Evidentemente, não há qualquer dúvida, que o inferior
é abençoado pelo superior” (Hb 7.6-7,
SÍNTESE DO TÓPICO III
Melquisedeque abençoa Abraão e este lhe
entrega os dízimos.
CONCLUSÃO
Em Abraão, todos os que cremos em Cristo fomos
alcançados com a bênção de Melquisedeque. Hoje, temos o Senhor Jesus que, junto
ao Pai, intercede por nós, conforme escreve o apóstolo João: "Meus
filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar,
temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo. E ele é a
propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos
de todo o mundo" (1 Jo 2.1,2).
Comentário: Melquisedeque, contemporâneo de Abraão, foi rei de Salém e
sacerdote de Deus (Gn 14.18). Abraão lhe pagou dízimos e foi por ele abençoado
(vv.2-7). Aqui, a Bíblia o tem como uma prefiguração de Jesus Cristo, que é
tanto sacerdote como rei (v.3) O sacerdócio de Cristo é “segundo a ordem de
Melquisedeque” (6.20), o que significa que Cristo é anterior a Abraão, a Levi e
aos sacerdotes levíticos, e maior que todos eles. Mediante a intercessão de
Cristo, aqueles que se chegam a Deus pode receber graça para ser salvo
‘perfeitamente’. Quando se diz que Cristo é sumo sacerdote segundo a ordem de
Melquisedeque, entende-se que um sacerdócio falível e temporal é substituído
por um sacerdócio infalível, irrepreensível, perfeito e eterno. É por isso que
Hebreus 7.12 diz que houve mudança de sacerdócio.
PARA
REFLETIR
A respeito do
livro de Gênesis:
Quem foi Melquisedeque?
Melquisedeque era rei de Salém e sacerdote do
Senhor. É um tipo de Cristo.
Qual o significado de seu nome?
Melquisedeque traz este glorioso significado: rei
de justiça (Hb 7.2).
Descreva o sacerdócio de Melquisedeque.
Melquisedeque foi o primeiro personagem da História
Sagrada a receber o título de sacerdote. No texto bíblico, ele é identificado
como sacerdote do Deus Altíssimo (Gn 14.18). Ao contrário do ofício de Arão,
cuja continuidade era assegurada hereditariamente, o de Melquisedeque é eterno.
Com um único sacrifício, o seu ministério plenificou-se.
Faça um breve resumo da biografia de Abraão.
Abraão era gentio, quando Deus o chamou a formar o
povo escolhido (Dt 26.5). No entanto, pela fé, tornou-se pai da nação hebreia e
de todos os que creem. Abraão era semita.Sua escolha evidenciou-se por uma fé
inabalável em Deus (Rm 4.3). Nele, seriam abençoadas todas as nações da terra,
com a proclamação do Evangelho de Cristo (Gn 12.3).
Por que Jesus é sacerdote, de acordo com a ordem de
Melquisede?
Porque Jesus é anterior a Abraão, a Levi e aos
sacerdotes levíticos e maior que todos eles. Melquisedeque serve como tipo de
Cristo, cujo sacerdócio e jamais terá fim.
Comentarista Lucimar Fernandes da Silveira

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