Lição 6:
O Tribunal de Cristo e os galardões
Data: 7 de Fevereiro de 2016
TEXTO
ÁUREO
“Porque
todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba
segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal” (2Co 5.10).
VERDADE PRÁTICA
Todos os
crentes deverão comparecer diante do Tribunal de Cristo para que cada um receba
a sua recompensa.
LEITURA DIÁRIA
Segunda —
Mt 12.37 - Seremos
justificados ou condenados mediante as nossas palavras
Terça —
Rm 8.1 - Não há
condenação para aqueles que estão em Jesus Cristo
Quarta —
2Tm 4.8 - O justo
Juiz dará a coroa da justiça a todos que amarem a sua vinda
Quinta —
Ef 2.10 - O crente
foi gerado em Jesus Cristo para realizar as boas obras
Sexta —
Mt 5.16 - A nossa
luz deve resplandecer diante dos homens
Sábado —
Ap 22.12 - Em breve
Jesus virá e dará galardão a todos aqueles que foram fiéis
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE
1 Coríntios 3.11-15.
11 —
Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é
Jesus Cristo.
12 — E,
se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras
preciosas, madeira, feno, palha,
13 — a
obra de cada um se manifestará; na verdade, o Dia a declarará, porque pelo fogo
será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um.
14 — Se a
obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão.
15 — Se a
obra de alguém se queimar sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia
como pelo fogo.
OBJETIVO
GERAL
Mostrar
que todos os crentes vão comparecer diante do Tribunal de Cristo para serem
recompensados por suas obras.
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS
Abaixo,
os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada
tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos
subtópicos.
I.
Saber que todos os salvos vão estar perante o Tribunal de Cristo para
serem galardoados;
II.
Explicar como Cristo vai julgar as nossas obras;
III.
Compreender que chegará o dia em que teremos de prestar contas a Jesus
das nossas ações.
INTERAGINDO
COM O PROFESSOR
Servir a
Deus é um grande privilégio e muitos têm dedicado toda a sua vida ao serviço do
Mestre. Na seara do Senhor, enfrentamos lutas, decepções, frustrações, toda a
sorte de intempéries, mas vai valer à pena. No grande Dia do Senhor, seremos
recompensados com os lauréis e os galardões. A Palavra de Deus nos mostra que
as obras de muitos crentes perecerão quando forem provadas pelo fogo do Senhor.
Deus conhece a intenção dos corações. Podemos enganar aos homens, mas não ao
Eterno. Muitos fazem a obra de Deus buscando a glória para si, logo, já tiveram
a sua recompensa.
Que
possamos realizar a obra de Deus com alegria, amor, fazendo tudo de coração,
para a glória do Pai e não para ser visto pelos homens.
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
Na lição
de hoje estudaremos acerca do Tribunal de Cristo e dos galardões. Todos os
crentes terão que comparecer a este tribunal, porém não se trata do Juízo
final, que será instaurado para o julgamento dos ímpios (Ap 20.11-15), mas será
um tribunal para julgar as obras e os atos dos crentes, recompensando-os, ou
não, pelo que fizeram em sua vida. Neste Tribunal, todos os fiéis em Cristo
serão galardoados com justiça.
Comentário: Os crentes serão julgados? A Bíblia diz: “E, como aos homens está
ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo...” (Hb 9.27). Até mesmo
uma pessoa salva deverá passar por um julgamento, o julgamento do tribunal de
Cristo. O julgamento de 1 Coríntios 3, com ênfase nos versos 13 e 14, refere-se
aos cristãos, de modo que se alguém é salvo – é um filho de Deus – e é aí que
ele se encaixa. O Tribunal de Cristo, desta forma, envolve crentes dando contas
de suas vidas a Cristo. O Tribunal de Cristo não determina salvação; esta foi
determinada pelo sacrifício de Cristo em nosso lugar (1Jo 2.2), e nossa fé Nele
(Jo 3.16). Todos os nossos pecados são perdoados e nunca seremos condenados por
eles (Rm 8.1). Não devemos olhar para o Tribunal de Cristo como Deus julgando
nossos pecados, mas sim como Deus nos galardoando por nossas vidas. Sim, como
dizem as Escrituras, teremos que dar conta de nossas vidas. Parte disto é,
certamente, dar conta pelos pecados que cometemos. Entretanto, este não será o
foco principal do Tribunal de Cristo.
I. O
TRIBUNAL DE CRISTO E OS CRENTES
1. O
julgamento. Todos
os crentes, já transformados e com um corpo incorruptível, vão comparecer
perante o Tribunal de Cristo (cf. 2Co 5.10; 1Co 1.8). Não se trata de
julgamento de pecados, pois os que serão julgados já são salvos. Os ímpios é
que passarão pelo julgamento de suas obras e pecados, no juízo do Trono Branco,
após o Milênio (cf. Ap 20.11-15). Os salvos em Cristo Jesus, desde que
permaneçam fiéis, em santidade, não mais passarão por qualquer tipo de
condenação: “Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo
Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito” (Rm 8.1). Estar
“em Cristo Jesus” é a condição indispensável para ter sido salvo e permanecer
salvo. Neste tribunal serão julgadas as obras dos salvos que foram praticadas
na Terra, a fim de que recebam, ou não, o galardão (Ap 22.12).
Comentário: No Tribunal de Cristo, crentes são recompensados tomando-se por base o
quão fielmente serviram a Cristo (2Co 9.4-27; 2Tm 2.5). As coisas pelas quais
seremos julgados serão provavelmente o quão fielmente obedecemos à Grande
Comissão (Mt 28.18-20), o quão vitoriosos fomos sobre o pecado (Rm 6.1-4), o
quão bem controlamos nossa língua (Tg 3.1-9), etc. A Bíblia fala dos crentes
recebendo coroas por diferentes coisas com base em quão fielmente serviram a
Cristo (1Co 9.4-27; 2Tm 2.5). As várias coroas são descritas em textos como 2Tm
2.5; 2Tm 2.4-8; Tg 1.12; 1Pd 5.4 e Ap 2.10. Tiago 1.12 é um bom resumo de como
devemos pensar no Tribunal de Cristo: “Bem-aventurado o homem que sofre a
tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor
tem prometido aos que o amam.”
2. Quando
se dará? Segundo
Eurico Bergstén, acontecerá no dia em que Jesus voltar. O Salvador voltará e
trará o seu galardão consigo (Ap 22.12). Naquele grande dia, todos os crentes
que permaneceram fiéis ao Senhor, servindo a Ele com integridade, receberão a
sua recompensa. Paulo foi um servo que sofreu muitas tribulações (naufrágio,
cadeias, fome, nudez) em favor do Reino de Deus, porém ele esperava o dia em
que receberia a sua coroa (recompensa). Ele afirmou que “naquele dia” receberia
“a coroa da justiça” que lhe havia sido reservada (cf. 2Tm 4.8). Não desanime
diante das dificuldades enfrentadas neste mundo, pois em breve Jesus virá e
recompensará todo o seu trabalho. Esta é a melhor recompensa que um servo ou
uma serva de Deus pode receber.
Comentário: Este julgamento de cristãos acontecerá logo após o arrebatamento e
certamente durante o período de sete anos de tribulação: Em primeiro lugar, é
sustentado por dedução lógica. Se crentes hão de ser julgados pelas obras
feitas antes do arrebatamento, faz sentido que tal julgamento seguir-se-á de
perto ao arrebatamento. Parece lógico fazer saber os resultados do julgamento o
mais cedo possível. Em segundo lugar, em Lucas 14.14, Jesus diz que a
recompensa pelas obras praticadas será entregue "na ressurreição dos
justos", e isto acontecerá, como vimos, na época do arrebatamento. Em
terceiro, 1 Coríntios 4.5 e Apocalipse 22.12 indicam que Cristo conferirá galardões
na época de Sua vinda para os Seus, com a sugestão que acontecerá muito perto
daquela vinda.
3. Quem
será o juiz? Não
temos dúvida e podemos afirmar, segundo a Palavra de Deus, que o juiz será
nosso Senhor Jesus Cristo (2Tm 4.8). O Pai entregou a Jesus todo o juízo (cf.
Jo 5.22). Somente Deus e o seu Filho, no Universo, têm o direito legítimo de
julgar os homens. Queira ou não, ninguém escapará da justiça do Todo-Poderoso
(Is 43.13).
Comentário: O termo usado nas Escrituras para se referir à esse julgamento é "o
tribunal de Cristo"; emprega-se em 2Co 5.10 e Rm 14.10. O
"tribunal" (grego - bema) do mundo Grego e Romano era o lugar onde um
juiz sentava. Por exemplo, usa-se a palavra "bema" do lugar onde
Pilatos sentou quando se pronunciou sobre Cristo (Mt 27.19; Jo 19.13) e do
lugar onde Gálio sentou quando Paulo foi levado perante ele em Corinto (At
18.12,16; cf. 25.6). Então, o tribunal de Cristo será o lugar onde Cristo
promulgará julgamento aos santos arrebatados, glorificados da igreja. Jesus Cristo
se assentará para julgar as obras dos membros do seu corpo, a Sua noiva, a
igreja, provando-os pelo fogo. Se as obras de um cristão forem inteiramente
consumidas no processo e assim se revelarem inúteis, ele sofrerá a perda de não
ser o "vencedor da corrida", porém sua salvação nunca estará em
questão. Esse ponto foi definitivamente estabelecido na cruz do Calvário.
SUBSÍDIO
ESCATOLÓGICO
“As
Escrituras ensinam que todos os membros da raça humana são responsáveis perante
Deus (Jr 17.10; 32.19). Deus julgará tanto crentes quanto ímpios. O julgamento
dos ímpios será diante do Grande Trono Branco — um evento descrito em
Apocalipse 20.15, o qual ocorre após o reino milenial de Cristo. Este é o
último julgamento antes da eternidade futura. Em 2 Coríntios 5.10, Paulo fala
sobre o julgamento de todos os crentes: ‘Porque todos devemos comparecer ante o
tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo tiver feito por meio do
corpo, ou bem ou mal’.
O fato de
todos serem julgados demonstrará a justiça de Deus perante todas as criaturas.
A salvação de alguns será a maior demonstração da graça de Deus que o mundo já
viu. O julgamento dos ímpios ratificará seu desprezo pela salvação oferecida
por Deus em seu Filho, resultando em condenação eterna” (LAHAYE, Tim.
Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, p.462).
II. AS OBRAS DO CRENTE E O
JULGAMENTO DE CRISTO
1. A
precisão do julgamento. O julgamento será preciso, pois passará pelo crivo do Senhor Jesus
Cristo. Muitos fazem a obra de Deus e praticam boas ações apenas para serem
vistos pelos homens. Estes buscam satisfazer seus interesses pessoais, buscam
seus próprios galardões. Mas a Palavra de Deus diz que todas as obras serão
provadas pelo fogo. O fogo divino vai purificar e revelar qual é a verdadeira
intenção do coração.
Comentário: Várias passagens indicam a necessidade desta ocasião de juízo: Em Mateus
12.36, Jesus diz que "toda palavra frívola que proferirem os homens"
será chamada à prestação de contas; isto é uma declaração geral, na certa se
referindo aos salvos e perdidos. Em Gálatas 6.7, Paulo dá o princípio que todos
vão colher o que semearam. E em Colossenses 3.24,25, Paulo fala em particular
aos cristãos quando diz que os que servirem bem ao Senhor receberão "do
Senhor a recompensa da herança”, mas os que fizerem errado colherão pelo errado
que fizeram. E mais, ambos os textos mencionados e identificados na ocasião são
significantes. Romanos 14.10-12 diz que “cada um de nós dará contas de si mesmo
a Deus", referindo claramente aos cristãos. Indica que ninguém estará
isento nesta questão. O mesmo pensamento é expressada em 2 Coríntios 5.10 com
as palavras: "Importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de
Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio
do corpo". João descreve em Apocalipse 1.14 a Jesus Cristo glorificado e
diz que: “os seus olhos (são) como chama de fogo”. Isto significa que um dia
nossas obras estarão sujeitas ao rigoroso exame dos olhos de nosso Senhor Jesus
Cristo. Esses olhos santos irão atravessar nossas almas, a fim de testar as
nossas obras e queimar tudo que nós tivermos feito. Pois, o que não tiver sido feito
por amor a Ele não irá suportar o fogo. Ele vai ver o tipo de cada obra e
também a razão da mesma. Paulo diz em 1º Coríntios 13.3: “Ainda que entregasse
o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria”.
Quando as pessoas lêem esta passagem sempre a interpretam do ponto de vista
humano. Elas a lêem aplicando-a ao “amor ao próximo”. Mas é bom ter cuidado. O
primeiro mandamento em Mateus 22.37 é: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu
coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento”, logo, ele se refere
ao fogo que perscruta nosso ser e pesa nossas obras.
2. Ouro,
prata e pedras preciosas. Na Bíblia, o ouro simboliza aquilo que procede de Deus, as coisas
divinas (Jó 22.23-25; Ap 3.18). Podemos comparar o ouro às obras que os crentes
fizeram para a glória de Deus (1Co 10.31). Obras praticadas por crentes que têm
um espírito quebrantado e contrito. Estas foram “feitas em Deus” (Jo 3.21), ou
seja, em parceria, comunhão com o Senhor. Quando usamos bem os talentos dados
por Deus, realizamos obras “de ouro” (Mt 25.14,20). São obras que glorificam
não o nosso nome ou ministério, mas a Deus (Mt 5.16). Na tipologia bíblica, a
prata é símbolo de redenção. No Antigo Testamento, a redenção dos filhos de
Israel era paga em prata (Êx 30.11-16; Lv 5.15). No Novo Testamento, simboliza
a redenção feita por Cristo (1Pe 1.18; 1Co 6.20). As pedras preciosas são
símbolos do Espírito Santo, ou da glória de Cristo no crente (Jo 17.22). Os
crentes que possuem os dons espirituais têm o adorno do Espírito Santo. São
obras feitas pelo poder do Espírito Santo (Fp 3.3; Tt 3.5).
Comentário: Os resultados do julgamento serão ou um
galardão por obras aprovadas ou uma sensação de perda por feitos desaprovados.
Isto é claro pela maneira como Paulo trata o assunto em 1 Coríntios 3.9-15. Ele
fala sobre material de construção de duas categorias: "ouro, prata, pedras
preciosas" não sujeitas a destruição de fogo, e "madeira, feno,
palha" que o são. Ele declara que os "cooperadores de Deus"
podem construir com materiais de uma ou outra classe no seu serviço por Ele;
mas o fogo do juízo revelará de que classe vêm. Aquele cujas obras são da
primeira categoria "receberá galardão", mas aquele cujas obras não
resistem ao fogo, "sofrerá ele dano". As obras que agradam a Deus,
que fazem uma contribuição digna ao "edifício de Deus", serão
declaradas "ouro, prata, pedras preciosas"; os feitos que não O
agradam, que não contribuem ao edifício, serão julgados "madeira, feno,
palha". Ouro na Bíblia significa divindade. Todos os
móveis do Tabernáculo eram decorados com ouro. O ouro representa a coisa mais
elevada ali, porque é a coisa mais elevada aqui na terra. E como sabemos disso?
As ruas da Nova Jerusalém serão de ouro e esta é uma cidade preciosa por ser de
ouro puro. O ouro significa divindade e em inglês se tirarmos o “l” da palavra
“gold”, teremos a palavra “God=Deus”. Sempre que se adora Jesus
Cristo como Deus e sempre que O louvamos como Deus “ajuntamos tesouro no céu”
(Mt 6.20). Quando estamos com problemas essa é a melhor ocasião para se louvar
a Deus, porque o fazemos como um sacrifício. Esse é “o sacrifício de louvor” de
Hebreus 13.15. Jesus disse á mulher de Samaria: “Deus é Espírito, e importa que
os adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4.24). Quando vamos à igreja
e cantamos em alta voz sobre Jesus Cristo e o louvamos com os nossos lábios,
enquanto temos o coração partido, estamos acumulando ouro no Tribunal de
Cristo. Prata na Bíblia é o preço da Redenção. Quando Jesus
foi vendido o seu preço foi de 30 moedas de prata. Quando os judeus iam para a
batalha, recebiam esse valor em prata, como uma espécie de reparação pelas suas
almas. Cada vez que vocês falarem a um homem o que deve fazer para ser salvo,
estarão acumulando um tesouro de prata no céu, conforme Mateus 6.20-21. Sabem o
que vaia acontecer a uma porção de cristãos? Vão chegar lá no céu e descobrir
que estão completamente “quebrados”, que “não possuem prata nem ouro”, mas
somente o preço de Cristo, diante do Tribunal. Pedras Preciosas em
Malaquias 3.17-18: ”E eles serão meus, diz o SENHOR dos Exércitos; naquele dia
serão para mim jóias; poupá-los-ei, como um homem poupa a seu filho, que o
serve. Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o
que serve a Deus e o que não o serve”. Quem não leu em 1 Pedro 2 a respeito de
pedras preciosas? No verso 5 lemos: “Vós também como pedras vivas, sois
edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios
espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo”. Os salvos são como pedras
preciosas. Em Mateus 7.6 somos aconselhados por Jesus, assim: “Não deis aos
cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça
que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem”. Essas pérolas são os
seus filhos na fé. Vocês não vão tomar os seus convertidos e atirá-los aos cães
e aos porcos. O que são cães e porcos? Pedro diz que são os falsos mestres e os
falsos profetas. “E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será
blasfemado o caminho da verdade” (2 Pedro 2.2). Isto está bem claro, quando se
compara Escritura com Escritura. Pena que as pessoas lêem isso tão
superficialmente que jamais entendem corretamente. Pedras preciosas são as
pessoas que vocês levaram a Cristo. Em Zacarias 9.16 lemos que os salvos são
“como pedras de uma coroa”. Quando o filho pródigo regressou ao lar, seu pai
falou: “...Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na
mão, e alparcas nos pés” (Lucas 15.22). Quando alguém nasce de novo é como uma
pedra preciosa aos olhos de Deus. O que significa isto? Significa que as
pessoas que vocês conduzem a Cristo são as suas pedras preciosas que farão
parte da sua coroa. Daí porque os antigos cristãos costumavam cantar: “Haverá
estrelas em minha coroa, à noite, quando o sol se puser”?
Extraído
de
http://solascriptura-tt.org/EscatologiaEDispensacoes/TribunalDeCristo-PRuckman.htm]
3. As
obras que perecerão. “Se
a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia
como pelo fogo” (1Co 3.15). Esse texto mostra que haverá crentes cujas obras
não subsistirão quando passarem pelo crivo do fogo divino. Observe:
Comentário: “Quando Deus o chamar para prestar contas de sua vida, não haverá lugar
oculto, esconderijo, nem protelação. Não haverá ouro que suborne, não haverá
padrinho político que o proteja. Não haverá nada neste mundo que possa proteger
você. Você, como réu estará diante do Tribunal de Cristo”. Hernandes Dias Lopes
A Bíblia diz que no dia do juízo, quando
o Senhor da glória, assentar-se no trono para julgar, os livros serão abertos e
nós seremos julgados segundo o que tiver escrito nos livros. Tudo o que
falamos, fizemos, deixamos de fazer ou pensamos estará registrado lá.
a) Madeira. Na Bíblia, madeira é símbolo das
coisas humanas. É uma figura da árvore, que cresce por si mesma. Há crentes que
fazem muitas coisas, mas buscando a glória humana. No fogo do julgamento, elas
vão desaparecer. Há quem trabalhe muito na igreja, mas não o faz para a glória
de Deus (1Co 10.31). Madeira não resiste ao fogo.
b) Feno. Feno é capim, erva seca. São
obras aparentes, mas sem consistência, sem vida, tais como erva seca (Is 15.6).
O capim é perecível (Is 51.12) e representa as obras dos crentes que trabalham
somente buscando a glória e a fama para si. Infelizmente, nos dias atuais, há
muitos pregadores e cantores que só realizam a obra de Deus pelo dinheiro ou se
o evento tiver destaque na mídia. Estes “já receberam o seu galardão”, aqui
mesmo (cf. Mt 6.2,5,16).
c) Palha. A madeira tem certa
consistência, mas a palha é muito fraca. Não resiste a força do fogo. O vento a
leva com facilidade (Sl 1.4; Jó 21.18; Os 13.3). É instável. Não pode se
misturar com o trigo (Jr 23.28); palha representa obras sem firmeza, ou seja,
feita por crentes que são inconstantes. Muitos vivem mudando de igreja, de
costume, de crenças, etc. São levados, como a palha, por “todo vento de
doutrina” (Ef 4.14).
Comentário: O apóstolo Paulo mencionou seis diferentes materiais que,
figurativamente, representam os elementos que empregamos na construção de nossa
vida cristã. Os materiais são indicados como ouro, prata, pedras preciosas,
madeira, feno e palha. Os três primeiros são resistentes ao fogo do julgamento
de Cristo. Os três últimos são frágeis e não resistem ao juízo de fogo. A obra
de cada um será provada (1 Co 3.13-15). O tribunal de Cristo avaliará os
materiais que temos utilizado na construção do edifício da nossa vida cristã.
As obras feitas com madeira, feno e palha serão manifestas naquele dia, e o
galardão será consoante à avaliação divina. Os materiais de madeira, feno e
palha são inflamáveis e perecíveis, por isso, tudo o que for construído com
eles não subsistirá. O juízo que determinará a qualidade das obras feitas (2 Co
5.10). As obras praticadas pelo crente serão submetidas ao julgamento naquele
dia para se determinar se são boas ou más. A palavra “mal” na língua grega
aparece como kakosou poneros, e ambas significam aquilo que é eticamente mal.
Porém, a palavra poneros, além de denotar maldade, tem o sentido de se estar
praticando alguma coisa de total inutilidade. Portanto, o que Paulo entendia
como obras más era a prática de coisas sem utilidade alguma, feitas com
materiais espiritualmente imprestáveis.
SUBSÍDIO
BIBLIOLÓGICO
“O
propósito do julgamento dos crentes diante do Tribunal de Cristo é determinar
se as obras de cada um foram dignas ou não. O julgamento é apenas para os
crentes, de modo que, ainda sofram danos, estes serão salvos. Além disso, aqueles
que ali forem julgados terão firmado suas vidas na Rocha, que é o próprio Jesus
Cristo (1Co 3.11,12). O Senhor avaliará as obras dos crentes ao longo de toda a
vida. Uma vez que fomos separados para as boas obras que Deus preparou para os
crentes (Ef 2.10), deveríamos esperar que Ele examinasse a fidelidade de nossas
ações” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ:
CPAD, 2008, pp.463,464).
III. A PRESTAÇÃO DE CONTAS DO CRENTE E OS
GALARDÕES
Galardões
são prêmios. Lauréis a que o crente fez jus, pois desempenhou bem a função para
qual foi vocacionado no Reino de Deus.
1. Os
pastores darão conta dos seus rebanhos. Ser pastor é um grande privilégio, mas também
uma responsabilidade muito grande. Sabemos que a salvação é individual, mas
aqueles que servem ao Senhor como pastores, um dia, terão que prestar contas ao
Sumo Pastor. O profeta Ezequiel, criticou os líderes (pastores) de Israel por
cuidarem de si mesmos, ao invés de cuidarem das ovelhas do Senhor. Leia Ezequiel
34. O profeta não se calou diante do erro dos líderes do seu povo, mas com
coragem e ousadia, apontou o pecado e pronunciou o julgamento divino (Ez
34.7-10). O Senhor dará a justa recompensa a cada pastor pelo seu trabalho.
Muitos tem se desgastado fisica e emocionalmente em favor das ovelhas do
Senhor. São incansáveis na pregação, no ensino da Palavra, visitando e cuidando
de cada ovelha com muito carinho e zelo, seguindo o exemplo do Bom Pastor (Jo
10.10). Estes receberão o justo galardão pelo trabalho realizado. Por isso, se
você recebeu de Deus o ministério pastoral, cuide com zelo de suas ovelhas,
exerça seu ministério com dedicação, pois em breve Jesus voltará e lhe dará os
lauréis pelo seu trabalho.
Comentário: As obras praticadas pelo crente serão submetidas ao julgamento naquele
dia para se determinar se são boas ou más. A palavra “mal” na língua grega
aparece como kakos ou poneros, e ambas significam
aquilo que é eticamente mal. Porém, a palavra poneros, além de denotar maldade,
tem o sentido de se estar praticando alguma coisa de total inutilidade.
Portanto, o que Paulo entendia como obras más era a prática de coisas sem
utilidade alguma, feitas com materiais espiritualmente imprestáveis.Lições
Bíblicas CPAD, Jovens e Adultos-3º Trimestre de 1998. Título: Escatologia — O
estudo das últimas coisas; Comentarista: Elienai Cabral.Lição 8: O Tribunal de
Cristo, Data: 23 de Agosto de 1998. A palavra de Deus, na primeira carta a
Timóteo 3.1, nos encoraja a aspirar na dedicação à obra do ministério e na pregação
do Evangelho do Senhor Jesus, e fortalece dizendo: Se alguém deseja o
episcopado, excelente obra deseja. Mas temos contemplado hoje muitos desvios. A
Bíblia nos fornece muitos elementos pelos quais se pode reconhecer o abuso
neste ministério - tanto no Velho como no Novo Testamento (Jr 10.21; Ez 34.2-4;
1Pe 5.3; 3Jo 9; 1Pe 5.1. Uma Igreja que tolera um pastor infiel sofre danos já
agora. Os membros se espalham (Assim se espalham, por não haver pastor, e se
tomaram pasto para todas as feras do campo. As minhas ovelhas andam desgarradas
por todos os montes, e por todo o elevado outeiro; as minhas ovelhas andam
espalhadas por toda a terra, sem haver quem as procure, ou quem as busque. Ez
34.5-6). Numa igreja onde Cristo, o cabeça, é suibstituido por um “pastor”
ditador, fatalmente o rebanho se espalhará. Ao pastor infiel, Deus vai dar
termo ao seu pastoreio: "Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu estou contra
os pastores, e deles demandarei as minhas ovelhas; porei termo ao seu
pastoreio, e não se apascentarão mais a si mesmos; livrarei as minhas ovelhas
da sua boca, para que já não lhes sirvam de pasto. (Ez 34.10). Um pastor
ditador pode se manter por algum tempo no trono, porém o dia vem quando Deus
mesmo o afastara do seu ministério. Convém lembrar mais uma vez que toda a
liderança da igreja é responsável perante Deus quando permite que se crie uma
situação destas. A toda a liderança é atribuída o cuidado pelo rebanho (Atos
20.17 a 28) e cada um dará contas a Deus pelas pessoas que foram
espalhadas.
2.
Crentes darão conta de seus talentos. Todo crente recebeu algum tipo de talento
(habilidades, dons) do Senhor. Uns recebem mais e outros menos, pois estes são
distribuídos de acordo com a capacidade de cada um, mas todos recebem (Mt
5.14-30). O Senhor espera que venhamos desenvolver nossos talentos com
dedicação e zelo, utilizando-os para a glória do Pai. Você é responsável,
perante o Senhor, por usar bem aquilo que Ele lhe concedeu. Jesus está
voltando, por isso, é tão urgente que venhamos empregar nosso tempo e nossos
talentos diligentemente em sua obra. Não aja jamais como o servo negligente,
que com medo do seu senhor, enterrou seu talento. Utilize suas habilidades em
favor do Reino de Deus, pois o Pai vai lhe recompensar por isso.
Comentário: Já vimos que as pessoas julgadas nesse tribunal são os santos remidos
por Cristo. O texto de 2Co 5.1-10 fala daqueles que lutam nesta vida para
alcançarem o privilégio de serem revestidos de uma habitação espiritual no céu.
Não haverá discriminação nesse lugar. Só entrarão os salvos, os remidos. Não
haverá lugar nesse tribunal para julgamento condenatório. Jesus falou em Mt
12.36 que “toda palavra ociosa (ou frívola) que os homens disserem hão de dar
conta no dia do juízo”. O apóstolo Paulo declarou que todos vão colher o que
semearam (Gl 6.7), e, numa palavra especial aos cristãos, Paulo escreveu que os
que servirem bem ao Senhor receberão a recompensa da sua herança (Cl 3.24,25).
Em 1Co 3.9-15 não há descrição da natureza dos galardões a serem recebidos
pelas obras aceitáveis, mas passagens paralelas sugerem que a recompensa tomará
a forma de "coroas". Distingue-se cinco "coroas" distintas
em vários textos:
(1) a "coroa incorruptível"
para aqueles que dominam a velha natureza (1 Co 9.25);
(2)uma "coroa em que exultamos"
para aqueles que levam outros a Cristo (1 Ts 2.19);
(3) uma "coroa de justiça" para
os que amam a vinda de Cristo (2 Tm 4.8);
(4) uma "coroa da vida" para
aqueles que mantém o seu amor pelo Senhor no meio de tribulação (Tg 1.12);
(5) uma "coroa de glória" para aqueles que são bons pastores
do rebanho de Deus (1 Pe 5.4).
SUBSÍDIO
BIBLIOLÓGICO
“A
distribuição de recompensas será feita no julgamento. Tais recompensas nunca
serão concedidas para satisfazer o ego do crente, mas trazer louvor e glórias a
Cristo, aquEle que capacita o fiel a servir (Fp 1.11). Aos que servem com
fidelidade são prometidas as recompensas. As boas obras, os frutos de justiça,
glorificam aquEle que graciosamente imputou sua justiça aos crentes (Jo 3.21)”
(LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD,
2008, pp.463,64).
CONCLUSÃO
No
Tribunal de Cristo, os crentes fiéis verão que valeu a pena suportar as
aflições do tempo presente: “Porque para mim tenho por certo que as aflições
deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser
revelada” (Rm 8.18). Eles receberão seus galardões. Jesus é que fará a
criteriosa avaliação das obras dos salvos para dar a cada um conforme o seu
trabalho (Ap 22.12).
Comentário: As obras que fizermos por meio do corpo serão
provadas pelo fogo (2Co 5.10) e podem ser aprovadas ou reprovadas (1Co 9.27). A
palavra utilizada por Paulo para “mal” é phaulos, que tem o sentido de
inutilidade, impossibilidade de gerar qualquer bem. Cristo vai avaliar o tipo
de cada obra e também a razão da mesma: foi feito por amor ao Senhor? (1Co
13.3). Pois o primeiro mandamento em Mt 22.37 é: “Amarás o Senhor teu Deus de
todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento”. Se as
fizemos de boa vontade, receberemos galardão (1Co 9.17,18; 1Pe 5.2-4), mas se
as fizemos com motivos de auto benefício, nada receberemos (Fp 1.15). Há um
segundo evento que ocorre para os santos da igreja logo após o arrebatamento.
Apocalipse 19.7-9 refere-se a isto como "as bodas do Cordeiro". Nesta
ceia Cristo será o Noivo e a igreja será a Sua noiva. As figuras de um noivo e
sua noiva em se referir a Cristo e Sua igreja são usadas freqüentemente em
outras passagens do Novo Testamento (veja, por exemplo, Jo 3.29; Rm 7.4; 2 Co
11.2; Ef 5.25-33). As bodas celebrarão a união formal de Cristo com a Sua
igreja num relacionamento eterno. Até este momento estavam separados, Um no céu
e a outra na terra, mas deste instante em diante estarão sempre juntos.
Se o teu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensina;
RM. 12:07
Pr. LUCIMAR FERNANDES DA SILVEIRA
PARA
REFLETIR
A
respeito da Escatologia Bíblica, responda:
Todo o crente vai comparecer ante
o tribunal de Cristo?
Todos os
crentes terão que comparecer a este tribunal, porém não se trata do Juízo
final, que será instaurado para o julgamento dos ímpios (Ap 20.11-15), mas será
um tribunal para julgar as obras e os atos dos crentes, recompensando-os, ou
não, pelo que fizeram em sua vida.
Qual a condição para ter sido
salvo e permanecer salvo?
Estar “em
Cristo Jesus” é a condição indispensável para ter sido salvo e permanecer
salvo.
Quando se dará o Tribunal de
Cristo?
Segundo
Eurico Bergstén, acontecerá no dia em que Jesus voltar.
Como as intenções do coração
serão provadas?
A Palavra
de Deus diz que todas as obras serão provadas pelo fogo. O fogo divino vai
purificar e revelar qual a verdadeira intenção do coração.
Segundo a lição, que tipos de
obra perecerão?
Madeira,
feno e palha.
SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
O
Tribunal de Cristo e os galardões
“Se
a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão” (1Co
3.14). A doutrina do Tribunal de Cristo visa ensinar sobre como a Igreja
prestará contas de tudo o quanto fez enquanto esteve presente no mundo. Ali,
todas as obras se revelarão, desde as mais complexas às consideradas mais
simples. Será um momento de julgamento divino acerca das ações e atitudes dos
salvos em Cristo. Entretanto, é importante não confundir o Tribunal de Cristo
com o Trono Branco. Este será destinado aos ímpios que serão julgados no final
do Milênio, e aquele se destina aos crentes vivos e mortos, que foram
ressuscitados pelo Senhor no advento do Arrebatamento da Igreja, a fim de serem
julgados e receberem cada um, conforme a verdade de suas ações, o seu galardão.
O
julgamento do Tribunal de Cristo se mostra tão sério que o texto base da lição
da semana usa a imagem do “fogo” como elemento probatório à “verdade” e “valor”
da obra julgada — é importante ressaltar que no Tribunal de Cristo serão
julgadas as obras dos crentes. Conquanto a salvação de Cristo é pela graça
mediante a fé, o galardão entregue a cada crente será distribuído mediante as
obras. Neste aspecto, as obras do crente são essenciais para justificá-los
diante do Tribunal de Cristo.
O texto
de 1 Coríntios 3 mostra que acerca dos líderes, mas que pode ser aplicado a
toda comunidade de crentes, a maneira pela qual eles continuarão a edificar a
Igreja de Cristo será julgada neste Tribunal. Aqui, se verificará que tipos de
obras tais líderes fizeram: se edificaram o edifício de ouro, se de prata, se
de pedras preciosas, se de madeira, feno ou palha. Então, o detalhe de cada
obra será manifesto naquela oportunidade. Então, o “fogo” provará a
essencialidade de cada obra. Se após a provação do “fogo”, a obra permanecer, o
crente receberá o seu galardão; senão, não o receberá. O texto diz que a obra
padecerá sofrimento, mas isso não interferirá na salvação do crente. Este será
salvo como pelo fogo, ou em linguagem mais contemporânea, “como por um triz” ou
“por um fio” (1Co 3.14).
Professor,
estimule aos alunos a viverem o mandamento de Jesus: “Ame os outros como você
ama a você mesmo” (Mc 12.31). Explique-os que toda a boa obra na vida do crente
deve se fundamentar no princípio mandatório de nosso Senhor: o amor.


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