Lição
2 - A Necessidade Universal a Salvação em Cristo
10 de Abril de 2016
TEXTO ÁUREO
"Como está escrito: Não há um
justo, nem um sequer." (Rm 3.10)
Comentário: Como está escrito: esse é o fraseado comum do Novo
Testamento quando ali se apela à autoridade das Escrituras. Os textos bíblicos,
considerados juntamente, salientam o reinado universal do pecado e a consequente
depravação e condenação da humanidade
VERDADE PRÁTICA
O pecado manchou toda a raça humana e
somente o sangue de Cristo é suficiente para purificá-la.
ROMANOS
1.18 – 20:
18 Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e
injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.
19 Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque
Deus lho manifestou.
20 Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o
seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas
coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis.
ROMANOS
1.25 – 27:
25 Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais
a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.
26 Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas
mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.
27 E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da
mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com
homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao
seu erro.
ROMANOS 2.1,17-21:
1 PORTANTO, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas,
porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que
julgas, fazes o mesmo.
17 Eis que tu que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te
glorias em Deus;
18 E sabes a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído
por lei;
19 E confias que és guia dos cegos, luz dos que estão em trevas,
20 Instrutor dos néscios, mestre de crianças, que tens a forma da
ciência e da verdade na lei;
21 Tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que
pregas que não se deve furtar, furtas?
INTRODUÇÃO
Na lição de hoje teremos a oportunidade de compreender que o pecado, em
sua universalidade, atingiu os gentios, os judeus e toda a raça humana. Todos
ficaram debaixo do impiedoso jugo do pecado. A necessidade de uma salvação
universal, na pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo é um tema bastante claro na
argumentação do apóstolo Paulo em Romanos 1.18 a 3.20. Paulo nos mostra em
Romanos que tanto os pagãos, que estavam nas trevas do pecado, quanto os
judeus, que se orgulhavam de possuir a Lei divina entregue a Moisés no Sinai,
estão sob o domínio do pecado. Veremos nesta lição que somente a revelação da
justiça de Deus em Cristo Jesus é suficiente para salvar tanto os judeus quanto
os gentios.
Comentário: Adão e Eva pecaram ao desobedecer a Deus. O pecado deles afetou toda a
humanidade, por isso, as Escrituras afirmam que "todos pecaram e
destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23).
A doutrina do pecado é uma das mais importantes doutrinas da teologia
cristã. A queda é o marco da origem do pecado no mundo e de todas as
deficiências que existem nele. É o momento histórico que explica tanto a origem
de todo o mal existente no mundo, como a concepção correta do pecado. Assim,
não compreender o pecado do ponto de vista do Velho Testamento impossibilita
vislumbrar a maravilhosa graça no Novo Testamento. Da mesma forma, é necessário
compreender a queda do ponto de vista teológico, pois apenas assim pode-se
notar suas conseqüências danosas na humanidade, bem como em todos seus
relacionamentos. Ou seja, sem a queda não se pode reconhecer o pecado, e sem
ele não há necessidade de salvação.
I. A NECESSIDADE DA SALVAÇÃO DOS GENTIOS (Rm 1.18-32)
1. A rejeição. Ao dar início a sua argumentação em Romanos 1.18-32, o apóstolo tem em
mente a triste situação na qual se encontra o mundo gentílico. Esse estado de
insensibilidade frente à realidade das coisas espirituais foi proporcionado
pela ignorância na qual eles viviam.
O pecado os havia lançado para longe de
Deus. Quanto mais distante do Criador, mais o pecado manifesta os seus
tentáculos e ganha força. Essa atitude de rebelião contra Deus culmina na
idolatria, ou seja, coloca a criatura em lugar do Criador. O homem, com suas
paixões e concupiscências, e não Deus, se torna o centro da existência: "E
mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem
corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis" (Rm 1.23). A
ignorância espiritual conduz à idolatria religiosa.
Comentário: O resumo da lei divina é amar a
Deus e ao próximo (Mt 22.37-39). Paulo diz que amar é cumprir a lei (Rm
13.8-10). O homem caído estabelece outro objeto ou objetos para suas afeições,
e tudo aquilo que se coloca em competição com Deus pode ser reduzido a um só –
o eu. Auto-amor particular, à exclusão do amor supremo de Deus e amor igual aos
homens é a própria raiz da depravação. A vontade própria, a auto-admiração e a
justiça própria são apenas manifestações diferentes da natureza humana caída.
Todas as pessoas são naturalmente propensas a alguma forma de religião;
contudo, deixam de cultuar seu Criador, cuja revelação geral o torna
universalmente conhecido. O pecado do egoísmo e a aversão às reivindicações do
nosso Criador têm levado a humanidade à idolatria, ao erro de prestar culto a
qualquer outro poder ou objeto, ao invés de cultuar a Deus (Is 44.9-20; Rm
1.21-23; Cl 3.5).
2. A revelação. Se o mundo está em trevas, Deus não pode ser responsabilizado por
isso. Esta é a argumentação de Paulo aos romanos. Deus sempre se revelou aos
homens ao longo da história. Aqui fica evidente que o Senhor se deu a conhecer
através das coisas criadas (Rm 1.20). Essa revelação natural, também denominada
na teologia bíblica de "revelação geral", é uma testemunha contra a
falta de sensibilidade da criatura diante do seu Criador. Embora o homem não
possa conhecer a Deus perfeitamente através da revelação natural ou geral,
conhecimento que só se torna possível através da revelação especial de Deus,
Jesus Cristo, todavia ele deveria se sentir despertado para a realidade
espiritual através das coisas criadas (Rm 1.21).
Comentário: A revelação de Deus através das
coisas criadas chamamos ‘revelação geral’. Este é o termo freqüentemente usado
para se referir ao fato de Deus se fazer conhecido na criação, consciência e
história. O termo é usado em distinção de “revelação especial”, a revelação
salvífica de Deus através de Jesus Cristo nas Escrituras. A revelação geral é
mencionada em várias passagens, mas com maior clareza em Romanos 1.18-32. Paulo
escreve aqui sobre Deus se fazendo conhecido nas coisas da criação (vv. 20, 25)
e na consciência do homem (v. 19;2 observe as palavras neles). Essa
revelação geral, contudo, não tem poder salvífico. Ela não é nem mesmo um tipo
de graça, embora muitos falem dela como um exemplo da assim chamada “graça
comum”. A manifestação de Deus nas coisas que foram criadas é a razão pela qual
ninguém será capaz de se queixar no dia do juízo que não conhecia a Deus. Se
considerarmos Romanos 1, não existe nenhum ateu. Portanto, o ímpio que nunca
ouviu o evangelho pode e será condenado no dia do juízo, como resultado dessa
manifestação. Não um justo sequer! Nenhum ser humano pode ser justificado com
base na sua justiça própria, com base no que conheceu pela revelação natural ou
pela lei moral escrita no seu coração. A revelação geral, portanto, serve
somente para aumentar a culpa daqueles que não ouvem ou não crêem no evangelho.
Ensinar outra coisa é negar o sangue de Jesus Cristo e sua obediência perfeita
como o único caminho de salvação, zombando dele e de sua cruz.
3. A punição. Os versículos 22 até o 32 do capítulo primeiro de Romanos revelam as
consequências do pecado na vida dos homens. Eles tiveram a oportunidade de
glorificar a Deus, mas não o fizeram (Rm 1.21), e agora colhem os maus frutos
dessa obstinação. A expressão "Deus os entregou" não tem o sentido de
causalidade, o que demonstra que Deus não é o responsável por essa obstinação
humana. Ele apenas permitiu que os homens, como consequência de suas próprias
ações e escolhas, andem nos seus próprios caminhos. Todavia, precisam saber que
serão responsabilizados por isso. E de fato o foram. Paulo destaca que essa
atitude reprovada cegou os homens, lançando-os na insensatez da idolatria, pois
trocaram o Criador pela criatura (Rm 1.23). Depois os levou ao desvio da sexualidade
(Rm 1.26,27) e, por último, fez com que eles adotassem uma diversidade de
vícios morais e sociais (Rm 1.28-32).
Comentário:
Paulo retratou claramente a inevitável
decadência em direção ao pecado, Primeiro, as pessoas rejeitaram a Deus; em
seguida, elaboraram seu conceito de como Ele deveria ser; depois cedem a toda
espécie de iniquidades: ganância, ódio, inveja, crimes, lutas, engano, malícia;
finalmente, chegam a odiar a Deus e a encorajar os outros a fazerem o mesmo.
Mas Ele não é o agente dessa progressão em direção ao mal. Quando as pessoas o
rejeitam, Deus permite que elas vivam como desejam. Permite que experimentem as
consequências naturais dos pecados que praticam. Uma vez preso nesse movimento
descendente rumo ao pecado, ninguém poderá libertar-se por suas próprias
forças. Os pecadores devem confiar somente em Cristo para libertá-los da
destruição.
VOCÊ SABIA?
"Todo menino judeu era circuncidado
ao 8° dia de nascimento. Assim, estava unido à comunidade da aliança do Antigo
Testamento, a quem Deus concedera a sua Lei. Possuir a Lei, entretanto, era
inexpressivo, salvo se a pessoa a guardasse. Em breve Paulo irá demonstrar que
não há quem possa cumprir às exigências de sua própria consciência, quanto mais
as mais elevadas obrigações determinadas pela Lei de Deus".
II. A NECESSIDADE DE SALVAÇÃO DOS JUDEUS (Rm 2.1-3.8)
1 Os judeus em relação aos gentios. Paulo valeu-se do método de diatribe
na carta aos Romanos, pois tal recurso permitia que ele dialogasse com os
leitores. É de imaginar que um judeu, quando lesse o que Paulo dissera
anteriormente sobre o mundo gentílico, ficasse eufórico pelo tom duro adotado
no discurso de Paulo. Os gentios, de fato, encontravam-se numa situação
deplorável diante de Deus. Entretanto, os judeus moralistas não estavam em
melhor situação (2.1-16). Eles também eram igualmente condenáveis diante de
Deus (Rm 2.1-3). Eles condenavam os gentios, mas praticavam pecados
semelhantes. Por isso, eram carentes da graça de Deus da mesma forma.
Comentário: (diatribe, “discurso ou conversação filosófica”) Embora ele tenha especificado os judeus apenas, provavelmente ele já os
tivesse em mente antes. Eles concordam com a declaração paulina sobre a ira de
Deus, mas supõem-se a salvo dessa ira. Judeus e gentios parecem diferir
fundamentalmente um do outro no fato de que os judeus ouvem a lei (Rm 2.13),
possuindo-a e ouvindo a sua leitura na sinagoga todo sábado, enquanto os
gentios não têm a lei (Rm 2.14).
2. Os judeus em relação à Lei. Outro aspecto da argumentação do apóstolo em relação aos judeus
encontra-se nos versículos 17-29 do capítulo 2 de Romanos. Paulo sabia que todo
judeu se orgulhava da Lei que lhes fora outorgada no Sinai (Rm 2.17,18). Ao
contrário dos gentios que possuíam apenas a revelação natural, a eles fora dado
também a Lei. Contudo, havia uma incongruência entre o conhecer a Lei e o
praticá-la. Apenas o conhecimento da letra da Lei, sem a devida interiorização
das suas normas e preceitos, conduziu o judaísmo a um moralismo estéril e
farisaico. Nesse aspecto, de nada adiantava conhecer a Lei e não vivê-la (Rm
2.28,29). O judeu se tornara tão culpável quanto o gentio. Infelizmente, é
ainda exatamente assim que muitos cristãos agem.
Comentário: “O versículo 21 coloca os judeus e
gentios na mesma categoria de pecado de mote. Paulo está resumindo a vida de pecado
deles sob a perspectiva do dia final. O argumento que ele apresenta é que todos
os que pecaram perecerão ou serão julgados, indiferentemente de serem judeus ou
gentios, isto é, quer tenham a lei mosaica, quer não. Todos os que pecaram sem
lei (gentios), sem lei também perecerão. Deus será absolutamente justo em seu
julgamento. Se pecou conhecendo a lei, ou se pecou ignorando a lei, o
julgamento será de acordo com o pecado de cada um. "A base do julgamento
são as suas obras; a regra do julgamento é o seu conhecimento" e se eles
viveram de acordo com tal conhecimento. Porque não são os que ouvem a lei que
são justos ao olhos de Deus; mas os que obedecem à lei, estes são declarados
justos.
3. Os judeus em relação à aliança. A pergunta que todo judeu faria Paulo fez para logo depois dar a
resposta: "Qual é, logo, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da
circuncisão? Muita, em toda a maneira, porque, primeiramente, as palavras de
Deus lhe foram confiadas" (Rm 3.1,2). Mesmo tendo afirmado anteriormente
que o que vale mesmo é a circuncisão do coração, o apóstolo não nega os
privilégios de pertencer ao povo de Deus (Israel). Isso é mostrado no
privilégio que eles tiveram de serem os despenseiros dos mistérios de Deus. A
palavra grega logion traduzida aqui como "palavras de Deus",
significa oráculo. A expressão refere-se é a revelação da Lei que Deus deu a
Israel no Sinai. Era uma alta honra ter sido escolhido dentre todas as nações
para ser despenseiro dos mistérios de Deus. Todavia, como bem observou F. F.
Bruce, essa alta honra levava consigo uma grande responsabilidade. Se se
mostrassem infiéis à confiança depositada neles, seu caso seria pior do que o
das nações as quais Deus não se tinha revelado.
Comentário: Ao revelar a sua vontade numa
aliança especial, Deus deu aos judeus uma grande vantagem. O problema dos
judeus não veio da parte de Deus. A incredulidade deles trouxe a condenação
(3-5). Independente da falta de fé por parte dos homens, Deus continua sendo
fiel. Ele é verdadeiro, mesmo se todo homem for mentiroso. Quando reconhecemos
o nosso pecado, exaltamos a justiça de Deus. Se há alguma falha na relação de
Deus com os homens, a culpa certamente é dos homens.
Foi fácil para os israelitas enxergar a
injustiça dos gentios e concluir que aqueles pecadores merecessem o castigo.
Reconhecer o seu próprio pecado foi muito mais difícil. Se Deus não aplicar a
sua lei com justiça aos judeus, ele não teria direito de castigar os gentios
(5-6). Entendendo que a santidade de Deus fica mais evidente quando comparada à
injustiça do homem.
III. A NECESSIDADE DA SALVAÇÃO DA HUMANIDADE (Rm 3.9-20)
1. A universalidade e o jugo do pecado. A argumentação de Paulo em Romanos 3.9-20 é que tanto os gentios
como os judeus sem Cristo estão debaixo da condenação do pecado (Rm 3.9). A
raça humana sem Cristo está sob o domínio do pecado. A expressão grega hüpo
hamartían, traduzida como "debaixo do pecado" tem o seguinte sentido:
no poder de, debaixo da autoridade de. Essa mesma construção gramatical ocorre
em Mateus 8.9. Nessa passagem encontramos o centurião dizendo: tenho soldados
hüpo emautón (por debaixo de mim), que em português tem o sentido de às minhas
ordens. A ideia de Paulo é mostrar que a humanidade em seu estado natural,
separada de Cristo, portanto, sob o domínio do pecado, é incapaz de libertar-se
por si mesma.
Comentário: A conseqüência do pecado de Adão é
que herdamos uma natureza pecaminosa, decaída. Isto não significa que todos os
que não são cristãos vivem uma vida imoral, mas que cada um é pecador e deve se
conscientizar acerca disso, pois o apóstolo Paulo falando dos gentios afirmou
que estes ainda “... que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da
lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; os quais mostram a obra da lei
escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus
pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os” (Rm 2.14,15). João foi
enfático, afirmando: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e
justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se
dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em
nós" (1Jo 1.9-10).
2. Valores e comportamentos. Outras duas verdades que podemos perceber na argumentação de Paulo em
Romanos 3.10 a 18, estão relacionadas com o caráter e a conduta. O pecado
distorceu valores e comportamentos na sociedade. Valores invertidos são marcas
de uma humanidade caída. Somente em Cristo eles podem ser reorientados.
Comentário: Nenhum ser humano peca sozinho. O
pecado sempre fará parte de uma rebelião cósmica contra Deus e contra a
retidão. 1ºJo 5.18 enfaticamente assevera que aquele que “pratica o pecado” é
do diabo. Esse ser maligno é intitulado “deus deste mundo”, 2Co 4.4, e muitos
são seus súditos e escravos. Alguns textos em Salmos demonstram que o homem não
é pecador porque peca mas que ele peca porque é pecador: “Eu nasci na
iniqüidade, e em pecado me concebeu a minha mãe” (Sl 51.5). “Desviam-se os
ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo
mentiras” (Sl 58.3). “Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há
quem faça o bem, não há um sequer” (Sl 14.3). Tais textos demonstram uma das
formas da universalidade do pecado se manifestar: o pecado original ou
congênito, que é a natureza pecaminosa que todo ser humano herda ao nascer. A
natureza pecaminosa é a capacidade e inclinação humana para fazer tudo aquilo
que nos torna reprováveis aos olhos de Deus.
CONCLUSÃO
A universalidade do
pecado, isto é, que todos os homens estão debaixo da condenação eterna, é uma
doutrina claramente demonstrada na Epístola aos Romanos. Por outro lado, o
universalismo, doutrina herética que afirma que todos os homens, independentemente
se acreditam em Cristo ou não, no fim de tudo, serão salvos, é claramente
rejeitada nessa mesma carta. Cabe a nós, portanto, conhecedores desses fatos,
viver essa bendita salvação e compartilhá-la com quem ainda não a possui.
Comentário: A explicação bíblica sobre a
universalidade do pecado está em que Adão e Eva, pessoas humanas literais,
foram criados em estado de inocência, por um ato divino. “O pecado de Adão é a
raiz; os pecados da humanidade são os ramos; os pecados individuais são os
frutos. A sentença de julgamento recai sobre a árvore inteira, e não apenas
sobre uma parte da mesma”.
PARA REFLETIR
1) Segundo a lição em
que culmina a atitude de rebelião contra Deus?
Essa atitude de rebelião contra Deus
culmina com a adoração idólatra que põe a criatura em lugar do Criador.
2) A ignorância espiritual conduz a quê?
A ignorância espiritual conduz à idolatria
religiosa.
3) Os judeus moralistas estavam em melhor situação espiritual que os
gentios?
Não. A argumentação de Paulo é que tanto
os gentios como os judeus sem Cristo estão debaixo da condenação do pecado (Rm
3.9).
4) O que produziu o conhecimento da Lei, sem a devida interiorização das
normas e preceitos?
Apenas o conhecimento da letra da Lei,
sem a devida interiorização das suas normas e preceitos, conduziu o judaísmo a
um moralismo estéril e farisaico.
5) Segundo Paulo, qual a vantagem
de ser judeu?
Muita, em toda a maneira, porque,
primeiramente, as palavras de Deus lhe foram confiadas (Rm 3.1,2).


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