Lição 7: As
Bodas do Cordeiro
Data: 14 de Fevereiro de 2016
TEXTO ÁUREO
“E
disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do
Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus” (Ap
19.9).
Comentário: Um espetacular contraste entre esta festa
abençoada e a horrível festa dos versículos 17-18. A Ceia das Bodas do Cordeiro
é a comunhão da bem-aventurança eterna, prenunciada pela Ceia do Senhor, ao
invés de uma refeição literal.
VERDADE PRÁTICA
Nas Bodas
do Cordeiro todos os salvos em Jesus Cristo estarão reunidos e viverão para
sempre com o Senhor.
LEITURA DIÁRIA
Segunda —
Lc 22.30 - Todos os
salvos se assentarão à mesa com Jesus
Terça —
Ap 5.9 - Jesus
comprou homens e mulheres de todas as nações
Quarta —
Ap 22.14 - Bem-aventurados
os que lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro
Quinta —
1Ts 4.17 - Os
crentes que estiverem vivos na vinda de Jesus serão arrebatados
Sexta —
1Ts 5.23 - Que o
Deus de paz nos santifique em tudo até a vinda de seu Filho
Sábado —
Lc 13.29 - Os salvos
virão de todos os lados para estarem à mesa no Reino de Deus
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Mateus 22.1-14.
1 — Então, Jesus, tomando a
palavra, tornou a falar-lhes em parábolas, dizendo:
2 — O Reino dos céus é
semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho.
3 — E enviou os seus servos
a chamar os convidados para as bodas; e estes não quiseram vir.
4 — Depois, enviou outros
servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os
meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas.
5 — Porém eles, não fazendo
caso, foram, um para o seu campo, e outro para o seu negócio;
6 — e, os outros,
apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram.
7 — E o rei, tendo notícias
disso, encolerizou-se, e, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles
homicidas, e incendiou a sua cidade.
8 — Então, disse aos servos:
As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos.
9 — Ide, pois, às saídas dos
caminhos e convidai para as bodas a todos os que encontrardes.
10 — E os servos, saindo
pelos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a
festa nupcial ficou cheia de convidados.
11 — E o rei, entrando para
ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste nupcial.
12 — E disse-lhe: Amigo, como
entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu.
13 — Disse, então, o rei aos
servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o e lançai-o nas trevas exteriores; ali,
haverá pranto e ranger de dentes.
14 — Porque muitos são
chamados, mas poucos, escolhidos.
OBJETIVO GERAL
Saber que todos os salvos em Jesus Cristo estarão
reunidos nas Bodas do Cordeiro.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo,
os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada
tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos
subtópicos.
·
I. Mostrar o
que será as Bodas do Cordeiro;
·
II. Explicar as
consequências da rejeição ao convite do Cordeiro;
·
III. Compreender que somente a Noiva do Cordeiro se assentará à mesa do Rei.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Na lição
de hoje estudaremos a respeito do glorioso encontro da Igreja, a Noiva de
Cristo, com o seu Noivo. Este encontro é chamado de Bodas do Cordeiro, e
somente os salvos em Jesus Cristo poderão participar. As Bodas do Cordeiro será
a conclusão do maior Plano Redentivo da história da humanidade, onde todos os
salvos vão ter a honra de se assentar à mesa do Rei. Neste mundo cruel, muitos
crentes sofrem escárnio, zombaria, rejeição e até morrem por não negar a sua
fé, mas vale a pena ser fiel ao Senhor e se preparar para as Bodas do Cordeiro,
quando ali seremos honrados pelo Noivo.
Incentive
seus alunos a permanecerem fiéis ao Noivo, pois devido à infidelidade de
alguns, muitos estão abandonando a Noiva de Cristo. O Senhor Jesus nos ama e
jamais nos decepcionará. Que você e seus alunos venham olhar para Ele, pois em
breve virá nos buscar e nos assentaremos à sua mesa.
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
Após
galardoar seus servos fiéis, no seu Tribunal, Jesus conduzirá a Igreja às
mansões celestiais, onde será servida a grande Ceia do Senhor. Na lição de hoje
estudaremos este evento glorioso. Veremos que os salvos de todos os lugares da
Terra, em todos os tempos, ao longo da História, estarão reunidos, sob os
olhares dos milhões de anjos, querubins, serafins e demais seres celestiais,
participando da celebração do maior evento do universo.
Comentário: Em muitos trechos do Novo Testamento a
relação entre Cristo e a Igreja é revelada pelo uso de figuras do noivo e da
noiva, tais como Jo 3.29, Rm 7.4, 2Co 11.2, Ef 5.25-33, Ap 19.7,8, e 21.122.7.
Na translação da Igreja, Cristo aparece como o noivo que leva a noiva consigo,
para que o relacionamento que foi prometido seja consumado e os dois se tornem
um. A Ceia das Bodas do Cordeiro é a comunhão da bem-aventurança eterna,
prenunciada pela Ceia do Senhor, ao invés de uma refeição literal. Este
glorioso evento terá seu inicio tão logo termine o Tribunal de Cristo. As Bodas
do Cordeiro será o enlace matrimonial entre Cristo e a Igreja. Será a sua
abertura com louvor (Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos - lhe glória;
porque vindas são as bodas do Cordeiro - Ap 19.7); A esposa estará
preparada (e já a sua esposa se aprontou - Ap 19.8); Enquanto a
meretriz, a falsa igreja é julgada; a verdadeira igreja, a noiva do Cordeiro é
honrada. Enquanto a meretriz tem suas vestes manchadas de prostituição e
violência, as vestes da noiva do Cordeiro são o mais limpo, o mais puro e o
mais fino dos linhos. A noiva se atavia, mas as vestes lhe são dadas – A igreja
se santifica, mas essa santificação vem do Senhor. A igreja desenvolve a sua
salvação, mas é Deus quem opera em nós tanto o querer como o realizar! Será
celebrada a Ceia do Senhor (Bem-aventurado aqueles que são chamados à ceia
das bodas do Cordeiro – Ap 19.9). Cristo mesmo servirá à mesa (Em
Verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar `a mesa, e, chegando-se, os
servirá. Lc 12.37); Os crentes do Velho Testamento participarão desta festa (e
assentar-se-ão `a mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos Céus - Mt 8.11).
Os mártires da Grande Tribulação não participarão desta festa.
I. AS BODAS DO CORDEIRO
1. O que
será? Será
o encontro glorioso, já nos céus, entre Cristo e sua Igreja amada: “Regozijemo-nos,
e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e
já a sua esposa se aprontou” (Ap 19.7). Os chamados “casamentos do século” nem
de longe podem comparar-se às Bodas do Cordeiro. Jesus previu esse
acontecimento: “E eu vos destino o Reino, como meu Pai mo destinou, para que
comais e bebais à minha mesa no meu Reino” (Lc 22.29,30). Na visão do
Apocalipse, João teve o privilégio de registrar o anúncio do grande
acontecimento, que marcará para sempre a união entre Cristo e sua Igreja.
Comentário: As bodas ou casamento é do filho do Rei,
o Senhor Jesus Cristo e sua noiva, a Igreja, sendo o local do casamento o
grande dia final do Tribunal de Cristo, enquanto na terra, estará se findando a
Grande Tribulação. O termo "bodas" vem do latim "vota",
isto é, "votos", em alusão aos votos matrimoniais por ocasião do
casamento. É uma festa de casamento. O termo é também plural porque tal festa
durava sete dias e até 14 dias (Jz 14.12). Na festa, a alegria, solidariedade,
entrega de presentes, paz, comunhão, comida farta, quebra copos e todos os
costumes judaicos numa festa de casamento aconteciam ao som de muita música e
com danças típicas. Isto nos leva a pensar na alegria e gozo imensuráveis que
experimentaremos logo após o Tribunal de Cristo, quando nos sentaremos à mesa
com Cristo, o nosso salvador.
2. Quem
poderá participar destas bodas? Todos os salvos em Jesus Cristo. João viu a
multidão incalculável de remidos por Cristo que estarão com Ele nos céus (Ap
5.11). A Noiva do Cordeiro (a Igreja) é composta dos cristãos verdadeiros e dos
crentes de todas as épocas.
Comentário: Os bem-aventurados convidados para as
bodas e a noiva são as mesmas pessoas – v. 9. A noiva é a igreja e os
convidados para as bodas são todos aqueles que fazem parte da igreja. Os
convidados e a noiva são uma e a mesma coisa. A igreja é o povo mais feliz do
universo. A eternidade será uma festa que nunca acaba. As Bodas do Cordeiro
constituem um acontecimento que, evidentemente, inclui Cristo e a Igreja. Com
base em Daniel 12.1-3 e Isaías 26.19-21, a ressurreição de Israel e dos santos
do Antigo Testamento não ocorrerá até a segunda vinda de Cristo. Apocalipse
20.4-6 esclarece que os santos da tribulação também não ressuscitarão até
aquele dia. Embora fosse impossível eliminar esses grupos da posição de
observadores, eles não ocupam a posição de participantes do acontecimento em
si.
3. Quem
ficará de fora deste glorioso evento? A Palavra de Deus nos assegura que ficarão de
fora todos os que não se mantiveram fiéis e puros até a volta de Jesus, porém,
Apocalipse 22.15 apresenta uma relação, mais detalhada, dos que ficarão de fora
das Bodas do Cordeiro. Não poderão participar: “os cães, os feiticeiros e os que
se prostituem, e os homicidas, os idólatras e qualquer que ama e comete a
mentira” (Ap 22.12-15). A palavra “cães” é vista também em Filipenses 3.2 com o
mesmo sentido. Os “cães” são provavelmente os maus obreiros, aqueles que
“matam”, dispersam e exploram as ovelhas do Senhor Jesus. Quanto à
prostituição, o termo pode se referir tanto à venda do corpo quanto a qualquer
tipo de relação sexual ilícita. Deus criou o sexo e estabeleceu leis imutáveis.
Na Bíblia, temos esses preceitos em vários textos como em Mateus 5.32; 15.19;
19.9 (relações ilícitas); 1 Coríntios 5.1 (fornicação); 6.18; 7.2 (impureza);
Apocalipse 17.2 (devassidão). As Escrituras Sagradas hoje nos advertem: “Que
vos abstenhais da prostituição”.
Comentário:Todos os malfeitores serão banidos da cidade santa não somente para
serem punidos pelo seu mal, mas para que a cidade fique livre da contaminação.
A firmeza de propósito de Deus em excluir o mal do reino definitivo é uma
bênção e um encorajamento para os santos. De algum modo, o rei providenciou
vestes festivas para os convidados desafortunados, a fim de que se trajassem
adequadamente para as núpcias. Qual o sentido simbólico da "veste
nupcial?" Significa despojar-se das vestes antigas, dos andrajos do
pecado, e vestir-se com trajes santos, purificados com o sangue do Cordeiro (Mt
22.11). Os judeus contemporâneos de Paulo, se referiam aos gentios como ‘cães’,
pois os cães são animais impuros segundo a Lei: ‘Mas Jesus disse-lhe: Deixa
primeiro saciar os filhos; porque não convém tomar o pão dos filhos e lançá-lo
aos cachorrinhos’ (Mc 7.27). Jesus também usa esta expressão para aqueles que
não têm cuidado com as coisas de Deus: “Não deis aos cães as coisas santas, nem
deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e,
voltando-se, vos despedacem” (Mt 7.6). Em Fp 3.2 "Guardai-vos dos cães,
guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão", Paulo associa
o termo aos "maus obreiros", que são aqueles que não usam bem os
recursos que Deus lhes dá e apenas fingem trabalhar na obra (pense na parábola
dos talentos) e os da "circuncisão", que eram aqueles que obrigavam
os cristãos a se circuncidarem e a guardarem a Lei de Moisés (a epístola aos
Hebreus foi escrita para suas vítimas). Ap 22.15 apresenta uma relação de
pessoas que não serão salvas, isso deve nos encorajar a investir em missões e
alcançá-los.
SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO
“A Bíblia
descreve muitos casamentos. O próprio Deus celebrou o primeiro de todos os
casamentos (Gn 2.18-25). Dentre alguns casamentos célebres, podemos destacar o
de Jacó e Lia, o de Rute e Boaz, o de Acabe e Jezabel, e o casamento em Caná,
onde Jesus realizou seu primeiro milagre.
No
entanto, o mais maravilhoso dos casamentos ainda está por vir. Jesus profetizou
acerca dele por meio de parábolas (Mt 22.2; 25.1; Lc 12.35,36) e João descreveu
o que Deus lhe mostrou em uma visão: ‘Regozije-mo-nos, e alegremo-nos, e
demo-lhes glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se
aprontou’ (Ap 19.7).
O anfitrião
deste casamento será Deus Pai. Ele é descrito preparando a cerimônia e enviando
seus servos para chamar os convidados (Lc 14.16-23). O noivo é Jesus Cristo, o
Filho amado do Pai. Em João 3.27-30, João Batista referiu-se a Jesus como
‘esposo’ e a si mesmo como o ‘amigo do esposo’. Em Lucas 5.32-35, Jesus, em uma
alusão à sua morte, disse: ‘Dias virão, porém, em que o esposo lhe será tirado,
e, então, naqueles dias, jejuarão’” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular
de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, pp.105-6).
II. A REJEIÇÃO AO CONVITE DO
CORDEIRO
1. O
convite ao povo de Israel. Na parábola das Bodas, que se encontra em nossa Leitura Bíblica em
Classe, Jesus quis antecipar o que acontecerá com os que não estiverem
preparados para entrar nos céus. No texto de Mateus 22.1-14, vê-se que “um
certo rei celebrou as bodas de seu filho” [...] (v.2). Esse rei representa
Deus, o Pai, que já preparou tudo nos céus para as bodas do Cordeiro, de seu
Filho Jesus Cristo. Num primeiro momento, aquele rei manda “seus servos a
chamar os convidados para as bodas; e estes não quiseram vir” (v.3). Refere-se
aos judeus, que, durante séculos, não quiseram ouvir os profetas que lhes
transmitiram a Palavra de Deus, convidando-os para viverem com Ele. Atualmente,
muitos também não dão ouvidos aos profetas do Altíssimo que têm alertado a
Igreja quanto à volta do Rei.
Comentário: Dois insistentes convites são feito a
Israel: 1º Convite - Mt 22.3 “E enviou os seus servos a chamar os convidados
para as bodas; e estes não quiseram vir”; 2º Convite - Mt 22.4 “Depois,
enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar
preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas.
5 Porém eles, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, e outro para o seu
negócio”. No primeiro convite a resposta foi seca e mal-educada, devido à
insistência do rei arranjaram desculpas para se justificarem por não irem.
Assim também os homens estão a responder ao apelo da salvação de maneira
mal-criada e irresponsável, depois da perseverança e insistência da Igreja em
convidá-los inventam desculpas esfarrapadas como: “Tenho minha religião”, “Não
tenho tempo para a Igreja”, “Tenho receio de meus familiares”, e “Já sou
crente”.
2. A
tragédia dos que rejeitaram a Deus. Por rejeitarem a Deus e ao seu Filho, os
judeus vêm sofrendo ao longo dos tempos. Eles sofreram com os cativeiros
assírio e babilônico, onde amargaram a dor por causa de sua desobediência. No
ano 70 d.C., Jerusalém foi invadida pelos romanos, sob o comando do general
Tito, e todos foram dispersos e perseguidos por várias nações. Até hoje, Israel
como um todo sofre por não reconhecer Jesus como o Messias. Mas há um
remanescente que será salvo (Rm 9.27; Ap 7.4-8).
Comentário: Em Rm 9.27, Paulo cita Is 10.22,23 e 1.9
para confirmar que Deus, em sua misericórdia, preservou um remanescente do
Israel físico. Se ele não tivesse agido assim, toda a nação apóstata teria sido
aniquilada.
3. O Rei
convida a todos. Na
parábola das Bodas (Mt 22.1-14) o rei envia o convite a todos que pertencem ao
seu reino, porém seus súditos não quiseram comparecer às bodas. Estes que
tiveram a liberdade de rejeitarem o convite referem-se a Israel. No entanto,
nas Bodas do Cordeiro, todos os que rejeitarem o convite de Jesus Cristo
(judeus e gentios) serão excluídos eternamente da presença e da comunhão do
Filho de Deus.
Comentário: Três classes de pessoas convidadas no
primeiro convite (vv.3-6).
a- Indiferentes - Não davam nenhum valor
ao rei e nem a seu filho.
b- Ingratos - Não foram agradecidos por
serem convidados, acharam-se merecedores de maior dádiva ainda.
c- Homicidas - Violentos e assassinos.
Ultrajaram e mataram os servos do Rei (Mt 22.6). Provocaram o rei à ira.
No último convite revela a justiça divina
irmanada à misericórdia. Segundo o costume, esses convidados não eram dignos,
isto é, eram pessoas comuns, discriminadas pela sociedade e não desfrutavam da
amizade do Rei (Mt 22.8). Estes homens, rejeitados pelos judeus, foram
receptivos ao convite régio e encheram o palácio para as bodas. Os servos do
monarca foram pelos caminhos e convidaram a todos que encontraram, tanto os
maus como os bons (Mt 22.10). É interessante notar que o texto se refere
"às saídas do caminho", indicando não apenas as pessoas dentro dos
limites de Israel, mas a tantos quantos fossem encontrados fora de suas
fronteiras. O livro de Atos dos Apóstolos é um testemunho de que o evangelho
ultrapassou os limites de Israel. Ao recusarem o convite real, os judeus
mostraram ser menos dignos do que os gentios (Rm 11.11; 15.27; 9.20-21).
SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO
“A
Tragédia da Oportunidade Perdida
Enquanto
esperamos pela volta do Senhor não podemos ficar na ponta dos pés, a cada
momento, olhando para o céu. A vida precisa continuar. Este é o verdadeiro
argumento da parábola das dez virgens: Cristo pode postergar o seu retorno e,
se assim for, devemos manter a nossa esperança, continuar aguardando e,
enquanto isso, continuar a servi-lo fielmente. Aqueles que não levam em conta
que o Senhor pode demorar mais do que esperam, no fim, irão se encontrar
desesperados quando estiverem diante de um futuro que não planejaram. Então,
quando o Senhor voltar realmente, eles se sentirão envergonhados (cf. 1Jo 2.28
— ARA).
A única
maneira de nos certificar se estamos prontos para a volta do Senhor é nos
mantermos prontos todos os dias. O bom senso deverá nos ensinar que, de
qualquer forma, essa é a única perspectiva adequada sobre o futuro. Afinal de
contas, não sabemos quando vamos morrer. Isso pode acontecer a qualquer
momento, mesmo que o Senhor atrase a sua volta por mais uma geração. Precisamos
estar sempre preparados para a morte, assim como para a volta do Senhor, porque
de qualquer maneira iremos enfrentar um julgamento (Hb 9.27). Estar preparado
para a volta do Senhor irá, portanto, preparar-nos também para enfrentar a
morte.
Enquanto
isso, devemos continuar a nossa vida e fazer o nosso trabalho, planejando para
o futuro com sabedoria e santo entendimento. Aqueles que pensam que o iminente
retorno do Senhor cancela toda necessidade de um planejamento prudente, não
entendem o que a Escritura está esperando de nós” (MACARTHUR, John. A
Segunda Vinda. 4ª Edição. RJ: CPAD, 2013, pp.165,66).
III. A NOIVA DO CORDEIRO
1.
Assentados à mesa do Rei. Os crentes do Antigo Testamento juntar-se-ão aos fiéis da Igreja,
num só grupo, para assentar-se à mesa do Rei: “E virão do Oriente, e do
Ocidente, e do Norte, e do Sul e assentar-se-ão à mesa no Reino de Deus” (Lc
13.29). Será a consagração gloriosa de todos os salvos que venceram as lutas,
obstáculos e barreiras e mantiveram-se limpos, puros: “O que vencer será
vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da
vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos” (Ap
3.5). Jesus apresentará sua Noiva “sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante”
(Ef 5.27).
Comentário: Quero alargar aqui a visão concisa da
lição. É necessário distinguir as bodas do Cordeiro da Ceia de Casamento. As
bodas do Cordeiro referem-se particularmente à Igreja e ocorrem no céu. A Ceia
de Casamento inclui Israel e ocorre na terra. Em Mateus 22.1-14, em Lucas
14.16-24 e em Mateus 25.1-13, trechos em que Israel aguarda o retorno do noivo
e da noiva, a festa ou a Ceia de Casamento é localizada na terra e tem
referência especial a Israel. A Ceia de Casamento torna-se então uma parábola
de todo o período do milênio para o qual Israel será convidado durante o
período tribulacional, convite que muitos rejeitarão, sendo por isso lançados
fora, e muitos aceitarão e serão recebidos. Por causa da rejeição, o convite
será estendido aos gentios, de sorte que muitos deles serão incluídos. Israel,
na segunda vinda, estará esperando que o Noivo venha para a cerimônia de
casamento e o convide para aquela ceia, na qual o Noivo apresentará Sua noiva
para os amigos (Mt 25.1-13)
2. As
características da Noiva do Cordeiro. Vejamos algumas de suas principais marcas:
a) É fiel. Mesmos enfrentando as intempéries da vida, a Igreja, com a
ajuda do Espírito Santo, permanecerá fiel ao seu Noivo. Hoje em dia,
infelizmente, temos visto a infidelidade de muitos crentes. Estes são infiéis a
seus cônjuges, pastores, igreja e ministério.
b) É
santa. Só
pode ser “Igreja” quem é santo (1Pe 1.15); quem vive em santificação (Hb
12.14).
c) Não dá
lugar ao mundo. Vivemos
neste mundo, mas não pertencemos a ele. Não podemos aceitar sua maneira de
pensar (Rm 12.2). A Palavra de Deus nos adverte: “Não ameis o mundo, nem o que
no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1Jo 2.15).
d) Espera
pelo seu Noivo. A
Igreja aguarda com ansiedade o glorioso dia em que vai se encontrar com o seu
Noivo. Esta é a nossa verdadeira esperança.
e) Adora
a Deus. Como
Igreja do Senhor precisamos adorá-lo em espírito e em verdade (Jo 4.23). Quando
nos reunimos como Igreja temos de ter a consciência de que o mais importante é
a adoração a Deus. Muitos, infelizmente, vão à Igreja, não para adorar ao
Senhor, mas apenas para serem vistos pela liderança ou para cuidarem dos seus
próprios interesses.
f)
Proclama a mensagem do Noivo. Jesus mandou seus servos proclamarem o
Evangelho por todo o mundo, a toda a criatura (Mc 16.15).
Comentário: No Oriente, o noivado é tão sério quanto
o casamento. Na história bíblica a mulher comprometida em noivado era chamada
esposa e, apesar de não estar unida fisicamente ao noivo, ela estava obrigada à
mesma fidelidade como se estivesse casada (Gn 29.21; Dt 22.23,24; Mt 1.18,19).
A Igreja é a esposa de Cristo porque está comprometida com Ele (Ap 19.7; 21.9;
22.17). Naqueles dias, não era aceito que alguém entrasse numa festa sem estar
adequadamente vestido. Trazendo isto para a realidade espiritual, entendemos
que é impossível estar na celebração maior do Reino de Deus sem o traje
festivo. Os convidados sem traje nupcial representam aqueles que pensam ser
capazes de servir a Deus de qualquer modo, sem demonstrar os sinais da obra
purificadora do Calvário. Quem está vestido com sua própria justiça não tem
direito de entrar na festa. Somente aqueles que estão trajados com a
"justiça dos santos" (Ap 19.8). “O ‘linho fino’ do vestido da Igreja
(vv.7,8) são os ‘atos de justiça dos santos’, indicando, portanto, resultado de
julgamento do tribunal de Cristo. Para que isso aconteça aqui, a
Igreja terá subido antes.
Comentário: A noiva deve permanecer pura e bela para o futuro esposo, sem
manchas ou imperfeições morais e espirituais, sempre refletindo a luz e a
glória do Noivo num mundo cada vez mais tenebroso; A noiva deve se manter fiel
ao noivo, às doutrinas, à fé, à esperança, à Palavra de Deus, não tolerando
heresias ou falsos profetas; A noiva deve amar o noivo e somente o noivo,
sendo-lhe inteiramente dedicada, santificada e consagrada, sem “flertar” com o
mundo; A noiva deve manter seu compromisso com o Noivo, assumido no momento em
que aceitou o sacrifício na Cruz do Calvário como prova máxima do amor e do
sacrifício de Cristo – esta é a verdadeira aliança que a une ao Noivo;
Finalmente, a noiva deve aguardar ansiosamente o dia do casamento e estar
preparada para a volta de Cristo, a fim de celebrar as núpcias reais – seguindo
o bom exemplo das cinco virgens prudentes (Mt 25.1-13). A Igreja, que foi o
plano de Deus para a época presente, é agora vista transladada, ressuscitada,
apresentada ao Filho pelo Pai e transformada no objeto por meio do qual a
glória eterna de Deus se manifesta para sempre. A presente era testemunhará o
início, o desenvolvimento e a conclusão do propósito de Deus, a fim de
‘constituir dentre eles um povo para o seu nome’ (At 15.14).
SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO
“As Bodas
do Cordeiro
Quando
Jesus aparecer para destruir o Anticristo e as suas tropas, os exércitos dos
céus seguirão a Jesus, montados em cavalos brancos (que simbolizam o triunfo)
‘e vestidos de linho fino, branco e puro’ (Ap 19.14). Esse fato identifica-os
com a noiva do Cordeiro (a Igreja) que participam das bodas do Cordeiro (Ap
19.7-9). Isto significa que já estiveram no céu, e já estão plenamente vestidos
da ‘justiça dos santos’ (v.8). Esse fato também deixa subentendido que aqueles
atos de justiça já estão completos, e que os crentes foram ressuscitados,
transformados e levados ao céu. Ficaria subentendido, também, que já tinham
comparecido diante do tribunal de Cristo (2Co 5.10). Que tempo de alegria e
deleite aquelas bodas serão!” (HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma
Perspectiva Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, p.639).
CONCLUSÃO
Diante da
revelação acerca do futuro glorioso da Igreja, vale a pena buscar a
santificação para poder participar dessa maravilhosa festa celestial. Nas Bodas
do Cordeiro, só haverá alegria, com a presença de bilhões de crentes salvos, de
todo o mundo, de todos os tempos, rodeados de anjos, do arcanjo, de querubins,
serafins, dos quatro seres viventes e dos vinte e quatro anciãos.
Comentário: “Se seguimos a Cristo, somos parte do
corpo de cristãos formado pela Igreja universal. Nossa verdadeira identidade é
gloriosa, como a da noiva no dia do seu casamento. É uma identidade que nos
posiciona para a ação. A igreja é amada e escolhida, investida de poder por
Deus e separada para servir. Quando falamos da igreja irresistível,
referimo-nos a uma igreja local da qual as pessoas jamais se cansam. Muito mais
importante que isso, no entanto, é o fato de o título nos lembrar da nossa
verdadeira identidade como a noiva de Cristo e de que vivemos à luz dessa
identidade. O título significa que estamos no processo de desenvolver as
características que nos tornam gloriosos como noiva. No fim, uma igreja é
reconhecida como irresistível porque reflete a glória de Cristo – aquele que de
fato é irresistível” (Wayne Cordeiro – A igreja irresistível,
páginas 155/156). Em breve Cristo voltará como o Rei dos reis e Senhor dos
senhores. É Cristo o senhor da sua vida hoje? Você está preparado para se
encontrar com Cristo? Vigie para que aquele grande dia não o apanhe de
surpresa.
Se o teu dom é servir, sirva; se é ensinar,
ensina; Rm. 12:07
MINISTÉRIO SOS DA ALMA
“porque o
remédio para a cura da alma é a palavra de Deus”
PARA REFLETIR
A
respeito da Escatologia Bíblica, responda:
O que
acontecerá depois que os servos fiéis forem galardoados?
Após galardoar
seus servos fiéis, no seu Tribunal, Jesus conduzirá a Igreja às mansões
celestiais, onde será servida a grande Ceia do Senhor.
O que
serão as Bodas do Cordeiro?
Será o
encontro glorioso, já nos céus, entre Cristo e sua Igreja amada.
Quem
participará das Bodas do Cordeiro?
Todos os
salvos em Jesus Cristo.
Quem
ficará de fora das Bodas do Cordeiro?
Todos os
que rejeitarem o convite de Jesus Cristo (judeus e gentios) serão excluídos
eternamente da presença e da comunhão do Filho de Deus.
Quais as características
da Noiva do Cordeiro?
Santa,
fiel e adoradora.
SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
As Bodas do Cordeiro
Após o
episódio do julgamento das obras no Tribunal de Cristo, virá o tempo das Bodas
do Cordeiro. Antes de prosseguir a explicação, dê uma relembrada no caminho que
você já fez com a classe ao longo das seis lições anteriores. Por intermédio do
gráfico, abaixo, mostre a dimensão linear dos acontecimentos, lembrando que a
imagem é apenas para fins didáticos:
ARREBATAMENTO > GRANDE
TRIBULAÇÃO
TRIBUNAL
DECRISTO
BODAS DO
CORDEIRO
Então,
explique a classe que até o momento, apesar de não termos visto ainda o tema da
Grande Tribulação, vimos um evento que ocorrerá paralelamente à Grande
Tribulação, o Tribunal de Cristo, e, nesta lição, nos deteremos ao outro evento
que ocorrerá simultaneamente a Grande Tribulação: As Bodas do Cordeiro.
A palavra
“bodas” quer dizer: enlace matrimonial, casamento, festa ou banquete em que se
celebram as núpcias. É um momento de festa e de alegria o noivo e a noiva que farão
um voto de casamento até que a morte os separe. Na Escatologia Bíblica, o
período que lembra esse momento íntimo entre o noivo e a sua noiva, isto é,
Jesus Cristo e a sua Igreja.
Em uma
passagem dos Evangelhos, quando próximo da sua crucificação, na verdade em sua
última Páscoa com os discípulos, nosso Senhor disse: “Eu afirmo a vocês que
isto é verdade: nunca mais beberei deste vinho até o dia em que beber com vocês
um vinho novo no Reino de Deus” (Mc 14.25). É bem significativo que o apóstolo
João escreva no livro do Apocalipse esta mensagem: “Bem-aventurados aqueles que
são chamados à ceia das bodas do Cordeiro” (19.9). O cumprimento dessa
bem-aventurança se dá exatamente no advento das Bodas do Cordeiro.
Nas Bodas
do Cordeiro, os crentes foram plenamente adornados de atos de justiça, pois já
estiveram diante do Tribunal de Cristo, foram ressuscitados, transformados e
levados ao céu. Assim como temos um momento de intimidade com Cristo por
intermédio da comunhão da Ceia do Senhor, as Bodas do Cordeiro é o momento mais
íntimo de Cristo com a sua Igreja. É o tempo de refrigério, de glória, de graça
e de alegria. É um tempo que marcará a consumação da redenção dos santos.
Portanto, de fato, é bem-aventurado quem passa pelas Bodas do Cordeiro. O
momento do nosso encontro com Jesus Cristo, o Rei dos reis, é o momento para
além da história, em que todo crente estará para sempre com o Senhor.


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