Lição 4: Esteja alerta e
vigilante, Jesus voltará
Data: 24 de Janeiro de 2016
TEXTO ÁUREO
“Porque, como o
relâmpago ilumina desde uma extremidade inferior do céu até à outra
extremidade, assim será também o Filho do Homem no seu dia” (Lc 17.24).
Comentário: A vinda de Cristo será
evidente, sem ambiguidade e visível a todos (Mt 24.27). Este texto nos garante
que os verdadeiros seguidores de Cristo não serão enganados, mas saberão
aguardar a chegada do seu Senhor dos céus. Sua vinda será tão repentina, quanto
visível.
VERDADE PRÁTICA
A volta de Jesus será tão
repentina que não haverá chance para arrependimento e preparo de última hora.
LEITURA
DIÁRIA
Segunda — Jo 14.3 - Jesus garantiu que voltará outra vez para nos buscar
Terça — Mt 24.24 - Um dos sinais da volta de Jesus é o surgimento de falsos cristos
Quarta — Pv 8.17 - Os que amam a vinda de Jesus buscam-no pelas madrugadas em oração
Quinta — 2Ts 1.8,9 - Os ímpios vão experimentar o juízo de Deus
Sexta — Lc 17.29 - Quando Ló saiu de Sodoma, choveu fogo do céu
Sábado — Lc 17.32 - Não se esqueça do exemplo da mulher de Ló que olhou para trás
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas 17.24-30.
24 — porque, como o relâmpago
ilumina desde uma extremidade inferior do céu até à outra extremidade, assim
será também o Filho do Homem no seu dia.
25 — Mas primeiro convém que
ele padeça muito e seja reprovado por esta geração.
26 — E, como aconteceu nos
dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do Homem.
27 — Comiam, bebiam, casavam e
davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e
consumiu a todos.
28 — Como também da mesma
maneira aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam
e edificavam.
29 — Mas, no dia em que Ló
saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre, consumindo a todos.
30 — Assim será no dia em que
o Filho do Homem se há de manifestar.
HINOS SUGERIDOS
98, 300 e 323 da Harpa Cristã.
OBJETIVO GERAL
Mostrar que Jesus garantiu que
voltará outra vez para nos buscar.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos
específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por
exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
I. Saber que
a vinda de Jesus será repentina;
II. Explicar que
semelhante aos dias de Noé será a vinda de Jesus;
III. Compreender que
toda a Terra está corrompida pelo pecado;
IV. Fazer um
paralelo entre os dias de Ló e os nossos dias.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Professor, o texto
bíblico da Leitura Bíblica em Classe se encontra em Lucas 17. Neste capítulo o
Senhor Jesus dá uma série de orientações aos seus discípulos. O Mestre ensina a
respeito das preocupações que os discípulos precisam ter com as suas atitudes.
Precisamos evitar tudo que leve os nossos irmãos a pecarem (Lc 17.1,2). Estamos
sujeitos a errar, mas o Mestre mostra que na comunidade os pecados devem ser
enfrentados (não acobertados), confessados e perdoados (vv.3-10). No decorrer
da lição, procure dar ênfase a esta verdade, pois sabemos que a vinda de Jesus
será repentina, não dando tempo para arrependimento e preparo de última hora.
Que possamos viver uma vida íntegra, orando a Deus e vigiando para que não
venhamos a ficar para trás no grande e glorioso Dia do Senhor.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Jesus alertou várias
vezes para a natureza súbita de sua vinda. Mesmo assim, pode-se observar, sem
muito esforço, que grande parte dos crentes está descuidada, envolvida com os
afazeres da vida e não se prepara para aquele grande momento em que Jesus
voltará. É o que veremos no estudo desta lição. Deus tem falado, não só pela
sua Palavra, mas através dos sinais da vinda de Jesus, que está chegando a
hora. Você está preparado?
Comentário: A presente era, em
relação à verdadeira igreja, terminará com a translação da igreja à presença do
Senhor. A doutrina da translação da igreja é uma das considerações mais
importantes da escatologia do Novo Testamento. Este tema é uma das questões em
que os estudiosos mais divergem atualmente. A escola pré-milenista está
dividida em campos como o parcialista, que levanta a questão de quem
participará do arrebatamento, e os pré-tribulacionistas, meso-tribulacionistas e pós-tribulacionistas,
que levantam questões sobre em que ocasião se dará o arrebatamento em relação
ao período tribulacional. Os santos da igreja primitiva aguardavam a volta de
Jesus ainda em seus dias; esta é a doutrina da iminência da volta de Cristo. É
ensinada nas Escrituras em trechos como: Jo 14.2,3; 1Co 1.7; Fp 3.20, 21; 1Ts
1.9,10; 4.16,17; 5.5-9; Tt 2.13; Tg 5.8,9; Ap 3.10; 22.17-22.
I. A VINDA DE JESUS SERÁ REPENTINA
1. Como um relâmpago. Jesus não declarou qual seria a hora, ou o momento exato, em que a
sua Igreja será arrebatada. Mas Ele afirmou: “E dir-vos-ão: Ei-lo aqui! Ou:
Ei-lo ali! Não vades, nem os sigais!” (Lc 17.23). Diante dessa advertência, só
nos resta orar a Deus e vigiar, para que não fiquemos para trás na volta de
Jesus e para que não sejamos confundidos, pois muitos falsos cristos vão
surgir, tentando enganar os crentes e mesmo os ímpios. Precisamos ter
discernimento para não ser enganados, pois vivemos tempos difíceis, onde muitos
estão pregando um pseudo-evangelho.
Comentário: Nós que somos
pré-tribulacionistas, não devemos viver buscando sinais, ainda que estejam
elencados em Mateus 28.19,20, devemos seguir o exemplo da igreja primitiva, que
acreditava que o curso natural da história poderia ser interrompido pelo
arrebatamento da igreja, iminentemente. Não sabemos o dia de Sua volta, mas à exemplo
daqueles crentes, devemos viver aguardando para ‘hoje’ e ‘agora’ Sua volta.
Como comentei no texto áureo, a vinda de Cristo será evidente, e visível a
todos (Mt 24.27). Esta é a garantia que temos e a maior evidência, a fim de não
sermos enganados por falsos mestre e suas falsas mensagens, mas saberemos
aguardar a chegada do nosso Senhor.
2. Como um ladrão. “Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília
da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a
sua casa” (Mt 24.43). Para que sua residência não seja furtada e a sua família
esteja em segurança, você mantém os portões e as portas bem fechados,
principalmente durante a noite. Algumas pessoas também colocam grades de
proteção nas janelas. Muitos fazem altos investimentos utilizando sistemas
sofisticados de alarmes e câmeras. Tudo porque não sabemos a que horas o ladrão
pode atacar nossa família e roubar nossos bens, ou até mesmo tirar nossa vida
ou de um ente querido nosso. Assim como protegemos nossa casa com câmeras e
alarmes contra meliantes, precisamos proteger a nossa vida espiritual contra os
ataques do Inimigo. Como podemos proteger-nos espiritualmente? Lendo, meditando
e obedecendo à Palavra de Deus, orando, buscando a santificação e participando
da comunhão com os santos. Esteja preparado e em segurança para a vinda de
Jesus, não descuide de sua “casa espiritual”.
Comentário: Em um período de
indiferença e negligencia, o Senhor aparecerá repentinamente. Alguns serão
levados ao seu encontro, enquanto outros não. A ideia desse acontecimente
estimula a vigilância e o preparo em nós. Não defendo aqui a teoria do
Arrebatamento Parcial, que argumenta que nem todos os crentes serão levados,
mas apenas os que estiverem ‘vigiando’ e ‘esperando’ por esse acontecimento,
que tenham atingido certo nível de espiritualidade que os torne dignos de ser
incluídos. Tal interpretação se baseia numa leitura equivocada do valor da
morte de Cristo para libertar o pecador da condenação e torná-lo aceitável à
Deus. A salvação realizada na Cruz foi perfeita, por ela somos justificados,
tornados aceitáveis à Deus, fomos colocados em Cristo posicionalmente para
sermos recebidos por Deus como se fosse o próprio Filho. Não será nossa própria
justiça experincial, senão, seríamos menos que justificados, menos que
perfeitos em Cristo! "E, se é pela graça, já não é mais pelas obras; se
fosse, a graça já não seria graça." (Rm 11.6); Se a graça é um favor
imerecido, porque deveríamos achar que vamos perdê-la se deixarmos de merecer?
Pense nisso.
SÍNTESE DO TÓPICO (I)
A vinda de Jesus será
repentina. Ele virá como um relâmpago.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
“O Reino e a Vinda do
Filho do Homem (Lc 17.20-30)
O Jesus inspirado pelo
Espírito fala profeticamente sobre a vinda do Reino de Deus, incluindo sua
própria vinda e o julgamento final. Lucas registra dois dos maiores discursos
de Jesus sobre os acontecimentos do tempo do fim (Lc 17.20-37). O Reino, o governo
de Deus, é uma realidade presente. A vida e ministério de Jesus declaram de
modo veemente e novo a presença do reinado régio de Deus. Mas a vinda desse
Reino também é um acontecimento futuro. Jesus se refere a ambos os lados do
reinado soberano de Deus aqui. Nos versículos 20 e 21, em resposta a uma
pergunta feita pelos fariseus, Ele explica a natureza futura do Reino. Depois,
nos versículos 22 a 37, Ele explica aos discípulos a futura vinda do Reino.
Alguns fariseus perguntaram a
Jesus quando Deus vai estabelecer o seu Reino na terra. Não há que duvidar que
eles ficaram impressionados com os dons proféticos de Jesus, então agora eles
desejam saber o momento quando Deus começará a exercer seu governo sobre a
humanidade. Eles querem um horário e presumem que sinais visíveis precederão a
vinda do Reino. Jesus explica que o Reino de Deus é distinto dos reinos com os
quais os fariseus estão familiarizados. Sua vinda não corresponderá com sinais
visíveis para que ninguém possa predizer o tempo exato de sua chegada. As
pessoas entendem mal o caráter do Reino de Deus, quando dizem ‘Ei-lo aqui! Ou:
Ei-lo ali!’. Tais predições são arrogantes e mostram-se falsas e decepcionantes
a pessoas persuadidas por elas (cf. At 1.6,7)” (Comentário Bíblico Pentecostal.
4ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.432).
II. COMO FOI NOS DIAS DE NOÉ
1. “Comiam e bebiam” (Lc
17.27). Comer e beber são instintos concedidos por Deus. Ninguém sobrevive
sem alimento ou água. Não há nada de errado em comer e beber, porém o erro está
em deixar que as coisas desse mundo tomem o primeiro lugar em nosso coração,
esquecendo-se de Deus e não estando apercebidos quanto à vinda de Jesus Cristo.
Ao se referir aos tempos de Noé, Jesus estava mostrando que no dia da sua vinda
a vida transcorrerá normalmente, sem qualquer aviso prévio. Neste glorioso dia,
as pessoas estarão realizando seus afazeres diários, trabalhando, estudando,
indo à igreja, comprando, negociando, etc, quando serão surpreendidas pela
volta de Jesus, assim como nos dias que antecederam o Dilúvio. Noé, durante
anos, pregou que o Dilúvio viria. Ele falava de dilúvio em um tempo onde as
pessoas ainda não conheciam a chuva, por isso, muitos não creram e zombaram
dele, mas o dia do Dilúvio chegou. Os ímpios foram destruídos e somente Noé e
sua família foram salvos das águas do Dilúvio (Gn 6.13-8.22). Façamos como Noé,
apregoando a justiça e o juízo divino, pois em breve Jesus virá.
Comentário: Os crentes devem viver
em constante expectativa e prontidão para o retorno de Cristo, em contraste com
a indiferença imprudente dos descrentes, que estão absolvidos nas atividades
rotineiras da vida como se elas fossem permanentes. Os homens nos dias de Noé,
levavam uma vida normal neste mundo – note que Jesus não fala de seus pecados –
e negligenciaram sua oportunidade. Noé também era pecador, mas sua diferença
está no fato de ter ele atendido à advertência de Deus e assim, foi salvo. Noé
certamente ‘comia e bebia’, mas não era totalmente dominado pelas coisas desta
vida. Isso não significa que o crente não deve buscar uma vida melhor,
dedicar-se aos estudos e ao trabalho, mas que estas coisas não devem ser a
prioridade em nossa vida.
2. “Casavam e davam-se em
casamento” (Lc 17.27). Casar e formar uma
família são projetos de Deus para o ser humano. Ele disse: “Portanto, deixará o
varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma
carne” (Gn 2.24). Deus deseja o bem-estar do homem e o casamento contribui para
isso. Porém, muitos estão de tal maneira envolvidos com seus cônjuges e filhos
que se esquecem que estamos neste mundo de passagem e que o Dia do Senhor virá.
Mais uma vez Jesus está afirmando que no dia da sua vinda, as pessoas estarão
realizando seus afazeres diários quando serão surpreendidas, assim como nos
dias que antecederam o Dilúvio.
Comentário: Minha esposa e meus
filhos são ovelhas que o Senhor me confiou e vou prestar contas deles ao
Senhor. Devo estar envolvido com eles. Porém, muitos estão
de tal maneira envolvidos com seus cônjuges e filhos que se esquecem que
estamos neste mundo de passagem e que o Dia do Senhor virá. como necessária, já
que fala do contraste entre o viver do justo e do ímpio. O justo come e bebe,
casa e dá-se em casamento, mas ao contrário do ímpio, sabe que este mundo é
passageiro e logo o seu Senhor voltará.
SÍNTESE DO TÓPICO (II)
Como nos dias de Noé as
pessoas não estavam apercebidas, assim será na vinda do Filho do Homem.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
“Jesus compara o dia da
sua volta com os dias de Noé e de Ló. Antes do dilúvio, as pessoas viviam a
vida normalmente. Elas continuavam comendo, bebendo e casando-se. Não levaram a
sério as palavras de julgamento que Noé apregoava. Quando chegou o dilúvio,
elas estavam desprevenidas, e todo o mundo pereceu (Gn 7.11-23).
Algo semelhante aconteceu nos
dias de Ló. As pessoas eram dedicadas a interesses terrenos. Elas comiam,
bebiam, compravam, vendiam, plantavam e construíam. Estes indivíduos estavam
preocupados com interesses próprios, não tendo consciência de que estavam a
caminho do julgamento. Eles também estavam desprevenidos quando Deus fez chover
do céu fogo e enxofre (Gn 19.23-25). A oportunidade de salvação passou por eles
e o julgamento divino os colheu. Quando Cristo voltar, essa mesma indiferença e
desvanecimento predominarão (Lc 17.30). As pessoas não discernirão os tempos
nos quais vivem por estarem sobrecarregadas com os cuidados da vida.
Quando o julgamento vier, será
rápido e decisivo. No dia da gloriosa aparição de Cristo, os seres humanos têm
de se precaver contra a devoção às próprias preocupações. Um homem que esteja
no telhado descansando ou se encontre no campo trabalhando, pode pensar que tem
um tempo para voltar para casa e recolher suas posses. Isso será impossível.
Todos devem ser livres de
ligações com as coisas terrenas e estar comprometidos de coração com o Reino de
Deus. A vinda do Filho do Homem requer devoção sincera a Ele. Interesses
mundanos e amor às posses materiais têm consequências fatais” (Comentário
Bíblico Pentecostal. 4ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.433).
III. A CORRUPÇÃO GERAL NA TERRA
1. Toda a terra estava
corrompida e violenta. “A terra, porém, estava
corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência. E viu Deus
a terra, e eis que estava corrompida; porque toda carne havia corrompido o seu
caminho sobre a terra” (Gn 6.11,12). Não havia uma cidade, na Terra, em que a
maldade e a depravação não houvessem chegado. Nos dias atuais, como nos dias de
Noé, a violência tem alcançado níveis assustadores. Segundo órgãos de
pesquisas, o Brasil tem 10% dos homicídios no mundo; a cada ano, morrem 50.000
pessoas assassinadas, sendo a maior parte jovens de 15 a 24 anos; 45.000 morrem
pela violência no trânsito. Certamente a violência e a corrupção moral são
sinais da volta de Jesus. A Igreja precisa orar mais por nosso país e pelas
nações (2Cr 7.14). Diante da volta iminente de Jesus, não podemos ficar
parados, esperando, de braços cruzados que tudo aconteça e que as pessoas
morram e sofram sem salvação. Precisamos, como cristãos, fazer a nossa parte,
levando a mensagem da salvação e vivendo como “sal” e “luz” em meio ao mundo
que está “agonizando”.
Comentário: Não existe outro meio
de salvação que não a cruz ensanguentada. Não como pessoas que jamais ouviram o
evangelho serem salvas, por isso a necessidade universal da evangelização (Rm
2.11). A lógica inescapável em que se baseia o imperativo missionário contido
na Grande Comissão afirma: "Como, pois, invocarão aquele em quem não
creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não
houver quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?" (Rm 10.14,
15). Se os ímpios pudessem na verdade viver à altura das luzes que lhes foram
dadas — isto é, as luzes da revelação natural — toda essa lógica entraria em
colapso, e Romanos 10 deveria ser rejeitado como ensino falso! À luz do que
acabei de apresentar, concluo que ou os ímpios estão perdidos, e sem esperança,
ou a Bíblia está completamente errada, precisando ser corrigida pelos teólogos
que disponham de melhor visão do que a Palavra de Deus apresenta. Todos os
sinais da volta de Jesus se mostram claramente hoje, agora, basta ligar a TV e
assistir os telejornais! Fome, pestes, guerras, perseguição acirrada contra o
‘povo da cruz’, avanço da ciência, aumento da violência, devassidão moral,
relativização da ética... todas essas coisas deveriam nos incomodar a
investimos mais tempo, mais dinheiro, mais oração em favor da obra missionária
e tentar alcançar almas para o Reino. Pense nisso, e reveja a sua mordomia
cristã; o nosso Senhor não tardará.
2. O juízo de Deus sobre a
corrupção geral. Deus resolveu destruir toda a humanidade
através do dilúvio (Gn 6.5-7). Por sua misericórdia, Deus preservou Noé, sua
família e os animais, salvando-os na Arca. Depois da volta de Jesus, haverá
terrível juízo sobre os ímpios (2Ts 1.8,9). Hoje, muitos crentes não oram nem
vigiam. É sinal de que o principal, na vida do crente, está sendo desprezado.
Mas as Escrituras alertam: “Orai sem cessar” (1Ts 5.17; Mt 25.13; 24.42).
Comentário: As Escrituras relatam
nos dias que antecederam o dilúvio, que a terra se encheu de violência, maldade
e concupsciência carnal, com o pecado se manifestando abertamente no ser
humano. Nos dias atuais, a degeneração humana não mudou; o mal continua
rompendo através da depravação, da
imoralidade, da incredulidade, da pornografia e da violência, que dominam a
sociedade inteira (veja Rm 2.18-32). O juízo de Deus não tardará sobre a
humanidade caída e afastada dEle - “Eis que todas as almas são minhas; como a
alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá.
[...] Mas se o perverso se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar
todos os meus estatutos, e fizer o que é reto e justo, certamente viverá, não
será morto”. Ezequiel 18: 4 e 21. “... E os mortos foram julgados, segundo as
suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros [...] E, se alguém não
foi achado no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo”.
Apocalipse 20:12b e 15. A recomendação de Paulo em 1Ts 5.11: ‘exortai-vos uns
aos outros’, isto é, o conhecimento destas verdades darão conforto e esperança
a todos os crentes.
SÍNTESE DO TÓPICO (III)
Toda a Terra encontra-se
corrompida pelo pecado.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
“A esposa de Ló serve de
advertência contra apegar-se à busca de posses materiais. Ela quase escapou da
cidade condenada de Sodoma; mas ela olhou para trás, desejando os deleites que
ela estava deixando. Em consequência, ela foi pega no julgamento de Sodoma e
pereceu (Gn 19.26). Hoje é o tempo de fixar nossos corações em Cristo e nos
tesouros eternos. Corremos alto risco se esperamos até a última hora (cf. Lc
12.35-40). Tentar preservar a vida é perdê-la, mas perder a vida é ganhá-la. Em
outras palavras, buscar a plenitude da vida em coisas terrenas tem
consequências fatais. Devoção a Cristo e abnegação trazem a verdadeira
felicidade e vida. Seguir a Cristo agora e perseverar na fé garantem-nos a vida
no mais glorioso sentido da palavra. Na visão do mundo, estamos desperdiçando a
vida, mas Deus vindicará seu povo. Na sua vinda, diz Jesus, haverá uma divisão
entre os salvos e não salvos. Naquele dia, duas pessoas, o marido e a esposa,
estarão na mesma cama. Uma será levada; outra ficará para trás. Novamente, duas
mulheres estarão moendo grãos juntas; elas também serão separadas. Jesus não
explica o que significa ‘tomado’, mas Noé foi salvo sendo levado na arca
(v.27). Evidentemente as pessoas deixadas para trás são incrédulas, que
enfrentarão julgamento. Cristo levará os crentes da terra, a cena de
julgamento, para estarem com Ele no céu” (Comentário Bíblico Pentecostal. 4ª
Edição. RJ: CPAD, 2009, p.434).
IV. COMO FOI NOS DIAS DE LÓ
1. Dias de intensa corrupção. “Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: comiam,
bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam” (Lc 17.28). Ló era um homem
justo (2Pe 2.7,8) que viveu em uma cidade perversa, chamada Sodoma. Em Sodoma,
e nas cidades vizinhas, o homossexualismo era uma prática comum. Certa vez, a Bíblia
conta que os homens da cidade atacaram a casa de Ló desejando abusar dos anjos
que ali foram enviados pelo Senhor. Aqueles homens pervertidos acharam que os
anjos estivessem fazendo parte de uma festa (Gn 19.15; 13.13; 18.20,21). O
pecado seria castigado, mas Deus não destruiria os ímpios e os justos. O Senhor
demonstrou grande paciência com Ló e sua família, ajudando-os a saírem da
cidade antes da destruição. O dia do juízo de Deus veio para os habitantes de
Sodoma e Gomorra em um momento que eles não esperavam. A vida seguia seu curso
normal, quando Deus fez chover enxofre e fogo destruindo aquelas cidades de
modo fulminante e para sempre (Gn 18.20,21; 19.24; Dt 29.23; 2Pe 2.6). A mulher
de Ló, durante a fuga, resolveu olhar para trás e ficou petrificada (Gn 19.26).
Jesus certa vez alertou: “Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lc 17.32). O coração da
mulher de Ló estava na sua cidade, em seus bens materiais. Que nossos corações
não estejam nas coisas deste mundo — casas, carros, conquistas, etc. — mas nas coisas
do alto, de Deus, pois no grande Dia do Senhor não vamos levar nada desse
mundo.
Comentário: Hebreus 11.7 declara
que Noé foi feito herdeiro da justiça, que é segundo a fé. O Novo Testamento
também declara que ele não era somente justo, como também pregador da justiça.
Nisso, ele é exemplo do que os pregadores devem ser. Uma ligação desprendida
com as coisas deste mundo permite a prontidão para partir desta terra e
estarmos para sempre com Cristo. O destino da mulher de Ló é uma advertencia
contra estar ligado a possessões mundanas. Aqui abre-se um abismo entre a
doutrina protestande ortodoxa e a doutrina da prosperidade neo-pentecostal –
somos salvos para vivermos o Evangelho, caso queira ser rico, que estude e
trabalhe com afinco, querendo Deus, Ele dará todas estas coisas, mas elas não
devem nos dominar.
2. A corrupção mundial. Os “dias de Ló” são emblemáticos e um sinal para os dias em que
vivemos. Recentemente, a Suprema Corte dos Estados Unidos, uma nação onde a
maioria das pessoas se diz cristã, aprovou o “casamento gay”, e igrejas ditas
evangélicas, concordando com tal prática, dão total apoio a esse tipo de união
considerada “abominação ao Senhor” (Lv 18.22; 20.13). No Brasil, o Plano
Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) quer assegurar “os direitos trabalhistas
e previdenciários de profissionais do sexo”. Isso significa que, no programa
oficial, o governo considerará a prostituição uma atividade profissional.
Comentário: A realidade de nossa
sociedade está recheada de crimes hediondos, massacres brutais, pedofilia,
abuso sexual, estrangulamento, pornografia, homossexualismo, imoralidade,
infidelidade, muitas outras coisas semelhantes a estas. Não nos enganemos, isto
já foi predito nas Escrituras; Paulo descreve em 2Tm 3.1-5 a realidade
dos últimos dias num catálogo de perversidades morais. E apesar de orarmos
pedindo clemência, a realidade profética para o futuro é de multiplicação da
decadência moral na humanidade até que Cristo se revele. É necessário que estas
coisas aconteçam e que sirvam de alento para os crentes, pois sabemos a vinda
do nosso Senhor está mais perto.
3. A destruição da família. No Brasil, temos visto vários projetos cujo objetivo é dar fim ao
modelo bíblico, cristão de família. Quem está por trás desses projetos é o Diabo,
pois seu objetivo é destruir a família tradicional, constituída de pai, mãe e
filhos, como Deus instituiu: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de
Deus o criou; macho e fêmea os criou [....]. Portanto, deixará o varão o seu
pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 1.27;
2.24). A diabólica “ideologia de gênero”, que tem sido disseminada em nossa
nação, ensina que o ser humano quando nasce não tem sexo definido, ou seja, nem
é homem ou mulher. Eles dizem, erroneamente, ser “gênero neutro”. É uma prova
inequívoca de que a iniquidade está se multiplicando de forma avassaladora, o
que faz soar “a contagem regressiva” para o Apocalipse.
Comentário: A crise de valores e o
afrouxamento da moral e bons costumes que se verifica e se intensifica a nível
global nos alerta que o soar da última trombeta se aproxima. Alguns paises do
mundo, cinco ou sete talvez, dos mais de 200 que existem, já legalizaram o
casamento entre pessoas do mesmo sexo e esse número tende a aumentar como que
por osmose, à medida que a humanidade vai decaindo moral e espiritualmente,
degenerando de sua verdadeira condição, arranjando para isso todo o genero de
justificação. Hoje tudo é possivel fazer “livre e democraticamente”
contrariando princípios que antes eram considerados sagrados e deixam de o ser
rapidamente porque tudo se muda facilmente. Deus quer que conheçamos a
realidade de decadência social dos dias que antecedem a vinda de Cristo -:
“Sabe, porém, isto...” (2Tm 3.1). Deus quer que identifiquemos o comportamento
prevalecente na humanidade nos últimos dias e nos fornece uma lista detalhada
dos pecados que se intensificarão (2Tm 3.2-5). Deus quer que afastemos destes
pecados e de pessoas que querem nos afastar da verdadeira fé em Cristo - “Afasta-te
também destes” (2Tm 3.5).
CONCLUSÃO
Nunca na História, a
humanidade esteve tão longe de Deus. Mesmo com tantas religiões, a maioria dos
sete bilhões de habitantes do mundo não apenas descreem de Deus, mas o afrontam
em rebelião aberta contra sua Lei e seus princípios. A tendência não é
melhorar, mas piorar, a ponto de superar em intensidade, a corrupção moral dos
tempos de Noé e de Ló. Que Deus nos guarde debaixo de sua poderosa mão,
preservando-nos em santidade para a vinda de nosso Senhor e Salvador Jesus
Cristo.
Comentário: O apóstolo Paulo, que
nos deu as características mais descritivas dos “últimos dias”, chamou-os de
“tempos difíceis” – particularmente ao descrever os costumes da humanidade
durante os últimos dias da Igreja um pouco antes do retorno de Cristo (2Tm 3).
Nossa esperança está firmada na propiciação da cruz ensanguentada. Seremos
guardados da ‘ira futura’ que será derramada sobre os irregenerados no ‘Dia de
YAWEH’ (também chamado ‘aquele dia’ e o ‘grande dia’), o período prolongado de
tempo que se inicia com o retorno do Senhor na sua glória e termina com a
destruição dos céus e da terra pelo fogo, preparando novo céu e nova terra (Is
65.17-19; 66.22; 2Pe 3.13; Ap 21.1). Diante de tudo o que foi exposto, o que
aprendemos? As Suas palavras não poderiam ser mais oportunas: “Passará o céu e
a terra, porém as minhas palavras não passarão. Acautelai-vos por vós mesmos,
para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as
conseqüências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para
que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço. Pois há de
sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra. Vigiai, pois, a
todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de
suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem” (Lc 21.33-36).
Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine; 
Pr. Lucimar
Fernandes da Silveira
Janeiro de 2015
PARA REFLETIR
A respeito da Escatologia
Bíblica, responda:
Segundo a lição, o que precisamos para não sermos enganados?
Precisamos ter discernimento
para não sermos enganados, pois vivemos tempos difíceis, onde muitos estão
pregando um pseudo-evangelho.
Como podemos nos proteger espiritualmente?
Lendo, meditando e obedecendo à
Palavra de Deus, orando, buscando a santificação e participando da comunhão com
os santos.
O que Jesus desejou mostrar ao se referir aos tempos de Noé?
Ao se referir aos tempos de
Noé, Jesus estava mostrando que no dia da sua vinda a vida transcorrerá
normalmente, sem qualquer aviso prévio.
A corrupção moral e a violência são sinais da volta de Jesus?
Certamente a violência e a
corrupção moral são sinais da volta de Jesus.
Onde estava o coração da mulher de Ló?
O coração da mulher de Ló
estava na sua cidade, em seus bens materiais.
SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
Esteja alerta e
vigilante, Jesus voltará
A nação brasileira nunca
esteve mergulhada num vale de corrupção como se encontra hoje. As manchetes são
vastas. A corrupção está entranhada nas esferas pública e privada. E as
notícias do aumento da violência?! E o confronto entre as pessoas, o desejo de
fazer “justiçamento” com as próprias mãos?! De um lado, um poder público
acuado, atordoado; do outro, menores e adultos, agentes do crime galgando os
“louros” para suas próprias vantagens. A sensação é de total insegurança: a
polícia prende, mas a justiça solta.
Há a agenda do doutrinamento
do homossexualismo na tentativa de promovê-lo à normalidade, como se a
heterossexualidade fosse exceção. Igualmente, a agenda da Ideologia de Gênero
empurrada à força para dentro das escolas pelos intelectuais das secretarias
estaduais e municipais de educação — e claro, sob a tutela do Ministério da
Educação, o MEC.
O mundo está perplexo com a
crise dos refugiados na Síria, o avanço do Estado Islâmico e os desentendimentos
diplomáticos entre EUA, Rússia, Irã e Israel, as ditaduras na América Latina,
as ameaças de invasão da Venezuela à Guiana e a busca do confronto com a
Colômbia. Cada vez mais os acordos diplomáticos são ignorados e o respeito aos
pactos internacionais são completamente ignorados. Este é o quadro nada
positivo do mundo hoje.
A Bíblia relata que nos dias
de Ló e de Noé os acontecimentos estavam assim. Índices altíssimos de
corrupção, a violência praticada em números desproporcionais, as ameaças contra
os mais fracos e o predomínio da imoralidade daquelas sociedades. Como elemento
surpresa, ambas as sociedades foram julgadas e destruídas pelos juízos de Deus.
O Altíssimo é justo e o ato da
sua justiça se mostra contra toda a injustiça. A primeira vinda de Jesus Cristo
foi um “brado” da justiça de Deus contra a injustiça dos homens (Jo 1.4,5).
Desde muito tempo, o ser humano se aprofunda em suas mazelas e pecados (Rm
1.18-32). A condenação injusta da pessoa de Jesus de Nazaré demonstra o quanto
o ser humano é mau e capaz de cometer as maiores atrocidades — principalmente
em nome de Deus.
Portanto, haverá um dia em que
o nosso Senhor julgará grandes e pequenos, ricos e pobres (Mt 25.31-46). O
Filho retribuirá cada um conforme a verdade das suas ações. A Segunda Vinda de
Jesus Cristo demonstrará a sua grandiosa justiça. Embora, ninguém saiba dia e
hora!

Nenhum comentário:
Postar um comentário